sexta-feira, 30 de maio de 2008

O PSD vai a votos

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Gatunos


Ladrões

Mensagem subliminar

Só para inteligentes

LOLOLOL

O alvo a abater

O debate de ontem entre os quatro candidatos à liderança do PSD mostrou a razão pela qual Manuela Ferreira Leite é a "mulher de eleição" para os laranjas.
Passos Coelho num tom etéreo divergiu das opções de política fiscal da ex-Ministra das Finanças, como se a baixa dos impostos sem compensações de outro género fosse a solução para a crise. Logo aqui mostrou alguma demagogia, o que não fica bem a quem até agora tinha feito uma caminho sereno e ponderado.
Patinha e Santana afinaram pelo mesmo instrumento e criticaram Manuela por ter não ter sido um cordeirinho dócil do PSD nos últimos tempos e ter-se recusado a integrar a bancada parlamentar do PSD, ou seja, ter sido candidata nas últimas legislativas ao lado de Santana.
Entretanto, Manuela Ferreira Leite, segundo se devem recordar no discurso de apresentação, lançou a "pedra de toque": o déficit está mais ou menos controlado, há que focar a atenção nas questões sociais.
E FEZ-SE OUVIR!! Ao contrário do que tinha acontecido até então em toda a linha PSD.
A verdade é que desde aí este é o tema que tem marcado as discussões políticas e ainda esta semana Mário Soares enviou uma série de recados ao PS sobre o assunto.
Está visto que nem é necessário falar muito alto ou aparecer diariamente nas televisões para se ser ouvido.
Bettencourt Resendes expressou ontem um pensamento muito interessante: não estarão as pessoas cansadas de políticos que se expressam bem, que têm uma boa imagem televisiva, um discurso público articulado, mas a quem falta um sentido de responsabilidade e credibilidade?
Ave Caesar

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O bluff

A informação veiculada esta semana pelo "JM" e pelo "MM" sobre o déficit financeiro do Hospital da SCM não traz nada de novo.
É por todos conhecido que, desde que o Governo Socialista roeu a corda aos protocolos que o anterior Governo havia estabelecido com esta unidade de saúde, a gestão corrente das despesas versus receitas não podia ser de forma alguma positiva. Desde logo porque a Misericórdia avançou para uma obra vultuosa com expectativas que acabaram por ser goradas.
Entretanto alguns iluminados preferem deter a atenção sobre o homem e não sobre a obra e a sua função social e empregadora.
Na última Assembleia Geral da Misericórdia traçaram-se cenários negros para o Hospital, aventando-se duas saídas para a crise financeira: o fecho puro e simples ou a parceria com uma entidade privada. Mais uma vez a CMM foi acusada de virar costas ao Hospital e ainda que muito indirectamente ser co-responsável por qualquer uma das soluções indesejadas que se prevêem.
Mas esquecendo polémicas, analisemos a importância do Hospital para o concelho.
Em termos de infrastruturas e serviços médicos prestados é inegável o interesse público. Em termos de empregabilidade basta pensar na quantidade de médicos, enfermeiros, funcionários administrativos, outros profissionais de saúde e auxiliares que aí trabalham, sendo a maior parte deles residentes ou naturais do concelho da Mealhada. Sendo o Hospital o maior empregador do concelho, nem é preciso ser muito inteligente para perceber as consequências sociais do fecho ou da entrega do mesmo a uma entidade privada.
Depois analisando a eventual parceria com uma entidade privada. Por curiosidade analisei as tabelas de preços dos principais hospitais privados do País e concluí que o preço dos serviços aí praticados chega a ser 80% mais elevado do que aquele que é praticado por idêntico serviço no Hospital da Mealhada.
Se a unidade for adquirida por um Grupo Melllo ou Espírito Santo, não haverá habitante da Mealhada que tenha disponibilidade económica para ser servido pelo Hospital.
Mas sinceramente, não acredito que qualquer das soluções referidas na Assembleia sejam levadas avante. Digamos que o "jogador" não é novato nestas jogadas e apenas tentou com um "bluff" esconder o "full house" que apresentará.
Nota: O Imperador ainda se tentou vender por uma quadriga, mas as finanças do Hospital não dão sequer para comprar um burro de carga.
Ave Caesar

