sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Ai rapazinho, és fraco pra mim"


Confesso que ainda não tinha prestado muita atenção à banda, mas esta semana redimi-me e fiz a maior parte das minhas viagens ao som dos "Deolinda".
Este grupo faz-nos regressar ao imaginário popular e bairrista: as procissões, os bailaricos, a menina bonita e o rapaz gingão.
Aliada a uma voz de marca e que nos marca, os "Deolinda" fazem-nos querer "dançar uma moda" e beber uns traçados no baile da nossa aldeia.
Se me arranjarem um estábulo para o Incitatus ainda sou capaz de passar pelo Cine-Teatro amanhã às 21.30 h.
Ave Caesar

Origami


Estou a um pequeno passo de me começar a dedicar aos origami.
E começo já este Sábado, na Alameda da Cidade.
Ave Caesar

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Demagogia a quanto obrigas!

Marques acusa Câmara de negligência face à extracção de inertes
- “Novela jornalística para fazer politiquice”, responde José Calhoa
in JM
O pior defeito que se pode colar a um "jurista" é a deficiente interpretação legislativa e o uso conhecimentos "colados a cuspo" para demonstrar factos que, se fossem cuidadosamente estudados, não seriam tão levianamente tratados.
O caso ocorreu na última sessão de Câmara e foi objecto dum inusitado aproveitamento político pelo Vereador Carlos Marques que, só não lhe trás outros dissabores porque o Executivo sabe que ele não conta, nem contará, para o totobola das autárquicas de 2009 e 2013.
Dizia um velho e já desaparecido Professor que, certas pessoas revelam uma abominável falta de conhecimento dogmático. Este é um desses casos gritantes a fazer lembrar o Di Maria: perdem-se pelas alas com rodriguinhos mas nunca marcam um golo.
Ave Caesar

sexta-feira, 22 de maio de 2009

The mean mother f*****


Gosto deste rapaz!

No liceu e faculdade deve ter sido o "copinho de leite" da turma: marrão, anafadote e com um ar de criança.

A política, e não a vida académica, fez dele um homem de barba rija. Rangel é um radical, ouve Megadeth enquanto prepara as suas intervenções no Parlamento nas quais vai destruindo devagarinho a já pouca credibilidade do 1º Ministro.

Agora, como cabeça do PSD às Europeias escolheu o cartaz certo que lhe traça o figurino: o fatinho às riscas dá-lhe um ar de rufia e a expressão faz lembrar aquela frase de Jorge Coelho: "quem se mete com o Rangel leva!"

E quem vai levar é o "Avô Cantigas" que dá uma no cravo e outra na ferradura. Ainda ontem tinha prevista uma visita aos socialistas de Anadia mas, como bom cumpridor... nem se dignou a aparecer.

Ave Caesar

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Tacho


"Publicado em Diário da República: Fundação Mata do Buçaco ganha forma"

"... A decisão deixa Carlos Cabral, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, (entidade que terá a competência de indicar o Presidente do Conselho de Administração da Fundação) claramente satisfeito..."

in Diário de Aveiro

Agora a tradução para português popular... e em verso!!

O tacho serve para tudo:

Alimentos para cozinhar

Alguns se vão lá guardar

Até outros ele arranjar

O tacho até dá empregos

A muita gente incompetente,

Que estão em certos lugares

Com estatuto permanente

Quem paga a estes senhores

É sempre o Zé povinho,

E eles só lá estão a ganhar

O nosso rico dinheirinho

Contem lá senhores Políticos

Esta história engraçada,

Dos salários com as reformas

Que dá uma grande caldeirada


Hoje há tachos para tudo

Desde que se ganhe algum,

Bons lugares para Presidentes

Que não são para qualquer um

O tacho é coisa boa

Que veio para ficar,

Ele nunca se irá embora

Nem os políticos iriam deixar

E quem paga estes tachos

Digam lá meus senhores,

Se o povo não tem razão

De estar farto destes doutores

(Fernando Ramos)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Diva


Ontem gostava de ter sido mosca para voar até ao Pavilhão Atlântico.
Ave Caesar

Diga à gente, como vai este País...!!


Em Portugal as máximas populares têm normalmente maior impacto real que o ditame propriamente dito.
Um dos provérbios populares que mais gostamos de utilizar "não há fumo sem fogo", no que toca ao nosso sistema governativo mais vale dizer que é completamente incendiário.
Um dos assuntos que tem inundado os jornais é o Processo Freeport e todas as suas teias. A última polémica vem colocar a nú a falta de credibilidade do Primeiro Ministro, "qualidade" que lhe começámos a atribuir desde o caso da licenciatura concluída num domingo.
Parece-nos claro e cristalino que Lopes da Mota, Presidente do Eurojust, pressionou os procuradores do processo em causa. O Magistrado velho compincha de Sócrates achou que, puxando dos galões, conseguia ser uma espécie de "Tide" e colocar Sócrates mais branco.
Ao que se escreve a história afinal tem contornos mais "mafientos". Lopes da Mora só interveio porque o Ministro da Justiça lho terá pedido - este mesmo Ministro que aquando da sua passagem por Macau já tinha sido alvo dum processo disciplinar por alegadas pressões sobre outros juízes.
Mas a teia tem outro novelo porque, sabe-se agora, que Sócrates não está assim tão inocente e foi ele "himself" a pedir a ajudinha ao Ministro com larga experiência nas artes de pressão.
E este é o País em que vivemos onde a impunidade anda de mãos dadas com o sistema judicial.
Ave Caesar

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vrummmmm, vrummmmm



* foto descaradamente furtada no "Chá com Porradas".

