quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Máfia "Calhoabreza"


José Calhoa é a face visível do desnorte socialista na Mealhada.
Após o PSD ter confirmado que a investigação que promoveu acerca das relações do Vereador com uma empresa privada seria remetida para o IGAL, Calhoa veio ao contra-ataque com afirmações duma gravidade extrema.
Segundo o mesmo terá conhecimento - não sabemos nós há quanto tempo - há um dirigente/elemento do PSD que terá uma obra por legalizar há mais de 20 anos!
Ora, eu fico estupefacto quando o Vereador responsável por aquele pelouro - obras particulares - tem conhecimento de que uma ilegalidade está a ser cometida e não age de acordo com as funções autárquicas que lhe foram atribuídas.
José Calhoa é pago com o dinheiro de todos nós para ser Vereador. Se este Vereador tem conhecimento de que há uma obra ilegal, provavelmente terá conhecimento de muitas mais. Se não actua, se não abre processos de contra-ordenação, se não manda aplicar coimas aos prevaricadores está a ser conivente com as ilegalidades que denuncia num abjecto oportunismo político.
Carlos Cabral deve ser consequente. Há uns anos demitiu um funcionário dos Serviços de Obras porque alegadamente teria sido permeável a influências sobre determinada obra. Hoje Cabral tem conhecimento que o Vereador em quem depositou confiança para o pelouro das obras particulares sabe - provavelmente há vários anos - de ilegalidades que se cometem na área do seu pelouro e nada faz para que a legalidade seja reposta.
Sr. Presidente, seja consequente ou então assuma que é conivente.
Ave Caesar

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Olá cá estou eu!!


"MARQUEIRO DISPONÍVEL À CÂMARA PELO PS"
in RB, 22.10.2008
O Carnaval das candidaturas às eleições autárquicas na Mealhada parece ir de vento em popa...fora do concelho.
Depois do RB ter lançado a candidatura de Carvalheira pelo PSD, eis que esta semana, Rui Marqueiro assume "publicamente, de forma bastante objectiva, uma eventual (!!!) candidatura, encabeçada por si próprio, à Câmara Municipal da Mealhada".
A um ano das eleições parece que os vaticínios que fomos fazendo nos últimos tempos se confirmam na plenitude. No PSD não se imagina quem possa fazer tropeçar o buldozzer César Carvalheira. No PS está mais que claro que vamos assistir a uma Guerra do Alecrim (Cabral) e Manjerona (Marqueiro), com disputa em diversos tabuleiros.
Se Cabral se insinua junto dos dirigentes nacionais - o jantarzinho ao lado de Jaime Gama foi disso exemplo - Marqueiro prefere ir por etapas- ganho o concelho, ganho a distrital e depois não há quem me diga que não.
Interessante foi a manobra de diversão criada que aventava a hipótese de Marqueiro ter sido assediado pelas altas personalidades do PSD (!!!) para ser candidato pelos laranjas. Jogada de mestre, cujo autor até desconfio quem seja, para criar a fantasia que Marqueiro é transversal ou central.
E eu também acredito no Pai Natal.
Entretanto, gostava era de entrar à socapa na super acção de marketing de Cabral logo à tarde. Sei de fonte segura que no próximo ano já estarei nos banhos turcos do SPA de 5 estrelas criado pela Maló Clinics .
E continuo a acreditar no Pai Natal.
Ave Caesar

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O senhor 400%

400%
O assunto parece não ter morrido como se receava.
Depois do "Publiquem-nas porra!", o PSD levou o desafio à letra e, confiando no nosso semanário Mealhada Moderna, vai mesmo avançar para a publicação dos resultados da "auditoria laranja", indo até mais longe, com a exposição do assunto à IGAL (Inspecção Geral da Administração Local).
Este desenvolvimento é importante para a própria credibilização dos partidos e dos seus membros. Após Carlos Marques ter levado o tema quente à reunião de Câmara, era imperioso que ele e o seu partido não temessem as vitimizações e levassem o assunto até às últimas consequências com a inerente publicitação dos resultados.
Agora era importante que a IGAL não chegasse a resultados lá para as calendas gregas para que a culpa (ou a inocência) não morra solteira.
Ave Caesar

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ontem como hoje...