terça-feira, 27 de maio de 2008

O País que ninguém quer ver


Se há virtude que pode ser apontada a Mário Soares é a de ser um ex-Presidente interventivo.
Soares, não obstante ter tido o apoio de Sócrates nas últimas presidenciais, não se coibe de tecer duras críticas às políticas do Governo.
Num artigo de opinião publicado hoje no DN, Soares alerta o Governo para a pobreza crescente e para o agravamento das desigualdades sociais. Aliás, as palavras de Soares não soam a novidade uma vez que o relatório da União Europeia (Eurostat) não é nada meigo para Portugal em matéria de desenvolvimento social.
Entretanto, Sócrates mantem-se inebriado com o seu próprio umbigo e com todas as cerimónias de inaugurações de vias, auto estradas e afins.
Mas de que valem as estradas quando os portugueses deixarem de ter dinheiro para o combustível?
O nosso Executivo Camarário vai reflectindo o triste Governo do país. Ufano, Cabral vai inaugurando pontos de banda larga na Praça do Município, enquanto em Barcouço, Canedo, Vimieira... pessoas vão vivendo em condições precárias e desumanas. É a típica solidariedade e preocupação social socialista.
Ave Caesar

A importância de ser..ou de ter


Estranhamente, a Mealhada parece ter um "je ne sais quoi" para os candidatos à liderança do PSD.
Depois de Santana Lopes ter passado por cá para dar um ar da sua graça ou desgraça, ontem foi Pedro Passos Coelho que, num registo mais institucional, visitou o Hospital da Misericórdia e dissertou sobre as relações do Estado com os privados.
Num registo sagaz, Passos Coelho lembrou - e já agora publicitou - as valências desta unidade hospitalar e lembrou ao Ministério da Saúde que as parcerias com privados dotados de todas as condições podiam fazer muito mais pela diminuição das listas de espera que os hospitais cubanos.
A propósito dessas iniciativas de algumas autarquias, Passos Coelho frisou que o Hospital da Misericórdia tem uma unidade de cirurgia oftalmológica sub aproveitada.
Interessante como é necessário vir um político de fora para mostrar aos políticos da casa como se divulgam os recursos próprios.
Agora só faltava vir a Manuela promover o turismo, mas nisso eu não acredito.
Ah, e quase já me esquecia! A Mealhada parece que é o 5º concelho do Distrito de Aveiro em número de militantes votantes. Nada mau para um dos mais pequenos concelhos do Distrito!
Ave Caesar

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A good year

O arrojo que delineou Alien e Blade Runner, a crueza que endureceu Black Hawk Down e Hannibal e a sensibilidade que marcou indelevelmente Thelma e Louise têm em comum uma coisa: Ridley Scott.

A Good Year é um filme profundo e bonito como só as coisas simples conseguem ser. Deu ontem à tarde no TVC4 e felizmente que estava a chover.

Tori, a divina!

Eu cá quero é que não me chateiem...


Há unidades e consensos que, por vezes, dão umas certas dores de cabeça.
O actual Presidente da Comissão Política do PSD deve andar à beira duma apoplexia com este "saí e entra" de líderes do PSD nacional.
Aos que se recordam, Carvalheira foi mandatário concelhio ou distrital de Menezes nas últimas directas. Como se sabe, Menezes não ganhou no distrito, mas ganhou a nível nacional. Aqui César GANHOU a aposta.
Depois foi Carlos Marques que caíu - ou foi empurrado - da CPS da Mealhada e César foi a eleições com Marques. Também aqui, César não só ganhou como TRUCIDOU.
Agora as directas colocam-no em dilemas complicados.
Regressemos ao passado. César é companheiro dilecto de Ribau (cruzes canhoto), Montenegro e, por arrasto, próximo de Santana. Também contou com o apoio de Ângelo Correia nas últimas eleições, que, por sua vez, é o principal mentor de Passos Coelho nestas directas. Depois tem a sua Comissão Política que é praticamente toda apoiante de Manuela Ferreira Leite, o que levou aquele orgão a dar o apoio expresso à candidata.
O sentido prático do construtor levou-o a não enjeitar ninguém. E se abriu os braços a Manuela Ferreira Leite, acaba por dar uma "mãozinha"aos restantes candidatos e, assim, no fim ninguém se chateia.
Uns chamar-lhe-iam conveniência, outros diriam que é somente um feitio que o impede de dizer não a ninguém.
Pelo menos, aqui não vai perder, com certeza.
Ave Caesar

