sábado, 30 de junho de 2007

(Johannes Vermeer )


"A definição de belo é fácil: é aquilo que desespera"

Paul Valéry

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Os ocos...


Pessoa certamente avisada disse um dia que as ideias só são boas ou más quando alguém as tenta pôr em prática.
A essência da política como objecto de melhoria do bem-estar do indivíduo e por conseguinte do colectivo (sempre por essa ordem e nunca pela ordem contrária) assenta na discussão das ideias. A discussão ao nível das ideias consegue manter o discurso elevado e na grande maioria dos casos resulta num enriquecimento dos litigantes.
Dar mais valor a quem disse do que ao que disse é um exercício curto de pura demagogia.
Assumir como ataque pessoal uma discordância de ponto de vista ou agredir de forma totalmente gratuita quem se pensa que não concorda com uma opinião ou com uma tomada de posição é um exercício reles e que marca mais quem o faz do que quem o recebe.
Quando o indivíduo constrói a sua realidade em terrenos de consistência duvidosa, tem que ter muito cuidado com o sítio onde põe os pés, sob pena de se afundar naquilo que construiu.
São resilientes os que conseguem crescer em cima dos seus erros e inteligentes os que aproveitam a crítica como um meio de desenvolvimento.
Os outros, os que não compreendem, disparam no vazio com a vã esperança de, entre tantos colaterais, se encontrar alguém que valha a pena. Esses, os ocos, que os há e infelizmente muitos, serão um dia recuperados pelo anedotário.

E esta, hein??

O ex-assessor do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, João Gabriel, no seu livro de confidências sobre os 10 anos da Presidência, corroborou o que há muito se suspeitava. Nunca existiu qualquer conspiração contra o então Primeiro-ministro Santana Lopes. Tudo não passou duma efabulação do mesmo ao ver-se confrontado com uma enormidade de tropeções e tiros nos pés.
No seu relato escrito, João Gabriel reafirma o propósito do Presidente Sampaio em tentar manter a estabilidade política até ao máximo das suas possibilidades. Este ex-jornalista confirma as reservas – pudera!!! – que Sampaio tinha em relação a Santana Lopes, tendo no entanto, conferido o benefício da dúvida ao até então Presidente da Câmara de Lisboa.




João Gabriel tem também uma visão interessante das pretensões de Sampaio à sucessão dinástica de Barroso. Segundo este, Sampaio pretendia ver o então Ministro dos Assuntos Parlamentares suceder a Barroso, entendendo que seria uma sucessão tranquila e garante de estabilidade. Para quem não se recorda, esse Ministro era LUIS MARQUES MENDES.
Curioso o exercício de pensar que o actual líder da oposição podia ser Primeiro Ministro e o PSD não se ter metido no "lodaçal" Santana.

Ave Caesar

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Catilinárias de trazer por casa


Ele faz comentários aos seus próprios artigos.
Ele persegue à exaustão os que acredita serem autores dos artigos com que discorda.
Ele chega a colocar os numeros de telefone dos amigos em local público só para os testar.
Ele denigre a imagem dos amigos só para satisfazer um vontade mesquinha de controlar o que se possa dizer sobre ele.
QVOVSQVE TANDEM ABVTERE, CATILINA, PATIENTIA NOSTRA?*
*Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

Os benefícios do tabaco


Se todos os portugueses deixassem de fumar, o Estado pouparia quase €500.000.000,00 em despesas de saúde relacionadas com o uso do tabaco.
Se todos os portugueses deixassem de fumar, o Estado deixaria de receber cerca de €1.400.000.000,00 em impostos relacionados com o tabaco.
Se todos os portugueses deixassem de fumar (esta conclusão é minha), a esperança média de vida aumentaria o que se reflectiria num agravamento da situação da Segurança Social.
Portanto, caros concidadãos, se não quiserem ver o IVA aumentado para 25 ou 30%, fumem!


this is the end, my friend....the only end


Assim rezava a música dos DOORS. E assim poderá rezar a história e epitáfio do Carnaval Luso Brasileiro da Mealhada.

Em 2008 o Carnaval da Mealhada completará 30 anos. Este evento é o PRINCIPAL E MAIS IMPORTANTE que se realiza no concelho. É este o evento, para além do leitão, que torna a Mealhada conhecida daqui e d`além mar.

Este post escrevo-o sob suspeita: eu gosto do Carnaval da Mealhada. Do Carnaval Luso Brasileiro, porque este é o nosso Carnaval. Dirão muitos que é uma cópia de má qualidade do Carnaval Brasileiro. Certo... mas borrifo-me para isso. Este é o MEU Carnaval. É o Carnaval que conheço desde miúdo, e é o Carnaval que quero continuar a ter.

Segundo os jornais, a Câmara mostra uma "indiferença total" e recusa comprometer-se com a solução. A direcção da ACB está naturalmente cansada. Cansada de mendigar os esforços do Município. De perorar ano após ano para que a Autarquia se assuma, "saia do armário" e reconheça: um Carnaval da Mealhada faz mais pela projecção do concelho do que uma vintena de Feiras de Artesanto e Gastronomia. E, concerteza, o investimento do Município naquela "feirinha" igual a tantas outras será certamente superior.

Para onde caminhamos? Cabral deixou cair a Expo Mealhada, pretende deixar cair o Carnaval. Será que não admite a realização de eventos onde a sua foto não possa ser a estampa das inaugurações? E o que pensa Filomena Pinheiro que ainda este ano aparentava uma real felicidade no Carnaval? Não terá convicções? Não terá voz própria para defender os valores da sua terra?

Os políticos deixaram de ser a solução. Fará o concelho mais que manifestar a sua indignação?

Eu estarei na linha da frente. E vós?


Ave Caesar


terça-feira, 26 de junho de 2007

Força, colega!


António Balbino Caldeira, o autor do blogue Do Portugal Profundo, vai processar José Sócrates por difamação e denúncia caluniosa. A acção constitui a primeira resposta daquele professor do Instituto Politécnico de Santarém ao processo que o primeiro-ministro lhe moveu por causa das notícias que tem publicado, desde Fevereiro de 2005, acerca do percurso académico de Sócrates.
Jornal Publico-edição online 26.06.2007

Ligações Perigosas


A polémica sobre os maus cheiros produzidos pela fábrica de azeites ALCIDES BRANCO continua fértil e a motivar os mais diversos comentários.

Nunca desdenhando as perigosas ligações que muitas vezes coexistem entre a política, os meios empresariais e, porque não, o futebol, convém que as personagens políticas da nossa praça não se deixem arrastar pelo "diz que disse", e façam um esforço para que as suas opiniões sobre matérias delicadas sejam, de todo, insuspeitas para o comum munícipe.

Sobre as nefastas consequências que aquela unidade traz para o concelho, muita tinta ainda pode correr. Ainda ninguém se lembrou de analisar a pureza dos lençois freáticos e descortinar se não houve focos de contaminação. Ainda não foi feita uma avaliação das perdas turisticas, das eventuais reclamações dos aquistas e dos hóspedes das unidades hoteleiras.

