quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O Plagiador

Haverá, na acção política, poucos defeitos piores do que o do PLÁGIO. O político está para o plagiador assim como o bom vinho está para o vomitado. O plágio é uma excreção da moral política.

Carlos Alberto Marques é um plagiador. É um regurgitador. É um vereador, um político, que ouve dos outros e reproduz como se as ideias fossem suas.

O saudoso Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, na novela 'O Bem Amado' usava o mesmo sistema. O Vereador Carlos Marques é assim um Paraguaçu de trazer por casa. Os discursos de ambos assemelham-se de tal maneira que qualquer dia confundem-se.

Mas porque para chamar a um vereador PLAGIADOR é preciso ter provas cabe-nos justificar as nossas palavra.

Hoje de manhã, enquanto lia o que poderia chamar de texto de opinião Carlos Marques no Jornal da Mealhada, mas eu chamo de manifesto pré-coital (afinal hoje há plenário do PSD), li as seguintes palavras:

"E porque não a criação de uma empresa municipal de turismo? A divulgação turística do concelho, a gastronomia, o património, a Expo Mealhada e o próprio Carnaval poderiam ser motivo mais que bastante para se profissionalizar o modo de agir".

Andei, andei, ainda olhei para o título, ainda perguntei até que ponto seria inteligente dar ao texto um título e, depois, escrever sobre o assunto apenas uma frase, no final. Mas como o senhor Marques é doutor... apesar de, ao que se vê, os únicos jornais que lê é o de que foi dono e o para para o qual escreve...
Perguntei aos meus colaboradores - aqui em Roma temos serviçais para isso - se se lembravam de ouvir falar de uma empresa municipal de turismo na Mealhada e houve um que se lembrou que o próprio Jornal da Mealhada havia publicado um editorial sobre isso. Foi ao tombo e trouxe-me o exemplar e eu li:
"A Câmara poderia, também, optar pela criação de uma empresa municipal com responsabilidades no turismo, que, a exemplo da Inova, de Cantanhede, fosse responsável pela exploração do sistema de água e saneamento do concelho — e obter, nesta actividade, um meio de financiamento — e fosse, também, a organizadora de eventos como a Feira de Artesanato e Gastronomia, a Expo Mealhada (em parceria com a ACIM, a mãe da criança), e — por que não? — o Carnaval da Bairrada."

Não é plágio, dirão alguns.
Não seria se Carlos Marques tivesse identificado a fonte de inspiração. Não seria se Carlos Marques tivesse acrescentado à ideia algo de seu. Não seria se, por exemplo, Carlos Marques tivesse dado outras hipóteses de iniciativas diferentes da Expo Mealhada e do Carnaval, referidas no texto plagiado.
"O Carnaval, porque não?", disse Canilho, "e o próprio Carnaval", disse Marques, como se se tratasse de uma e só uma interjeição.

Carlos Marques é um plagiador.

Este é apenas um caso que saiu publicado, aos olhos de todos. Carlos Marques já fez o mesmo em relação ao mesmo autor sobre a criação de uma nova estrutura de organização de Carnaval, sobre uma academia de Carnaval - em sede de reunião de Câmara. Em relação aos seus colaboradores, segundo me disseram, tem o dom de tornar seu o que os outros disseram. Da sua cabeça não sai nada, nadinha de nada.

Hoje há plenário do PSD. Carlos Marques vai anunciar como suas, e da sua Comissão Política, as propostas que os vereadores fizeram na Câmara. Não justificará porque não apresentou um orçamento alternativo, como parece ter prometido no último plenário. Dirá que as propostas são suas e agradecerá os elogios. Proclamará o principio da autonomia dos vereadores, com quem não fala, perante todas as críticas que sejam feitas à acção política do PSD.

Amanhã me dirão se não foi assim!

O PSD da Mealhada está como há-de ir!

A Política do Control C/ Control V

Vichy...ssoise


Há uns anos houve um episódio político que ficou conhecido pelo caso "Vichyssoise".
Em resumo, a história conta-se assim. À data Marcelo Rebelo de Sousa era conselheiro de Estado e Paulo Portas director do extinto "Independente". Uma noite, após uma reunião daquele órgão consultivo, Portas combinou um encontro com Marcelo numa qualquer esquina de Lisboa para que este lhe confidenciasse a discussão que houvera. O agora cronista dos domingos da RTP relatou ao agora Presidente do CDS (ou PP) todos os detalhes e pormenores da dita reunião, incluindo a ementa do jantar, da qual constava a célebre Vichyssoise.
Portas publicou a notícia, mas a dita reunião ou não teve lugar ou nada daquilo que lhe foi relatado aconteceu... inclusive a sopinha.
Para a nossa vila do Luso prepara-se um projecto arrojadíssimo - LUSO INOVA - que, a médio prazo, lá para 2015, visa transformar aquela localidade na Vichy portuguesa. Fazendo fé na apresentação pública que ocorreu na última Sexta-Feira, espera-se a criação de 900 novas camas, 4 novos hóteis, clínica de massagens, cirurgia plástica, ginásios, restaurantes, esplanadas, etc. Este projecto, que implica investimentos na ordem dos 50 milhões de euros, pretende igualmente criar 1.000 novos empregos.
Obviamente todos nos regozijamos com um projecto desta dimensão. É notório que a actividade termal do Luso morreu vai para décadas e era urgente repensar todo o conceito do termalismo até ora praticado.
Sustentando-nos num velho ditado podíamos dizer "quando a esmola é grande, o pobre desconfia".
No entanto, reservando as dúvidas, sem falsos optimismos, preferimos sem sombra de dúvida acreditar num projecto que nos parece ambicioso de mais, mas pode muito bem ser a tábua de salvação do turismo concelhio e constituir uma alavanca (esta expressão plagiei-a à Ilustre Vereadora Filomena Pinheiro) ao desejado desenvolvimento económico da região.
Antes isto que transformar o Luso numa vichyssoise, numa mentira contada com todos os requintes técnicos e de prosa.
Ave Caesar

