
A cerca de um mês das eleições intercalares de Lisboa, o Governo de Sócrates anunciou pretender obrigar à suspensão automática dos mandatos dos autarcas que sejam acusados pela prática de crimes relacionados com o exercício daquelas cargos públicos.
Ora, atendendo ao calendário político esta intenção parece-nos ser uma clara perseguição a determinado candidato e, por outro lado, pretende dar uma "mãozinha" ao candidato socialista António Costa.
Tanto mais quando as personalidades que têm vindo alertar para a necessidade de moralização da política autárquica são, nem mais nem menos, que o mandatário financeiro de Costa, Saldanha Sanches, e o ex-Secretário de Estado da Justiça, Eduardo Cabrita.
Estes anúncios começam a ser preocupantes e levam-nos a recear que este Governo pretenda "engavetar" a Constituição, negar a presunção de inocência aos portugueses e, por último, permitir a perseguição política a todos os que se lhe opoem. Daqui até chegarmos a um Estado autoritário, é um pequeno passo.
Resta-nos esperar que o Presidente da República esteja alerta e não permita que a insanidade de Sócrates nos transforme numa qualquer Cuba ou Coreia do Norte.
Avé Caesar
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