Um novo facto que poderá servir para aclarar ou não estas ligações que se fazem entre política e empresas é a recente candidatura de ALCIDES BRANCO, em lista única, à Comissão Política Concelhia do PS da Feira. Não que isso seja, ou possa ser, relevante para a resolução do assunto. Mas nestas matérias convém que todos saibam com que linhas se cosem.

Porque a verdade é como o azeite. Vem sempre ao cimo.

Ave Caesar

domingo, 24 de junho de 2007

Luís Pato e a Bairrada


Numa excelente entrevista publicada na NS, Luís Pato, o “mago da Baga” não desiludiu e manteve a sua inabalável pose de “revolucionário de heranças”.
O mais acérrimo defensor da casta que caracteriza a Bairrada, e da qual ele é o seu melhor defensor e “manuseador”, dá uma verdadeira lição aos demais produtores vinícolas da Bairrada que descaracterizaram a produção com a introdução de castas que nada trazem de novo ao mundo dos apreciadores de vinho. Diremos nós, Cabernet Sauvignon podemos bebê-lo em França, Califórnia, Chile Argentina, África do Sul. Porque razão, tendo nós uma capacidade de produção limitada, haveríamos de copiar o que todos fazem de igual forma? Daí não advém qualquer vantagem competitiva.
Sendo um vitivinicultor revolucionário, é a Luís Pato que devemos prestar a mais sincera homenagem pela defesa do património que os romanos iniciaram no que hoje é Portugal.
Mas da entrevista retirei algo de particular importância. Luís Pato, também um defensor da gastronomia clássica, refere-se ao facto do Leitão praticamente abafar toda a riqueza gastronómica da região. Qualquer turista que visite os futuros projectos desta zona – termas transformadas em spas, campos de golfe e hotéis de qualidade superior – somente irá comer leitão uma única vez. Desta forma, há que potenciar toda a variedade gastronómica e vinícola da região, apostando na diversidade.
Em conclusão, deixou um aviso à navegação. O leitão assado corre o risco da massificação.
Hoje já vemos estabelecimentos de restaurantes à volta das grandes cidades, leitão “drive in” e “take away”, leitão nos shoppings. Este fenómeno pode vir a esvaziar os estabelecimentos da Bairrada e a tornar um produto genuíno e autóctone, num qualquer excremento “fast food”.
Na Mealhada nada foi feito. Nem pelas autarquias, nem pelos restaurantes, que nunca conseguiram unir-se para criar uma Feira do Leitão da Mealhada Internacional e não uma qualquer feira de tascas e sandes de leitão.
O futuro é já ali e não vejo sorrir.

Ave Caesar

sábado, 23 de junho de 2007

O Estraga F*d*s


Lech Kaczynski, o Presidente da Polónia... ia lixando tudo

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Primus Inter Pares


Em post anterior, datado de 31 de Maio, escrevi que se inferia pela sua entrevista a um dos jornais do burgo, que Rui Marqueiro se considerava a ele próprio como o melhor presidente da Câmara Municipal da Mealhada eleito em democracia.
Num artigo de opinião dado à estampa no jornal Mealhada Moderna, Gonçalo Breda Marques acha precisamente o mesmo. Para Breda Marques, só o próprio seria melhor presidente que Marqueiro.
Baralhados?
Continuemos pois.
Toldado pelo ódio que lhe remexe as entranhas, o vereador laranja aproveita todas as janelas que lhe são abertas (e parece-me que Rui Marqueiro lhe disponibiliza alguns parapeitos) para destilar o seu precioso fel na pessoa do actual presidente da Câmara, aproveitando para o comparar com quem o antecedeu.
Num cenário em que existe um presidente de Câmara eleito em funções e a meio de um mandato e um presidente concelhio do maior partido da oposição também em funções, é estranho ver quem comanda a agenda política.
Breda Marques e Marqueiro têm de si uma imagem bastante valorizada e com prováveis razões para assim ser. Em termos políticos, são as pessoas com melhor curriculum no concelho.
É talvez essa a razão das suas afinidades. Essa sensação de Olimpo que ataca os eleitos parlamentares (Marqueiro passou tão pouco tempo no parlamento que até é estranho ter apanhado a moléstia), esse estado de graça que lhes permite ver onde os outros apenas vislumbram, esse caminho comum que ambos pretendem trilhar para glória dos seus nomes, mesmo que ao arrepio do progresso do concelho.
Mas eis que se interpõe a realidade. Num combate directo com Marqueiro, Breda Marques arrisca a maior derrota eleitoral da história do PSD no concelho da Mealhada.
Sendo assim, o que faz correr o homem?

1.O desnorte que lhe provoca Carlos Cabral?
2.A sedução de combater Marqueiro num combate entre iguais?
3.Nenhuma das anteriores e apenas a apologia da teoria do “quanto pior, melhor”?
O futuro promete. E não me parece coisa boa!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Não deixe o samba morrer e Sufoco...

Parece que hoje reune a Assembleia-Geral da Associação de Carnaval. Será que lá vão os vereadores do PSD dizer que a Câmara devia dar ainda mais dinheiro? Será que Marqueiro lá vai explicar aos dirigentes do Carnaval porque razão é que mais vale não apresentarem contas nenhumas do que apresentarem contas onde consta trabalho de emigrantes ilegais, pagamentos a entidades que nunca receberam um tostão e outros que tais? Será que António Jorge Franco vai ter a cara de pau de se sentar na mesa da presidencia da assembleia e ouvir comicio contra a Cãmara de que faz parte? Será que no fim, com a bebedeira vamos ter eles todos a cantarem "Não deixe o samba morrer"?

Catilinárias de trazer por casa...

O piropo perfeito:

«Gosto mais de ti pelo teu corpo de intervenção
do que pelos teus serviços de inteligência.»

by Samuel Úria, in Ainda não está escuro - um blog às direitas!

Isto cheira cada vez pior



Na reunião de Câmara de 24.05.2007, o PSD voltou novamente à "táctica tiro no pé".
Desta vez os dislates pertenceram ao vereador João Pires a propósito, novamente, dos maus cheiros emitidos pela Alcides Branco.

Muito preocupado com os interesses daquela empresa, o vereador acusa o Presidente da Câmara de se encontrar empenhado no encerramento daquela unidade que emprega 38 pessoas.
Cabral, e muito bem, contrapôs que naquela unidade apenas trabalham 4 ou 5 pessoas deste concelho e todos os restantes trabalhadores haviam sido deslocalizados duma outra unidade daquela empresa.

Mas o que não compreende o PSD? Que interesses procura proteger à custa do bem estar de centenas ou milhares de pessoas, da sua qualidade de vida, do turismo que se forma como motor de desenvolvimento do Luso, dos comerciantes que dele dependem, da poluição ambiental, da previsível inquinação dos lençois freáticos que, em última análise, podem vir a prejudicar a própria ÁGUA DO LUSO?
A isto chamo uma imensa irresponsabilidade.

Ficaram os vereadores do PSD convencidos que até ao final de Julho a empresa iria resolver o problema, quando anda há 4 anos a protelar soluções não obstante todas as insistências da Câmara, Junta de Freguesia do Luso e Junta de Turismo?