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cacofonia


Ontem falava com um amigo de longa data que, por razões puramente profissionais, assistiu a uma sessão de esclarecimento do candidato à presidência do PSD, Pedro Santana Lopes.
Dizia-me este companheiro que durante toda a sessão se sentiu embaraçado, incomodado. Ele que até é simpatizante do PSD.
Perguntei-lhe a razão do embaraço, uma vez que, aparentemente, Santana Lopes até é o único candidato que apresenta um "programa de governo" nesta campanha.
Retorquiu-me ele que o problema é mesmo esse. Santana apresenta ideias mas quem o ouve fica com a indigesta sensação de que nada do que apresenta é fiável e confiável.
O inverso acontece quando ouvimos Manuela Ferreira Leite. As suas palavras revelam autenticidade.
Manuela Ferreira Leite não se cega pela apresentação dum programa. Santana esforça-se em enunciar uma série de pontos mais ou menos genéricos com os quais todos podemos facilmente concordar. Só que o seu passado de incoerência não nos permite atribuir-lhe uma linha de acção calibrada, sustentada num trabalho previamente desenvolvido. Santana canta-nos ao ouvido, Manuela mostra-nos a realidade.
A dimensão de Manuela é só uma: credibilizar o PSD. E ninguém duvida que, ganhando ela as eleições, logo tratará de desencadear todas as operações necessárias à rápida consolidação do prestígio do partido e à elaboração de um quadro programático à medida das ambições do PSD e das grandes questões nacionais.
Ave Caesar

terça-feira, 20 de maio de 2008

Desculpem, não resisti...

Antes de mais, uma declaração de intenções: não estou a falar da taça de Portugal.

Tenho estado ultimamente atento às movimentações de uma dada organização de cariz caritativo e origem massónica (vão lá googlar e vejam se não falo verdade) que começa a ter algum protagonismo na nossa paróquia. Juntei propositadamente massónico e paróquia na mesma frase com o simples intuito de chocar os incautos.

Acho triste todo o folclore que tem sido feito acerca de um grupo de recentemente entronizados membros. Acho ainda mais triste o facto de alguns se virem defender, mesmo que por entreposta e idiótica pessoa.

O Lions Club é uma respeitável instituição e existe com o unico objectivo de esmifrar os que têm algo de seu para ajudar os que menos bafejados foram pela sorte.

Tenho para mim que dificilmente alguma vez me convidariam para pertencer a tal agremiação e, ao contrário de muitos, sinto-me verdadeiramente triste. Não por não ser convidado, mas por não conseguir atingir os mínimos olímpicos para tal desígnio. Nestas coisas de ter para dispender para a dita caridade, estou aquém do exigível.

Claro que o escrutínio está sempre ao virar da esquina e, mesmo que o intuito seja o de aparecer, convem não esquecer que tudo se perdoa desde que se cumpra a máxima de Melvin Jones "Só iremos longe a partir do momento em que conseguirmos fazer algo pelo nosso semelhante".

O dinheiro dos vaidosos vale tanto como o dos generosos.

Referências


É comum afirmar-se que hoje a política não se faz de valores mas de favores.
Felizmente há imensas excepções que nos fazem acreditar que um dia... talvez um dia, a res publica possa ser defendida por idealistas bem intencionados e sem interesses obscuros.
Tive uma bela surpresa ao ler a entrevista concedida por Teodomiro Pereira ao "Mealhada Moderna".
Aos que não se recordam, o entrevistado foi mandatário de Carlos Marques nas recentes eleições para a concelhia laranja.
O ainda membro da Assembleia Municipal conseguiu nesta entrevista revelar aquilo que muitos políticos talvez não tivessem coragem de assumir. Teodomiro Pereira foi mandatário do candidato derrotado perfeitamente consciente dos resultados que se vieram a confirmar. Mas fê-lo por convicção. Convicção não no candidato de que era mandatário, mas no firme intuíto de marcar uma posição contra quem, argumenta, transformou a vida das anteriores Comissões Políticas num Inferno através das suas intervenções nos Plenários e comunicação social.
Concorde-se ou não com as suas posições, a verdade é que Teodomiro Pereira com a sua atitude mantêm-se como referência incontornável dum certo PSD. Indo mais longe, o entrevistado deixou bem claro que não será nem sequer um mero grão de areia na engrenagem da actual Comissão Política, não desistindo obviamente, de exercer a sua militância partidária e cívica.
Um PSD de bom senso só podia reforçar a confiança política neste exemplo de verticalidade.
Ave Caesar

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A transparência



A transparência e a independência política nos media é um debate que há longos anos faz jorrar rios de tinta sem que se chegue a qualquer conclusão plausível.

