quinta-feira, 31 de julho de 2008

Boas Férias!!!


Vou deixar-vos por uns tempos.

Foi um ano duro, com muitos factos e artefactos, que vos levaram a participar activamente e, algumas vezes, assertivamente.


No entanto, até os imperadores se fatigam e necessitam de retemperar o corpo e a alma para novas aventuras.
Por isso, se me quiserem encontrar, apareçam por AQUI que eu com certeza não vos negarei pão, vinho e azeitonas.
Até lá... BUONA FORTUNA.


AVE CAESAR

terça-feira, 29 de julho de 2008

Suspense!!!


Para o nosso burgo político hoje é um dia importante.
Após algumas interessante afirmações proferidas nos semanários da semana passada, pelo menos para as hostes socialistas, será (ou não) dia de vendetta.
Fazendo um breve resumo do episódio anterior, verificamos que foi "lançada" a candidatura de José Calhoa à Câmara, Cabral foi apelidado de "mosca morta" e Marqueiro de andar de mão dada com a Camorra (metaforicamente, obviamente).
Como hoje saem notícias fresquinhas, as expectativas aumentam de hora a hora:
- Irá José Calhoa dizer que afinal não é o escriba-mor de Cabral e que está ali para as curvas e contra curvas das autárquicas de 2009?
- Conseguirá Carlos Cabral mostrar que é um Presidente cosmopolita e irá a Lisboa, sem motorista e sem se perder pela enésima vez?
- Irá Rui Marqueiro enviar um peixe embrulhado no "Mealhada Moderna" da semana passada a Delfim Martins?
Extra, Extra... daqui a umas horas, numa banca de jornais perto de si.
Ave Caesar

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os substitutos


O Presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, Delfim Martins, apesar de não ter cumprido qualquer promessa eleitoral, é um homem de fé.
Mas como nem sempre a fé move montanhas, o melhor seria q passasse a pasta áqueles que, mesmo sem recursos de monta, têm feito um trabalho digno de mérito na freguesia de Barcouço.
O Presidente que coloque os olhos num rapazinho chamado Álvaro Nogueira que ainda só se senta na cadeira de Presidente da Mesa da Assembleia de Barcouço.
Ave Caesar

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aliquando bonus dormitat Homerus


..."Nesta minha missão cumpre-se uma função de catarse que me torna socialmente útil, pessoalmente necessário e existencialmente indispensável."
Homero dixit??
Por amor de Deus!!!

O suspeito.


Raramente uma entrevista a um Presidente de Junta de Freguesia tem pormenores politicamente deliciosos - não, não estou a falar da homérica entrevista do Presidente da JF do Luso - mas Delfim Martins conseguiu tornar menos sonolenta a semana política.
Primeiro os detalhes. Delfim MARTINS aparece na foto com uma t-shirt com um logotipo da firma Santos & MARTINS, Lda., empresa que eu juro que não ter relações comerciais com o Município.
Após a forma, eis o conteúdo. Delfim é um crente. Todas as bandeiras eleitorais que apresentou nas últimas eleições falharam - centro de saúde, transferência da feira de Santa Luzia, novas instalações da JF. Mas Delfim tem fé, e como a fé parece mover montanhas quando os homens não movem uma palha, confia na intervenção do divino para que tais obras se concretizem.
O Presidente da Junta, que se sente agastado porque é a sua freguesia que fecha os ciclos - dos pavilhões, do saneamento - tem uma opinião muito particular sobre os seus autarcas. Cabral, tal como aqui dizemos muitas vezes, é o homem que nada arrisca, fechado e centralizador.
Para ele, Calhoa era o candidato ideal à autarquia mealhadense. Nem Cabral, nem Marqueiro.
Mas a afirmação mais interessante desta entrevista atinge Marqueiro em toda a extensão. Sobre ele Delfim afirma, e cito, estar "mais ligado a certos investimentos, que muitas vezes podem até não ser compatíveis com cargos políticos."
Que quer ele dizer com isto?
Ave Caesar