Faltam 40 dias. A partir desse momento Cabral pode começar a cobrar a prosápia descuidada do PSD. Depois sempre poderá dizer: "PSD stinks!!"

Ave Caesar

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Ele há empregos mesmo stressantes!


"No tempo em que vivia em Los Angeles, levantava-me às oito horas, tomava um duche e ia para o local de filmagens. Comia a menina, davam-me o cheque, tomava um duche e seguia para a outra produtora. Chegava ao segundo local de filmagens, comia a menina,(...). Todos os dias"

"Já fiz um filme em que comi 101 meninas: 25 no primeiro dia, 25 no segundo, 25 no terceiro e 26 no quarto dia. Cinco minutos com cada uma: acabava, trocava de preservativo, entrava outra..."

"Ainda hoje vejo filmes pornográficos e masturbo-me"

Nacho Vidal (actor porno espanhol) in Boa Noite Alvim - Sic Radical

Ecos dum debate


Dizem os "politólogos" que as eleições intercalares de Lisboa são um balão de ensaio para guerras de mais altas patentes.
Pelas ilações que se tiram dum primeiro debate, concluo que os Partidos devem andar à deriva e que, afinal, os independentes até percebem da poda.

António Costa pareceu um homem amordaçado. As decisões que tomou enquanto Ministro e a solidariedade para com o Governo, levam-no a não falar demais sob risco de se enterrar a si ou ao Governo, do qual foi número dois.
Para além duma insistência incompreensível na necessidade de intervenção do Estado (vulgo Governo) na gestão da autarquia que se encontra em ruptura, pouco mais tem a acrescentar. Para além da óbvia dificuldade de justificar como é que tirando um aeroporto da cidade e com isso prejudicar a economia da cidade em valores astronómicos, contribui para a solução de minorar o estado “calamitoso” da autarquia. E ainda se atreve a pedir uma maioria!

Fernando Negrão é uma pálida imagem do partido que representa e do seu líder. Um deserto, um vazio confrangedor. Uma gritante incapacidade de traçar rumos que não sejam mais que um soundbite ouvido algures. Obsessão mesmo só contrariar a de António Costa e evitar uma intervenção musculada do Governo na autonomia das autarquias.

Ruben de Carvalho. Acho que adormeci sempre que falava e só me lembrava da cassetes de Cunhal, Carvalhas e Jerónimo. Nada de novo vem de Leste.

Telmo Correia, o menino reguila que copia tiques do líder. Mais autoridade, mais videovigilância, mais polícia nas ruas. E como se paga aos fornecedores e a todas as Instituições – inclusive de apoio a sem abrigo – com que a Câmara estabeleceu protocolos e agora não pode cumpri-los ? Ops.. nem faço ideia. Talvez com uma festa na Quinta da Marinha?

Sá Fernandes, o embargador mor, confirma o que já sabíamos: eu denunciei, eu acusei eu…atrasei. Ideias para combater o défice? Restruturação dos serviços municipais, acabando com os avençados. E que se faz com eles? Integram-se nos quadros do Município. Está bem, está!!

Por último, as surpresas. Helena Roseta demonstrou que o resultado de Manuel Alegre nas presidenciais não foi um acaso do destino. Mostrou preparação técnica, mostrou conhecimento de causa, inclusive, aproveitou ideias que resultaram duma reunião…com o actual Presidente da República! Tomem e embrulhem. Tem projectos relacionados com a mobilidade, com a habitação, com a recaptação de habitantes para o centro de Lisboa. Ideias que estruturou ao contrário da maior parte dos candidatos.

E mesmo a terminar, Carmona Rodrigues, o técnico pouco político – e polido. Demonstrou conhecer na particulariade os problemas da cidade, assumiu os riscos de certas decisões – manter os apoios a todas as associações mesmo depois dos indecorosos cortes de verbas do Estado – tem projectos práticos, definíveis e concretizáveis, não moinhos de vento e, aí está a faceta do técnico a sobrepor-se ao político, não culpabilizou constantemente os que lhe antecederam pelo estado economicamente instável da autarquia. Quantos resistiriam a fazê-lo?

P.S. – Àqueles que preferiam a síntese, as minhas desculpas. Para a próxima prometo fazê-lo por episódios.

Ave Caesar

terça-feira, 19 de junho de 2007

Os abutres


Os abutres são umas aves necrófagas. Só caçam a suas presas quando já estão mortas ou se encontram sozinhas. Não são lutadoras, não trabalham para alcançar o seu sustento.

No nosso quotidiano também encontramos alguns “abutres”. Sempre à espreita duma oportunidade. Sempre a aguardar um momento de fraqueza ou de distracção das suas presas para desferir um golpe fatal.
No universo autárquico os abutres normalmente estão alerta sempre que surgem projectos para novas obras, novas infrastruturas ou planos de desenvolvimento mais extensos.

Vem esta conversa a propósito do mais recente projecto ou esboço prévio daquilo que virá a ser o PARQUE URBANO DA CIDADE DA MEALHADA.
Logo após o anúncio da aquisição do espaço dos chamados VIVEIROS FLORESTAIS, o Presidente da Câmara tirou da manga um projecto prévio de requalificação. Projecto que, obviamente, não foi dado a conhecer previamente aos Vereadores da oposição e membros da Assembleia. Estranha-se que, de forma reiterada, Carlos Cabral aja como se fosse um qualquer rei absoluto, onde mais ninguém conta para as decisões que se vão tomando neste concelho.
O cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal, de forma cortês, sugeriu um concurso de ideias aberto. Evento que seria uma forma de suscitar a participação cívica dos munícipes, de os chamar a um acto de democracia participada.
Também em reunião de Câmara, o vereador Breda Marques voltou a lembrar a iniciativa que tinha partido do membro da Assembleia, Mano Soares. Em resposta, Cabral não defraudou as expectativas. NÃO HÁ CONCURSO DE IDEIAS PORQUE IDEIAS SÓ AS MINHAS E AS DECISÕES ESTÃO TOMADAS. Totalmente esclarecidos!

Não me atrevo a comentar a postura do Presidente da Câmara porque corro o risco de me repetir infinitamente. Já ninguém é surpreendido.

No entanto, aqui fica o alerta. Se aos munícipes não cabe qualquer participação activa, aguardamos que não seja dado espaço aos abutres. Aqueles que têm sempre ideias de construir mais qualquer coisinha, nem que seja um restaurante, um hotel, e porque não um condomínio naquele que TEM QUE SER O ESPAÇO NOBRE DA CIDADE DA MEALHADA.

Ave Caesar

domingo, 17 de junho de 2007

Há dias assim...