Em Portugal, ao contrário do que acontece em países anglo-saxónicos, a imprensa - escrita ou televisiva - é considerada apartidária, não obstante as infindáveis conotações políticas que amiúde se fazem. O "Expresso" faz parte da Impresa, S.A., empresa cujo Presidente do Conselho de Administração é Pinto Balsemão, "apenas" o militante n.º 1 do PSD. Em todos os jornais nacionais há comentadores, politólogos, ensaistas mais ou menos conotados com este ou aquele Partido.

Ou seja, o carácter apartidário ou apolítico dos media é uma falácia.

Tudo isto porque o actual director do "Jornal da Mealhada", Nuno Canilho, aceitou o convite da candidatura de Pedro Passos Coelho para ser seu mandatário concelhio. Logo os sinos tocaram a rebate com este facto, que seria efémero se não houvesse tanto levantamento popular (ou será "populista"?).

Mas gostava que me explicassem o melindre. Ora vejamos. É público que é militante do PSD. Fartei-me de procurar em diversas edições do "JM" e não vislumbrei em alguma situação que o PSD tenha sido beneficiado pelo facto de ter um mlitante seu como Director. Pelo contrário - mas este é o meu cunho pessoal - até acho que a militância do PSD o inibe e faz reflectir redobradamente quando aborda matérias que incluam o seu Partido.

Outra coisa diferente é agora ser criticado por delito de opinião. Ora, não pode o director militante tecer críticas aos seus pares ou estamos perante um partido que censura a liberdade de opinião, mesmo que ela possa ser uma opinião sem fundamento?

E agora perguntava-me: não seria mais grave se Nuno Canilho tivesse criado um jornal que lhe servisse de veículo de promoção?

Sabendo todos nós de onde vem Nuno Canilho, será sempre de forma transparente que ele escreverá, pois, todos o apontarão como militante dum determinado Partido. Com base nessa mesma transparência, Nuno Canilho sabe que assuntos do "seu" partido terão sempre que ser abordados com pinças sob pena de, ainda que inadvertidamente, resvalar para a beneficiação.

Mas, antes duma precoce crucificação, atribuamos-lhe algum bom senso. Nós por cá, até estaremos abertos às denúncias - mesmo que anónimas - dum qualquer aproveitamento pessoal ou político.

Ave Caesar

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Bom fim de semana

O mal esquecido



Se há qualidades que não reconhecemos ao actual Presidente da Câmara, outras há em que somos unânimes - é um indíviduo discreto.
Ainda há uns meses, as disputas internas no PS ditaram a vitória clara da lista encabeçada por Rui Marqueiro, enquanto que o "batedor" de Cabral, José Calhoa, sofria uma derrota confrangedora.
Os mais distraídos poderão ter pensado que Cabral se teria afastado dos objectivos políticos que indirectamente manifestava. Mas a verdade é que o actual Presidente foi trilhando um caminho que só muito dificilmente não passará pela recandidatura à Câmara no próximo ano.
Seguindo o exemplo de alguns políticos do seu concelho, Cabral deixou de dar entrevistas aos semanários concelhios e foi dá-la no concelho vizinho ao "Região Bairradina".
Numa entrevista de fundo, Cabral deixa o futuro para o final e estende-se numa longa propaganda das obras feitas e em curso na Mealhada. O edil mealhadense estende-se em duas páginas de pura campanha, acreditando-se que em período eleitoral não conseguirá fazer melhor, bastar-lhe-á repetir os argumentos já usados nesta entrevista.
Entretanto, o espaço de Rui Marqueiro vai-se estreitando, porque Cabral, sem margem para dúvidas, diz nesta entrevista que É CANDIDATO.
Agora resta saber quem tem mais força na hora da escolha.
É claro que as suspeitas que se levantaram sobre o Vereador António Jorge Franco e que, por arrasto, colocam em causa José Calhoa e Carlos Cabral não têm nada a ver com isto, certo?
Ave Caesar

terça-feira, 13 de maio de 2008

Tão mexendo no meu bolso

A não política.



Santana Lopes continua a sua senda de muito ligar ao acessório e pouco preocupar-se com o conteúdo.

Na apresentação pública da sua candidatura onde nem faltou a presença de Maria José Valério a seu lado a cantar os parabéns ao PSD, Santana prometeu mundos e fundos: uma comissão política, uma comissão de honra.

Passado alguns dias verificámos, sem surpresas, que não há Comissão Política por falta de soldados e não há Comissão de Honra porque, convenhamos, não é nada honroso estar ao lado do ex-Primeiro Ministro que deu a maioria absoluta a Sócrates.

