segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Que o próximo seja melhor


Estamos mesmo a queimar as últimas horas de 2007.
Não podemos afiançar que tenha sido um ano brilhante para o Mundo, Portugal e para o nosso concelho. A poluição da Alcides Branco não foi travada; na Mealhada, se às Segundas, Quartas e Sextas cheira a pocilgas, no resto da semana cheira a estrume de vaca.
Na política assistimos essencialmente a guerras internas nos principais partidos, augurando-se um ano de 2008 com muita matérias para enriquecer o nosso blogue. Vivem-se guerras surdas nos dois principais partidos que nada profetizam de positivo nos próximos tempos.
Entretanto, perante estes folhetins esqueceu-se o tutano. O Orçamento e Opções do Plano para 2008 é paupérrimo, pouco ultrapassando os 14 milhões de euros. Se lembrarmos que o novo, e de localização duvidosa, edifício dos Paços do Concelho irá ter um custo superior a 10 milhões de euros, sobrará apenas dinheiro para o papel de carta da Câmara.
Mas nem tudo foi mau. A CMM conseguiu finalmente apoderar-se dos Viveiros Florestais que viviam ao abandono da tutela do Ministério da Agricultura. Aí será construído o Parque da Cidade, obra que será o emblema do consulado Cabral.
Boa notícia foi também a aquisição, já nos últimos dias, do Cine Teatro do Luso. Se a matriz do desenvolvimento for mesmo o turismo, aquele edifício poderá tornar-se o centro de cultura que a vila do Luso tanto necessita. Isto desde que haja uma intervenção séria da CMM na reabilitação das termas, que a Sociedade das Águas do Luso teima em votar ao esquecimento.
Para o bem e para o mal - e não obstante termos, quando se mostrou necessário, tecido algumas críticas ferozes - destacaria como políticos do ano CARLOS CABRAL e GONÇALO BREDA MARQUES.
Surpreendidos?
Observem através das minhas lentes.
CARLOS CABRAL geriu a mercearia de forma certinha, sem deslizes ou derrapagens. Não inaugurou qualquer obra de relevo mas adquiriu a "argamassa" para duas obras de relevo ao futuro do concelho: os Viveiros Florestais, que pela sua dimensão e objecto, criam o pulmão da cidade e mostram que este Município também se preocupa com a qualidade de vida dos seus habitantes.
O Cine Teatro do Luso, porque se houver uma intervenção ponderada, dotará a vila dum centro gravitacional duma política que dará primazia à cultura e ao Turismo.
Depois porque soube gerir com um silêncio esfíngico o cerrado ataque que lhe foi movido por Rui Marqueiro e pela maioria dos membros socialistas da Assembleia Municipal.
Quanto a GONÇALO BREDA MARQUES, porque também soube gerir o fim do seu mandato na Comissão Política, desfazendo tabus acerca duma futura candidatura à Câmara Municipal, mantendo-se como reserva de estabilidade para o que der e vier. Entretanto, não abdicou da participação política e ainda, a par dos membros da Assembleia Municipal por si escolhidos, vai avançando com propostas e intervenções de algum relevo.
Quer queiramos ou não, é nele que se vai falando sempre que o PSD vem à baila. Não reparam que a posição oficial do PSD nos media, por norma, é dada pelo Vereador e ex-candidato à CMM?
Bem, mas por este ano terminamos a polémica. Sei que a minha posição será objecto de crítica, mas... é para isso mesmo que cá estamos.
Um bom final de ano.
Ave Caesar

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A vitória da barbárie


A democracia sofreu hoje mais um rude golpe com o assassinato de Benazir Bhutto.
A ex- Primeira-Ministra do Paquistão seguiu o destino trágico de outros familiares. Educada na Europa, Bhutto fintou os preconceitos durante toda uma vida, tornando-se em 1986 a primeira mulher democraticamente eleita num país islâmico, lutando pela laicização dum país mergulhado nas trevas do obscurantismo muçulmano.
Viveu 10 anos exilada e só neste ano de 2007 regressou ao Paquistão após uma amnistia do Presidente Musharraf.
Era candidata da oposição ao Presidente Musharraf nas legislativas que irão decorrer daqui a 2 semanas.
Tinha como objectivo lutar contra o clima de terror que se vive no país e promover uma maior aproximação ao ocidente e à modernização do país.
Viu os seus sonhos interrompidos a tiro dos algozes que querem regressar à Idade Média.
Ave Caesar

