sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ensaio sobre a lucidez


O Mealhada Moderna desta semana brindou-nos com uma excelente entrevista, por sinal feita pela sua Directora, a um decano da política concelhia: JOSÉ RIBEIRO RELVAS.

Relvas, de 82 anos, foi vereador, eleito pela extinta e saudosa, para uns quantos, AD, da CMM entre 1978 e 1979. Foi também candidato à Câmara, tendo perdido a eleição para o Dr. Pires dos Santos.

Num registo de hábil lucidez, Relvas desmistifica esta espécie de democracia em que vivemos, onde o exercício do poder não é dado a quem o detém - o Povo. Professa a sua antipatia pela mentira organizada que persiste em manter-se no centro da Governação como forma perene dum status quo de falsidade política.

Não deixa igualmente de se debruçar sobre as questões do concelho, apostando no diálogo das partes para a resolução do crónico problema de asfixia financeira do Hospital da Misericórdia, sugerindo uma actuação mais positiva da CMM, que vive um desafogo financeiro acima da média de outras Câmaras. Denuncia aquilo a que chama de pequenez de visão na estratégia do Executivo, em questões como a da "estrangulada" Biblioteca. Frisa a falta de vontade de Cabral em abrir o projecto dos Viveiros Florestais à participação pro-activa da sociedade.

Mas aquilo que me aguçou a curiosidade nesta entrevista foram dois assuntos: a Casa Vasconcellos Lebre e a meteórica ascenção de Cabral, nos idos anos 70/80.

Reza a História que a doação da Casa Lebre ao Município implicava a criação dum museu onde se preservasse a memória e o espólio da família. Como também não ignoramos, pela intervenção de João Pêga, que sucedeu a Relvas na direcção da Casa da Cultura, logo se tratou de ignorar os termos da doação e transformou-se o edifício na Escola Profissional, tendo o rico espólio daquela casa desaparecido no "segredo dos deuses".

Por último, relembra-nos como foi Cabral - na altura vereador do PCP - travão ao desenvolvimento do concelho, no Executivo liderado por Adriano Ferreira Santiago, pactuando com o PS na destruição ignóbil da visão dum homem de reconhecida capacidade política. Cabral acabou compensado por ser o "Judas" da expansão do concelho. Foi co-optado pelos socialistas e começou o seu infindável reinado na Câmara da Mealhada.

Naquilo que podia ser um recado ao actual Presidente da Câmara, Relvas diz que nunca esteve na política, portanto nunca deixou a política. Para ele a política foi uma aventura ao serviço do Povo e não para se servir dele.

Ave Caesar

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Será da forma ou do feitio?


No nosso imaginário cinematográfico há imagens e palavras inesquecíveis.

Há uma palavra que ontem me veio à memória ao ler o artigo de opinião de Carlos Marques no JM : "esterno-cleido-mastoideu". Uma palavra pomposa mas cujo significado poucos conhecem.

As tias de Vasco Santana, na "Canção de Lisboa", também se surpreenderam com a jactância do sobrinho quase doutor, mas do discurso pouco ou nada perceberam.


O citado artigo sofre do mesmo defeito. Ao pretender analisar o plenário de militantes da última sexta-feira, o Presidente da Comissão Política perde-se em rendilhados e substantivos e esquece a essência.

Pleonasmos e discurso hiperbolizado polvilham todo o artigo - "exaltar o momento", "feedback positivo", "o partido está bem vivo", " a estimulação dos dirigentes", a "convicção", a "determinação"...
Mas, no fundo, apenas fiquei a saber que a actividade política dos ditos dirigentes é um "esterno-cleido-mastoideu", ou seja, não tem substância apreensível aos cidadãos a quem se devia destinar. Nada esclarece, nada informa, tudo disfarça.
Por ele não ficámos a conhecer qual a posição da Comissão Política sobre os vários projectos em curso na acção da CMM - Viveiros Florestais, Campo de Golfe, Plataforma Rodoferroviária, Mata do Buçaco, QREN - não ficámos a conhecer qual a sua posição sobre as opções orçamentais para o próximo ano, a posição sobre os focos de poluição na Lameira e na Mealhada, não ficámos a conhecer uma sequer actividade da CP ao longo deste ano de mandato. Em suma, o artigo de opinião nada nos deu.

Carlos Marques necessita urgentemente de mudar a forma e o feitio. A acção política deve ser mais sustentada nas acções e menos nas palavras. A passividade demonstrada pela oposição ao seu mandato é apenas sinal da segurança que têm que, a qualquer momento, conseguirão derrubar a Comissão Política por si liderada. A "estratégia seguida"é apenas uma ilusão de óptica, é uma não estratégia,
O presidente da CP vê o futuro com optimismo, com certeza atrás dumas lentes cor de rosa.

Ave Caesar

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

É lixado

É lixado fazer jornalismo, ou ser director de jornal, numa terra que não se conhece... (Mesmo com a convicção de que se vem trazer a luz, educar os indigenas)

Acaba-se sempre por meter a pata na poça!

Perguntar ao maior dealer - distribuidor de droga pelos viciados e junto de futuros consumidores - da cidade se sente seguro é fantástico!
E o pior é que, afinal, o Pastel se sente seguro! Ainda bem!

Sabes Messalina...

O “período” é muito masculino...
Chateia meses a fio mas assim que sabe que a gaja está grávida, deixa de aparecer.


by Arcebispo da Cantuária in Atlântico

A embalagem


No "Público" do último sábado, os artigos de opinião dos dois mais considerados articulistas/comentadores do País versaram sobre o mesmo tema: a transformação do PSD em "partido empresa".
Menezes pretende criar um "partido moderno" e a sua noção de modernidade começa pela imagem do próprio líder. O presidente do PSD tem que possuir uma imagem de Estado e para isso, passará nas suas deslocações "oficiais" a ser transportado num automóvel preto, secundado por mais dois ou três da mesma cor.
Diz ele que é uma questão de credibilidade, convencido que os portugueses valorizarão mais um líder que dê primazia à "embalagem".
Errado... demasiadamente errado.
Menezes tem o dom do acessório, das minudências, do efémero e inútil.
Que nos interessa que se faça transportar em carros de valor superior a 100.000 euros, com consumos de 20l/100 km, se a mensagem que nos transmite é a de uma titubeante figura? Pretenderá Menezes esconder a sua patética e inane demagogia política atrás dos vidros fumados duma limousine?
Menezes é cada vez mais uma embalagem tetra pack com um conteúdo fora de prazo.
A nós cidadãos pouco importa se ele tem um Volvo ou um Yaris utilitário. Preferimos um conteúdo que nos motive. Original, arrojado, mas de confiança.
Parafraseando Vasco Santana, com as devidas actualizações: "Embalagens há muitas, seu palerma!!"
Ave Caesar

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Benchmarking


A Camara Municipal de Cantanhede atribuiu €80.229,70 à Expofacic 2008.