O igual, igual se trata


Vital Moreira tem, nesta campanha para as Europeias, sido o "fiel amigo" do PSD tal é a quantidade de boutades que lhe saem da boca.
Ontem a propósito das alegadas pressões do Presidente do Eurojust, Lopes da Mota, sobre os procuradores do caso Freeport, afirmou que o mesmo devia suspender funções do cargo enquanto decorresse o o processo disciplinar.
Ora, aos portugueses também parece claro que Sócrates teve influência, quando ocupava o Ministério do Ambiente, no celeríssimo processo de aprovação do outlet de Alcochete, muito se falando também de milhões em luvas com os destinos mais bizarros.
Por uma questão de coerência, não devia Vital Moreira pedir também ao Primeiro-Ministro que fizesse uma licença sabática da Governação enquanto não se limpa o lodo do pântano em que se transformou este processo?
Ave Caesar

quarta-feira, 13 de maio de 2009

E como ficaremos?


Na minha muito modesta opinião, o TGV devia ser colocado na gaveta das obras desnecessárias e inúteis. Se é verdade que o País, à semelhança dos demais, vive uma crise preocupante, julgo que os Governos devem adoptar medidas de contenção e virar mais os olhos para as questões sociais e para a classe média que se viu aniquilada pelos últimos acontecimentos económicos.
O TGV num pequeno país como o nosso é uma inutilidade e mesmo prevendo-se a ligação a Espanha, é mais do que certo de que não há "massa crítica" para o tornar minimamente rentável.
Aparte estas considerações globais, o impacto que a sua construção vai trazer para a fisionomia do nosso concelho também é um sinal preocupante. Se há duas opções de traçado previstas - eixo 4 e eixo 5 - nenhuma delas traz qualquer benefício ao concelho da Mealhada. Antes pelo contrário, criará um espartilho entre povoações da mesma freguesia criando distâncias inultrapassáveis onde antes existia proximidade.
Se o eixo 5 é aquele que mais constrangimentos humanos pode causar, cortando povoações a meio e colocando, por causa dos corredores de protecção de 400 metros previstos, entraves a toda a construção que se venha a projectar no futuro nessas localidades, o eixo 4 prevê acabar com a tradição vitivinícola da Bairrada, rasgando os vinhedos de maior qualidade do nosso concelho e do concelho de Anadia.
Dizem uns que é o custo do progresso, mas com isso não me conformo, pois, se não me provam as virtudes da obra, só posso estar na linha da frente á contestação.
Ave Caesar

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Onde está a Oposição consciente?


Por vezes temos que louvar a oposição à Câmara Socialista quando a mesma é feita com responsabilidade e exigência.
Da leitura da Acta da sessão de Câmara onde foi aprovada a Prestação de Contas, verificámos que Carlos Marques usou desse critério para demonstrar que o trabalho realizado pela Câmara é insatisfatório. Não basta apresentar taxas de execução de quase 100%, quando aquilo que foi proposto fazer foi absolutamente irrisório.
E aí, a opção do Vereador terá sido a mais correcta quando apontou as deficiências da execução camarária e relembrou o muito que ainda ficou por fazer, não obstante serem promessas duma década.
Pior esteve o grosso da Oposição quando passou como "cão por vinha vindimada" sobre a declaração de interesse público municipal das parcelas de terrenos adjacentes à fábrica Alcides Branco, para, segundo os "pareceres" dos técnicos contratados pela empresa, resolver os problemas dos maus-cheiros.
Ora, desta empresa nunca veio nada de bom. O concelho ainda está lembrado das promessas feitas durante a manifestação da Lameira. A verdade é que os maus cheiros continuam e a aprovação da utilidade pública não será mais do que um mero acto de fé.
Por isso estranhei que a Oposição nem sequer questionasse o Executivo sobre a matéria. É que sinceramente, em tempos de crise de valores, não me parece que a fé seja suficiente para mover montanhas ou afastar maus cheiros.
Ave Caesar