Todos os dias somos levados a pensar nas vicissitudes do fenómeno blogger.
A publicação do último "post" intitulado "OS CONVENCIDOS DA VIDA" teve um número anormal de comentários, a maior parte deles relevantes para conhecer ou tentar compreender determinado quadrante político, outros meramente a roçar a boçalidade.
Sobre os comentários, diversas "teses políticas" podem ser aventadas, designadamente sobre uma eventual disputa de palco entre os dois Marques do PSD: Gonçalo Breda Marques e Carlos Marques.
Como julgo ser raposa velha nas artes da política- se bem que no meu Império estas disputas se resolviam com cicuta - não "li" todos aqueles estados de alma da forma mais estrita. Julgando até que aquelas reacções podem ser, como diria um dos comentadores, obras dum maquiavelismo socialista mais sibilino.
Mas, pelo menos, três ideias podem ter tomado conta dos leitores:
1ª - Nos comentários intervieram os neutros do PSD, os apoiantes de Carlos Marques e os apoiantes de Breda Marques.
2ª - Terão sido os próprios a fomentar o burburinho e assumindo o anonimato aproveitaram para se auto-flagelar.
3ª - Ambos estavam fora do baralho e os socialistas aproveitaram para fomentar uma disputa que provavelmente nem existe.
De que forma podemos então alcançar a verdade? Facilmente. Nada com virem aqui os visados desmentir qualquer contenda que os oponha internamente e sossegar as hostes social democratas que têm a memória acesa para anteriores "guerras civis" que dinamitaram o PSD e o desnortearam do seu principal objectivo que seria ganhar as eleições autárquicas.
Assim, deixamos aqui um repto.
Breda Marques, venha aqui com o sua CONTA - CORRENTE enriquecer o debate e esclarecer os "preocupados" social democratas.
Carlos Marques, porque presumimos que (ainda) não seja blogger, faculte-nos AQUI o seu mail para que o possamos convidar a tomar parte no esclarecimento que pretendemos.
Uma última nota aos leitores. Não pretendemos fabricar líderes, muito menos destruí-los. Por isso queremos que este espaço seja aberto, democrata e propriedade de todas as sensibilidades
Ave Caesar

sábado, 16 de junho de 2007

All-cochett

De repente tudo se clarificou.
Um estudo pago por privados (logo, isento) vale mais que 300 estudos pagos pelo Estado.
Descobre-se agora a que estudo se referia Aníbal Cavaco Silva quando pedia um estudo aprofundado sobre a questão.
Das profundezas da Terra brota agora o campo de tiro de Alcochete a tempo de salvar as finanças do país e a face de José Socrates.
O argumento de que Alcochete reunirá mais fundos comunitários que a Ota (questão perfeitamente secundária) parece agora um argumento válido. Até parece que este país tem problemas de liquidez!
Joe Berardo aparece de uma só vez ligado aos dois maiores elefantes brancos do nosso país: o futuro aeroporto e o Benfica!
Até o zelador das pontes está remetido ao silêncio: não sei se conseguiu garantias da All-Qaeda (dois LL por ser em português) de que não estão interessados em dinamitar pontes num país onde elas caem sozinhas ou se simplesmente o voltaram a pôr no frasco do formol.
Estranhamente, Mário Soares ainda não se ofereceu para resolver o problema.
Marques Mendes perdeu mais uma razão para lutar e agora virou-se para o TGV. Talvez seja melhor pedir ajuda ao Berardo!
Mário Lino tem os especuladores do Oeste todos à perna e dá a ideia que não tem grande vontade de gracejar sobre o assunto.
António Costa passa entre os pingos da chuva sem molhar o panamá.
Dia 16 de Julho começa um novo ciclo para o Governo, o aeroporto volta para a gaveta e alguém virá a terreiro jurar que tudo isto não passou de mais uma monumental gaffe de Manuel Pinho.

Os convencidos da vida...


Fazendo fé nos jornais, na última sessão da Assembleia Municipal, o vereador do PSD Carlos Marques, depois de ter sido acusado – justa ou injustamente – de não ter qualquer ideia ou projecto para o concelho e de nenhuma proposta apresentar enquanto Vereador, resolveu lavar a sua honra de político ofendido.


Ao fazê-lo, e dirigindo-se ao membro da Assembleia Júlio Penetra, afirmou que não seria “ um mero vogal da Assembleia” a dar-lhe lições.


Ora, ao menorizar Júlio Penetra, aquele vereador não deixou de estender o enxovalho aos seus colegas de bancada, que também saíram mal na fotografia ao permanecerem mudos e calados. Somente do lado comunista se terá sentido uma reacção, em jeito de protesto, perante a deselegância de Carlos Marques.


Este gesto revela-nos um pouco do ser e da maneira de estar de certos políticos quando confrontados com as suas fragilidades. Alexandre O`Neill di-lo-ia melhor:

“Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. “in “Uma coisa em forma de assim”.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

O Mercado do Luso


Homero Serra e Jorge Carvalho, respectivamente, Presidente e Secretário da Junta de Freguesia do Luso, no decorrer da última Assembleia de Freguesia tiveram "a mais brilhante intervenção política dos últimos anos".

Sobre a remodelação do Mercado, conseguiram transformar um orçamento de 300 mil euros, numa obra de 20 mil.

Importam-se de me explicar???!!!

Estes dois homens estão claramente sub aproveitados! Os "olheiros" do Ministério das Finanças deviam tomar como exemplo os princípios da gestão praticados nesta linda e simpática vila!


Mas, eu que nada percebo de obras gostava que me explicassem: mas que raio de remodelação se faz com 20.000 euros?

Estaremos só a falar dos baldes de tinta e das trinchas?


Ave Caesar

Jogo Sujo



A cerca de um mês das eleições intercalares de Lisboa, o Governo de Sócrates anunciou pretender obrigar à suspensão automática dos mandatos dos autarcas que sejam acusados pela prática de crimes relacionados com o exercício daquelas cargos públicos.

Ora, atendendo ao calendário político esta intenção parece-nos ser uma clara perseguição a determinado candidato e, por outro lado, pretende dar uma "mãozinha" ao candidato socialista António Costa.

Tanto mais quando as personalidades que têm vindo alertar para a necessidade de moralização da política autárquica são, nem mais nem menos, que o mandatário financeiro de Costa, Saldanha Sanches, e o ex-Secretário de Estado da Justiça, Eduardo Cabrita.

Estes anúncios começam a ser preocupantes e levam-nos a recear que este Governo pretenda "engavetar" a Constituição, negar a presunção de inocência aos portugueses e, por último, permitir a perseguição política a todos os que se lhe opoem. Daqui até chegarmos a um Estado autoritário, é um pequeno passo.

Resta-nos esperar que o Presidente da República esteja alerta e não permita que a insanidade de Sócrates nos transforme numa qualquer Cuba ou Coreia do Norte.
Avé Caesar

quinta-feira, 14 de junho de 2007

As feirinhas e as FEIRAS



"14 mil pessoas passaram pelas tasquinhas" - Carlos Cabral, in MM, 13/06/2007.








Feira do Vinho e da Vinha de Anadia - Litério Marques reafirma vontade de ultrapassar os 100.000 visitantes - in MM, de 13/06/2006.



Cabral orgulha-se, ao tecer comparações com outros concelhos, de assegurar que temos as melhores infrastruturas, os melhores eventos, o maior desenvolvimento.
Mas será que acha que os munícipes não conhecem outras realidades? Que não visitam outros concelhos?