Esse valor vai inteirinho para custear os stands das instituições do concelho e para subsidiar o preço dos bilhetes.

Como o carnaval da Mealhada não tem stands de instituições para custear, os €100.000,00 que a Camara Municipal atribuiu devem ser para subsidiar os bilhetes. Este ano entra tudo à borla para ver o Marcio!

Bem me parecia


Sem comentários

Fim de tarde


"Se você não encontrou a sua metade da laranja, não desanime... Encontre sua metade do limão, adicione açúcar, cachaça, gelo e seja feliz!"

A luva branca


Será que a mulher da limpeza tem estado de baixa? Se calhar sou eu que sou esquisita. Ai se o meu Claudio ainda fosse imperador!

Os "patos bravos"


Se S. António tinha uma inata capacidade para falar aos peixes, deixem-me dizer-vos que não lhe fico atrás em habilidades e linguagens.
Na minha incursão domingueira pelo Lago do Luso, aproveitei a acalmia e o sossego reinantes para entabular uma pequena conversa com o pato da foto.
Como sei que estes exemplares da família dos anseridae são por natureza curiosos e conhecedores do mundo que os rodeia, logo me atrevi a questioná-lo sobre o último Plenário do PSD, do qual ainda não tinha qualquer informação.
Obviamente que o pato tinha seguido atentamente todo o quente debate onde todos, sem excepção, terão brilhado. Sei também que esta ave é dada a exageros e, como tal, atrevi-me a questioná-lo sobre as questões mais relevantes e aí descobri a madeira no meio de tanta serradura.
Estes plenários, ou servem para deitar abaixo as Comissões Políticas ou para apalpar o pulso ao "Estado da Nação". Segundo a informação, foi para fazer uma resenha da actividade da CP ao longo do perído em que dura o seu mandato.
Mas ao que parece houve uma "ligeira" confusão entre o que é a actividade da Vereação e Deputados Municipais, e da CP propriamente dita. Por actividade política de oposição deve entender-se a formação dum género de "Executivo Sombra", onde para cada proposta camarária há uma contra-proposta da Oposição, onde esta também tem uma agenda própria e capacidade para elaborar um pré-programa e definir as linhas orientadoras e a matriz do "se": se fosse Governo, se fosse Câmara, se tivesse poder de decisão.
E isso não aconteceu. Por meritório que seja a criação de núcleos nas diversas freguesias, isso não se traduz objectivamente em poder. A voz de comando pode existir - Carlos Marques - mas é necessário que exista um exército disposto a ser comandado.
A única novidade daquele Plenário foi o surgimento de mais um "pato bravo", vulgo proto-candidato à Câmara.
Carlos Pinheiro tomou a palavra e dissertou sobre os principais temas que têm sido abordados nos orgãos políticos, jornais e blogues.
Mas sobre o perfil do "pato" dissertaremos numa próxima oportunidade.
Ave Caesar

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Porque fugi da cidade

Conforme havia prometido, fui confirmar in loco o cumprimento da promessa de Alcides Branco.
É certo que já me haviam confidenciado a existência de melhorias e ontem pude constatar que ou a promessa foi cumprida ou fui eu que tive sorte com os ventos.
Ao fim da tarde de ontem vesti uma gabardine, levantei bem as golas, não fosse ser reconhecido pelos curiosos que imaginei por lá andassem escondidos atrás dos arbustos, e fui ver o pôr-do-sol ao lago do Luso.
Mas houve uma segunda razão que me levou a fugir da cidade.
A Mealhada retrocedeu um século em termos de qualidade de vida ambiental. Lembra-me aquelas povoações de ínício do séc. XX, que conviviam harmoniosamente com os currais no rés do chão, onde concerteza, o metano produzido pelos animais devia ter uma qualquer função de "aquecimento central".
Nos dias de hoje, em pleno séc. XXI, a Mealhada convive com pocilgas, vacarias e aviários no seu quintal.
Em certos dias, a Mealhada é um curral, e nós continuamos a assobiar para o lado.
Os responsáveis políticos desta terra, e muito bem, foram dar a cara na Manifestação organizada contra o foco de poluição na Lameira. Mas lembremos que a iniciativa não foi sua. Apenas foram na onda da sociedade civil que decidiu expressar a sua indignação.
No que toca ao grave problema que assola a Mealhada, os políticos mantêm-se quedos e mudos. Sempre na expectativa que outros avancem e que façam aquilo que lhes compete.
Faço também aqui um desafio a todos aqueles que se candidatam ou pretendem candidatar-se. Apontem as soluções, tomem iniciativas, mostrem que os munícipes também podem contar convosco nas questões ambientais. Impeçam o cerco da imundície que envolve a cidade sede de concelho.
Entretanto, em jeito de aviso de navegação, não compreendo como pode a Mealhada ter uma água de tão má qualidade. E também ainda não percebi por que aos fins de semana essa qualidade se deteriora tanto. Os senhores vereadores que tão amiúde nos visitam, que estejam também atentos a esta situação porque sinceramente, ontem ainda pensei em tomar banho no Lago do Luso, porque a limpidez da água pareceu-me de maior confiança que aquela que corre nas torneiras da Mealhada.
Ave Caesar

sábado, 24 de novembro de 2007

Quando o silêncio é de ouro


Que silêncio!!!
Durante umas horas conseguimos não ser invadidos por spam convertido em comentários aos posts que escrevemos com tanto afinco.
A que se deverá tal silêncio? Terão ido todos de fim de semana para um local onde as maravilhas tecnológicas que Sócrates nos vende diariamente ainda não chegaram? Paraísos sem bandas largas ou estreitas?
Ah, não... o motivo é mais prosaico - PLENÁRIO DO PSD MEALHADA, na sede dos Bombeiros. Oxalá não se trucidem uns aos outros. Amanhã gostávamos de os ter por cá novamente.
Ave Caesar

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Tony, meu nome é Tony...Ramos


Depois de passado o estado febril à ACB de querer 3 ( três!!!) Reis do Carnaval para comemorar a 30ª edição do Carnaval Luso Brasileiro da Mealhada, parece que o evento vai mesmo realizar-se em 2008.


Valores mais altos se levantaram e a dita direcção esqueceu as ameaças e amuos , permanece com o rabinho quentinho no lugar directivo e lá vai dando corda aos sapatos para que tudo esteja pronto a tempo e horas e não haja "trabalhos a mais" para pagar a dobrar.

Noto que se tornaram clarividentes e, muito bem, tentam obter a presença do actor brasileiro que em 79 provocou uma verdadeira "histeria colectiva" na Mealhada.


Tudo está bem quando acaba... bem.

Já aqui afirmei: eu gosto do Carnaval; não gosto é de certos "carnavais".


A propósito, não haverá um lugar destaque para o "Rei Momo Salvador do Carnaval"?