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A esperança


As parcas declarações da nova Ministra da Saúde, Ana Jorge, constituiram uma brisa de esperança para as populações de Anadia, que hoje têm mais uma manifestação agendada.
Contrariando as declarações do Ministro da Economia Manuel Pinho, Ana Jorge prometeu reavaliar toda a política de encerramento das Urgências, tendo em consideração que o mais importante é o bem estar das populações que esses serviços abrangem, deixando no ar que não vai manter a política cega de encerramentos e, assim, dará início a uma nova política de Saúde de vertente humanista.
Correia de Campos tentou emendar a mão tarde demais. A edição desta semana do Região Bairradina anuncia o desafio que o agora Ex-Ministro fez a Litério Marques para reatar as negociações sobre o encerramento das Urgências. O braço de ferro que tentou manter com o persistente Presidente da Câmara de Anadia abriu-lhe a porta de saída do Governo.
Caberá agora também ao 1º Ministro tomar estes acontecimentos como exemplo daquilo que o descontentamento das populações que o elegeram pode provocar. Quem faz cair um Ministro, pode muito bem fazer cair um Governo.
Ave Caesar

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O inevitável


Era inevitável.
Uma das premissas que ao longo dos últimos meses Correia de Campos utilizou para justificar o encerramento de urgências por esse país fora, foi a de que seriam criados meios complementares tão ou mais eficazes que os serviços que se encerravam.
Obviamente que o Ministro andou a mentir aos portugueses. E tem sido confrangedor assistir diariamente a mortes que podiam e deviam ser evitadas, a socorros que não são prestados em tempo útil por descoordenação e falta de formação das entidades envolvidas, a enfermos abandonados horas a fio em ermos de hospitais.
Mas pensar em Correia de Campos como único responsável pela há muito anunciada demissão, seria torná-lo bode expiatório das políticas do Governo de Sócrates. O Primeiro-Ministro não sairá incólume desta demonstração de fracasso duma política de saúde que desprezou os cidadãos e os mais desfavorecidos por alguma ingrata geografia lusitana.
Ave Caesar

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O Perfil - I


(Costa Simões - 1819/1903)
"Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer" - Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Na sequência da prosa de Valeria Messalina, romana instruída nos corredores do Poder, achámos por bem trazer à memória do público, e de alguns expectantes e curiosos sociais democratas, exemplos de outrora.
Costa Simões, como a maior parte dos leitores sabe, foi uma ilustre figura da Medicina, do seu ensino e da investigação na Universidade de Coimbra, onde também foi Reitor. Duma forma desinteressada, porque se sustentava numa carreira profissional ímpar, foi também um político visionário.
A sua acção política não se confinou às Cortes, mas teve repercussão local, no seu concelho:foi o principal impulsionador da construção do edifício dos actuais Paços do Concelho, esteve em todo o processo da criação do Hospital concelhio e da Misericórdia, foi o primeiro dinamizador dos Banhos do Luso, construiu a Ponte de Casal Comba e os muros de S’Antana.
A mal do concelho da Mealhada, a forma que gerou este homem brilhante desvaneceu-se na poeira dos tempos. E se a excelência não reina entre políticos, aspirantes e "ateus políticos", felizmente contaremos com alguns - talvez não um punhado - exemplos de dedicação à res publica.
Saltando os conceitos e aproveitando Pessoa, sempre diremos que querer não é PODER. Muitos o querem, mas não podem ou, pura e simplesmente, não estão "civilmente habilitados" a exercê-lo, não obstante o seu imenso ego os empurrar para algo que certamente os derrubará.
Agora, chegávamos aos candidatos a candidatos que são colocados em cima das Mesas de discussão lá para os lados do C. C. Jardim que têm tido lugar nos últimos tempos. Sobre o que se discute, falaremos no próximo episódio.
Ave Caesar

Em surdina...


Porque são cada vez mais evidentes os movimentos e porque os visados negam qualquer movimentação nesse sentido, tudo indica que, de facto, um conjunto de militantes do Partido Social Democrata terá já encetado contactos no sentido de alegadamente apresentar um candidato de consenso às eleições autárquicas de 2009.

Esta vaga de fundo, que nos dizem estar a mexer em todo o concelho, pretende apresentar um candidato ganhador, um candidato que una em torno de si o partido e que consiga eclipsar de vez o espectro de candidaturas fracturantes e fracturadas.

Os promotores daquela que já é denominada nos "mentideros" como a terceira vaga, reconhecem algum trabalho de organização ao actual elenco dirigente do partido no concelho, mas não a capacidade de conseguirem apresentar um candidato com capacidade para poder empurrar Carlos Cabral do cadeirão principal da Câmara.

Tão pouco reconhecem a César Carvalheira, um dos putativos candidatos a candidato, alguma possibilidade de almejar a tal tarefa.

Aparentemente não terão sido ainda feitos contactos, mas um dos nomes que mais se sussurra é o de José Felgueiras, embora haja outras possibilidades em cima da mesa.