Oisive jeunesse
À tout asservie;
Par délicatesse
J' ai perdu ma vie.
Ah! Que le temps vienne
Où les coeurs s' éprennent.

Je me suis dit: laisse,
Et qu' on ne te voi:
Et sans la promesse
De plus hautes joies.
Que rien ne t' arrête
Auguste retraite.

J' ai tant fait patience
Qu' a jamais j' oublie;
Craintes et souffrances
Aux cieux sont parties.
Et la soif malsaine
Obscurcit mes veines.

Ainsi la Prairie
À l' oubli livrée,
Grandie, et fleurie
D' encens et d' ivraies
Au bourdon farouche
De cent sales mouches.

Ah! Mille veuvages
De la si pauvre âme
Qui n' a que l' image
De la Notre-Dame!
Est-ce que l' on prie
La Vierge Marie?

Oisive jeunesse
À tout asservie
Par délicatesse
J'ai perdu ma vie.
Ah! Que le temps vienne
Où les coeurs s' éprennent!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Analista


Se há algo que aprecio no jornalismo é a análise política.
Por norma os nossos semanários não enveredam por esse caminho receando talvez não conseguirem mostrar uma postura de isenção ou serem confundidos com actores políticos.
Sobre isenção partilho da posição que os jornais americanos ou anglo-saxónicos não preocupam em esconder: são abertamente tendenciosos e assumem, sem qualquer tipo de constrangimento, as suas opções políticas.
O Jornal da Mealhada da semana passada, pela pena do seu Director, mostrou-nos duma forma muito sagaz como pode ser feita análise política sem cair para qualquer lado. O Director do semanário pegou nos factos mais ou menos conhecidos de todos e fez a sua análise do que julga poder acontecer.
Relativamente ao que nos interessa, julgo que a análise foi correcta relativamente ao PS e menos correcta relativamente ao PSD. Vamos por partes.
O PS local vive uma época de bicefalia cada vez mais evidente. Cabral e Marqueiro estão de costas voltadas e ambos querem ser candidatos. Cabral está na confortável posição de quem ganhou as últimas eleições e tem do seu lado 7 milhões de euros aforrados à espera duma utilização integral para 2009.
Marqueiro tem o aparelho e, porventura, conseguirá internamente levar a sua avante. Domina a concelhia, apoia a mais que provável lista vencedora das distritais que se avizinham e, provavelmente, terá a promessa dum lugarzinho no Olimpo rosa, isto é, no Secretariado Nacional. E aí sentado, muito dificilmente Cabral terá condições para levar a sua avante e será derrotado por 3-0 (concelhia, distrital e nacional).
Quanto ao PSD nem vale a pena fazer outras contas. César Carvalheira é o candidato natural não sendo crível que um outro seja hipótese. A análise feita pelo Director do JM só peca pelo excesso de putativos candidatos. Breda Marques seria um nome a ter em conta porque foi duas vezes candidato. João Pires foi apenas uma manobra de distracção. Carlos Marques nunca foi nem poderá ser um nome em cima da mesa.
Ora, se Breda Marques já se auto-excluiu há imenso tempo, resta o eucalipto César Carvalheira.
E assim teremos a reedição dum combate de há 20 anos, com uma natural vantagem para Marqueiro, cabendo a Carvalheira meter as pernas a caminho, começando a corrida com algum avanço enquanto os socialistas não arrumam a casa.
Ave Caesar

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O silêncio é de ouro


Umas das sacrossantas regras da política é ouvir muito e falar pouco, sobretudo para os jornais.
Numa entrevista ao "RB", César Carvalheira cometeu o pecadilho de dizer aos microfones aquilo que normalmente se conversa entre paredes. Referindo-se à Auditoria pedida pela Câmara da Mealhada à Associação de Carnaval, Carvalheira aventou a hipótese de haver prejuízo sério para a própria realização futura do Carnaval pois alguns prestadores de serviços - entre eles as costureiras - não emitiriam recibos pelos valores recebidos.
Ora, acredito que a maior parte dos prestadores de serviços até trabalhe por mera carolice e paixão carnavalesca. Se porventura são pagos, como também admito, estaremos a falar de valores residuais, não querendo aqui defender também a célebre fuga ao fisco.
Mas numa matéria de tão diminuta importância fiscal, fazer-se um alarido e levar-se a uma inspecção dos cobradores instituídos será manifestamente um exagero.
No entanto, Carvalheira estará certamente consciente que mais vale um silêncio que um excesso de linguagem. Já o diz Manuela Ferreira Leite.
Ave Caesar