Ave Caesar

O Quarteto Fantástico


Minhas amigas


Segundo os dados disponíveis, são estes os possíveis candidatos à Camara Municipal da Mealhada em 2009.

Já decidi. Vou emigrar para Cantanhede: o presidente até tem um Porsche. Só é pena os bancos não serem reclináveis. Mas lá tambem devem haver moteis.


Vossa

Messalina

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A Protecção de Serra

Antigamente, nas Escolas Primárias, havia uns cartazes que, com desenhos, mostravam a Lição de Salazar. Deus, Pátria e Família eram os valores a promover. Mais ou menos por essa altura, no filme Pátio das Cantigas, o personagem do Vasco Santana pegava nas crianças que andavam a pedir um tostãozinho para o Santo António e dizia-lhes que ali, numa carroça com um 'S' enorme e com a inscrição Oliveira Salazar, estariam protegidos da cena de pancadaria que, entretanto, acontecia na rua.
Nos tempos que correm a Junta de Freguesia do Luso, tentando educar o povo, faz a mesma coisa. Faz um abrigo e coloca a inscrição JF do Luso Abriga-o. A foto não é montagem e foi tirada pelo Jerico do Amo-te Luso. O sectário da Junta - a palavra não está mal escrita - vem presporrear-se nesse blog a dizer até que nem concorda com a inscrição. Ainda ninguém tinha dito nada mas ele vem desculpar-se. Se não concorda que tirasse aquela estupidez dali, antes de mais nada.
Aqui estão protegidos, diria Vasco Santana enquanto colocava as crianças no abrigo!

Quinta da Nora 2

Rui Marqueiro ficou lixado porque Cabral não quer expropriar os terrenos da Quinta do Bentinho - vulgo, terrenos entre a avenida 25 de Abril e a rua Costa Simões, na Mealhada. O ex presidente da Câmara, que espera daqui a dois anitos já o ser, outra vez, queria que ali fosse feita a mesma negociata que fez com a Quinta da Nora, espaço privilegiado para qualquer política pública de urbanismo, espaço ideal para edificar uma nova Câmara e um novo espaço público ligado ao complexo público Bombeiros-GNR-Igreja-Messias-Estátua do Porco. Mas não! O que interessava era o vil metal. Ou l'argent - para Marqueiro perceber melhor!
Agora não vai haver uma nova Quinta da Nora e o Marqueiro lamenta... e ameaça Cabral: Ou te pões a jeito ou levas pau!

O elogio da mediocridade

O antigo vereador Ferraz da Silva é uma figura estranha. Não se percebe e, dá-me a sensação, ninguém o avisa que está senil e que o melhor era arranjar lugar no Centro-de-dia Comendador Melo Pimenta, no Luso.
Agora foi o texto que escreveu, esta semana, no Jornal da Mealhada. Conta a história de uns parvinhos que foram a França fazer figurinhas tristes... E, ainda por cima, diz isto cheio de orgulho.
Remata com a ideia lapidar de que foi preciso irem à França para perceberem que se recebessem um tostão por cada litro de água do Luso ficavam ricos!
Fantástico! É de rasgo

Candidato a candidato?

Gonçalo Breda Marques disse naquilo que é um texto de opinião escrito com a lágrima ao canto do olho - como quem diz ninguém me entrevista... - encerra o tabu deste final de ano.
O que quer dizer:
Não sou candidato a candidato?
Para mim, que sou burro, quer dizer: Não quero que discutam o meu nome!
O que, a dois anos das eleições, e a um ano da escolha da comissão política é uma precipitação de que o senhor vereador se vai arrepender... Porque é importante que o nome dele seja discutido, como é importante que seja discutido o do Carlos Marques, e o do Jacinto Silva, e o do Carvalheira, e o do Carlos Pinheiro e de outros putativos candidatos.
No Domingo ouvi o nosso professor Martelo - vulgo Nuno Canilho - a dizer que a guerra entre Marqueiro e Cabral traz a vantagem de manter o PSD baralhado por uns tempos. Nunca tinha pensado nisso mas o rapazito tem razão... Os socialistas terão tido rasgo para isso, mas os social-democratas, como sempre em contra-ciclo, preferem o contrário e começam a excluir candidatos.
Tabu, disse eu?
Pois a verdade é que o senhor vereador ao mesmo tempo que diz que não é candidato a candidato - e portanto quer ser candidato directamente - diz: "esquecendo protagonismos, ambições e guerras pessoas, todos deverão, sem excepção, contar para este combate, como soldados ou como generais." Quer dizer... todos menos ele?
O Senhor vereador que, ouvi dizer, será em breve o sr. dr.vereador, precipitou-se!
O principal problema deste personagem político está, no meu entender, em andar desacompanhado e ser mal aconselhado. Os seus amigos políticos uns deixaram-no e os outros tornaram-se em seus inimigos!

A doce tentação


Breda Marques decidiu surpreender e, a cerca de 2 anos das próximas autárquicas, veio voluntariamente afastar-se da corrida à Câmara, abrindo alas para os potenciais interessados. Desde logo, permitindo ao actual presidente da Comissão Política da Secção concelhia, dizer em público aquilo que sonha em privado e confessa aos seus "infìéis" acólitos.
Numa leitura rectilínea do artigo de opinião, só podemos constatar que há uma séria intenção de Breda Marques em dar lugar aos outros. Áqueles tais quadros que ao longo dos anos diz que o PSD criou.
Ora, eu não lhe atribuiria tanta simplicidade. Na verdade, o PSD da Mealhada sempre teve uma tentação centralizadora, concentrando no líder toda a visibilidade e protagonismo, mesmo que as opções sejam fruto dum trabalho colectivo.
O que aconteceu com Breda Marques, acontece em grau superlativo com a presidência de Carlos Marques, com a desvantagem que a actual CP anda completamente apagada. A crítica que há tempos fizemos à JSD estendêmo-la aos séniores. A CP devia ter uma agenda autónoma dos Vereadores da Câmara. E se estes ainda aparecem, a Comissão Política eclipsou-se definitivamente.
Quanto ao dito artigo, não obstante ser um exemplo do politicamente correcto, enganem-se aqueles que vêem nele uma decisão definitiva e imutável. Breda Marques assume a posição senatorial, fundada em duas anteriores candidaturas, uma passagem pela Assembleia da república e uma influência, ainda que relativa, nos destinos do concelho.
Breda vê-se num tipo de "reserva territorial", como um soldado que a qualquer momento pode ser recrutado por uma vaga de fundo que o reposicione como única alternativa a um vazio que pode surgir. Será que se tem em tão boa conta?
Como reagirá Carlos Marques a este artigo? Terão os seus temores desaparecido?
Ave Caesar

Read my lips


"Eu não sou candidato a candidato"
Gonçalo Breda Marques
Mealhada Moderna

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Extase




Percorreu-a em agonia,
Como um esboço num papel.
E dos lábios lhe bebeu a vida,
E das pétalas sorveu o mel...