Estejamos atentos ao proximo plenário de militantes.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O insano Estado da Nação


Julgo ser consentâneo que as tragédias humanas não devem ser objecto de aproveitamento político, sendo certo que, por vezes, é grande a tentação.
Obviamente que a política é feita de ciclos. Principalmente quando falamos dos dois partidos que praticamente desde o 25 de Abril têm alternado a Governação. Ora, aquilo que o Partido Socialista hoje critica, foi arma de arremesso contra os Governos de Cavaco Silva. Não esquecemos os episódios na Ponte 25 de Abril onde vários daqueles que hojem figuram em cargos governativos faziam parte da guarda de rectaguarda que incendiava as manifestações.
Sucede que os mecanismos de "contra-terrorismo" governativo são hoje mais singelos e os mecanismos de actuação fazem-nos recuar muitas décadas.
Num semanário bairradino, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, dá conta desta nova forma de pressão e , porque não, de intimidação.
Segundo o edil, por altura duma vigília defronte ao Hospital de Anadia -no qual, não me canso de o referir, foram investidos nos últimos anos cerca de 5 milhões de euros na remodelação dos Serviços de Urgência agora encerrados - foi surpreendido com diversos telefonemas oriundos do Gabinete do Ministro da Saúde. Esses telefonemas não se resumiram ao contacto com o presidente da Câmara, mas contemplaram vários elementos da sua família.
E qual era a intenção do Ministro no telefonema? Ser cordato? Apelar à pacificação? Não, o Ministro da Saúde optou por uma ameaça directa, pretendendo silenciar não só um autarca mas toda uma população que com ele se solidarizou .
Entretanto, o 1º Ministro assobia para o ar, fingindo que não vê a degradação moral em que se transforma o seu Governo. E os Ministros, caucionados pelo inebriamento europeu de Sócrates, vão trepando na escala da impunidade.
Ave Caesar

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O engenho


Já os nossos ancestrais afirmavam que a necessidade aguça o engenho e, dentro em breve, apesar dos maus agoiros, iremos celebrar três décadas de Carnaval Luso-Brasileiro.
Perante as dificuldades criadas, com diversos protagonistas e responsáveis, a Associação organizadora foi obrigada a fazer aquilo que durante anos se recusou a fazer: PENSAR O CARNAVAL.
Depois do interregno do ano passado, o Rei volta a ser brasileiro, a promoção será feita num episódio duma telenovela brasileira (SIC), o cortejo será re-organizado de forma a não haver as frequentes falhas e quebras de som, diversos grupos de samba (inclusive um meramente feminino) e pagode irão animar as noites... Enfim, faltará apenas o circo, mas quem notará a sua falta depois de durante meses termos assistido a diversos números de ilusionismo, malabarismo, contorcionismo e, porque não dizê-lo, palhaços.
Agora, pessoalmente, estou disposto a apostar que, não obstante as dificuldades, o Carnaval de 2008 superará o do ano anterior em qualidade. Mas isto é apenas a minha intuição que mo diz. Na altura, estarei lá para o confirmar.
Ave Caesar

domingo, 20 de janeiro de 2008

O Estigma


Ao longo dos últimos anos, vários são os governantes que vêem ser-lhes colados "rótulos", quer pelo que de bem fazem, quer pelos erros próprios ou alheios.
Correia de Campos poderá sempre defender-se que os meios existentes foram accionados, que foram prestados todos os cuidados pelos técnicos de emergência médica - e não por médicos -, que não há relação directa entre o falecimento e o encerramento das Urgências de Anadia. Mas a imagem que de futuro associaremos a este Ministro é a de um bébé a morrer às portas dum Hospital.
Será a imagem da indignidade que este Governo atribui à vida humana.
A dúvida jamais se dissipará. Mas a pergunta persistirá para sempre na consciência dos decisores políticos: com o Serviço de Urgências de Anadia aberto, podia ter-se salvo uma vida humana?

O Segundo Sexo


Simone de Beauvoir dizia " Não se nasce mulher, tornamo-nos mulheres". A frase tornou-se um ícone ao feminismo que a filósofa revolucionou.
Após séculos de opressão diríamos que hoje o feminismo triunfou. Exemplo disso é o facto de pela primeira vez na sua História, o país mais poderoso do mundo ver com reais possibilidades uma mulher a chegar à Presidência do país.
Perguntariam, mas é só mais uma mulher esteriotipadamente americana? Julgamos que não.
Hillary Rodham jamais foi uma americana típica, daquelas que vemos nas "Desperate Housewifes" imensamente preocupadas com os seus êxitos no mundo da doçaria. Hillary, antes de ser Clinton, foi uma activista universitária pela igualdade e pelos direitos abjectamente negados por uma América de falsos puritanismos.
Já com Bill Clinton governador do Arkansas, continuou a exercer a advocacia, nunca se permitindo ser uma sombra do marido, mas sendo demasiadas vezes o farol que o conduzia.
A Presidência de Bill Clinton também não lhe trouxe a bonança. Teve um papel activo na tentativa de reformas da Saúde, Educação e Segurança Social. Pelo meio viveu a tempestade Lewinsky.
Fraquejou no seu percurso? Claro. Como todos os homens e mulheres, também sofre. Expôs-se, mas sobreviveu ao adultério presidencial.
Mas das fraquezas fez forças e hoje é a mais séria, e também mais credível, candidata a ocupar a sala oval.
Hillary nasceu mulher, mas foi a pulso que se fez MULHER.
Ave Caesar

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

ULTIMA HORA


A Milha de Caligula tem informações fresquinhas.

