sábado, 9 de junho de 2007

A inesperada objecção


Segundo fontes jornalisticas, 80% dos médicos dos maiores hospitais de Lisboa e Porto declararam-se objectores de consciência contra o aborto legal.

Esta inesperada objecção, na prática, está a levar que estes hospitais rejeitem mulheres que não sejam da área directa de influência daqueles hospitais, obrigando a que as mesmas se vejam confinadas às unidades de Saúde da sua residência.

Esta situação deixa de permitir salvaguardar o anonimato e implica a violação do princípio da livre escolha.


Mais uma vez se conclui que este Governo quis à força levar esta matéria a referendo sem previamente cuidar de verificar se todas as condições para a aprovação da lei e sua regulamentação estavam verificadas.


Entretanto, vamos assistindo ao encerramento das maternidades e ao aumento dos nascimentos nas estradas, muitas vezes com a colaboração única dos voluntariosos bombeiros.

Não há quem salve este pobre país!!


Ave Caesar

Um comentário:

Anônimo disse...

Inesperada, porquê?
Era de prever...
Correcção: desta questão não se pode inferir que a saúde vai de mal a pior. É verdade que a saúde vai, de facto, de mal a pior, mas este não é um problema de saúde - é um problema de costumes.