A transformista


Está provado.

Não é só no futebol que funciona o toque de Midas.

Tudo aquilo que Pinto da Costa toca transforma-se em ouro. Neste caso, a única diferença é que para poder tocar teve que pagar primeiro o Champagne.

Aqui mesmo ao lado


A perseverança e teimosia positiva normalmente dão frutos.
Que o digam os cidadãos da cidade aqui ao lado - Anadia - que durante meses lutaram pela manutenção do Serviço de Urgências no Hospital José Luciano de Castro.
Nessa senda, houve também um claro empenho dos responsáveis políticos que tiveram uma "estratégia carraça" junto do Ministério da Saúde.
Assim, o Serviço de Urgências desaparece nos moldes em que existia, passando a designar-se Consultas Abertas, com a prestação dos mesmos serviços até ora facultados aos utentes.
Como bónus, recebe ainda aquela unidade hospitalar uma ambulância de Suporte Imediato de Vida, tripulada por um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência, integrado ainda na restruturação do Serviço de Urgências.
Nós por cá tudo na mesma. O Hospital da Misericórdia continua a prestar serviço público, com claro prejuízo para a situação económica da Instituição enquanto a Câmara lava as mãos como Pilatos, esquecendo aquele que devia ser o principal paradigma dum Município - contribuir para o bem estar e qualidade de vida dos Munícipes.
Ave Caesar

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Preliminar




Minhas amigas

Em jeito de introdução (o verbo introduzir aquece-me) começo por desejar as maiores felicidades a todos quantos visitam este meu novo espaço.
Passados os preliminares, passemos ao assunto de hoje: as quotas.
Neste ano que se finda e que foi dedicado à Igualdade de Oportunidades, é desolador olhar para o panorama político do nosso concelho em tudo o que diga respeito à oportunidade dada às mulheres. Temos duas garbosas representantes nos dois maiores órgãos do poder autárquico que se destacam: uma porque fala de menos e outra porque fala demais.
Contaram-me que não se gramam, mas isso são cusquices!
Certo certo é que uma tem o lugar e a outra quere-o!
Parece-me difícil.
Afinal representa a mesma freguesia que o patrão e isso em termos de distribuição de tachos, afigura-se complicado. Na política autárquica há o hábito de distribuir o mal pelas aldeias. Principalmente pelas aldeias que acarretam votos o que não é manifestamente o caso da Antes (Ops! escapou-se-me um pormenor).
Mas a verdade é que a moça não parece desarmar. Anda tão embrenhada na função que até se tem esquecido de ir ao cabeleireiro (perdão, não me contive).
Quanto à nossa garbosa vereadora, deixo-lhe apenas um conselho à laia de despedida porque o tempo é pouco.
Apareça, minha linda. Assuma-se! Não deixe que façam por si o que é seu por direito e dever fazer. E nunca descure a figura, porque a outra é moça para ir ao ginásio amiúde e o seu pneuzito que andava tão sugadito, parece-me mais alçado
Voltarei a este assunto.

Vossa
Messalina

O primeiro dia do resto das vossas vidas...


Ontem foi DIA DE PAGAMENTO DE PROMESSAS.
Hoje é o primeiro dia após o prazo dado por Alcides Branco para solucionar os maus cheiros que têm empestado a vila do Luso e arredores.
Ainda não fiz a minha caminhada pelo Lago do Luso onde durante meses fui presenteado com um inenarrável cheiro a baganha.
Creio que a chuva veio dar uma ajudinha à empresa, pois, sempre vai disfarçando os cheiros e fazendo com que a nossa memória de tantas promessas se tolde ao conformismo.
No próximo sábado, lá estarei para confirmar in loco que... promessas, leva-as a chuva.
Ave Caesar

DEMO...crata.


Economia de mercado oblige e Hugo Chávez irá ser hoje recebido por José Sócrates em S. Bento. Da agenda constarão também as preocupações com a comunidade portuguesa na Venezuela, onde ainda detém, mas não por muito tempo dada a febre de nacionalizações, um papel de relevo no mercado retalhista.
O PCP que vê em Chávez a encarnação do ora débil Fidel Castro, aproveita para organizar uma manifestação de apoio, mostrando solidariedade com aquilo a que chamam "as profundas transformações sociais da revolução" encetada pelo Presidente venezuelano.
Os comunistas portugueses vivem a eterna frustração de nunca terem ascendido ao poder. Nessa impossibilidade têm vindo a adoptar ídolos de pés de barro, pseudo-democratas que sustentados no populismo e na demagogia, venceram eleições de democraticidade duvidosa e tentam por todos os meios perpetuar-se no poder.
Sobre Chávez vale a pena não esquecer que no próximo mês, em referendo à Constituição, pretende eternizar-se como Presidente. Isto depois de ter chamado a si o controlo da economia, avançando com uma selvagem nacionalização, controlando o exército, amordaçando os jornais e televisões com a sua Lei da Responsabilidade Social e controlando o Supremo Tribunal de Justiça, por meio de expedientes ditatoriais.
Cavaco Silva, muito convenientemente, não arranjou espaço na agenda para reunir com o caudilho venezuelano, possivelmente para evitar ouvir Chávez apelidar Durão Barroso de fascista e, se tiver tomates como teve o rei de Espanha, mandá-lo calar.
Sobre o apoio do PCP, não ficamos espantados. Afinal para Bernardino Soares a Coreia do Norte é uma democracia de esplendor.
Ave Caesar

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Salve tutte le donna



Na "Milha" já o lamentávamos há muito.

Procurando ser um blogue transversal, entendíamos que faltava uma perspectiva feminina do nosso quotidiano.

Não que acreditemos que tenhamos formas de pensar e de ser diametralmente opostas, não porque acreditemos nas quotas, mas somente porque reconhecemos à Mulher um papel principal ou mesmo, O papel principal.

Dessa forma, fizemos o convite e hoje honramo-nos com a presença de Valeria Messalina, a imperatriz com quem contamos para trazer alguma "luxúria" à nossa arena.

Felicidades.