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Que maravilha de Presidente


Na sexta-feira passada a Mealhada vestiu-se de gala para o evento máximo do concelho - espero eu que Cabral já tenha despromovido a Feirinha à medalha de prata -: a atribuição dos galardões alusivos às "4 Maravilhas da Mesa da Mealhada".
A minha primeira reclamação é desde logo para os seguranças que me barraram a porta porque os meus trajes ou melhor, as minhas caligae (sandálias) não eram calçado condigno a tão ilustre acontecimento.
É por isso que vos faço uma crónica indirecta, aparte as dicas que fui tendo do meu conterrâneo Giovanni D`Amore, que aproveitava as pausas para me acompanhar, no exterior obviamente, numa garrafa de Barolo, muito justamente apelidado de vinho dos reis.
Ao que me informaram, a gala teve imensa dignidade, houve justeza nos prémios - eu é que vou passar a frequentar mais a Churrasqueira Rocha onde, segundo os entendidos, o leitão é de 20 valores - mas teve uns pecadilhos finais.
O defeito até pode ser meu, mas aqueles momentos finais - discurso da Vice seguido do do Presidente - parecia um comício antecipado de recandidatura daquelas duas figuras às próximas autárquicas. Perdoem-me o excesso, mas não será excesso de pacovice, num evento que deve essencialmente promover o concelho da Mealhada, sermos obrigados a ouvir um autarca, qual narciso em frente a um espelho, dizer o quanto é maravilhoso?!
Ave Caesar

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O "amigo da onça"


O novel escriba quinzenal do Mealhada Moderna, Miguel Felgueiras, que, lamentavelmente para nós, não sabe escrever em latim, veio esta semana dissertar sobre as vantagens do web world.
Na parte que nos toca - bloggerworld - aquele membro da Assembleia Municipal veio tecer rasgados elogios à coragem de Breda Marques em assumir publica e diariamente as suas opiniões no Conta-Corrente.
Mas como "não há bela sem senão", Miguel Felgueiras apelida-o de "ex-autarca",encarregando-se de fazer as exéquias fúnebres ao ainda Vereador com mandato suspenso.
Normalmente, os maiores elogios que recebemos vêm tarde de mais. No entanto, Gonçalo Breda Marques parece que quer dizer que "o contrário de estarmos mortos é mesmo estarmos vivos" e numa afã actividade literária, lá vai actualizando o seu blogue minuto a minuto, tentando mostrar ao mundo que, findos os três meses de suspensão, voltará para fazer a vida negra ( a uns e a outros).
Ave Caesar

A armadilha

" Marqueiro rejeita candidatura de Cabral à Câmara",
in Mealhada Moderna, de 16/07/2008
Um dos méritos do jornalismo moderno (segundo algumas perspectivas) é o de transformar uma lingua de gato num elegante e sofisticado tiramisú. Aparte as alegorias culinárias, o Mealhada Moderna teve a capacidade de transformar uma frase no facto político da semana.
Segundo rezam os cronistas, numa reunião socialista ocorrida há uns dias (bastantes por sinal) em Águeda, Rui Marqueiro terá afirmado que não é líquido que tenha que vigorar o "princípio da continuidade" em matéria de candidaturas autárquicas. Numa interpretação extensiva, e que responde à já mais que anunciada recandidatura de Cabral, Marqueiro quer dizer que quem manda na concelhia é ele - e o Jorge Carvalho - portanto, a candidatura de Carlos Cabral não será um dado consumado como o mesmo insiste em fazer crer.
E, caso tenhamos em conta o curriculum de Cabral à frente da Câmara, até somos capazes de concordar com Marqueiro. A Mealhada estagnou e vive da panache das 4 Maravilhas e da estratégia "à Sócrates" de fazer cerimónias públicas da realização do projecto, seguido da colocação da 1ª pedra, seguida da colocação da 1ª viga e por aí adiante.
Mas estranha-se é o estrebuchar recente dentro das hostes PS. Estávamos habituados à mentalidade "PC" do PS, onde nada transpirava para o exterior do Núcleo duro. Provavelmente isto só acontece porque Carlos Cabral faz muita questão em se colocar em bicos dos pés.
Ave Caesar

segunda-feira, 14 de julho de 2008

E ainda se queixam por cá...


