Haverá, na acção política, poucos defeitos piores do que o do PLÁGIO. O político está para o plagiador assim como o bom vinho está para o vomitado. O plágio é uma excreção da moral política.
Carlos Alberto Marques é um plagiador. É um regurgitador. É um vereador, um político, que ouve dos outros e reproduz como se as ideias fossem suas.
O saudoso Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, na novela 'O Bem Amado' usava o mesmo sistema. O Vereador Carlos Marques é assim um Paraguaçu de trazer por casa. Os discursos de ambos assemelham-se de tal maneira que qualquer dia confundem-se.
Mas porque para chamar a um vereador PLAGIADOR é preciso ter provas cabe-nos justificar as nossas palavra.
Hoje de manhã, enquanto lia o que poderia chamar de texto de opinião Carlos Marques no Jornal da Mealhada, mas eu chamo de manifesto pré-coital (afinal hoje há plenário do PSD), li as seguintes palavras:
"E porque não a criação de uma empresa municipal de turismo? A divulgação turística do concelho, a gastronomia, o património, a Expo Mealhada e o próprio Carnaval poderiam ser motivo mais que bastante para se profissionalizar o modo de agir".
Andei, andei, ainda olhei para o título, ainda perguntei até que ponto seria inteligente dar ao texto um título e, depois, escrever sobre o assunto apenas uma frase, no final. Mas como o senhor Marques é doutor... apesar de, ao que se vê, os únicos jornais que lê é o de que foi dono e o para para o qual escreve...
Perguntei aos meus colaboradores - aqui em Roma temos serviçais para isso - se se lembravam de ouvir falar de uma empresa municipal de turismo na Mealhada e houve um que se lembrou que o próprio Jornal da Mealhada havia publicado um editorial sobre isso. Foi ao tombo e trouxe-me o exemplar e eu li:
"A Câmara poderia, também, optar pela criação de uma empresa municipal com responsabilidades no turismo, que, a exemplo da Inova, de Cantanhede, fosse responsável pela exploração do sistema de água e saneamento do concelho — e obter, nesta actividade, um meio de financiamento — e fosse, também, a organizadora de eventos como a Feira de Artesanato e Gastronomia, a Expo Mealhada (em parceria com a ACIM, a mãe da criança), e — por que não? — o Carnaval da Bairrada."
Não é plágio, dirão alguns.
Não seria se Carlos Marques tivesse identificado a fonte de inspiração. Não seria se Carlos Marques tivesse acrescentado à ideia algo de seu. Não seria se, por exemplo, Carlos Marques tivesse dado outras hipóteses de iniciativas diferentes da Expo Mealhada e do Carnaval, referidas no texto plagiado.
"O Carnaval, porque não?", disse Canilho, "e o próprio Carnaval", disse Marques, como se se tratasse de uma e só uma interjeição.
Carlos Marques é um plagiador.
Este é apenas um caso que saiu publicado, aos olhos de todos. Carlos Marques já fez o mesmo em relação ao mesmo autor sobre a criação de uma nova estrutura de organização de Carnaval, sobre uma academia de Carnaval - em sede de reunião de Câmara. Em relação aos seus colaboradores, segundo me disseram, tem o dom de tornar seu o que os outros disseram. Da sua cabeça não sai nada, nadinha de nada.
Hoje há plenário do PSD. Carlos Marques vai anunciar como suas, e da sua Comissão Política, as propostas que os vereadores fizeram na Câmara. Não justificará porque não apresentou um orçamento alternativo, como parece ter prometido no último plenário. Dirá que as propostas são suas e agradecerá os elogios. Proclamará o principio da autonomia dos vereadores, com quem não fala, perante todas as críticas que sejam feitas à acção política do PSD.
Amanhã me dirão se não foi assim!
O PSD da Mealhada está como há-de ir!
A Política do Control C/ Control V