Ave Caesar

A emancipação do Carlitos


Carlos Cabral conquistou a sua emancipação politica no momento em que Rui Marqueiro integrou as listas de deputados pelo PS às legislativas, transformando-se no deputado mais absentista e menos produtivo dos anais da Assembleia da República.
Carlos Marques ainda não atingiu a sua "maioridade". Durante alguns anos viveu na sombra do seu tutor, Breda Marques, que é a imagem típica do actual PSD. Percorreu todo o caminho da "jotas" praticamente desde que nasceu. Chegou a deputado por obra e graça do Espírito Santo Jota e, porque não se destacou, foi ignorado das listas nas legislativas seguintes.
Carlos Marques é um "jovem turco", uma aparição recente, mas com um currículo académico mais vistoso. No entanto, à excepção daquela proposta e aparição jornalística sobre o IMI, não se lhe conhecem propostas próprias.
Poderá o próprio justificar-se que se encontra na sombra de Breda Marques. Mas se tem pretensões, está na hora de descobrir o seu caminho para o êxito ou para o descarrilamento, mais que provável.
Contudo, o seu caminho só poderá ser avaliado no momento em que não tiver uma "muleta" que o auxilie. A Breda Marques cabe permitir-lhe essa emancipação, sendo certo que num curto prazo de 3 a 4 meses a auto e hetero avaliação poderá ser feita.
A melhor forma de lhe avaliar as qualidades que o próprio apregoa seria, por exemplo, convidá-lo a si e à sua equipa a fazer um Orçamento alternativo àquele que os Socialistas irão proximamente apresentar.
Sim , porque a qualidade do político não transparece dos discursos rendilhados mas das medidas práticas para exercer a Governação. Não devendo o mesmo esquecer que há uma oposição interna atenta e "ideologicamente financiada" pelo actual Secretário Geral do PSD.
Será ele capaz?
Ave Caesar

O regresso do "filho da mãe"


O frágil Governo de Santana Lopes foi coadjuvado na rápida caminhada em direcção ao abismo pela sinistra personagem de Rui Gomes da Silva, cuja única qualidade é ser benfiquista.
Na altura, mostrava-se este senhor muito preocupado com a intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI contra o então Primeiro-Ministro, sem que fosse dada a oportunidade de contraditório aos "aparatchiks" de Santana. Dizia-se, na altura, que problema nem era a impossibilidade de contradita, era sim a falta de qualidade e a enormidade de "tiros nos pés" que Santana e companhia davam sempre que abriam a boca.
O episódio lamentável que conduziu à saída forçada de Marcelo da TVI, conhece hoje os mesmos contornos mas personagens diferentes.
O Torquemada de hoje dá pelo nome de Ribau Esteves e entretem-se a zurzir em Marcelo Rebelo de Sousa e em Pacheco Pereira que, bem ou mal, são livre pensadores e opinadores sobre o Estado da Nação e o "Estado de Desgraça" do PSD.
A novel direcção do PSD tem uma noção muito sui generis do comentário político, entendendo que qualquer comentador deve estar rotulado com o partido a que pertence e, nessa onda, deve afinar os comentários pela "estratégia" do líder, mesmo que a mesma se comprove demagógica, populista e, porque não, suicidária.
Menezes e Ribau ainda mostram alguns cuidados públicos, porque em privado não lhe conhecemos as acções, em não pedir o despedimento dos comentadores incómodos. Preferem, duma forma indirecta, alterar o actual quadro de comentadores mediante intervenção da Entidade Reguladora da Comunicação Social.
Marques Mendes tinha alguns defeitos, mas diversas qualidades. Uma delas é ter sobrevivido incólume a uma comunicação social adversa, nunca sequer ousando que os comentadores do próprio Partido o prejudicavam. Menezes, um líder fraco criado e feito pelas agências de comunicação e imagem não lida bem com as opiniões que não pode controlar, possivelmente por falta de argumentos para lhes contrapor.
Não sendo visionário, já vejo à distância uma larga maioria absoluta de Sócrates nas próximas legislativas.
Ave Caesar

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Carnaval 2008


Afinal bastou pedir por favor.

E andou o concelho suspenso nesta telenovela.

Quem se deve estar a rir é Carlos Cabral que tem carnaval sem alargar (mais) os cordões à bolsa.

Eu voto Juventude Socialista


Viva a Juventude Socialista.
Finalmente alguém percebeu a génese fundamental do problema político português. Alguém, iluminado, percebeu a razão última da decadência nacional desde o reinado de Dom João VI. Almas abençoadas descobriram por fim a razão de estarmos no fundo das costas da Europa (não se diz cauda porque é uma senhora)...
A Juventude Socialista descobriu isto (viva ela) e decidiu colocar um fim ao problema.
Ao ver os cartazes da mais recente campanha desta juventude partidária - que aparentemente nada tem a ver com o Partido Socialista, já que tem autonomia total - percebemos que dentro em breve os deputados desta estrutura vão resolver o problema de vez, fazendo uma lei da República sobre o assunto.
Qual é o problema?
A MONOGAMIA, naturalmente.
Como se pode ver pelos cartazes, com os quais eu concordo, para haver mais 25400 lugares de creche até 2009, para haver 500 mil computadores com internet para estudantes e professores e para 99% das escolas do primeiro ciclo ensinarem inglês, é preciso que a cada jovem português sejam adjudicadas duas boas jovens cidadãs - uma loira outra morena. Não é uma ideia fantástica?
Viva a JS. Viva Portugal! Felizmente que nesta pátria alguém se preocupa com as coisas verdadeiramente importantes.
E podem pensar: Então se a solução é esta por que é que ainda não fizeram nada? Afinal os socialistas já são poder há mais de dois anos!
Pois é, a verdade é que esta medida tem estado no segredo dos deuses mas têm vindo a ser desenvolvidos testes! O secretário-geral da JS, Pedro Nuno Santos, que é também deputado socialista por Aveiro, há cerca de ano e meio entregou um kit-boas a cada militante da JS do distrito para testar a medida. Este kit incluía embalagens de preservativos e o passaporte de duas cidadãs estrangeiras - uma loira e outra morena - natural do Brasil, a morena, e dos paises de leste, a loira. Posso dizer, sem me querer gabar muito que fui um dos felizes contemplados e só agora tenho autorização para falar sobre o assunto.

Posso, por isso, divulgar os resultados da medida. Os resultados em termos nacionais também tiveram direito a cartazes: um refere que "Desde 2005 há mais 54300 estágios profissionais" em Portugal - imaginam estágios de quê! -, o segundo cartaz afirma que há, em 2007, mais 6820 novos estudantes no ensino superior...

Para além destes efeitos houve, naturalmente, outros efeitos colaterais. Mas que não são menos visiveis... os militantes da JS no distrito andam mais contentes, com um sorriso aberto, mas andam muito mais cansados, exaustos até... aturar duas mulas... quer dizer jovens camaradas... não é nada fácil.

Na Mealhada, por exemplo, é notório que a Juventude Socialista tem andado empenhadissima nesta campanha. Nunca mais ninguém viu o Nuno Veiga, que diz que ficou com 3 kits. O Lúis Tovim também tem andado mais distante - apesar de ter deixado o programa a meio porque se casou. Mas isto deixa marcas - o Luís Tovim, por exemplo, e o António Luís, deputados na Assembleia Municipal da Mealhada, andam tão cansados que não abrem a boca desde que o Sócrates tomou posse e a medida começou.