Quando leio que o Presidente da Câmara considera a "nossa" feirinha como o evento mais relevante para o concelho até tremo. Se ainda me falasse dum Carnaval que é eleito como um dos melhores do país, ainda esboçaria um sorriso.

Mas sobre o Carnaval presumo que o Presidente da Câmara não queira falar muito. É que de ano para ano o desinvestimento do Município vai em crescendo.

Ave Caesar









Será miopia ou estrabismo?


"A feira foi muito positiva...foi a mais concorrida dos últimos anos" - Carlos Cabral, in MM, 13/06/2007.


"Fraquíssima....Não anda cá ninguém." - Otília J. Ferreira (expositora na feira), in MM, 13/06/2007.


Ave Caesar

Levante-se o Réu...


"E o culpado sou eu"...
A frase é de Carlos Cabral e foi proferida na última Assembleia Municipal a propósito das responsabilidades políticas a assacar perante as conclusões do relatório da Auditoria da I.G.F..
Quem anda atento aos jornais, não pôde deixar de notar uma inflexão no discurso de Cabral. Onde antes apenas existiam "dissonâncias técnicas" entre as conclusões do Relatório e a gestão camarária - forma absorta de sacudir a "água do capote" e colocar toda a responsabilidade sobre os funcionários da Câmara - agora há um miraculoso volte-face e um assumir de responsabilidades, não fosse haver sequelas daquela anterior "fuga para a frente".
Os elementos da Assembleia Municipal do PS é que cada vez mais parecem andar num mundo paralelo. Não obstante a clareza do relatório em apontar "ilegalidades", "empolamentos orçamentais", "desorganização", etc..., tudo estará bem quando acaba bem.
Bem, mas sejamos justos...
E a Vice - Presidente, reputada economista que afirma nos jornais que se tivesse ambição não era ali que estaria? (se calhar ainda pensa chegar a Ministra das Finanças!!!).
E o responsável pelas obras municipais? E o responsável pelos licenciamentos? Deu-lhes jeito que fosse o Presidente a assumir as culpas?
A falta de solidariedade na política é um estigma terrível. Se calhar, quando Cabral se distrai, piscam o olho a Marqueiro.
Ave Caesar

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O defeso.


Confesso que o fenómeno futebolístico em Portugal tem aspectos fascinantes.
Um deles é o chamado DEFESO, o interregno que vai do fim dum campeonato até ao inicio do próximo.
Em Portugal temos três jornais desportivos diários para quem esta “silly season” deve ser terrível para manter as vendas em alta.
Desta forma, e para que não haja quebras nas tiragens, como hão-de manter os leitores ávidos? Obviamente, anunciando contratações.
Neste defeso o Benfica já “contratou” Edgar, Roland Linz, Kazmierczak, Tim Jamsen, Ratinho…O campeão F.C.Porto, para além dos já citados contratados pelo Benfica, também “contratou” Leandro Lima, Mário Bollati, Cardozo… O Sporting “contratou” os jogadores contratados pelo Benfica e Porto e, não satisfeito com esta fenomenal “revolução do plantel”, terá ainda nas suas fileiras Gladstone, Toranzo e por aí fora.

Realmente, sempre me pareceu que os portugueses antes de gostarem de futebol– o jogado "com o pé que têm mais à mão" – preferem o acessório: os árbitros, as "técnico-tácticas", as guerras de dirigentes cujo fogo ateia as claques e, claro, as mulheres de Pinto da Costa.

E depois os romanos é que são loucos!

Ave Caesar


(P.S.: Estes últimos devaneios serviram para acalmar as hostes que padeciam de alguma tensão. Amanhã vestiremos as armaduras para novas "guerras")

And justice for all…


A justiça em Portugal por vezes assemelha-se a um anúncio dos Gato Fedorento –“ Ontem em minha casa houve uma inundação…não, um dilúvio…bem foi apenas um cano roto na cozinha…ou melhor três gotinhas que caíram no chão."


Pinto da Costa foi acusado de corrupção no âmbito desportivo pela presumível (acho que é assim que dizem os juristas) viciação do resultado de UM JOGO!!!
Depois de imensas expectativas de limpeza de todos os focos de corrupção desportiva, onde este dirigente era apontado como o cabecilha duma imensa teia de interesses conjugados, da escolha de Maria José Morgado para justiceira mor deste Estado, de imensas promessas de acusações graves e transversais, chegámos àquela velha conclusão: mais um rato parido pela montanha.
E tudo por causa da “fruta”.


Esta acusação faz-me lembrar Al Capone, famoso gangster dos anos 30 e 40. Capone controlava apostas ilegais, casas de alterne, corridas de cavalos, praticava extorsão, controlava destilarias e cervejarias durante a Lei Seca, chegando a facturar 100 milhões de dólares anuais.
Em 1931, foi condenado pelo Estado Americano por…sonegação de impostos.

No fim do processo, Pinto da Costa será, com certeza, condenado … porque a sua cadela não tem a vacinação em dia.


Ave Caesar

Só faltavam estes...


"Festival promove leitão assado da Boa Vista"
JN 13.06.2007 (Leiria)

The Timex man


George W. Bush andava a fazer uma arruada (termo politicamente correcto) na Albania e foi aliviado do relógio de pulso por um popular mais arisco.

Se eu fosse albanês punha as barbas de molho. O trabalhito no Iraque está quase a acabar...

terça-feira, 12 de junho de 2007

The Rat Pack


A propósito da estreia do filme "Ocean`s Thirteen", eu, rapaz entradote, lembrei-me do original “Rat Pack”, dos idos anos 60. Este grupo de actores/cantores celebrizaram-se em diversos espectáculos e filmes, dos quais destaco o original “Ocean`s Eleven”, protagonizado entre outros por Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e Dean Martin.
No filme, este grupo de flibusteiros estava sempre pronto a encenar mais um golpe sacana ou uma vigarice para enganar o próximo, tudo polvilhado com artes de sedução e umas cantigas pelo meio.


O nosso quotidiano político também é fértil em “artistas de variedades” que julgam que com duas cantigas e um sorriso matreiro, levam todos os seus intentos avante.
Destaco três personagens, que encarnariam bem este “Rat Pack” Nacional: Manuel Pinho, Ministro da Economia, Correia de Campos, Ministro da Saúde, e, o meu favorito, Mário Lino, Ministro das Obras Públicas mas “pouco púdicas”.
Se ao primeiro ressalta a veia humorística, especializada em “gaffes de estado”, ao segundo aponto uma “obsessão compulsiva” pelas taxas, privatizações, ou no fundo, a maximização da rentabilidade da saúde pública, como se este sector se destinasse a dar lucro.
Ao terceiro, ninguém compreende, porque é uma mistura do primeiro – na fina ironia sobre habilitações académicas – com o segundo – uma absorta teimosia em levar os seus intentos avante ainda que lhe demonstrem mil vezes que está redondamente enganado.