Já há fumo branco para os lados do Centro Comercial Jardim.

O próximo candidato à Câmara da Mealhada apoiado pelo P.S.D. já tem rosto.

Na próxima semana voltaremos a este tema.

O estado de direito


A legislação que é fluentemente produzida em Portugal tem três grandes vectores orientativos:




1.Permitir espelhar a opinião ou a disposição de quem a aplica. (poder discricionário da lei)


2.Permitir sempre a possibilidade de pareceres posteriores. (poder financeiro da lei)


3.Regular alguma coisa. (poder risível da lei)




Procurem e digam-me se não tenho razão.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mach 2


Voo rasante de F16 deixou os coelhos de Penamacor stressados

O compromisso


É interessante o modo de funcionamento dos pactos de regime entre os dois grandes partidos que se alternam no poder.
Se por um lado funciona às mil maravilhas o "secret agreement" sobre a partilha da Presidência dos Conselhos de Administração das empresas públicas mais apetecíveis, o mesmo já não se pode dizer sobre compromissos assumidos onde os beneficiários são os eleitores.
O que aconteceu com a Extensão de Saúde da Vacariça é um evidente exemplo do que atrás falámos.
Quando todos os dias assistimos a casos de mortes por inexistência de Urgências de proximidade, quando ouvimos falar em partos realizados à borda duma qualquer estrada porque a Maternidade mais perto fica mesmo assim longe de mais, era saudável que se apostasse na descentralização dos cuidados básicos de saúde.
Em 2004, o PSD conseguiu um importante compromisso com a Sub-Região de Saúde de Aveiro, no sentido de se consumar a construção dum edifício de raiz que viesse a acolher a Extensão de Saúde da Vacariça.
Na altura, vivíamos sob a égide dum Governo PSD e os dirigentes locais deste partido estiveram bem ao fazer o "lobbying" necessário para trazer benefícios para os seus representados.
Recordo-me que a Câmara socialista, que tinha uma especial apetência para zurzir no Governo colocando placas em tudo quanto era sítio responsabilizando a omissão Governativa, criticou aquilo que apelidou ser mais uma demagogia laranja.
A verdade é que o compromisso foi estabelecido e havia disponibilidade de verbas da própria Sub-Região para financiar a construção.
Mudámos de Governo e o compromisso transformou-se em silêncio, e a pesporrência da Câmara socialista transformou-se numa cumplicidade lúgubre.
Parabéns Ana Couto por lembrar que quem tem honra cumpre e solidariza-se com o interesse concelhio e não pactua com as manobras políticas que finge abominar.
Ave Caesar

Amanhã de manhã...


Há quem tenha apelidado o século XX de "Século do Povo". O século das grandes conquistas, o século das igualdades, o século das garantias, o século dos direitos, o século das liberdades.
Bastam sete anos e pouco de século XXI para se ver que este não será de todo um século do povo.
Dificilmente estaremos vivos, eu e o caro leitor, quando se fizer o balanço deste século mas desde já aposto que será recordado como o século do imediato.
Nunca a história do mundo moderno viu tamanha alienação de vontades, tamanha estreiteza de vistas em relação ao futuro, tamanho desrespeito pelos ideiais humanistas, tamanho desprezo pela vida humana...
Só o dinheiro interessa e só o dinheiro já! Porque a noção de investimento foi de vez arredada do léxico tecnocrático de todos quantos nos (des)governam.
O problema é tão amplo que se identifica no mundo como se identifica na nossa casa.
Esta globalização do ideal do "vou viver agora porque amanhã posso estar morto" começa a cavar verdadeiros fossos entre o hoje e o amanhã. Por cada individuo que se preocupa com o futuro, há cinco que acham prudente preocupar-se apenas com o presente.
A palavra incerteza transformou-se numa tão grande certeza que ninguem arrisca dar um passo para fora da zona de luz. O escuro é feio, frio e acima de tudo, vago.
Nem os poetas, arautos da causa-vida, da vida em causa e da causa em causa se arremetem a espiolhar o novo que virá.
Nem os poetas!
Porque a natureza não me permitiu ser impotente, sinto-me apenas...incapaz!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A SAL estendida


Se há característica de que os portugueses não se livram é a de protelarem, adiarem, estenderem as tarefas que lhe são acometidas no tempo para, no final, improvisarem.
A Socidedade Água do Luso sofre do mesmo estigma.
Perante a Câmara da Mealhada comprometeu-se a desenvolver o projecto Luso 2007, que, obviamente, não foi cumprido.
Este projecto que passava pela revitalização das Termas do Luso numa lógica mais actual com a criação dum SPA, devia ter sido concluído até ao fim de 2007. A verdade, e à semelhança daquilo que Alcides Branco é perito em fazer, é que a SAL adiou a solução para as Termas, apontando agora o mês de Março para escolha da parceria que irá concretizar aquele plano.
Só têm que mudar o nome, porque Luso 2007 já lá vai.
E nós vamos continuar a viver destas vãs promessas que hão-de acabar numa mão cheia de nada e a SAL com um bolso cheio de tudo, com os recursos naturais que são de todos nós. Dos nossos políticos espera-se, pelo menos, a atenção que foi dada à poluição da Lameira, porque estamos a falar da pedra basilar do turismo do concelho da Mealhada.
Ave Caesar