Isto sim são militantes esforçados!

Viva a JS, Viva Portugal!

Contem comigo - JS forever!

Obrigado

Ave Caesar, morituri te salutant
Muito obrigado pelas boas vindas e pelo derramar das vossas expectativas...
Esperarei estar à altura de Adriano e, também, por que não, do Gaius Germanicus, do Lucius Lucullus e, naturalmente, do Marcus Cicero.
Quanto às latinadas... lamento mas servir-me-ei delas sempre que puder!


Memórias de Adriano


Marguerite Yourcenar disse um dia que "a morte surgia-lhe como uma consagração de que só os mais puros são dignos: muitos homens desfazem-se, poucos morrem."
A Marcus Tullius Cicero, grande homem das letras, agradecemos o enorme contributo nesta nossa senda, sabendo que a sua memória não fará parte da tumba dos homens que se desfazem na poeira dos dias, mas daqueles que permanecem imortais.
Como seu sucessor, ditou-nos a excelência de Publius Aelius Traianus Hadrianus, imperador por adopção de Trajano, arquitecto do panteão de Roma, reconstrutor de Jerusalém e da famosa Muralha de Adriano e criador da Palestina (antiga Judeia).
De si só esperamos grandes criações e uma longa estadia neste fórum de "homens bons" (e mulheres, obviamente).
Ave Hadrianus

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Hoje é um bom dia para morrer.

Caros senadores, ao povo de Roma
Quando lerem estas linhas já eu, Marcus Tulius Cicero, abandonei a vossa companhia e voei para junto de Marte e de Minerva. Abandono a vossa companhia com pesar mas com a satisfação de, ao longo de alguns meses, ter feito parte de um projecto grandioso de debate, de purga ociosa de vicios privados e virtudes públicas, de democracia e, assumamos, de demagogia também. Foi um exercicio de Liberdade, a suprema das virtudes humanas e sociais.
Parto porque não tenho podido dar a este senado tudo o que a minha doce virtude permitiria. Cronos não me tem bafejado e eu não consegui corresponder. Em sete meses não consegui mais do que mandar 18... posts. É pouco mesmo para um celibatário como é Marcus Tulius Cicero.
Parto contente e muito feliz.
Adopto, como meu sucessor, como manda a obrigação de um bom pater familiae, um filho adorado, Publius Aelius Traianus Hadrianus, um dos cinco bons imperadores. Sei que andam numa demanda gloriosa e estafada para arranjarem imperador para a vossa urbe. Não façam dele candidato para não o misturar com o resto da trampa que por aí se tem alvitrado. Acreditem-me cioso do bem estar do meu filho adorado.
Deixo uma ultima palavra para os meus cumplices Gaius Germanicus e Lucius Licinius Lucullus. Foi muito bom fazer parte deste triângulo que continuará com a ajuda de Hadrianus.
Termino como comecei:

Annuntio vobis gaudium magnum:
Nascimur poëtae, fimus oratores
- Nascemos poetas, tornamo-nos oradores
Bona fortuna M.T.C.

Laranjada


A História é pródiga em guerras coloridas.

Imaginava lá eu que além da Guerra das Rosas, houve uma das Laranjas, por sinal com Portugal por interveniente e responsável pelas "despesas".

Em Maio de 1801, o exército espanhol invadia Portugal pelo Alto Alentejo, ocupando as praças fortes de Olivença, Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide e, mais tarde, Campo Maior.

Este episódio de curta duração, teve o seu epílogo no mês seguinte, com o Tratado de Badajoz, no qual se estabelecia a paz entre as duas nações, o encerramento de todos os portos de Portugal aos navios ingleses, o pagamento de todas as despesas de guerra pelos portugueses e a devolução dos espanhóis a Portugal das povoações ocupadas... à excepção de Olivença.



Bem, mas isto foi uma mera introdução lúdica e cultural à "laranjada" anunciada, em jeito de comentário político, pela estimada Directora do Mealhada Moderna.

Há dias, quando "reflectíamos" sobre a candidatura de Cabral, atrevíamo-nos a adivinhar que, noutro campo, outro candidato se faria anunciar.

A crer na informação privilegiada da articulista, esse anúncio ou confissão terá ocorrido numa reunião da "concelhia" do PSD, e teve como anunciante e candidato o próprio Presidente da Secção, CARLOS MARQUES.

Ora, a estranheza do assunto é só mesmo a forma como o anúncio aparece na comunicação social, sem que nenhum dos representantes do PSD se tenha chegado à frente.
E sabendo-se que as reuniões do PSD são pouco frequentadas, só há duas formas do assunto ter transpirado para a "vizinha": BREDA MARQUES confidenciou à Directora do Jornal a pretensão de CARLOS MARQUES, somando ainda à confidência a sua condição de "reserva estratégica do partido"; ou CARLOS MARQUES, teve um tête-à-tête com a sua ex-sócia e confessou-lhe a sua indómita vontade de ascender ao mais alto cargo da "nação mealhadense".
Esta última hipótese teria concerteza a intenção de sentir o pulso à militância e, na melhor das hipóteses, criar uma vaga de fundo de apoio. Acreditam?

Aguardemos os desenvolvimentos.

Ave Caesar

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Guerra das Rosas


Na Inglaterra do séc. XV houve uma série de lutas dinásticas apimentadas por uma guerra fratricida que opôs as casas de York (Red Rose) e a de Lancaster (White Rose). Durante 30 anos e três reinados ( Henrique VI, Eduardo IV e e Ricardo III), estas duas famílias dizimaram-se numa quase eterna luta pelo poder e pelo trono britânico.
Entre nós, também existe uma já duradoura guerra das rosas.
Dum lado a facção "Rosa Vermelha", comandada pelo "general" Cabral, indíviduo de formação política comunista mas cujo vermelho carregado foi desbotando ao longo dos anos para se transformar ora em rosa choque - breves momentos - ora em rosa pálido - a maior parte do seu mandato. Diz-se que este general tem pouca capacidade para arregimentar exércitos, rodeando-se, normalmente, de poucos mas fíeis seguidores.
No campo oposto surge um experimentadíssimo "Almirante" Rui Marqueiro ("Rosa Branca"), de formação mais liberal, economicista e pragmática. A si é atribuida uma maior capacidade aglutinadora, um exército mais possante fisicamente mas com soldados de baixa patente. Marqueiro não permite estrelas na companhia, preferindo rodear-se de "cães de fila", lutadores, briguentos e especialistas em contra-guerrilha.
Depois de alguns meses em que o Presidente da Assembleia lançou para a linha da frente o seu exército, imaginava-se que, perante o anúncio da candidatura de Carlos Cabral às autárquicas de 2009, tivesse que recorrer à Infantaria.
Na última sessão da Assembleia Municipal, a propósito do Estudo Urbanístico para a Área entre a Av. 25 de Abril e a Rua Dr. Costa Simões, na Mealhada, Rui Marqueiro fez uso do poder de fiscalização e sindicância da Assembleia Municipal em relação aos actos da Câmara Municipal.
E sobre aquela Unidade de Execução que, na sua opinião, poderá ser violadora do PDM, deixou um sério aviso à navegação, ou melhor, à gestão de Cabral. Se a decisão que, nunca esquecendo, foi votada por UNANIMIDADE na Câmara, não estiver coberta por pareceres técnicos, em última análise, pode levar à PERDA DE MANDATO do Presidente e Vereadores, inclusive os do PSD.
Algo que me diz que a "Guerra das Rosas" não morre ali e que as consequências das suas palavras serão mais extensas que um mero aviso.
A solidariedade política, como verificamos, não existe.
Ave Caesar