Aqui ao lado também não se fazem só "flores"!
De acordo com as más linguas (no caso, o JN), a presidente do PSD despachou a suspensão imediata dos 182 (!!!) militantes propostos pelo líder da concelhia laranja anadiense e presidente da Câmara, Litério Marques, por "alegadas" (como eu gosto da palavra que transforma o óbvio em equívoco!) irregularidades.
Ao que parece, estes novos militantes eram maioritariamente funcionários da autarquia e seus familiares que Litério pretendia ver filiados.
A situação foi denunciada em carta anónima e o Conselho de Jurisdição Nacional foi célere em mandar parar o processo de filiação, deixando o edil de Anadia com um problema entre mãos.
Parece que há um rapazinho caído nas boas graças de Ferreira Leite que pretende apear Litério Marques nas próximas autárquicas e, por esse facto, tem vindo a preparar de mansinho o terreno lá para os lados da Assembleia da República.
Quem disse que só há histórias de "faca e alguidar" no PSD Mealhada?
Ave Caesar

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Retratos dum país.


Este país devia ser objecto dum estudo sociológico aprofundado, tal é a especificidade das suas gentes.
O ímpeto consumista, se bem me lembro, foi lançado por António Guterres antes do fatídico "é a vida". Com taxas de juro baixas e receoso de mexer na lei das rendas, Guterres, do alto da sua irresponsabilidade, disse para os portugueses: "Endividem-se."
E nós, como alunos obedientes, logo começámos a espiral de aquisições: casa, carro e todos os gadgets possíveis e imagináveis.
Naturalmente que a coisa viciou e hoje, no epicentro da mais grave crise económica desde os anos 70, continuamos a iludir-nos com o parecer, em vez do ser.
O mais recente exemplo desta doença chama-se iphone, e não é mais que um reles telemóvel. No entanto, porque "brilha aos nossos olhos", provocou uma daqueles histerias colectivas que levam centenas ou mesmo milhares de pessoas a fazer filas nos locais de compra, para conseguir após horas de penitência o almejado objecto de culto.
É claro que o facto do reles telemóvel - chamo-lhe assim porque, tecnologicamente e funcionalmente, fica muito aquém dos rivais - custar 500 euros é apenas um pequeno pormenor. Se não tiverem os euros necessários... ENDIVIDEM-SE.
Ave Caesar

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A melhor notícia do ano


Neste período estival, a melhor notícia que me podiam dar é o anúncio dum novo Barca Velha.
A etiqueta maior dos vinhos portugueses foi lançada em 1952 e só surge em anos de excepção vínicola.
O último havia sido o de 1999 - ainda se hão-de arrepender de não ter atribuído o selo ao de 1997, o qual se quedou por reserva especial mas superioriza-se ao de 1999.
No mês passado, salvo erro, aparece-nos o ano do jubileu - Barca Velha 2000.
A quem tiver faça o distinto favor de o reservar e de me convidar aquando da abertura.
Ave Caesar

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cabral no País das Maravilhas



Já aqui foi, por diversas vezes, referido que a iniciativa "4 Maravilhas da Mesa da Mealhada" é uma marca que, bem aproveitada, pode fazer muito pela imagem do concelho da Mealhada e pelos seus produtos mais emblemáticos - Pão/Água/Vinho/Leitão.