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O desnorte


Aquilo que normalmente se exige aos políticos é que sejam consequentes e coerentes.
Não queremos com isto dizer que as nossas opiniões sejam imutáveis, mas é bom que não mudem de acordo com as conveniências.
Ao longo dos últimos anos o PSD sempre teve uma atitude crítica com a acção (ou mais a omissão) da Junta de Turismo do Luso-Buçaco. Para aquela força política a Junta nunca defendeu ou promoveu as enormes potencialidades turísticas da região que lhe cabia representar.
Perante esta posição, seria de crer que o PSD local não ficasse sequer importunado com a extinção das Juntas de Turismo, desde que essa restruturação passasse obviamente pela integração da região numa outra mais vasta que defenda duma forma mais global os interesses do Luso e Buçaco.
Pois parece que não. O dirigente local do PSD preferiu o politicamente correcto e criticou a extinção das Juntas, afirmando que moverá montes e vales para que no seio da nova Região de Turismo se crie um posto de turismo no Luso, desconhecendo à semelhança de todos nós, o que irá ser feito de futuro no âmbito desses novos organismos.
Noto que o PSD tem passado demasiado tempo a apregoar medidas inconsequentes. Começam a ficar famosas as conferências de imprensa e os comunicados sobre nada e a falar de coisa nenhuma. Onde as promessas são feitas, mas a prática acaba por as esfumar.
Estaremos atentos às grandes iniciativas que o partido tomará de futuro, a bem do turismo do Luso-Buçaco.
Ave Caesar

domingo, 13 de janeiro de 2008

O futuro começa aqui


Ainda há bem pouco tempo aqui escrevíamos que dos valores constantes do Orçamento camarário para o ano de 2008, subtraindo os 10 milhões que se virão a gastar com o novo Edifício dos Paços do Concelho, sobejarão somente umas migalhas para comprar clips para os serviços administrativos da câmara.
Dizíamos também que o grande desafio que Carlos Cabral irá ter nos próximos anos será conseguir maximizar as candidaturas ao QREN 2007-2013.
As prioridades deste QREN deixaram de ser as obras estruturantes que se realizaram no tempo das "vacas gordas" de Cavaco Silva, apostando-se agora na qualidade de vida e na formação humana.
Nessa perspectiva, a Carta Educativa da Mealhada e os projectos nela consignados poderão ser um salto em frente na melhoria do ensino e das estruturas de suporte no concelho.
Foi há pouco anunciado que o Centro Educativo da Pampilhosa, tido como prioritário naquela Carta Educativa, será lançado a concurso já no próximo mês de Março. Este projecto que estará mesmo na sua fase final de elaboração, irá avançar já perspectivando uma futura candidatura aos fundos do QREN.
A Pampilhosa será, pois, a primeira contemplada com um Centro Educativo com capacidade para 300 alunos e dotado de várias salas especializadas para aulas, actividades extra-curriculares e lúdico-pedagógicas.
O segundo grande Centro Educativo será posteriormente construído na sede do Município, junto à Escola Básica da cidade. Este projecto, igualmente de grande dimensão, irá absorver diversos terrenos das imediações, dos quais vários pertencentes ao IVV.
Na política assistimos invariavelmente a dois tipos de obra: as de fachada, que se destinam exclusivamente à glorificação narcísica e voyeurista duns provincianos autarcas, e as de substância.
Pretenderão os nossos autarcas ser reconhecidos para memória futura porque inauguraram uma estátua dum porco ou dum qualquer deus da mitologia clássica ou, ao invés, ser referências do progresso humano dos seus munícipes?
Ave Caesar

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

lololololololololol


"Um empresário de Braga pediu ao Instituto de Propriedade Industrial o registo da marca «Alcochetejamé» aproveitando a expressão usada pelo ministro Mário Lino «Alcochete jamais» quando, há meses, se referia à localização do novo aeroporto, noticia a Lusa.
«A ideia do registo surgiu por brincadeira, num almoço com amigos, durante o anuncio feito por José Sócrates de que o novo aeroporto ia ser construído em Alcochete», disse António José, o empresário que, na tarde de quinta-feira, apresentou o pedido de registo da nova marca.
As dúvidas sobre a localização do novo aeroporto levaram o grupo de amigos do empresário a brincar com o assunto, sugerindo que a expressão usada pelo ministro Mário Lino «Alcochete jamais» deveria ser registada.
Poucas horas após o anúncio feito pelo primeiro-ministro de que a infra-estrutura ficaria localizada em Alcochete, deu entrada no Instituto de Propriedade Industrial o pedido de registo da marca.
«Foi feito já numa perspectiva de negócio», disse ainda António José. "


in Portugal Diário


O dengue


A doença que Sócrates apanhou nas férias do Natal e que se manifesta por curvas e contracurvas de opinião, já chegou à Camara Mealhada.
Então não é que dantes a Junta de Turismo Luso-Bussaco era um orgão independente que fugia da Região de Turismo do Centro para defender o dote e agora já se encaminha alegremente para os braços possantes e trituradores dessa mesma Região de Turismo do Centro.
Ó senhor professor Cabral!
Custa-me, porque até nutro simpatia por si.
Mas já começa a parecer mal tanta subserviência.



