
Num panfleto distribuído pelos Jornais das redondezas cujo objectivo visava a promoção da IX Feira de Artesanato e Gastronomia da Mealhada, Carlos Cabral afirma que este evento anual é a festa por excelência do concelho.
À semelhança de anos anteriores, a feira serve para a divulgação do “artesanato” e artesãos do concelho e de concelhos limítrofes.
A vertente de gastronomia é apresentada pelas oito freguesias que em tendas pretendem dar a provar os petiscos que se farão nas suas localidades.
Sobre a feira propriamente dita, popular por sinal, há que denunciar um certo desvirtuamento do conceito, ou se calhar, ter a coragem de dizer que aquilo de artesanato pouco ou nada tem. Na realidade, salvo meia dúzia de “stands” que nos remetem para o passado, para o artesanato puro – lembro-me por exemplo dos tamancos – todo o resto é caracterizado por uma artesanato industrial, fazendo mais lembrar uma feira de bugigangas como existem centenas por este país fora.
Mais uma vez, a entidade organizadora peca por uma falta de imaginação colossal. Ao invés de tentar criar uma iniciativa original, onde a primazia fosse dada às actividades verdadeiramente artesanais e que caracterizam um concelho com séculos de história agrícola, industrial e vinhateira, enveredou pelo decalque de certames do género, não se lhe reconhecendo um rasgo de originalidade.
Se a Oposição à Câmara numas coisas anda mal, quando apelida o Presidente e seus Vereadores de falta de rasgo e ambição, não erra por muito.
Se a Câmara, por sua iniciativa ou falta de apoio deixou cair a Expo Mealhada após duas edições. Uma Feira que não obstante as diversas falhas, tinha algum potencial de crescimento e maturação. Revela ao considerar a Feira de Artesanato e Gastronomia o evento chave do concelho a sua verdadeira natureza genética: provincianismo isolacionista.
Esta minha posição pode levar a reacções bairristas, mas pelo menos fomentará a discussão.
Ave Caesar
À semelhança de anos anteriores, a feira serve para a divulgação do “artesanato” e artesãos do concelho e de concelhos limítrofes.
A vertente de gastronomia é apresentada pelas oito freguesias que em tendas pretendem dar a provar os petiscos que se farão nas suas localidades.
Sobre a feira propriamente dita, popular por sinal, há que denunciar um certo desvirtuamento do conceito, ou se calhar, ter a coragem de dizer que aquilo de artesanato pouco ou nada tem. Na realidade, salvo meia dúzia de “stands” que nos remetem para o passado, para o artesanato puro – lembro-me por exemplo dos tamancos – todo o resto é caracterizado por uma artesanato industrial, fazendo mais lembrar uma feira de bugigangas como existem centenas por este país fora.
Mais uma vez, a entidade organizadora peca por uma falta de imaginação colossal. Ao invés de tentar criar uma iniciativa original, onde a primazia fosse dada às actividades verdadeiramente artesanais e que caracterizam um concelho com séculos de história agrícola, industrial e vinhateira, enveredou pelo decalque de certames do género, não se lhe reconhecendo um rasgo de originalidade.
Se a Oposição à Câmara numas coisas anda mal, quando apelida o Presidente e seus Vereadores de falta de rasgo e ambição, não erra por muito.
Se a Câmara, por sua iniciativa ou falta de apoio deixou cair a Expo Mealhada após duas edições. Uma Feira que não obstante as diversas falhas, tinha algum potencial de crescimento e maturação. Revela ao considerar a Feira de Artesanato e Gastronomia o evento chave do concelho a sua verdadeira natureza genética: provincianismo isolacionista.
Esta minha posição pode levar a reacções bairristas, mas pelo menos fomentará a discussão.
Ave Caesar
7 comentários:
É um concelho pequenino, com gente à sua medida.
Tal qual o país!
Ganda gaius!!!
Ou bai ou raxa.
Mai nada.
Aquilo é o espelho da falta de categoria dos nossos políticos.
Concordo em absoluto.
Aquilo é uma espécie de arraial que tem a adesão popular e deve ser mantido, mas está longe de ser algo representativo do concelho ou algo que possa ser usado como bandeira porta-estandarte deste concelho. Como um símbolo deste executivo sim.
Concordo com o Jerico.
Como montra de excelência só se for deste executivo.
Ai se fosse o mineco a fazer a feira.
até têm medo.
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