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma"


Afinal a realização da edição de 2008 do Carnaval da Mealhada ainda dá pano para mangas. Possivelmente, o assunto nem morreu na Assembleia Municipal da última sexta-feira e continuará a alimentar os nossos folhetins.
Segundo informação "fidedigna", o repto inventado por Rui Marqueiro e secundado pelos restantes partidos com assento na Assembleia visava também comprometer a ACB (Associação de Carnaval da Bairrada) ou, pelo menos, uma facção dessa colectividade.
A verdade é que o repto produziu imediata eficácia. Numa missiva aparentemente assinada pela Direcção, a ACB aceitou a interpelação e comprometeu-se a realizar o carnaval em 2008... NAS MESMÍSSIMAS CONDIÇÕES QUE HAVIAM SIDO PROPOSTAS POR CARLOS CABRAL E QUE, UNS DIAS ANTES, NÃO HAVIAM ACEITE.
Só que aqui surgia um problema. A Direcção está demissionária e, concerteza, não lhe assistia legitimidade estatutária para decidir sobre tal matéria. Questão que terá sido contornada pelo Presidente da Assembleia Geral, João Peres, que deu a cara pela decisão... numa condição: terão igualmente que ficar definidos os apoios para a realização do Carnaval 2009.
Todos felizes?
Cabral vê a sua teimosia recompensada, os membros da direcção da ACB demissionários não tiveram que se vergar, porque a decisão foi do Presidente da Assembleia Geral e Rui Marqueiro sai na fotografia não como o "Foto - Rei" mas o verdadeiro "Rei do Carnaval". Com a vantagem que, sendo a CMM "obrigada" a negociar desde já as condições para a edição de 2009, continuar-se-ão a agudizar as relações entre a ACB e Carlos Cabral, que vai sendo "estufado" em lume brando.
Entretanto, em informação truncada, o diário "As Beiras" de 11/11/2007, diz que este acordo só foi possível com a anuência dos LÍDERES dos partidos da oposição, Luis Xabregas pelo PCP e... BREDA MARQUES pelo PSD.
Será que houve eleições antecipadas no PSD?
Ave Caesar

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Executivo passivo



Há cerca de um ano era divulgado um estudo encomendado pelo Ministro da Saúde, que aconselhava ao encerramento de diversos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) e Urgências por todo o país.

Das 14 unidades de urgência que ameaçavam fechar, todas continuam em funcionamento. Anadia batalhou e continua a batalhar para manter aqueles serviços no Hospital José Luciano de Castro. Não obstante as negociações ainda não terem terminado, a verdade é que as urgências vão continuando abertas. Situação que se deve à perseverança dos políticos locais, com destaque para o deputado José Manuel Ribeiro e para o Presidente da Câmara Local.

Em Cantanhede, a vontade férrea do seu Presidente de Câmara foi também mais forte que as decisões tomadas à laia da realidade nos gabinetes da capital. Neste caso, o Município estabeleceu um protocolo com o Ministério da Saúde e mantém os serviços.

Na Mealhada, como usualmente acontece, tudo corre mal. Há uma passividade doentia do Executivo Camarário que deu o assunto logo como arrumado. Resignou-se perante o fecho do SAP e acocorou-se às diatribes do incompetente Ministro da Saúde.

Diz Cabral que é candidato às autárquicas de 2009. Concerteza, espera ganhar as eleições sem se mexer do cadeirão da Presidência, confiando também na passividade e resignação dos seus eleitores.

A ver vamos...

Ave Caesar

Bloco central pífio


Confesso que, por diversas vezes, tenho dificuldade em assimilar determinadas estratégias políticas.
Na última Assembleia Municipal assistiu-se à criação dum autêntico "bloco central", de vertente esquerdista, de apoio à organização do Carnaval de 2008 pela demissionária ACB (Associação de Carnaval da Bairrada).
Que Rui Marqueiro tenha sido o "iluminado" não me espanta. Na verdade, o Presidente da Assembleia Municipal já elegeu alvo a abater - Carlos Cabral. Sendo natural que após o lançamento da candidatura deste às próximas autárquicas, tudo há a fazer para que se espalhe ao comprido em todas as iniciativas.
Estranha-se é a posição de reboque do PSD que parece não ter estratégia própria e ainda se deixa enrolar nas armadilhas criadas por Rui Marqueiro.
O PSD tem que se consciencializar, duma vez por todas, que Marqueiro, tal como Cabral, são adversários políticos e nunca aliados. O PSD não deve ter boa memória do que foi Marqueiro no passado e por mais que Breda Marques o veja como um compagnon de route, o Presidente da Assembleia só pensa em fazer pela sua vidinha.
O PSD tem que pensar por si. Claro que, em primeiro lugar, tem é que resolver os seus problemas internos, ao invés de contribuir para agudizar os problemas do PS.
Ave Caesar

domingo, 11 de novembro de 2007

O Rei dos Tomates


«Porque não te calas?»
Chávez lembra-me determinados homens de família de outrora a quem se costumava dizer que tinham "mau vinho". Sempre que exageravam num tinto demasiado sulfitoso na tasca da paróquia, invectivavam a mulher, a filha, a sogra, o vizinho e todos quantos lhe passassem pela etilizada consciência.
Hugo Chávez, um analfabeto que chegou a Presidente, que se diz democrata mas altera a Constituição venezuelana para prolongar a sua presidência ad eternum, que encerra jornais e televisões, que dispersa manifestações estudantis à bastonada, aproveita estas cimeiras para esconjurar os seus receios.
Na Cimeira Ibero-Americana começou por exorcizar el diablo (George Bush), galantear o anterior proletário Lula da Silva de capitalista do petróleo, e terminar chamando o ex-Presidente espanhol Aznar de fascista.
Zapatero, na resposta, quase se ajoelhou aos pés Chávez, tratando-o com uns enojados punhos de renda. Valeu ao orgulho espanhol a intervenção dum rei com tomates. Juan Carlos lembrou aos presentes que não é com diplomacia que se tratam mentecaptos e, do alto da sua soberania, pura e simplesmente, mandou-o calar.
Quando um convidado ingrato estraga a festa, é bom que haja sempre alguém que lhe indique a porta de saída. Raras vezes acontece porque, diplomacia oblige.
Ave Caesar

Convicções de outrora


" Onde quer que os estandarte da liberdade e da independência seja desfraldado, ali estará o seu coração (da América), as suas bençãos e a suas orações. Mas ela (América) não vai para o estrangeiro em busca de monstros para destruir. Ela é a defensora da liberdade e da independência de todos. Ela é a campeã e protectora apenas dela mesma. Defenderá a sua causa pela contenção da sua voz, pela simpatia benigna do seu exemplo"



J. Quincy Adams escrevia estas palavras em 1821. A então jovem democracia norte-americana, através destas palavras simbolizava o esteio da liberdade universal. E era esse o propósito, como o foi desde sempre o paradigma para justificar a ingerência no exterior: levar a liberdade além fronteiras.