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Princípios


Numa época em que salta à vista a promiscuidade entre os media e os poderes políticos e económicos, só podemos ficar orgulhosos quando ocorrem situações de intransigência e recusa de cedência às tentativas de condicionamento da actividade jornalistica.
A história conta-se numa penada. Há umas semanas atrás o "Mealhada Moderna" deu destaque a uma notícia que envolvia o Intermarché da Mealhada, por suspeita de fraude fiscal e, julgo, branqueamento de capitais por utilização de contas offshore.
É sabido que aquela superfície comercial patrocina eventos diversos no concelho da Mealhada e publicita-se também nos jornais. Munindo-se desse força económica, os seus responsáveis acharam, pois, que pelo simples facto pagarem publicidade não podem, de forma alguma, ser visados negativamente quando o interesse jornalístico assim o exige. E vai daí, retaliaram, proibindo a venda do "Mealhada Moderna" na tabacaria da superfície comercial.
Face a este comportamento, outros haveria que claudicariam e preocupar-se-iam somente com o aspecto económico. Isabel Moreira, Directora do "MM" preferiu dar uma lição de isenção jornalística e verticalidade. Fez um aviso à navegação, deixando bem claro que, para si, acima dos interesses está a verdade dos factos e o direito à sua publicação, mostrando que a sua armadura não é trespassada por qualquer flecha de vil metal.
Parabéns.
Ave Caesar

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ar Puro...


Foto "gentilmente cedida" por http://monicasofialopes.blogspot.com/

Habituem-se...


Lá como cá a arrogância e a falta de cultura política é a veste do poder socialista.
O Ministro das Falências, Manuel Pinho reagiu ontem com uma deslavada falta de educação às justíssimas críticas de Rangel à inacção que marca a actividade da AICEP liderada por Basílio Horta.
Se bem se recordam, Pinho e Basílio Horta ainda há pouco estiveram envolvidos no "escândalozinho" relacionado com a falta de pagamento das viagens no Falcon da Força Aérea, em que ambos sacudiram a "água do capote" e a Força Aérea é que ficou a arder com o calote. Já na altura se falava das viagens de utilidade duvidosa pois, aquilo que deviam ser acções de captação de investimentos foram somente acções de marketing e viagens de luxo. O certo é que as multinacionais continuam a encerrar portas perante a displicência do Ministro Pinho.
Rangel, apesar da sua juventude, nada tem a provar e nem precisa de papinhas Maizena. Do seu lado tem as ideias e os argumentos.
A verdade é que a globalização da falta de chá veio para ficar. Se no ano passado Filomena Pinheiro falava das "seitas mal intencionadas", este ano a Cabral foi Carlos Marques que lhe pisou os calos, ao que ele retorquiu que "não tinha tempo para perder com cães."
Mais elucidativo não podia ser.
Ave Caesar

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Estranho Caso de Franco


Partimos do pressuposto que o objectivo de qualquer força partidária é ganhar eleições pois só assim se alcançam os desígnios para os quais se criam partidos - Governar.
Dizem os Manuais de Ciência Política que há duas formas de ganhar eleições: ou porque os adversários estão esgotados, sem ideias, sem nada de novo para apresentar ao eleitorado ou apresentando um figurino de qualidade inquestionável, e que aos olhos dos eleitores, seja um protótipo de trabalho válido.
Ora o Partido Socialista concelhio, na minha ignorante óptica, está falho de ideias há uns anitos. Carlos Cabral está na Câmara desde 1976 e, portanto, é natural que se sinta exausto e desmotivado. Por essa razão, e porque leva décadas de poder autárquico, devia ter neste mandato preparado a sua sucessão natural.
E na preparação da sucessão quais as premissas que devia seguir: a notoriedade e aceitação da pessoa aliada à capacidade técnica.
E da equipa da Cabral às últimas eleições só António Jorge Franco reúne tais condições. Estranhamente, e na violação do pacto "ou todos ou ninguém", o Vereador acaba por ser o único preterido, por uma razão muito simples e que é fruto do apego ao poder de Cabral.
Se Cabral fosse eleito cumpriria, legalmente, o seu último mandato. E nas próximas eleições, não havendo nenhum Franco a barrar o caminho, eu sei bem qual é a facção socialista que sorri perante este facto.
Ave Caesar

It stinks...


Todos nos devemos regozijar pelos êxitos conquistados pelo nosso Município em matéria ambiental.
E o Município da Mealhada conseguiu um feito assinalável quando foi distinguido com o galardão máximo do projecto ECOXXI - a bandeira verde - por ter alcançado cerca de 60% dos objectivos que eram pretendidos, em termos educação ambiental e contribuição para o desenvolvimento sustentável, no ano de 2008.
No entanto, presumo que aqueles que atribuiram o galardão não terão confirmado "in loco" a informação, pois, um Município que permite que existam maus-cheiros numa área nevrálgica para o turismo, que permite que se poluam ribeiros com dejectos industriais e que vê a sede do Concelho assolada por cheiros a dejectos de suínos, bovinos e galináceos, não sei se merecerá está medalha de bom comportamento ambiental.
Ave Caesar