E digo "bem aproveitada" porque julgo que, para uma iniciativa que obrigaria a uma divulgação nacional massiva, pouco tem sido realizado. Na semana passada, o Município da Mealhada promoveu um jantar de degustação no Restaurante da Assembleia da República, contando com a presença de 50 deputados e do próprio Presidente da Assembleia.

Esta iniciativa que teve o seu "quê" de meritório, peca, à semelhança de outros eventos, pela fraca difusão da mesma nos orgãos de comunicação social. Cabral que, de acordo com o editorial do renovado Boletim Municipal, teve uma epifania recente e já acha que a imagem é importante, parece ainda sofrer do estado embrionário de que acusa a comunicação social do concelho.

Ou então tem uma assessoria de imprensa igualmente embrinária que não cuidou de convocar os órgãos de comunicação nacional para ajudar na divulgação da iniciativa.

Carlos Cabral parece confundir estratégias. A promoção das "4 Maravilhas da Mesa da Mealhada" não se deve resumir ao concelho e à importância relativa dos seus órgãos de comunicação social. Esta é uma iniciativa que, sobretudo, deve ser promovida no exterior e quando assim é, não pode andar a contar tostões e a comprar o leitão que vai oferecer aos deputados pelo mais baixo preço do mercado concelhio. É a imagem do concelho que está em causa e quando assim é não se pode ter achaques de sovinice.

A não ser que para o Executivo Socialista as "4 Maravilhas" sejam um produto para consumo interno, à semelhança de outros eventos menores. E aí a unica coisa que há a fazer é usar a marca para mera campanha de reeleição.

Ave Caesar

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Começou...

Manuela Ferreira Leite falou ao país e, acto contínuo, José Sócrates, numa solicitude nunca vista, disse de sua justiça a Portugal. Numa crise que lembra aquela fantástica idade do armário, Sócrates culpa o sistema, a conjuntura, o mundo, de que afinal (não sem alguma surpresa para Sócrates, suponho) fazemos parte. Mas do mesmo modo que ele não é arrogante, mas determinado; assim ficámos também a saber que em época de penúria (daquela penúria em que já só temos dedos para pôr no prego) o que é preciso é arriscar e sermos optimistas. Quem diria que Sócrates é ateu...
Aguardo, com baixas expectativas, continuação do debate entre os dois que, parece-me, não vai passar do retratado neste video-kitsch...bem ao gosto da nossa classe política.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Os 12 trabalhos de Hércules


A Hércules, filho de Zeus, foi-lhe ordenado pelo Oráculo que realizasse 12 perigosíssimos trabalhos para se redimir do assassinato dos filhos tidos com Mégara.
À lista da JSD que foi eleita no passado sábado serão igualmente exigidos, se não 12, pelo menos diversos trabalhos para redenção duma certa apatia do passado e para que num futuro próximo não se vejam degustados por um qualquer Júpiter enlouquecido.
Uma das exigências que será feita a Bruno Coimbra é que não descure a sua concelhia em prol dum lugar dourado na distrital. O Presidente da "jota" sabe que essa é uma das poucas razões válidas que os "carnavaleiros" argumentaram num comunicado publicado nos jornais.
É por diversas vezes dito que Bruno Coimbra pode ter futuro político de relevância, mas não deverá começar o edifício que pretende construir pelo telhado. À organização juvenil irá pedir-se trabalho de campo que terá que se traduzir num aumento da militância por iniciativa sua, pela realização de iniciativas de visibilidade sobretudo concelhia e pela elaboração dum programa a pensar nas próximas autárquicas.
Bruno Coimbra sabe que os próximos meses serão cruciais para as suas aspirações futuras. Por essa razão, deve levar muito a sério a possibilidade de fazer uma debutância na Câmara Municipal como vereador, sustentando essa sua passagem com propostas de índole juvenil que possam fazer ver aos menos crédulos que o seu verdadeiro interesse é no concelho e para o concelho.
Ave Caesar