A OTA, sempre a maldita OTA. Até ontem ninguém demovia o homem. Não obstante os diversos estudos considerarem a opção como péssima, seja em termos ambientais, logísticos e económicos, o Ministro fez orelhas moucas a todos os argumentos.
Foi necessário a manifestação de “incómodo” pelo P.R. para que tudo caísse por terra. Afinal já há outras alternativas que devem ser ponderadas, afinal já é possível adiar os concursos para elaboração dos projectos, afinal… havia outra. Outra alternativa que parece merecer maior credibilidade em todos os planos.

Mas, o que anda a fazer o Primeiro-Ministro que não mete na ordem este governo que deriva num deserto sem fim?
Estará Sócrates à espera de sair incólume de todos estes dislates que são cada vez mais audíveis e visíveis?
A Presidência da União Europeia está para breve. Com ela espera-se uma remodelação higiénica, para bem da pátria.

Ave Caesar

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Da objecção


Quando em 11 de Fevereiro de 2007 se referendou pela segunda vez a legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, votei favoravelmente.
A pergunta que mais massacrou os ouvidos da população durante a campanha e onde residia o cerne das discordâncias, ficou por responder: “Quando começa a vida?”
Provou-se à exaustão que tal pergunta não terá nunca uma resposta cabal pois nela estão imersos conceitos técnicos, éticos, culturais, religiosos e até políticos.
Comum era, no entanto, o desejo de que a legislação em vigor carecia de mais aprumo e rigor e acima de tudo, maior adaptação aos nossos tempos.
Com a vitoria do Sim, abriu-se uma porta para que o legislador conseguisse criar regras mais favoráveis à melhoria da qualidade de vida, ao respeito pela integridade do individuo e ao combate ao aproveitamento que ainda hoje se faz, da miséria alheia.
Ficou tudo decidido, mas cedo se viu que ficou tudo por resolver.
A principal pergunta ficou por fazer e a resposta a essa pergunta pode inquinar todo o processo: qual é a fronteira entre uma interrupção de gravidez por motivos médico-legais e uma interrupção de gravidez por motivos que se prendem com a vontade (quanto a mim sempre soberana e inalienável) da mãe.
À primeira se deverá responder como um caso de emergência médica, proporcionando à mulher todas as garantias de confidencialidade e apuro técnico no sentido de minorar o seu sofrimento pois de uma emergência médica se trata e, quanto a isso, não deveria ser possível aos médicos assistentes a invocação do princípio da objecção de consciência por se tratar, na esmagadora maioria das vezes, de salvar uma vida.
À segunda, agora suportada pelo resultado do referendo, deveria bastar o facto de não estar a infringir a lei, desde que cumprindo os prazos previstos.
O primeiro é um caso de saúde pública, enquanto que o segundo não o é claramente.
Embora a comparação possa ser considerada grosseira, poderá estabelecer-se um paralelo entre o assunto em apreço e a cirurgia estética: também neste caso há duas vertentes distintas. Cirurgia estética por razões de saúde, física ou mental ou por razões de mera vontade: ambas perfeitamente legais e ambas tratadas de modo completamente diferente no que respeita ao modo de funcionamento.
Esta situação indefinida permite manter a suspeita: será que a alegada enorme quantidade de médicos objectores de consciência se prende apenas com os valores da vida humana.
Existirão outras razões para tanto entrave à utilização de espaços e dinheiros públicos num serviço já reconhecido como legal?
Estaremos perante um mero problema de consciência ou perante algo monstruoso?
Não sei, não quero adiantar hipóteses, nem me atrevo a tecer considerações.

Mil já ca cantam


Começámos a contar os nossos visitantes há menos de um mês e já ultrapassámos os mil.

Sinceros agradecimentos a todos quantos nos visitam.

É uma subida honra poder contar com a vossa preferência.

Saudações.

Uma Câmara a reboque…


Realmente, desta nossa Câmara da Mealhada nunca podemos esperar um acto de arrojo político!!
Da leitura da acta da reunião de 19/04/2007, a propósito da proposta do PSD de implementação do cartão sénior – que eu seja cego surdo e mudo se não é uma proposta totalmente idêntica à da Câmara de S. João da Madeira, liderada pelo nosso tão conhecido Castro de Almeida - http://www.cm-sjm.pt/3912 - constatámos que, no seu fervor legalista, os socialistas decidiram vetar esta proposta invocando uma ilegalidade, deixando também claro que tal matéria exorbitaria as competências da autarquia.


A mesma justificação havia sido dada para a não aprovação da parceria solicitada pela Santa Casa da Misericórdia para a futura gestão do Hospital, aqui também com a responsabilidade dos vereadores do PSD.


No passado sábado, foi noticiada a maior transferência de competências de sempre na área da educação. Do Ministério da Educação transitarão para as autarquias 36.000 funcionários não docentes e serão transferidos 400 milhões de euros para sustentar tal transferência.
Ora se até a intolerante Ministra da Educação concorda que as transferências de competências melhoram o ensino, porque não achará esta Câmara que envolver-se noutras áreas – educação, saúde, auxilio social – não trará melhores benefícios aos seus munícipes?

Realmente, em iniciativa, estamos condenados a ser os primeiros dos últimos, tudo porque aos Socialistas custa imenso despir a farda da “legalidade fundamentalista”, dando aos outros a iniciativa de colherem primeiro os benefícios da descentralização.

Quando acordarem poderá ser tarde demais.

Ave Caesar

domingo, 10 de junho de 2007

Alerta Geral

Ontem o pão do Manaia sabia a cloro da água da torneira.
Infelizmente já não é a primeira vez.
O nosso património está tão mal tratado e agora só nos faltava isto.
Qualquer dia começam a dizer que as coroas da Metinha são melhores.


"Eles andam aí"


A censura afinal não é um fenómeno bairradino.

Agora que está tão em voga as comparações de autarcas locais com as efígies do Estado Novo, parece que na área educativa nacional há uma Instituição equiparada às catacumbas dos Ministérios da Propaganda e secção de censura da PIDE-DGS.

Margarida Moreira, a directora da DREN, não satisfeita com o afastamento de Fernando Charrua por delito de opinião, virou agora a sua esquizofrenia persecutória contra o padre-autarca de Vieira do Minho, insultando-o numa reunião de trabalho, indicando-lhe o caminho da sacristia.

Estes fenómenos começam a revelar-se preocupantes, porque é na sequência dos silêncios sobre estas "façanhas" que se desbravam caminhos para "democracias amordaçadas".

O autarca Albino Carneiro (PSD) decidiu apelar para o Pai da Pátria - Cavaco Silva e não o auto denominado bairradino (da Antes mais concretamente) - exigindo-se ao Presidente da República uma séria advertência ao Governo que não obstante os dislates da Directora, decidiu reconduzi-la no cargo.



Também Fernando Charrua é um ex-deputado do PSD. Por sorte o nosso "professor" autarca não pode mover processos disciplinares. Senão, para além de Breda Marques, seria também a Eng. Arminda alvo do mesmo. Esta última, por delito de opinião e por "delitos continuados contra a língua de Camões".