O bunker de Cabral


Como a maior parte dos leitores sabem, A Milha tem contactos privilegiados no mundo político. E foi através deles que conseguiu as primeiras imagens a 3D da fachada do novo Edifício dos Paços do Concelho.
Face à exiguidade do espaço e ao carácter de secretismo que o Presidente da Câmara gosta de colocar em todas as suas iniciativas, actividades ou omissões, optou por um arrojado edifício à imagem dos bunkers britânicos da II Guerra Mundial (falo nos britânicos e não nos alemães, porque Cabral fica possesso com qualquer referência ao fascismo). Ou seja, vai enterrar a Câmara para que possa passar ainda mais discreto, já que agora nem os seus correlegionários da Assembleia Municipal lhe dão descanso à alma.
Fora de brincadeiras, não vou sequer questionar a localização da Câmara porque haverá com certeza razões para que a mesma aí se fixe.
Sobre a matéria haverá certamente duas posições: uma daqueles que apostam na descentralização da cidade, criando nas suas franjas novos pólos que possam futuramente dinamizar a criação de mais serviços, comércio e habitação; uma segunda corrente que entenderá que a ampliação dos serviços camarários no centro da cidade será um estímulo ao desenvolvimento dum cada vez mais desertificado centro, onde há ruas - por exemplo, a Avenida Dr. Luis Navega e a Rua Dr. José Cerveira Lebre - praticamente sem residentes.
O que aqui criticamos é esta forma de fazer política por trás duma pesada porta. Que ostraciza todos aqueles que se sentiriam mais bem representados se o Poder lhes abrisse a porta e os fizesse sentir como parte de todos os processos.
Será pedir demais?
Ave Caesar

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Jarbas, manda abrir a torneira!


Afinal parece que o Estado sempre tem uma boa razão para abocanhar o BCP.

Melhor dizendo, quatro mil milhões de razões: valor estimado do fundo de pensões dos colaboradores do banco e que poderá encaixar que nem uma luva no buraco da Segurança Social e concomitantemente, no défice.

O nosso primeiro não dorme!

Jamais!

Com uma cara de pau do tamanho que só ele consegue ter, o nosso primeiro assumiu que é fã de Alcochete desde pequenino.
Mário Lino, ou Mário Eno, como é agora conhecido pelos portugueses, deverá ter uma desculpa ainda mais transcendente.
Vamos esperar para ver.

O dote


Tudo seria radicalmente diferente se os turistas votassem.

O Circo


De facto vivemos num País estranho.
Nos últimos meses temos assistido à afã actividade da nova "polícia de costumes" que é a ASAE, que deteve para interrogatório todas as colheres de pau do país.
Por outro lado, assiste-se à mais despudorada indiferença perante os crimes ambientais que são praticados à vista de todos e com a conivência de alguns responsáveis políticos e de serviços estatais.
Depois das vãs promessas de Alcides Branco, assistimos à concessão de novos prazos para que as obras tendentes à resolução dos problemas ambientais se realizem.
Perante estes enganos e desenganos, Alcides Branco vai continuando a poluir a Ribeira da Vacariça, a Junta de Freguesia do Luso mantém um silêncio comprometedor e a CCDRC lava as mãos do assunto.
Que conclusão devemos então tirar?:
- Alcides Branco aumenta os seus proveitos e lucros à custa duma população que vai sofrendo as consequências dum empresário sem consciência ambiental que é um verdadeiro PALHAÇO.
- A Junta de Freguesia do Luso parece que desconhece a gravidade do problema ou então não deixa a sua coutada lusense e jamais se deslocou à Lameira de S. Eufémia. Porque são uns verdadeiros PALHAÇOS.
- A CCDRC porque emite licenças de captação de água sem definir os locais dessa captação e porque permite que haja descargas poluentes na Ribeira, comporta-se como um verdadeiro PALHAÇO.
Nota: Segundo o Jornal de Notícias chamar "palhaço" a alguém pode ser considerado indelicado ou grosseiro. Mas não é crime. Isto mesmo terá sido determinado pelo Tribunal da Relação do Porto, que afirma que apelidar alguém de palhaço significa tão somente que não temos consideração por essa pessoa.
Ora, eu não tenho consideração po Alcides Branco, pela JFL e pela própria CCDRC.
Ave Caesar

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O desejado


Na história do PSD não me recordo dum presidente que tivesse um início de mandato tão desatroso como o de Luís Filipe Menezes. Julgo que até a Santana Lopes foi concedido o benefício da dúvida por mais tempo que ao actual lider laranja.
Quatro meses ocorridos desde a eleição de Menezes, assiste-se já a uma verdadeira vaga de fundo que, inevitavelmente, terá que conduzir à sua queda, a bem da própria sobrevivência do partido.
Segundo alguns analistas, entre eles Pacheco Pereira, a volatilidade do PSD faz com que nele sejam possíveis revoluções surpreendentes e não seria estranho que mesmo antes de 2009 a alternativa apareça. E a que neste momento demonstra credibilidade e é para levar muito a sério é a de RUI RIO.
Os contactos sucedem-se e o trabalho dos soldados está a ser paulatinamente feito. Rui Rio reúne um amplo consenso entre "mendistas" e "barrosistas" e, na verdade, o ainda Presidente da Câmara do Porto parece ter o destino traçado. Além de Presidente do Partido espera-lhe, num futuro próximo, a chefia dum Governo da Nação. Como diria Santana, "está escrito nas estrelas".
Nesta particular caminhada, um nosso bem conhecido Castro de Almeida já está a ter um papel preponderante na unificação dos "Estados Laranja". De José Pedro Aguiar Branco a Marques Mendes, os apoios sucedem-se. E nesta caminhada, Marques Mendes que não singrou como líder pode vir a ser o "fiel amigo".
Mendes nunca podia ser o n.º 1, mas será, como já o demonstrou anteriormente, o melhor n.º 2 que qualquer 1.º Ministro podia desejar ter a seu lado.
Por mim, é bom é que se apressem a acantonar Menezes na cidade de Gaia.
Ave Caesar