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

slow coffe


Por vezes recordo com nostalgia os tempos académicos. Dos dias e noites de boémia.
E porque a vida não se resumia a "conhaque", recordo-me também dos dias de estudo, das horas de marranço para os exames que se avizinhavam.
Coimbra era pródiga em "antros de estudo". Não falo das bibliotecas, porque essas assustavam-me, mas da imensidão de cafés onde podíamos passar dias a fio, com consumo mínimo porque a carteira não era abonada, a estudar sem sofremos qualquer tipo de incómodo. Recordo-me da "Brasileira", do "Nicola", da "Central", do "Expresso" e do "Internacional", verdadeiras instituições da baixa coimbrã, praticamente todos desaparecidos.
O conceito de café biblioteca parece ter definhado entre nós. Como diria um tal de Rodrigo, fadista por sinal, se hoje comer à mesa é um luxo, abobrar num café é algo impensável.
Uma boa notícia para Portugal é que a cadeia "Starbucks" irá finalmente implantar-se entre nós. Se nunca morri de amores por "McDonald`s", "Burger King", "Wendy`s", "Taco Bell" e afins, vejo com satisfação a chegada daquilo que será a revolução dos cafés onde nos irão ser oferecidos amplos espaços para conversar, ler, aceder à net, sem sermos incomodados por um qualquer zeloso empregado.
Chill out Cesar

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Love actually...is all around


Por momentos esqueçam os clássicos de Natal.
Até há uns anos diria que o meu filme favorito para ver à lareira numa madrugada de consoada seria o belíssimo "It`s a wonderfull life", de Frank Capra, com James Stewart e Donna Reed.
Entretanto, e porque o ano de 1946 já lá vai há muito, encontrei outro vício de Natal - LOVE ACTUALLY
Este filme do britânico Richard Curtis segue a vida amorosa de oito casais, suas aventuras, desventuras, ilusões, sonhos e decepções, tudo junto num final feliz.
Não é um filme qualquer. É antes uma constelação de estrelas brilhantemente conduzidas - Liam Neeson, Emma Thopson, Hugh Grant, Bill Nighy, Keira Knightley, Colin Firth, Laura Linney, Billy Bob Thornton, Roan Atkinson, o brasileiro Rodrigo Santoro e a portuguesa Lúcia Moniz.
No fundo, mostra que a perseverança do amor leva-nos ao céu. Conduz-nos à materialização do que imaginaríamos não ser mais que um sonho impossível.
A cena de antologia, e que ficará cravada nos momentos eternos do cinema, sendo silenciosa, é apenas a mais bela declaração de amor feita numa sucessão de cartazes que simplesmente dizem:
But for now, let me say
Without hope or agenda
Just because it's Christmas
And at Christmas you tell the truth
To me, you are perfect
And my wasted heart will love you (eternally*)
Because, love actually is all around.
Feliz Natal

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ainda temos 10 dias


2007 - Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades Para Todos
Só para relembrar.

Câmara fosca


Seria porventura redundante falar aqui dos princípios da transparência das decisões administrativas e da aproximação do poder exercido ao poder que o legitima.
Aqui há uns tempos, se a memória não me atraiçoa, o vereador Breda Marques propôs em reunião de Câmara que todas as reuniões do Executivo fossem abertas ao público. A proposta, ao que julgo saber, tinha o fim acima indicado: aproximar os munícipes do centro de decisão de todas as medidas que directa ou indirectamente os afectam.
À data a proposta colheu a unanimidade dos Vereadores e Presidente e revestia-se de seriedade, numa Câmara que é conhecida por ter portas demasiado pesadas e foscas aos olhos do exterior. Costuma dizer-se que, quem não deve não teme.
Mas porque troca-tintas há-os de todas as cores, formas e feitios, logo houve um volte face, pelo simples motivo de que um Ilustre Magistrado nosso conterrâneo resolveu expor uma opinião, e só uma opinião, onde aventava a ilegalidade da medida.
Mas perguntamos nós: onde andam os diversos juristas da Câmara numa situação destas? Se a medida era ilegal, porque não emitiram um parecer sobre a matéria? Ou será que houve parecer mas em sentido contrário.
Como compreendem, por falta de formação naquela específica área, não me pronuncio sobre a legalidade da anteriormente decidida abertura de portas. A única verdade que deverá subsistir é que a medida visava abrir janelas, quando outros fecham portas, à maior participação cívica na dinâmica do concelho.
O envolvimento dos munícipes não pode somente ficar pela leitura das actas num vão de escada, sendo-lhe vedado o acesso áqueles que não são mais que a voz e a consciência da soberania popular.
Ave Caesar

Noite Branca


Afinal o Pai Natal sempre vai passar no Porto na madrugada de 24 para 25.
Fontes próximas de Sua Santidade garantem que já estão reunidas as garantias necessárias para a salvaguarda da integridade do seu santo coirato.