Ave Caesar

sábado, 9 de junho de 2007

A inesperada objecção


Segundo fontes jornalisticas, 80% dos médicos dos maiores hospitais de Lisboa e Porto declararam-se objectores de consciência contra o aborto legal.

Esta inesperada objecção, na prática, está a levar que estes hospitais rejeitem mulheres que não sejam da área directa de influência daqueles hospitais, obrigando a que as mesmas se vejam confinadas às unidades de Saúde da sua residência.

Esta situação deixa de permitir salvaguardar o anonimato e implica a violação do princípio da livre escolha.


Mais uma vez se conclui que este Governo quis à força levar esta matéria a referendo sem previamente cuidar de verificar se todas as condições para a aprovação da lei e sua regulamentação estavam verificadas.


Entretanto, vamos assistindo ao encerramento das maternidades e ao aumento dos nascimentos nas estradas, muitas vezes com a colaboração única dos voluntariosos bombeiros.

Não há quem salve este pobre país!!


Ave Caesar

sexta-feira, 8 de junho de 2007

O cio


A Mealhada está a tornar-se um lugar perigoso

Há obvias razões. No Partido Socialista o aroma do poder começa a cheirar mais cedo do que nos outros lados. Os suspeitos do costume perfilam-se. Nos bastidores (e fora deles) já se nota o burburinho. Fazem-se camas em surdina que logo se desfazem em público.
As comadres há muito que estão zangadas, mas as verdades só se vão sabendo a conta-gotas. O segredo pode ser a alma do negócio, mas a paciência não o é com toda a certeza. Por ironia do destino, no poder está-se cada vez mais, orgulhosamente só.

Daqui a um ano há eleições para a Comissão Politica do P.S.D. Quem for eleito, vai escolher a equipa para o combate autárquico. Há que aproveitar este Verão porque a partir do Pontal a coisa vai começar a ferver. O Dream Team da oposição já começa a pôr as unhas de fora: mais seis meses e começam às cotoveladas uns aos outros.
Rezam-se Ave Marias para que não se levantem as habituais frentes frias, para que a situação do hospital continue a manter o senhor Provedor muito ocupado, para que César não queira reclamar mais uma vez o que acha que é de César e para que dos lados de Cernache não venha nenhuma alma penada em busca de vingança.
A unidade interna manter-se-á até ao momento das escolhas.
Já dizia o outro: amar-te-ei até te matar!

A leste nada de novo. A C.D.U. ainda não percebeu como é que conseguiu eleger dois deputados municipais, mas tem tudo planeado. Uma greve geral concelhia poderá ser opção, mesmo que não seja.

O Bloco e o CDS têm-se movimentado mas ninguém os vê. Ainda bem!

Ia dizer Ave Caeser, mas podem pensar que estou a fazer campanha eleitoral.

Há limites!


Salvé!
Meus senhores: Haja decência. Que o vereador Breda Marques tenha ficado lixado da vida pelo facto do presidente da Câmara não ter autorizado que ele falasse na Assembleia Municipal, tudo bem. Até é capaz de ter razão, se bem que, segundo julgo saber, poderia ter recorrido da decisão para o plenário! Será que o fez? Agora, no seu blogue colocar a imagem do presidente da Câmara, colando-a notóriamente ao lado de Oliveira Salazar, que foi um ditador, meus senhores isso é um abuso. Uma falta de educação intolerável. Ultrapassa todos os limites da retórica política e partidária.
Volta e meia os vereadores do PSD passam-se. Andam sempre a dizer que Cabral e (alguns) socialistas (raramente os ouvimos criticar Marqueiro, o Pai da Pátria), são arrogantes, que são prepotentes, que se insinuam uns arautos da democracia e não são, que são uns mauzões. Depois os tipos do PS criticam os do PSD e estes armam-se logo em virgens ofendidas. A estratégia não está errada. Mas insinuar que Cabral é um Oliveira Salazar, ultrapassa tudo. Não é possível.
O parlamentarismo do séc. XIX criou a figura da imunidade parlamentar para que as discussões dos deputados não terminassem nem em duelos nem nos tribunais. Mas sinceramente, se eu fosse Cabral ponderava agir judicialmente contra Breda Marques.
Cabral terá muitos defeitos mas são-lhe reconhecidas, no período do Estado Novo, atitudes de oposição ao regime salazarista. Foi alguém que se opôs ao regime. Compará-lo, a ele especialmente, a Salazar é muito mais ofensivo do que a qualquer outra pessoa. Que Breda Marques tenha nascido depois do 25 de Abril, que não faça a minima ideia do que era Portugal nessa altura tudo bem. Mas há limites. Não vale tudo!
E espero que os social-democratas da Mealhada se retratem desta atitude de um dirigente distrital ou nacional do PSD, um partido democrático.
Avé Caesar

AS LUTAS DOS ALIADOS



Ao longo da História são diversos os exemplos de aliados que se transformam nos mais ferozes adversários.
Na Segunda Guerra Mundial ficaram famosas as disputas entre os generais Patton e Montgomery. Em Portugal, Mário Soares e Álvaro Cunhal que em Abril de 1974 ainda desciam a Avenida da Liberdade de braço dado, durante o PREC tornaram-se inimigos figadais.

No nosso pequeno burgo, temos recentemente assistido a fenómenos semelhantes. Pelo que me sussurraram da última reunião da Assembleia Municipal, as lutas pelo poder estão ao rubro. Os anteriores aliados tornaram-se hoje adversários, sendo que um é mais discreto que o outro. Se um se reservou a um estranho silêncio, o outro já traçou as directrizes e escolheu os protagonistas para, obviamente em sua representação, “liquidarem” o adversário.

Confesso, no entanto, que estranho a passividade com que o Presidente da Câmara tem lidado com este cerrado ataque. Aparentemente, só a Vice-Presidente se mostra incomodada com os acontecimentos. Estranho é também o Presidente da Câmara não ter sido alvo duma entrevista de fundo nos jornais concelhios e também ele ser confrontado com a hipótese da sua recandidatura. Não seria oportuno definirem-se os cenários?

Nos próximos tempos, esperamos que estas “insinuações” se tornem claras. Se da parte de Rui Marqueiro nos parece óbvio que pretende “regressar ao local onde foi feliz”, há um princípio no Partido Socialista que os autarcas eleitos, a menos que não o desejem, serão “recandidatáveis”. A palavra está do lado do actual Presidente.

Mas atenção, não é só no PS que o fenómeno da luta de egos ocorre. Estejam atentos porque outras “guerras”, noutros quadrantes políticos, nos irão ser reveladas e os protagonistas já começaram os preparativos.

Ave Caesar

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Infelizmente

Salve.

O Cronos nem sempre permite disponibilidade para aqui chegarmos. Mas na nossa cabeça vai se criando o hábito de olhar para o que nos rodeia com olhar mais crítico para aqui trazer.

Há umas semanas no jornal Expresso, que lá na nossa Domus é também chamado de Espesso, e no Sol dois títulos chamaram a nossa atenção. Duas afirmações que lamentamos...