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Bons velhos tempos de "K"


Conheço pessoas que guardam religiosamente todas as edições da "Única", "Visão", "Atlântico", "Egoista", "Sábado" e afins.
Ao longo dos anos sempre me pareceu uma tarefa demasiado árdua e que entrava em conflito com a minha desorganização genética.
No entanto há uma revista que, perdoem-me a hipotética parcialidade, fugiu aos meus ímpetos recicladores. Era a "K" e foi a melhor revista publicada desde o 25 de Abril (presumo que a única coisa que se publicava anteriormente eram revistas de bordados).
Para encontrar este exemplar dedicado - perdoem-me mais uma vez as verdades insofismáveis - ao mais irreverente escritor português de sempre, tive que vasculhar os sotãos. Mas encontrei TODA a colecção intacta e bem conservada.
Que saudades tenho da melhor prosa em magazine jamais publicada - hoje não estou para imparcialidades.
Ave Caesar

Só para contrariar



A anulação do Lisboa-Dakar parece-me uma história mal contada. Ao que se sabe, a direcção portuguesa da prova não foi ouvida nem achada. Nesta decisão venceu a já habitual cobardia gaulesa, que ao longo dos anos nos tem habituado a comportamentos de agachamento perante ameaças muitas vezes patéticas. O fundamentalismo que grassa em França e que de tempos a tempos incendeia Paris parece-me mais grave que uma suposta ameaça da Al - Quaeda, hipoteticamente ouvida numa qualquer escuta telefónica dos Serviços Secretos franceses.

A grande diferença é que o Dakar a que dantes nos habituámos era uma aventura. E quem nele participava sabia que corria riscos. No entanto, esse era o espírito. Desbravar o deserto, enfrentando não só as intempéries mas todos os outros perigos humanos.

O Dakar tornou-se num enorme negócio. E quando o maior patrocinador - Total Francesa - roi a corda, não há combustível para ninguém. Sarkozy, pela primeira vez deu o flanco ao terrorismo e todos sabemos que quando, por uma só vez, claudicamos, aqueles que porventura nos temam redobram as suas forças.

Só para contrariar, o anadiense Nuno Santos que nos últimos dois anos investiu todas as suas capacidades para realizar um sonho, não olhou para trás. E à margem da cobardia, enfrentará nos próximos dias os receios daqueles que preferiram o conforto. A fibra dos homens ( e das mulheres) bairradinos vê-se nestes actos. O sonho comanda a vida de Nuno Santos. E é esse mesmo sonho que o acompanhará corajosamente pelas quentes areias do deserto.

Boa sorte, Cavaleiro.

Ave Caesar

O fim da oposição


O fim de ano trouxe uma óptima notícia para José Sócrates: o fim do "Diz que é uma espécie de Magazine", o melhor tempo de antena das forças de oposição que se fazia em Portugal.
Com um PSD em estado comatoso, os Gato Fedorento foram uma lufada de ar fresco no panorama político português.
Pela primeira fez-se comédia política ao nível daquilo que só os americanos nos conseguem dar, com o Daily Show de Jon Stewart e Steven Colbert.
Este programa visto essencialmente pelas classes médias altas e letradas, proporcionou semanalmente uma sátira inteligente e corrosiva ao Governo de Sócrates, tendo feito mais oposição, num registo jocoso, que todos os partidos fora do espectro governativo.
Entretanto, e porque os Gato são óptimos gestores da sua imagem, resolveram fazer uma pausa higiénica a fim de abraçarem novos projectos dentro de meses.
O País fica mais pobre, e Sócrates respira de alívio. Ao longo de alguns meses, os Gato foram imunes ao clima persecutório que se viveu contra muitos que ousaram afrontar o Governo. Mostraram que têm poder e sabem exercê-lo, não cedendo a pressões e ameaças.
Vão deixar saudades.
Ave Caesar

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Vergar por Dá ká(r) aquela palha!


O terrorismo é isto, só isto e não mais que isto.
Colocamos de cócoras a nossa liberdade e o nosso estilo de vida face a um bando de imprestáveis que nada respeitam, nem a própria existência.
Basta ver a diferença entre as reacções de Elisabete Jacinto e de Carlos Sousa para confirmar quem no mundo tem tomates.
O mundo dos Homens deu nisto.
E se um dia os peçonhentos embirrarem com o Natal? Ou com as férias na praia? Ou com a internet? Ou com os bikinis? Ou com a puta que os há-de parir?
Desculpem mas estou possessa!
Hoje foi o Dakar, amanhã será o quê?

Fertilizante


A água da Mealhada tem habitualmente uns fins de semana divertidos:


À Sexta sabe a desinfectante

Ao Sábado ainda sabe a desinfectante

Ao Domingo cheira a merda (não sei se sabe porque nunca provei nenhuma das duas)


Porque é que os serviços que tratam a água não compram um daqueles doseadores que se usam nos aquários quando vamos de férias e deixamos os peixinhos abandonados à sua sorte quinze dias seguidos. Pôr na Sexta tratamento suficiente para todo o fim de semana não é uma boa prática. Será que a ASAE sabe disto?