There Is No Better Bonus than Just You


There is no bonus better than just you,

Of more immediate and lasting worth.

This season of glad tidings and great girth

Has resonance in all the good you do.

Even though the turning of the Earth

Brings forth hopes and resolutions new,

Of sovereigns singular and bosses few

Sing only of an annual rebirth,

Songs of gentle hearts and grateful mirth.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Troca tintas - parte II



Desde que iniciámos esta nossa aventura por este mundo de prosas, procurámos sempre ser rigorosos sob pena de, inadvertidamente, macularmos um qualquer dos visados ou de nos descredibilizarmos por falsearmos factos.

No post anterior referíamos que os Vereadores do PSD tinham alterado a posição relativamente ao financiamento municipal do Hospital da Misericórdia. Se numa primeira fase rejeitaram de todo qualquer financiamento, agora vêm propô-lo.

Dizem uns ilustres anónimos que esta proposta do PSD é divergente daquelas que fazia a SCM da Mealhada, porque o PSD sugera contrapartidas ao financiamento, enquanto a SCM não as oferecia.

Nessa base, Gaius Germanicus seria um troca tintas. Será mesmo assim?
Tive o cuidado de ir aos arquivos e encontrei uma entrevista do Provedor da Santa Casa ao Jornal da Mealhada, de 04/04/2007, onde se pronunciava sobre as propostas feitas à CMM para a viabilização do Hospital. Julgo que a transcrição será elucidativa:

João Peres - "Nós só pretendemos que o controlo do hospital não deixe de ser mealhadense, que não fuja do controlo do município. E acrescento que, caso a Câmara apoie financeiramente o hospital, poderemos conseguir, entre outras regalias, que as consultas de urgência sejam gratuitas para todos os idosos do concelho e que, para os contribuintes do concelho, se implemente um modelo semelhante ao do público, apenas com o pagamento de uma taxa moderadora. Isto porque estamos a falar de um possível subsídio que provém de dinheiros de impostos dos contribuintes do nosso concelho."

Maior clareza não pode haver.

Ave Caesar

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O tubarão do deserto


“Há dois anos, algures no deserto de Omã, deitado ao luar a olhar para as estrelas, tive tanta pena destas pseudo-elites liderantes do meu Partido, cujo único deserto a que chegaram nunca está a mais de dez quilómetros da sua casa, que nunca tiveram frio à noite no deserto, que nunca tiveram medo de um tubarão…”


excerto dum livro da autoria do Presidente do PSD, citado no Público de hoje

Troca-tintas


Nos últimos meses temos apontado as incongruências do líder nacional do PSD, cuja lista é diariamente engordada.

Agora parece que a maleita se disseminou às secções e afectou os políticos da nossa praça.

Há uns meses, na sequência dum pedido para ajudar à viabilização financeira do Hospital da Misericórdia da Mealhada feito pelo então e também agora reeleito Provedor da Instituição, os Vereadores do PSD fizeram coro com Carlos Cabral. À data, os dois vereadores do PSD manifestaram com veemência que seria inexequível qualquer apoio extraordinário áquela instituição, sob pena de criar desigualdades e assistir-se a um duplo financiamento pelos munícipes - que pagariam não só as consultas mas também seriam onerados, indirectamente através dos seus impostos, pela ajuda camarária.

Entretanto, não se sabe por obra do quê ou de quem, inverteram a posição e, na última reunião de Câmara onde se iria aprovar o Orçamento para 2008, propuseram que a edilidade comparticipasse o Hospital com uma verba mensal de 30.000 € durante 5 anos.

Ao fazê-lo o PSD demonstrou duas fragilidades: a falta de coerência com decisões passadas e a já habitual "entrada fora de tempo", usando-se a gíria do futebol.

Sobre a falta de coerência, a proposta ora apresentada diz tudo. A esta soma-se a tal falta à reunião preparatória do Orçamento, onde a referida proposta devia ter sido apresentada e discutida. Seria aí o momento certo a fim da mesma ser incluída no documento que veio a ser aprovado sem qualquer linha ou rubrica sugerida pelo PSD.
O PSD concelhio, sob pena de descredibilização, não pode ter uma memória curta em relação a um passado nada longínquo. Deve sim batalhar por um programa coerente que possa durante um mandato camarário fazer vencer através duma clara demonstração que as suas propostas são firmes e devidamente sustentadas.