"Nem ele é Blair, nem eu sou Brown", disse António Costa. Pois é pena, dado que estariamos mais descansados se tivessemos na liderança do nosso 'Cabinet' alguém, pelo menos parecido com Tony e Gordon.

"No PCP já não há renovadores", afirmou Jerónimo de Sousa. E onde é que há felicidade nesta declaração? Para frasear Marqueiro, o Pai da Pátria, onde não há discussão cheira a bafio!
Ave Caesar

Sinais de sangue?

Salvé!
Este blog deve ser muito bom! Tem poucas semanas de vida e já domina a curiosidade de quem vai mandando palpites sobre quem acha que sabe por que nomes são chamados Gaius Germanicus, Lucius Luculus ou nós próprios!

Não vale a pena continuarem. É escusado e como diz o populum: "Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo!"

Avé Caesar





terça-feira, 5 de junho de 2007

Se dúvidas houvesse...


Segundo o Expresso online, o Governo reconduziu Margarida Moreira à frente da Direcção Regional da Educação do Norte.
Até ao momento não há notícias acerca da recompensa que estará reservada ao funcionário zeloso que denunciou Fernando Charrua e desencadeou todo este processo. Fala-se num cargo diplomático do outro lado do Atlântico...

FEIRA DAS VAIDADES



Num panfleto distribuído pelos Jornais das redondezas cujo objectivo visava a promoção da IX Feira de Artesanato e Gastronomia da Mealhada, Carlos Cabral afirma que este evento anual é a festa por excelência do concelho.

À semelhança de anos anteriores, a feira serve para a divulgação do “artesanato” e artesãos do concelho e de concelhos limítrofes.
A vertente de gastronomia é apresentada pelas oito freguesias que em tendas pretendem dar a provar os petiscos que se farão nas suas localidades.

Sobre a feira propriamente dita, popular por sinal, há que denunciar um certo desvirtuamento do conceito, ou se calhar, ter a coragem de dizer que aquilo de artesanato pouco ou nada tem. Na realidade, salvo meia dúzia de “stands” que nos remetem para o passado, para o artesanato puro – lembro-me por exemplo dos tamancos – todo o resto é caracterizado por uma artesanato industrial, fazendo mais lembrar uma feira de bugigangas como existem centenas por este país fora.
Mais uma vez, a entidade organizadora peca por uma falta de imaginação colossal. Ao invés de tentar criar uma iniciativa original, onde a primazia fosse dada às actividades verdadeiramente artesanais e que caracterizam um concelho com séculos de história agrícola, industrial e vinhateira, enveredou pelo decalque de certames do género, não se lhe reconhecendo um rasgo de originalidade.
Se a Oposição à Câmara numas coisas anda mal, quando apelida o Presidente e seus Vereadores de falta de rasgo e ambição, não erra por muito.
Se a Câmara, por sua iniciativa ou falta de apoio deixou cair a Expo Mealhada após duas edições. Uma Feira que não obstante as diversas falhas, tinha algum potencial de crescimento e maturação. Revela ao considerar a Feira de Artesanato e Gastronomia o evento chave do concelho a sua verdadeira natureza genética: provincianismo isolacionista.

Esta minha posição pode levar a reacções bairristas, mas pelo menos fomentará a discussão.

Ave Caesar

domingo, 3 de junho de 2007

Estes suiços são loucos

"Na Suiça, a extrema direita quer proibir a construção de minaretes."
Que falta de timing!
Logo agora que está prevista a construção de cinco igrejas no Irão, dois conventos no Afeganistão e uma Abadia no Iémen.
É urgente que alguém explique a esses energúmenos que a Europa acolhe de braços abertos toda a sorte de cultos. Principalmente aqueles que trazem consigo uns acólitos que espalham a Palavra fazendo-se explodir, de preferência levando consigo para o paraíso uma grande quantidade de infiéis .
Nota: A primeira frase deste post foi retirada da revista Sábado que a identificava com tendo sido fornecida pela BBC.
O autor do post não nutre qualquer espécie de simpatia pelos carecas da extrema direita, pelos cabeludos da extrema esquerda ou pelos fanáticos da extrema unção.
Ponto final.



Quem anda à chuva molha-se?


Nas recentes polémicas que tiveram por intervenientes o "Eng." Sócrates e a Universidade Independente, há os que se molharam e os que conseguiram passar nos intervalos da chuva.
Em Abril de 2007, Marques Mendes era peremptório em afirmar que a Universidade Independente devia encerrar definitivamente, porquanto os recentes acontecimentos haviam transformado a instituição num "caso de polícia".
Na altura, lembraram-lhe aquilo que o mesmo parecia ignorar. Que também ele esteve ligado áquela instituição como "professor" (agora sou eu que fico com umas tremendas dúvidas porque, desconhecendo-lhe currículo académico, tremo ao imaginar as disciplinas que terá leccionado, os alunos que ajudou a formar, os mestrados e doutoramentos que orientou, as sebentas que produziu, os artigos científicos que escreveu) nos anos de 95 e 96, coincidentemente, os mesmos em que José Sócrates "presumivelmente" por lá passou.
Em alguns jornais de ontem -02/06/2007 - ficámos também a saber que Marques Mendes teve ligações a uma outra Instituição universitária - a Universidade Atlântica - desempenhando as funções de presidente executivo do conselho de administração da empresa proprietária da universidade, nomeado, vejam bem, por Isaltino Morais! Sim , esse mesmo!!
O estranho foi que durante anos como Presidente Executivo, Marques Mendes não recebeu salário, mas senhas de presença num montante médio mensal de 4.156,00 €.
Mas qual a razão para não receber um salário?
Será que teria optado pelo regime de exclusividade como deputado na Assembleia da República tendo encontrado uma forma "malabarista" para receber pelos dois lados?
NON MOS AD VITAM, SED CONSUETUDO PROBANDA
Ave Caesar

nota: neste texto fez-se uma livre adaptação dum post de Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa.

sábado, 2 de junho de 2007

Johnny & June

Se para uns Johnny Cash, o verdadeiro “man in black”, com uma carreira de mais de 30 anos de puro country, não é um desconhecido. Nem todos conhecerão o seu “everlasting love”, a sua eterna história de amor com June Carter.
Por ela, Cash rompeu o seu matrimónio, sem ela viciou-se em anfetaminas, com ela venceu os vícios que quase o levaram ao suicídio.
Por inúmeras vezes, June Carter que havia atravessado dois casamentos fracassados, não cedeu a transformar a enorme amizade e cumplicidade que os unia em casamento. O definitivo “yes”, ocorreu, espectacularmente, em palco num dos habituais duetos entre ambos, após Cash ter recusado continuar o espectáculo enquanto June não o aceitasse.
June faleceu em Maio de 2003. Menos de 4 meses depois Johnny acompanhou-a, certamente cantando


“As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I've known proves that it's right
Because you're mine, I walk the line”

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O abraço do urso






"Se Cabral for candidato, estarei ao lado dele.
Se, hipoteticamente, eu fosse candidato, sei que ele estaria ao meu lado" - Rui Marqueiro, in Jornal da Mealhada, 30.05.2007