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vou emigrar para o Burkina Faso


"JOÃO JARDIM DESEMBARCA EM LISBOA"
"Liderança do PSD: Presidente do Governo regional da Madeira quer lugar de Ferreira Leite"


"Vai ser um verdadeiro vendaval na política portuguesa e no PSD em particular. Alberto João Jardim está mesmo decidido a deixar a Madeira e vir para Lisboa não só disputar a liderança dos sociais-democratas como combater o inimigo de estimação nas Legislativas de 2009. As coisas estão a ser devidamente preparadas e Janeiro é o mês escolhido para a grande ofensiva. " - in Correio da Manhã, 10.10.2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Retratos


Aos amantes da fotografia recomendo a exposição que está patente no Cine Teatro Messias, organizada pelo Jornal da Mealhada, subordinada ao tema "O concelho da Mealhada pela lente".
Como, por razões óbvias, me foi impedida a participação, deixo aqui o meu humilde contributo.
Ave Caesar

O nosso "Caso Lewinsky"


Há uns anitos atrás, Clinton vivia um período de popularidade quando lhe caiu uma pesada "bomba" em cima. O "Caso Lewinsky" metia charutos, vestidos com nódoas bizarras e um Keneth Starr armado em paladim dos bons costumes.
À data, Bill Clinton safou-se a um "impeachment". Mas antes teve que criar manobras de diversão para distrair os mui púdicos eleitores norte-americanos dos seus devaneios sexuais - bombardeou o Iraque sem razão aparente.
Nós por cá temos um caso idêntico com algumas nuances. Enquanto lá se falava de sexo, cá discute-se o vil metal e a promiscuidade entre dinheiros públicos e interesses privados. É o chamado "Caso Calhoa".
Seria enfadonho voltar a repetir os factos. O único dado novo é que a dita empresa nos últimos anos terá aumentado a facturação com o Município em mais de 400 %, não obstante outras empresas do mesmo ramo também terem aumentado o volume de negócios com a Câmara.
Mas Calhoa, à boa maneira de Clinton, mas sem a mesma argumentação, chuta para canto. Tenta desviar as atenções do seu caso e afirma colher apoios e enorme solidariedade no seio do PSD e mesmo dentro da sua Comissão Política. Com esta manobra diversiva, Calhoa tenta provocar uma caça às bruxas dentro dos laranjinhas e, com isso, sair de palco sorrateiramente.
Calhoa só ainda não percebeu uma coisa: o seu maior perigo não vem do partido que se lhe opõe, mas do seu próprio, quiçá, do seu Secretariado concelhio.
Lá está... é a chamada miopia política.
Ave Caesar

domingo, 5 de outubro de 2008

Porque facilmente me impressiono

Claude Monet (1840 - 1926)

Escolho Monet por nenhuma razão especial. Talvez porque facilmente me impressiono, porque não vejo as coisas como são, mas simplesmente como gostaria que fossem.
Interessante como a expressão surgiu pela primeira vez num tom pejorativo! Louis Leroy, pintor e escritor, quando de uma crítica feita ao quadro " Impressão, nascer do Sol", dizia: "Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão."
A palavra, que se supunha jocosa, agradou a Monet e seus amigos e a tendência por lá se manteve: IMPRESSIONISMO.
Ave Caesar

O que seria feito de si?