Mas, quem sou eu para dar conselhos!

Ave Caesar

Diz que é uma espécie de civilização


Afinal, parece que o novo código penal não foi feito só à medida de uns certos senhores que precisam de crianças para porem a coisa de pé!

Constou-me que com este novo código, os agressores nos casos de violência doméstica deixaram de ter a possibilidade de serem obsequiados com prisão preventiva: as mulheres levam porrada, queixam-se à policia e no fim ainda têm que acolher o animal no recato do lar.

Tudo em nome do progresso!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

E nós a vê-los passar...


Um folheto informativo com seis páginas, sóbrio, bem feito e sem xenofobias.
Uns trabalham, outros reunem-se em torno do bácoro e fazem planos.


Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada
Desde 1995
Apartado38
3781-908 Sangalhos
Têm website mas ainda está em construção (www.leitaobairrada.com)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Da surdez


The wheather outside is frightful

But the fire is so delightful

Since we've no place to go

Let it snow

Let it snow

Let it snow

Da indiferença


Santa Claus is coming to town

Da miopia




"Sleigh bells ring, are you listening


In the lane, snow is glistening


A beautiful sight,We're happy tonight


Walking in a winter wonderland."



Um dos muitos estímulos de andar por aqui é o constante desafio que acarreta: a obrigação de manter um blogue actualizado, de o tornar um chamariz diário para os leitores "fidelizados" e proporcionar um amplo debate de pontos de vista.
É comum falar-se hoje da morte das ideologias, mas há temas fracturantes que trazem à tona as raízes políticas de cada um de nós.
Há dias desafiava-me um leitor a dar a minha opinião sobre as aparentes intenções do actual Governo em proceder a alterações à Constituição sem o necessário, na sua opinião, plebiscitum.
Confesso que na altura não entendi muito bem o que pretendia. E, por isso, procurei também reflectir sobre o assunto.
A questão era então o Tratado de Lisboa - ontem subscrito pelos 27 membros da UE - e a necessidade do mesmo vir ou não a ser referendado.
Desde a nossa integração na então CEE que penso que em matérias que de alguma forma possam colidir com a soberania nacional devem ser objecto de referendo. A razão prender-se-ia com o fosso que se cria entre as estruturas políticas europeias e os cidadãos. Fosso que, no nosso caso, é mais evidente pela situação periférica e, caso não se criem pretextos para discutir a Europa, viveremos por completo à sua margem e daquilo que significa.
E na génese do Tratado de Lisboa o que é que está em causa?
Acima de tudo criar mecanismos mais ágeis de governação.
Mas será viável referendar este e futuros tratados?
Penso que não. Pensemos então que integram a União Europeia 27 países e, se se exigir para a sua plena eficácia , que o Tratado seja referendado por 27 Estados é querer o impossível.
Aqui surge então a questão das soberanias nacionais e do derrube das estruturas constitucionais. E perante as propostas, há uma inevitabilidade - para que a Europa se assuma como um todo, os países que a integram terão forçosamente que abdicar duma fatia da sua soberania.
Essa consciencialização terá que ser entendida e justificada à luz dos nossos dias: há uma potência mundial que pretende conservar uma hegemonia até ora incontestada - EUA -; há a Rússia que nos últimos anos tem tentado readquirir o brilho de outrora; por último, há o maior país do mundo que cresce economicamente de ano para ano a ritmos alucinantes - a China.
É neste contexto que a Europa se integra. E se as nações que a integram não colocarem em marcha um modelo de governação eficaz, então a Europa deixará de ter qualquer influência nos destinos do mundo.
Todo o patriotismo é louvável, mas "ser europeu" é já uma inevitabilidade que não se compadece com qualquer saudoso ORGULHOSAMENTE SÓS.
Ave Caesar

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E depois queixam-se!!!