Adams foi nomeado em 1796 embaixador dos EUA em Lisboa, sem, no entanto, ter chegado a assumir formalmente o desígnio. Esperavam-no voos mais altos. Em 1825 foi eleito Presidente dos EUA até 1829. Após a Presidência teve ainda um fundamental papel na luta contra a escravatura.

Para melhor nos lembrarmos dele, recordemos o filme de Spielberg, "Amistad", onde um magnífico Anthony Hopkins retratou ao detalhe a brilhante defesa que Adams fez dos escravos fugitivos do navio negreiro que dá nome ao filme.



J. Quincy Adams tem uma, e somente uma, semelhança com o actual Presidente dos EUA. O seu pai John Adams havia sido também Presidente, sucedendo a George Washington. No demais, as diferenças são abissais.



Ave Caesar

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O "filho da mãe"


Se algum de nós ainda podia ter alguma dúvida sobre a ambição política do actual Secretário Geral do PSD, dissipámo-la com a entrevista que o mesmo deu à Antena 1.
Ribau Esteves nem sequer disfarça que está na política para subir alto, muito alto. Não se resignando à realidade objectiva de ter Menezes como líder, com o qual nem partilha muitas afinidades, abre a porta para a sua futura liderança, dizendo que o futuro é um mar de possibilidades.
Revela ainda que, não tivesse Menezes avançado, teria sido ele o candidato do descontentamento à liderança de Marques Mendes.
Parafraseando o próprio na dita entrevista, Ribau é um "filho da mãe" da política.
Nos "Discursos de Tito Lívio", Maquiavel escrevia "Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela."
O mal, acreditem, será o fim do PSD. Luis Filipe Menezes, Santana Lopes e Ribau Esteves são os cavaleiros do Apocalipse que levarão o PSD ao estado de mais pura letargia.
Entretanto, o "filho da mãe" tem sido visto pela Mealhada, de mão dada com César Carvalheira. Com plenários à porta, imagino que haja quem pretenda dar um "empurrãozinho" a Carlos Marques da "cadeira do poder".
Ave Caesar

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Leitão à moda de Mortágua


Segundo o Jornal da Mealhada, foi editada por uma empresa privada, uma brochura de apoio às Quatro Maravilhas da Mealhada com publicidade a um restaurante de fora do Concelho.

Parece que a Câmara conseguiu evitar a distribuição do tal documento.

Só falta saber qual a razão para tal coisa acontecer:

1.Quem fez a brochura não conhece os limites do Concelho?

2.Quem fez a brochura não percebeu o que é isto das Quatro Maravilhas da Mealhada?

3.Quem fez a brochura não tem vergonha?

4.Quem fez a brochura não conseguiu encontrar anunciantes suficientes na Mealhada?

Aceitam-se sugestões.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Santana, o flop


Santana é um bom propagandísta de si próprio. Durante mais de uma semana anunciou que se estava a preparar para um debate épico onde iria trucidar o 1º Ministro.
Jornais e televisões foram na onda. O espectáculo estava montado, as galerias transbordavam e a Assembleia silenciosa na expectativa.
Depois, como já suspeitávamos, faltou qualidade ao actor que, mais uma vez, não conhecia as deixas, não sabia as falas, no fundo, desempenhava um papel para o qual não está nem nunca esteve minimamente fadado.
Nos 5 minutos que Santana dispunha para questionar Sócrates sobre o Orçamento, perdeu-se a falar do seu tema favorito: ele próprio.
Convenhamos, Santana Lopes é um "mito" criado pelos jornais. Não é, nunca foi um bom orador, não é adversário temível para ninguém e não conhece um dossier.
Santana é um especialista em "boutades", um flop gelatinoso a quem o fato de homem de Estado assenta mal.
Como o debate correu tão mal, Santana foi prontamente substituído por Patinha Antão para fazer a intervenção de fundo do PSD.
Santana..."foi porreiro, pá."
Ave Caesar

Rui, o estupefacto


A resposta de Rui Marqueiro, presidente da Comissão Política Concelhia da Mealhada do PS e face visível duma "delicodoce" oposição ao Executivo de Cabral não demorou a chegar-nos perante uma quase expressa manifestação de vontade de Carlos Cabral em recandidatar-se à Câmara.
Não resisto a citar as palavras de Marqueiro ao JM:
“Não conheço as declarações de Carlos Cabral mas não posso acreditar que tenha manifestado a intenção de se recandidatar. Seria muito anómalo e impossível Carlos Cabral ter feito uma coisa dessas. Era absolutamente condenável um político experimentado fazer uma coisa dessas”.

Pois é, mas fez.
A já aqui criticada estranha passividade às constantes investidas de Marqueiro sobre as opções da Câmara, conheceu agora o seu ponto rebuçado. Cabral passou os últimos meses num sepulcral silêncio apenas polvilhado por um amarelíssimo sorriso que não escondia uma indigestão pelo cardápio que lhe ia sendo servido pelo companheiro Rui Marqueiro.
Carlos Cabral, legitimado por uma maioria absoluta e pelo aparente tranquilo mandato que tem feito, É CANDIDATO À CÂMARA.
A Marqueiro resta convencer os seus militantes e população em geral porque deve ser ele e não Cabral a candidatar-se.
Para já não se colocou de parte.
Espera-se um Inverno bem quente para as lados da "Rosa".
A propósito, irá o PSD a reboque e teremos um candidato anunciado nos próximos dias?
Ave Caesar

terça-feira, 6 de novembro de 2007

E agora Marqueiro?



"Está a pensar recandidatar-se em 2009?


Carlos Cabral -Ainda é cedo para se falar em candidaturas ou recandidaturas. Está tudo em aberto, mas em princípio sim. É claro que para haver uma recandidatura, primeiro é precisa a minha vontade, depois é precisa a vontade do meu partido e só depois o Povo se pronuncia em eleições democráticas."



in Boletim Municipal

Ave Caesar