Por impossibilidade genética de se agarrar ao essencial, Santana Lopes mais uma vez arrepia caminho e prefere, pela enésima vez, fazer política rasteira. A diferença desta vez é que não usou o inefável Rui Gomes da Silva, tão útil ao descalabro do PSD nos pretéritos chamados "Caso Marcelo-TVI" e "Caso Câncio-RTP", mas assumiu em mãos a chafurdice.

A última "boutade" de Santana Lopes e que mais uma vez o descredibiliza para além do razoável é o repto que lançou a Manuela Ferreira Leite para desistir da candidatura à liderança do PSD por ter deixado a dúvida que podia não ter votado PSD nas legislativas de 2005.

Manuela Ferreira Leite, que é feita de outra cepa, já o reafirmou em discurso directo:"O Dr. Santana Lopes deve ser a única pessoa do país que tem dúvidas que eu algum dia não votei no PSD. Toda a minha vida votei no PSD."

E enquanto Santana insiste na sua política de terra queimada, Manuela Ferreira Leite reune-se com os TSD para discutir as implicações do Novo Código do Trabalho.

Não era Santana quem eu certamente gostaria de ter à frente da minha mercearia.

Ave Caesar

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Maestro


Palavras para quê...

Ave Caesar

domingo, 11 de maio de 2008

Está quase...

You can`t always get what you want


Há dias em que a vida não nos é nada simpática.
Para isso muitas vezes contribuímos, para isso outras vezes apenas sentimos.
Sentimos impotências por acontecimentos que nos fogem entre-dedos, por sentimentos que teimam em não nos deixar raciocinar.
Voltaire dizia que se o homem fosse perfeito era Deus.
Não sendo Deus, apenas me resta ouvir os Rolling Stones e tomar a letra como máxima de vida,
Because... i can`t always get what i want.
Entretanto, aproveitem e vejam o magnífico "Shine a Light", filme documentário de Martin Scorcese sobre estes "velhos" mas não trapos, ROLLING STONES.
Ave Caesar

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O buraco, a.k.a., mind the gap


No metro de Londres há uma expressão espalhada em diversos cartazes para aviso aos mais distraídos - Mind the Gap - que em português escorreito significa "lembrem-se do BURACO".
E que tem isto a ver com Santana Lopes?
Tem tudo.
Quando por algum motivo nos entusiasmamos com as performances santanistas, quando por qualquer motivo somos levados a ter uma simpatia pela personagem do político, devemos... lembrar-nos do BURACO.
Diria antes, lembrar-nos dos buracos.
Vamos por partes. Santana foi, respectivamente, Presidente da Câmara da Figueira da Foz, da Câmara de Lisboa e 1º Ministro da Nação.
1 - Na Câmara da Figueira diz-se que fez obra. Todos recordamos o oásis da praia e a megalómana obra do Centro de Artes e Espectáculos, inaugurado já não por si mas pelo autarca que lhe sucedeu e que muito carinhosamente o apelidou de "C.A.E. Dr. Pedro Santana Lopes".
Santana Lopes deixou a Câmara da Figueira, salvo erro, para se candidatar à de Lisboa e nas contas da Autarquia deixou "só" 85 milhões de déficit, sendo que a maior fatia dizia respeito a dívidas de curtíssimo prazo e, como tal, de pagamento quase imediato.
Ora esta dívida pública, a que acrescia a da socidedade municipal "Figueira Grande Turismo" - 7,5 milhões de euros - causou um tal estrangulamento financeiro à autarquia que até a própria manutenção do Oásis santanista é colocada em causa.
2 - Na Câmara de Lisboa, Santana andou cerca de 2 anos às voltas com Frank Gehry e a prometer a "grande obra do regime" - reabilitação do Parque Mayer num projecto de muitos, mas muitos mesmo milhões de euros.
Ficou o projecto, Lisboa ganhou um casino em moldes nebulosos e Santana abandonou a Câmara com um déficit de cerca de 500 milhões de euros, obrigando António Costa a fazer operações de contorcionismo para estabelecer plano de pagamento de 240 milhões de euros aos maiores fornecedores e a pôr-se de cócoras para que o Tribunal de Contas possa a curto prazo vir deferir um empréstimo à banca de cerca de 360 milhões de euros.
3 - Por último, Santana Lopes assumiu o cargo de 1º Ministro, substituindo Barroso que abalou para melhores paisagens. Logo ali Santana anunciou, ufano, o fim da crise e em 2005 apresentou um orçamento nada restritivo.
Aí conseguiu verdadeiros recordes. De Abril para Maio de 2005 conseguiu um aumento da dívida pública em 1,2% o que em termos anuais corresponderia a uma aumento de 15,4%. No ano em que Sócrates tomou posse a dívida pública tinha aumentado 7,7 % e o déficit apresentava o valor astronómico de 7%.
A que conclusão podemos então chegar? Santana é um verdadeiro criador de buracos, é um despesista irresponsável porque sabe que deixa sempre as suas tarefas a meio e quem lhe suceda que pague a crise.
E ainda criticam Manuela Ferreira Leite por ter uma obsessão com o déficit? Por uma vez na vida sejamos sérios e façamos uma reflexão sobre quem queremos a conduzir os destinos do País.
Ave Caesar