Na passada semana, foi discutido e aprovado com os votos da maioria socialista o Orçamento Municipal para o próximo ano.
Quanto ao documento, nada de novo para além do seu emagrecimento. O PS fez copypaste da nota introdutória dos Orçamentos de 2007, 2006, 2005..... e o PSD veio pela enésima vez repetir que falta uma visão estratégica ao Executivo Municipal.
O caricato acontece no facto político criado com uma decisão inédita de Carlos Cabral.
Como é sabido, o PSD ao longo dos últimos anos tem feito de filho pródigo dum Executivo Camarário que, consecutivamente, é deixado à porta na definição das metas e planos que se definem com o documento orçamental.
Pela primeira vez na História do consulado de Cabral, a oposição foi convidada a participar na elaboração daquele documento.
E que fez o PSD?
Pura e simplesmente baldou-se para a reunião e ainda teve a desfaçatez de fazer figura de virgem ofendida na reunião onde se discutiu o documento.
Mas a caricatura política é ainda mais interessante. Pois parece que o Presidente da Comissão Política do PSD teve algumas "inverdades" com os seus companheiros vereadores e disse que a carta-convite endereçada pelo Presidente da Câmara ter-se-á extraviado. Na sua aparente boa fé, o cabeça de lista do PSD às últimas eleições tentou fazer a defesa dos Vereadores, mas as provas, sempre as malditas provas, acabaram por colocar em público as divergências que existem no seio do PSD, acabando por chamuscar o actual Presidente da Comissão Política de Secção do partido.
Cabral, ao contrário do afirmado pelo Vereador Carlos Marques, demonstrou que a carta-convite foi endereçada com aviso de recepção, com uma semana de antecedência, e terá sido assinada... por CARLOS MARQUES.
A gravidade do assunto é tal que faz desmoronar todo os discurso do PSD ao longo dos últimos anos. Pois se este partido sempre batalhou por ser incluído na elaboração dos documentos orçamentais e agora que finalmente vê os seus desejos concretizados, não se compreende como é que se baldou a uma reunião porque o Presidente da Comissão Política fez ronha. Mas... terá mesmo dito aos companheiros Vereadores que não recebeu a carta? Sendo somente desmentido porque o Presidente da Câmara apresentou o aviso de recepção ASSINADO POR SI?
Entrámos no reino do escatológico!
Ave Caesar

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Instituições



Há jornais que hoje compramos "porque sim", porque nos habituámos a conviver com eles, diária ou semanalmente. Imensas vezes torcemos o nariz quando eles mudam, ou melhor, quando se actualizam mas mantêm a mesma qualidade que fizeram com que se tornassem viciantes.

Hoje não questiono porque compro o Expresso, o Público, o DN e, claro, A Bola. São instituições ou membros da família mais chegados que me fazem falta quando os não tenho. Muitas vezes lamento a sua falta quando, fora de portas, eles não me acompanham. E aí vem-me aquele sentimento muito nacional da saudade.

Um dos membros dessa minha família é há muitos anos o Jornal da Mealhada, um jovem de 22 anos, que se actualizou, mas manteve a sua identidade e dignidade. Rejuvenesceu com um novo Director, mas também nos obrigou a reflectir mais profundamente - parabéns aos quase sempre excelentes editoriais. Há quem lhe chame denso. Eu chamar-lhe-ia intenso.

Parabéns

Ave Caesar

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ei-lo de volta


Pois é. Às acusações de que nada tem feito pelo concelho, Cabral vai respondendo com uma criteriosa gestão de silêncios, mas apresentando uma acção que, suspeito, só pare à beira das próximas autárquicas.
Ainda na semana passada ao ler um texto jornalístico da Mônica Sofia Lopes, onde entrevistava Lourdes Norberto, a propósito da peça encenada por Celso Cleto - Felizmente não é Natal - em exibição no Cine Teatro Messias, dei por mim a felicitar a CMM por ter colocado o concelho no roteiro do teatro nacional, promovendo mais espectáculos que, por exemplo, Coimbra.
Soube hoje que a Câmara Municipal da Mealhada acaba de adquirir o Cine-Teatro do Luso e o respectivo terreno envolvente.
Ao que parece a autarquia pretende, de futuro, proceder à recuperação do edifício, de forma a poder integrá-lo no seu projecto de dinamização cultural e turística da vila termal do Luso.
Com a aquisição o Município passa a ser proprietário de 3 cine teatros e, nessa perspectiva, passará, pelo menos teoricamente, a deter uma maior possibilidade de divulgação cultural.
Mas não esqueçamos. O Cine Teatro da Pampilhosa está encerrado há décadas, tendo a CMM prometido a sua reabilitação para 2001. O Cine Teatro do Luso que foi desde os anos 30 um dos principais pólos dinamizadores da cultura daquela vila estará agora à beira da degradação.
É, pois, bom que a CMM meta mãos à obra e se ocupe não só da revitalização dos dois edifícios mas da sua dinamização cultural.
Teremos mais coelhos a saltar da cartola de Cabral?
Ave Caesar

Berimbau


A ascenção dum Estadista: "De "Bacalhau Seco a Berimbau" .
Num quiosque perto de si.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Pelo desenvovimento sustentável