Portugal Radical


Na noite em que entrou em vigor a nova lei anti-tabaco, o presidente da ASAE mostrou quem manda. Ficará sempre por esclarecer porque será que alegadamente terá estado no Casino Estoril à borla (o bilhete para ver o Woody Allen parece que custava 500 aereos e o ordenado de simples funcionário do Estado não permite tais extravagâncias). Alegadamente, repito, porque a ASAE tudo vê e tudo controla. Alegadamente!
Momentos depois de termos ouvido a Brigada de Transito a pedir aos automobilistas portugueses para serem contidos no consumo de bebidas alcoolicas, assistimos em directo na televisão paga por todos nós, ao enzarpelanço monumental de quatro das figuras públicas mais mediáticas de 2007. Pior ainda, foi um dos meninos ter assumido perante as camaras a monumental bezana e mesmo assim ter tido o cuidado de pegar no carro. Foi apanhado, mas parece-me que vai fazer tanto trabalho comunitário como o Luisão. Bem, o Luisão sempre faz o frete de jogar no Benfica, o que só por si já é trabalho comunitário: e duro!

Do caso do homicida à solta no Ministério da Saúde, já falou o meu colega tribuno Germanicus. Ora aí está um bom trabalho para a ASAE: exterminar os ratos do Ministério da Saúde.

Falência do sistema


Vivemos tempos de verdadeira insegurança e medo.
Não, não estou a referir-me à criminalidade que grassa em algumas cidades. Falo numa verdadeira criminalidade, organizada e legalizada, que mata tanto ou mais que uma qualquer arma de fogo.
Ontem, no canal de televisão estatal vi dois apontamentos noticiosos que me enojaram.
1 - Uma idosa em falência respiratória transportada ao Hospital de Aveiro faleceu após quatro horas de espera no Serviço de Urgência. Faleceu por falta de assistência médica, abandonada à sua sorte num corredor.
2 - Um outro cidadão com indícios de ataque cardiaco foi transportado por familiares ao serviço do INEM, batendo à porta da própria ambulância que o haveria de transportar à unidade hospitalar. Os profissionais do INEM não puderam de imediato conduzi-lo ao Hospital porque o "procedimento burocrático" implica um prévio contacto telefónico para accionar aquele serviço. Assim, mesmo encontrando-se à beira da ambulância, os familiares do doente tiveram que telefonar para a Central de Atendimento do INEM para que a ambulância que lhes estava defronte fosse chamada a assistir ao necessitado homem que jazia aos pés da viatura.
Que reformas da saúde são estas que nos conduzem a mortes que podiam ser evitadas? Que país é este que encerra unidades de saúde por todo o lado, privando os cidadãos dum direito aos cuidados de saúde garantidos constitucionalmente? Que Governo é este que se arroga moderno e obriga aqueles que devia representar a palmilhar quilómetros na busca dum auxílio hospitalar que, tantas vezes, chega tarde de mais?
Correia de Campos é cúmplice desta verdadeira criminalidade que mata cidadãos por falta de cuidados médicos, que assiste a partos à beira da estrada porque fecham maternidades.
Este Governo deve decretar a sua própria falência, por incompetência de gestão, por falta de credibilidade dos seus governantes, por violação do princípio básico dum Estado de Direito que determina que A VIDA HUMANA É INVIOLÁVEL.
Ave Caesar

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Prognósticos


Quem já deu uma vista de olhos pelo Orçamento da CMM reparou, certamente, que teremos pela frente um ano 2008 aziago.
As promoções a que o executivo se refere - desenvolvimento económico do concelho, qualificações escolares e profissionais da população e valorização do concelho - serão isso mesmo, promoções ou saldos tal é a exiguidade dos projectos e dinheiros disponíveis.
Talvez por isso, Carlos Cabral, quando questionado pelo Mealhada Moderna acerca dos desejos para este novo ano se tenha abstido sequer de projectar melhorias para o concelho. Provavelmente, nem o próprio Presidente da Câmara acredita no seu Orçamento. O que lhe valerá, no caso de ter unhas para tocar viola, serão os fundos do QREN 2007-2013. Mas esse prognóstico, como dizia um saudoso futebolista, só no fim do jogo será avaliado.
Face ao seu próprio desalento, preferiu zurzir no semanário que o entrevistou, desejando-lhe um isento e imparcial 2008. Caramba, até parece que tem razões de queixa dum jornal fundado por Breda Marques, que teve Carlos Marques como Director e agora é propriedade de Carlos Pinheiro!
Ave Caesar

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Post Scriptum

Minhas amigas.
Acabadinha de chegar de umas curtas mas revigorantes férias em Chamonix, mas ainda a tempo de desejar um ano de dois mil e oito cheio de sucesso.
Estou ainda a desenpacotar a tralha e a habituar-me ao meu andar novo (os skis dão-me sempre cabo das coxas) e por isso vou apenas lembrar o que de mais importante se passou no ano que agora se encerrou.
O Mourinho foi despedido, o Cristiano Ronaldo voltou a não ser o melhor jogador de futebol do mundo e o Scolari andou à lambada.
E chega.
It's a men's world!
Aqui por casa andou tudo mais calmo:
O dr Marqueiro (assiduo colaborador deste blogue) passou o tempo a puxar o tapete à Câmara para no fim do ano ter que engolir alguns sapos. A Câmara andou como o Lázaro (morta, mas depois passou-lhe) mas lá conseguiu apresentar alguns trunfos na recta final do ano. O PSD ainda anda a ver quem tem a pila maior para poder escolher um candidato à presidencia da Câmara.
E chega.
It's a kids world!
Como figura concelhia do ano, elejo o presidente da junta de freguesia de Barcouço.
Tenho dito.
Vossa
Messalina