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ontem como hoje...

Hoje festeja-se outra efeméride. O PSD faz 34 anos.
Neste aniversário que promete ser profícuo em boas ou más novas, dois candidatos à liderança irão fazer a sua apresentação pública e irão dizer aos militantes aquilo que pretendem trazer ao partido caso sejam eleitos.
Devo dizer que embora pessoalmente ache que o PSD, neste momento, necessite de Ferreira Leite para o conduzir à reabilitação, não sei, seguramente, se o futuro lhe trará os sucessos desejados.
No entanto é unânime que a ex-Ministra de Cavaco e Durão Barroso é a ÚNICA que pode, no momento imediato, devolver a credibilidade ao PSD. Usando as personagens do futebol, com as devidas distâncias, Menezes foi o Vale e Azevedo do PSD, enquanto Manuela Ferreira Leite será o seu Vilarinho, líder de transição em fim de carreira à espera do sucessor.
Por cá parece que o verniz estará prestes a soltar-se na concelhia do PSD. Para já andam todos mudos e calados, à excepção de Breda Marques que vai deixando pistas sobre quem pretende apoiar (e ainda não li os nossos semanários).
Mas eu cá fico, desde já, com uma dúvida. Se Breda Marques se antecipa a César Carvalheira, que apoios logísticos terá para fazer a campanha por Ferreira Leite no concelho?
E conhecendo-se o feitiozinho especial de Carvalheira, será que não vamos assistir ao primeiro contar de espingardas entre os aliados de ontem?
Aceitam-se apostas. Quem irá César Carvalheira apoiar? Passos Coelho? Santana?
Ave Caesar

domingo, 4 de maio de 2008

Eu cá gosto é de Revoluções...


Foi há 40 anos, mas parece que foi ontem.

Ave Caesar

sábado, 3 de maio de 2008

Pontos de vista

Todos os assuntos permitem mais que uma abordagem.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

D'aquela coisa dos 2 coisos para 1 coiso


Gonçalo Breda Marques já deu a entender quem é que vai apoiar nas directas do PSD; basta ler o conta-corrente...
César Carvalheira, mandatário concelhio de Meneses, ainda não opinou sobre o assunto.
Como habitual, Breda Marques assume o cargo de eminência parda de serviço e, mesmo nas barbas do profeta, antecipa-se ao adversário e profetiza.
Isto vai aquecer!

Bom fim de semana

O Poder.


Há dias, o anterior Presidente da Comissão Política do PSD, num artigo de opinião pós-eleições, revelou a sua fidelidade à recém eleita C. P. e, em jeito de aviso à navegação, advertiu para os perigos dos pseudo-poderes que podem querer extravasar a sua própria autoridade.


Num artigo que os semanários concelhios interpretaram como dirigido a Breda Marques, Carlos Marques acusava, ainda que de forma subtil, o Vereador de se imiscuir em matérias que diziam respeito à Comissão Política e de não o deixar levantar voo.


Hoje lendo o Conta-Corrente podemos ser tentados a concordar em parte com aquela argumentação, se lermos nas entrelinhas.


Vejamos, no post Breda Marques assume uma admiração pela candidata Manuela Ferreira Leite. Esse sentimento pode prenunciar um apoio. Mas, antecipando-se Breda Marques à "sua" Comissão Política, poderá estar a extravasar as suas competências. Isto é, retiraria legitimidade a César Carvalheira para conduzir o processo das eleições directas de 31 de Maio.

A vasta experiência de Breda Marques por norma, não o deixa cometer erros de principiante. Se porventura, entendesse marcar uma posição teria decerto a oposição do buldozzer Carvalheira, sabe-se lá com que consequências.

Ave Caesar