Um dos elogios que muitas vezes me atrevo a fazer a Carlos Cabral é o da discrição. os Vereadores da oposição porventura chamar-lhe-ão outra coisa, acusando-o de tomar medidas sem os consultar e, assim, impedí-los de participar na gestão do Município.
Mas uma das vantagens desta discrição é que, por vezes, são tomadas medidas de vital importância, sem que haja um ruído de fundo em jornais e rádio local.
Nos últimos dias a CMM iniciou a distribuição pelos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho de briquetes - pasta compacta transformada em toro, com grande poder calorífico - e oleões - depósitos para reciclagem de óleos alimentares.
Esta medida é acompanhada duma série de acções que visam promover a consciencialização ambiental junto dos mais novos, no intuíto de que esses mesmos ensinamentos possam depois ser transmitidos aos seus pais.
Já no ano passado a CMM iniciou a criação e posterior distribuição dos briquetes, tendo mesmo adquirido equipamento para transformação das lascas de madeira e ramagens em estilha que depois é convertida em briquetes.
De salientar que este sistema de aquecimento que foi, decerto, bem vindo às escolas que ano após ano se debatiam com os rigores do Inverno, utiliza um combustível de baixo impacto ambiental.
A distribuição dos oleões é também uma medida integrada numa política de desenvolvimento sustentável, visando a sensibilização dos munícipes através dos mais novos para a reciclagem dos óleos alimentares. Recordo que a acção promocional de reciclagem destes óleos é igualmente feita no verso das nossas facturas de água e saneamento.
Como vêem, nem tudo vai mal no reino de Cabral.
Ave Caesar

domingo, 9 de dezembro de 2007

Porque o Darfur não é um hipermercado


Espoliados



Há assuntos que, se sucessivamente ignorados, acabam por cair no esquecimento das memórias ou transformam-se em mitos urbanos.

Numa anterior edição do MM (Mealhada Moderna), em entrevista já aqui citada, JOSÉ RELVAS deu umas pinceladas na nossa memória, recordando a forma, quiçá, pouco transparente como um acervo patrimonial e cultural do Munícipio parece ter-se perdido na poeira dos anos.

A memória dos munícipes, tal como a minha, ainda recorda o espólio da antiga Casa da Cultura. Desconhecerá é o destino que foi dado a todo o mobiliário, fainças, armas, biblioteca. E a Câmara Municipal da Mealhada, fiel depositária dum espólio que lhe foi doado, não devia querer viver sob um anátema de culpabilidade ou cumplicidade no eventual desaparecimento dum património que é de todos.

É público que há uns anos foi elaborado um inventário detalhado do Património Municipal, editado numa obra, julgo que da responsabilidade da Dr.ª Manuela Soares. Desconheço se o espólio se encontra aí catalogado, mas urge desvendar um mistério que, nas bocas do povo, atinge eventuais inocentes, alguns deles até falecidos.

O repto é aqui feito aos políticos que tão amíude nos visitam. Esqueçam por momentos as vossas lutas comezinhas e mostrem que se preocupam sinceramente com o património do concelho.

Ave Caesar

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Eu é que sou o prarasidente da xunta



"O Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Vacariça NUNCA teve reunião alguma com o executivo desta junta. Se o fez com o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Luso, então tenho de considerar isso, como sendo a título pessoal."


Jorge Carvalho in Amoteluso.blogspot.com
6 de Dezembro de 2007 15:22

Cinza


E se do peito lhe caísse a vida,
E num suspiro lhe saísse o tempo.

E se no tempo de um último beijo,
Num momento se soltasse a dor.

E se num breve olhar sumido,
Numa lágrima lhe escorresse a vida.

E se no ultimo beijo sentido,
Numa carícia, a despedida…

Em memória de um amor que a história fará imortal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Teorias da promiscuidade