Há pouco, após passar os olhos pelos meus vizinhos, assaltou-me um raciocínio acerca dos nossos tão criticados políticos concelhios: o que teria sido deles se não fosse a política?
Começando pela "doce oposição" recordo que há 20 anos César Carvalheira talvez estivesse nos seus anos de glória empresarial, tendo pouco depois deixado a Mealhada para se perder pelo mundo futebolistico como Vice -Presidente da Federação de Futebol então liderada por Vítor Vasques. Que lhe traria a vida se não fosse a política? Provavelmente não teria tido aquela debutância pelas esferas do desporto e continuaria na senda das obras públicas. Hoje por certo estaria melhor - financeiramente, digo - mas igualmente afectado pela crise que arrasa qualquer empresa de pequena ou média dimensão.
A Breda Marques vaticinava-lhe o mesmo futuro, mas sem palco. Dedicado a uma empresa por si criada do nada, sem ajudas de "padrinhos" que, para o caso, pouco ou nada serviriam. Por certo, e ao contrário do antecessor e também empresário, estaria de melhor com a vida.
No PS a situação parece que se inverteria. Há vinte e cinco anos , mais coisa menos coisa, Cabral era um ilustre desconhecido professor não licenciado substituto numa Secundária da Mealhada. Hoje seria isso e nada mais, sem qualquer desprestígio para uma classe que admiro pelos enormes sacrifícios sem compensação à altura.
Marqueiro era também há 20 anos um economista duma empresa à beira do colapso e, provavelmente, não obstante as capacidades técnicas que lhe reconhecemos, ter-se-ia perdido numa imensidão de técnicos sem soluções para o desafogo das empresas que representariam.
Fácil é ver quem são os beneficiados da política e quem são aqueles que necessitam de se agarrar à sua influência política como lapas, pois, à falta dela, tudo na vida lhes seria uma madrasta.
Ave Caesar

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ilustre condição


O Mealhada Moderna desta semana brindou-nos com uma série de entrevistas a que tendemos a não dar a devida importância: política no feminino.
Não que concorde que tenha que haver uma visão diferente ou um tratamento diverso quando falamos da condição feminina e da sua participação política ou cívica. Pelo contrário, só conheço exemplos de destaque no universo político feminino. E delas conseguimos verdadeiras lufadas de ar fresco. Intervenções que cortam diametralmente com o quotidiano chato da nossa politicazinha.
Em particular surpreenderam-me as respostas esclarecidas de Ana Filipa Varela que, de forma clara, conseguiu desmistificar a polémica questão das quotas e ressalvou o papel fundamental que as mulheres têm nas mudanças em sociedade, independentemente de se encontrarem presas a um preciosismo jurídico.
Ana Varela surpreende também pela honestidade em denunciar a incessante guerrilha que se vive no pequeno burgo político concelhio, que desgasta as personagens e as impede de prosseguir os fins essenciais do fazer política.
Mesmo demonstrando uma aparente indisponibilidade para o exercício da política activa, não deixa de ter uma visão esclarecida do concelho, apontando uma série de medidas que contribuiriam para o desenvolvimento deste nosso amorfo concelho.
Sem dúvida um nome (aliado a uma evidente capacidade) a reter no universo laranja.
Ave Caesar

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

40.000




40.000


Apesar de tantas queixas, lá nos vamos aguentando!

Este número até merece uma comemoração nos "Amigos de Alex", o local eleito pela classe (às vezes desclassificada) política da Mealhada.

Pode ser que eu venha a aprender por lá alguma coisa.


Ave Caesar

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O empecilho


É consensualmente sabido que o turismo concelhio está de rastos.
A sua pérola - vila do Luso - está transformada em estaleiro - fonte de S. João, Avenida Emídio Navarro -, o faraónico projecto da Maló Clinics para revitalização das termas teima em ser uma virtualidade.
E o que faz o Município para contrariar esta tendência de há anos? Nada, só empecilha.
Desde sempre se soube que o Parque de Campismo do Luso para ser atractivo necessitava duma piscina, coisa que jamais foi feita.
Há uns anos a Câmara concessionou aquele Parque à Orbitur que recentemente já veio dizer que não está minimamente interessada em renovar a concessão por uma razão muito simples. Aquela empresa concessionária tinha como projecto a construção duma piscina no parque. No entanto, Cabral não está pelos ajustes e impede a construção da mesma.
Conclusão, sem piscina não há campistas, sem campistas não há Orbitur. E daqui a dias fica o Município com mais um órfão nas mãos sem saber o que lhe fazer, como acontece com a miríade de pavilhões que proliferam por todas as freguesias.
Ave Caesar