Quando falamos da palavra dada, mais vale ver para crer. No caso, cheirar para acreditar.
Depois de no passado dia 3 de Novembro os empresários daquela rançosa unidade industrial da Lameira de S. Eufémia terem prometido acabar com os maus cheiros e descargas poluentes até 19 do mesmo mês, resolvi ao fim de mais um dia de árduo trabalho, ter mais uma pequena prosa com o meu já amigo pato do Lago do Luso.
Gaius Germanicus (GG) - Ora viva, meu caro amigo!
Pato (P)- Boa tarde Imperador.
GG - Caramba amigo, noto que está cabisbaixo. Mas sofre dalguma maleita ou é este tempo chuvoso que o põe melancólico?
P - Sabe, vida de pato não é fácil. Principalmente quando somos obrigados a víver na imundice.
GG - Imundice! Não percebo! Mas não ficou solucionado o problema da poluição no dia 19?
P - Acha! Estamos rodeados de aldrabões mentirosos e, pior, oportunistas promíscuos. Saiba, meu caro Imperador, que o problema AGRAVOU-SE.
Os maus cheiros mantêm-se, as descargas continuam. Ainda há pouco fui espairecer ao Parque dos Moinhos do Lograssol e ainda pensei que estava numa daquelas festas da espuma.
E o pior é que estamos na época de acasalamento e as patas fogem, como diabo da cruz, do Lago do Luso.
GG - Pois, se assim é, é grave. Mas e os políticos? E a junta de Turismo? Não estrebucham?
P - Pois, quem o devia fazer não faz. Veja lá que o menos interessado, o José Rosas, é o mais activo. Lidera a contestação à unidade e ainda agora elaborou um documento, subscrito também pelo Presidente da Câmara e pelo Presidente da Junta de Turismo, contestando as licenças que foram atribuídas pela CCDRC.
GG - Então!! E a Junta de Freguesia do Luso?
P - Incompreensível! Recusaram-se a assinar!
Sabe, os patos vão falando e dizem de bico cheio que Alcides Branco anda a patrocinar tudo quanto é festa pelas redondezas. Paga às Comissões de festas os grupos que actuam. Enfim paga o circo.
GG - Eu não quero tecer conspirações mas não é o */&%=# - o ruído de fundo dum camião tornou o nome imperceptível - que é o maior promotor e agente de grupos da zona?
P - Pois, e é por isso que os patos grasnam que essa é a razão pela qual a »/%&#**#$ - outro camião - não liga nada a esta m**** e a poluição continuará por muitos e largos anos.
GG - Está mesmo tudo &%($%## - malditos camiões que me estragam a prosa.
Ave Caesar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vida autárquica


A milha soube em primeira mão que a Assembleia Municipal da Mealhada vai reunir em sessão extraordinária no próximo dia 14 de Dezembro com a seguinte ordem de trabalhos:

1.Analisar a possibilidade de violação ao PDM na construção da vivenda do Sr Carvalho no Cemitério Municipal da Mealhada.
2.Analisar a possibilidade de violação ao PDM na instalação das iluminações de Natal no efifício da Câmara Municipal.
3.Eleição do colégio eleitoral para a escolha do Pai Natal da festa dos funcionários da Câmara Municipal. Pela primeira vez existem dois candidatos ao lugar.

Fontes bem informadas garantem ter ouvido que o aparente excesso de zelo dos pontos 1 e 2, se deve ao espírito natalício do Senhor Presidente da Assembleia Municipal que terá alegadamente dito e citamos: “Quero garantir que este executivo chegue ao Natal”.
Contactado pelos nossos serviços, Carlos Cabral terá assegurado que quem não chega ao Natal é o Paulo Bento.

O meu candidato favorito


Excertos das frases favoritas que recolhi no espaço blogger
"...o Jorge é uma pessoa muito inteligente."
"O Jorge é bom e vai ser o próximo candidato à Junta pelo PS."
"O Jorge Carvalho é o melhor autarca do PS no concelho. O Rui Marqueiro vai dar-lhe um bom lugar. Um lugar digno e que faça justiça a tudo aquilo que tem feito pelo nosso Luso e pelo concelho e pelo País."
"Jorge Carvalho tens que ser o nosso candidato. Sabemos que não queres nada a não ser o melhor para o Luso.És muito humilde e um grande politico.""
"Conheces toda a gente por Lisboa, já deste provas que nem o Cabral tem os teus conhecimentos.Está na hora de teres uma oportunidade. Jorge Carvalho a Presidente tens aqui a tua gente."
Ave Caesar

O fadista e o artista


Afinal Carlos Cabral também se rendeu ao universo blogger e decidiu comentar um post do Conta-Corrente.
Numa sátira digna do "rouxinol faduncho", Cabral, à semelhança do que a sua Vereadora já havia feito numa sessão de Câmara, vem chamar incompetente ao Vereador Breda Marques, a propósito deste ter dito que a Câmara dispunha debaixo do colchão da modesta quantia de 10 milhões de euros sem utilização à vista.
Cabral, mais uma vez, vem dar uma lição de gestão autárquica - já agora, Breda Marques não é licenciado em gestão de empresas? - e vem explicar a diferença entre verbas disponíveis e verbas já comprometidas, sendo que desde Outubro do corrente ano foram lançadas a concurso obras no valor de 6,5 milhões de euros - serão os Viveiros Florestais e o novo edifício dos Paços do Concelho?
É claro que para o Presidente da Câmara, que já disse a dois vereadores do PSD que vivem uma saudosa adolescência, o desconhecimento e a ignorância na análise documental por parte do blogger Conta-Corrente não é desculpável.
Na verdade, o blogger é vereador do concelho há cerca de 6 anos e, como tal, terá obrigação de ter um já vasto conhecimento dos princípios contabilísticos e da gestão autárquica.
Agora uma coisa é certa. Cabral bem se pode agarrar aos valores já comprometidos, mas a realidade vai mostrar que as obras serão para INAUGURAR EM VÉSPERAS DE ELEIÇÕES.
Numa coisa, porém, tem razão o Presidente. O vereador blogger nas constantes acusações à gestão de Cabral fala na falta de obra, mas JAMAIS apontou que obra gostaria de ver no seu concelho.
Criticar é fácil, difícil é ter um programa.
Ave Caesar

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Reuters


Este ano não há distribuição de prendas no Natal.

A ASAE fechou a manjedoura por falta de condições sanitárias e o Pai Natal vai ter que transportar a parturiente a Badajoz na madrugada de 24 para 25 de Dezembro.

Afinal há quem o cale.


Não se tendo calado perante o "simpático" pedido do Rei de Espanha, Chávez é obrigado a refrear a sua verborreia revolucionária perante os resultados do referendo para alteração da Constituição venezuelana.
Pelo menos teve a dignidade de assumir a derrota, não sem conseguir esconder o desalento, afirmando que o povo venezuelano não terá maturidade para conhecer o verdadeiro socialismo que a sua facínora revolução procura. Chávez vive num tempo que não é o seu. O tempo dos idealismos revolucionários e socialistas morreu no fim dos anos 80. Já ninguém duvida que a Revolução que almeja conduz inevitavelmente a uma ditadura.
O povo venezuelano, ao contrário do seu Presidente, revelou maturidade democrática e chumbou as ambições autocráticas do populismo que Chávez representa.
Mas para Chávez o assunto não fica arrumado, apenas adiado. Lamentavelmente, iremos assistir a novas tentativas de usurpação dos princípios democráticos, cabendo aos venezuelanos demonstrar-lhe que ainda são eles que mandam no país.
Ave Caesar

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Hã!!!!!!


“Se queremos uma gaja boa como o milho temos de a namorar”
in Expresso, 01/12/2007

Os poupadinhos


Ao fim de dois meses de liderança, Menezes lidera o ranking do caricato.
O PSD, pela voz do seu líder, prepara-se para chumbar a proposta de António Costa para viabilizar um empréstimo de 500 milhões de euros para sanear, financeiramente como é óbvio, a Câmara de Lisboa.
As palavras do Dr. Menezes para justificar essa recusa foram: "O Dr. António Costa tem que fazer gestão e poupar, como todos os outros autarcas".
Argumento interessante quando sabemos que 80% das dívidas da CML a fornecedores foram contraídas pelo megalómano Santana Lopes.
Entretanto, para engrossar a caricatura, a Câmara de Gaia foi notificada pelo Ministério das Finanças, que coloca aquela autarquia no primeiro lugar da lista das que ultrapassaram o limite de endividamento no ano passado.
Não há como ser um bom exemplo para dar uma de falso moralista.
Nem todas as Câmaras se podem dar ao luxo de ter 10 milhões de euros debaixo do colchão para gastar à tripa forra na véspera das autárquicas.
Ave Caesar

sábado, 1 de dezembro de 2007

A origem da arte folk

Woody Guthrie (1912-1967)


I'm out here a thousand miles from my home,
Walkin' a road other men have gone down.
I'm seein' your world of people and things,
Your paupers and peasants and princes and kings.

Hey, hey Woody Guthrie, I wrote you a song
'Bout a funny ol' world that's a-comin' along.
Seems sick an' it's hungry, it's tired an' it's torn,
It looks like it's a-dyin' an' it's hardly been born.

Hey, Woody Guthrie, but I know that you know
All the things that I'm a-sayin' an' a-many times more.
I'm a-singin' you the song, but I can't sing enough,
'Cause there's not many men that done the things that you've done.

Here's to Cisco an' Sonny an' Leadbelly too,
An' to all the good people that traveled with you.
Here's to the hearts and the hands of the men
That come with the dust and are gone with the wind.

I'm a-leaving' tomorrow, but I could leave today,
Somewhere down the road someday.
The very last thing that I'd want to doIs to say
I've been hittin' some hard travelin' too.

(Bob Dylan, 1962)