sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

É só fazer as contas...


Desde as trocas e baldrocas de Guterres com os números do PIB que suspeitávamos que os socialistas não são lá muito bons em contas.
O último episódio que veio confirmar este handicap genético rosa relativamente a números e cálculos saiu esta semana em formato de pedido de desculpas de Marqueiro a Carlos Cabral.
A história resume-se em poucas palavras. Dos resultados da eleição dos delegados ao congresso do PS, reza a história que Marqueiro deu uma abada a Cabral por 3 - 1.
Ufano e toldado por tal resultado, Marqueiro terá afirmado aos nossos semanários que caso tivesse tido mais 3 votos, salvo erro, Cabral nem teria sido eleito delegado.
Ora, ao que parece Marqueiro mostrou, fruto duma precipitação que não lhe conhecíamos, não ser especialista no Método de Hondt e estar pouco à vontade em matéria de contagens - já o havia demonstrado numa distracção surpreendente na última Assembleia Municipal.
Pois, a verdade é que, para que Cabral ficasse apeado do Congresso, era necessário que a lista de Marqueiro tivesse mais uns trinta e tal votos.
O engraçado é que esta propensão para o erro de cálculo parece contagiosa, pois já o delfim de Marqueiro, Miguel Felgueiras, num artigo de opinião ao Mealhada Moderna, cometeu o mesmo erro.
Mas do alto da minha inocência, eu pergunto: não é Marqueiro um brilhante economista e Miguel Felgueiras Director de Departamento Municipal, licenciado em Gestão?
Ave Caesar

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Já só me faltava isto!


Eu sei que muitas almas penadas me irão criticar pela exposição duma imagem tão crua, mas mesmo assim resolvi arriscar.
O assunto é muito mais sério que a própria nudez da imagem. Tudo isto porque ontem assistimos a um acto inédito das forças da justiça portuguesas. A censura dum livro. Algo que não acontecia desde 24 de Abril de 1974.
Algo de semelhante havia ocorrido na semana passada a propósito dumas imagens consideradas obscenas por uma distinta Procuradora, imagens que surgiam num fundo dum monitor do famoso Magalhães e serviam para dar colorido à crítica carnavalesca que tão bem é característica dos nossos Carnavais.
No que toca à nossa imagem - a saber, "A origem do Mundo" do pintor anarquista francês Gustave Courbett - ela ilustrava uma obra reconhecida de Catherine Breillat, intitulada "Pornocracia". Para as forças da ordem, inspiradas por um qualquer aspirante a bufo do Antigo Regime, era sobretudo uma imagem pornográfica e, como tal, devia ser ocultada à visão dos olhares mais púdicos do nosso país, sobretudo duma sacra Bracara Augusta (Braga).
Esta visão miope e censuradora choca-me. Quando a visão duma obra de arte - no caso uma cópia duma pintura, cujo original pode ser admirado no Musée D`Orsay - é passível de ser retirada ao nosso olhar, para que outros regulem aquilo que eu posso livremente ver, faz-me azia e recorda-me os tempos do outro senhor que desejaremos, com certeza, esquecer.
Não desejo que me limitem a liberdade de ver aquilo que entender, nem que decidam por mim aquilo que deve ser censurável, não falando, obviamente, de tudo aquilo que a lei prevê.
Quero ter a minha própria liberdade de aferir se algo é ou não arte. Se algo deve ou não estar à vista ou limitado por razões que possam ser atentatórias. Agora retirar da circulação um livro pelo facto de ter uma imagem de nudez feminina!
Não me lixem!!
Ave Caesar

Radioso!!!


Eu devo andar a ler jornais diferentes dos comentadores da Milha!
Ao contrário do que tem sido habitual, este ano o Entrudo brindou-nos com um radioso sol que permitiu ao Carnaval Luso-Brasileiro da Mealhada mostrar toda a sua graça! E a graça, claro está, são os corpos despidos e bamboleantes ao som do pandeiro e do batuque. Goste-se ou não, o nosso Carnaval é isto mesmo, uma importação do calor, brilho e movimento do Rio.
Felizmente, e julgo que todos os que gostam do carnaval assim o pensarão, as dificuldades atmosféricas de anos anteriores - quem não se lembra de ver João Peres molhado até aos ossos a dizer que era só uma cacimba - não se verificaram e o corso saiu à rua em todo o seu esplendor.
E lendo o Diário de Coimbra, o Diário de Aveiro ou o Região Bairradina, regozija-me saber que a afluência foi massiva, provavelmente superior a anos anteriores.
E do êxito temos que retirar uma conclusão. Não foram as dificuldades financeiras ou a falta de tempo que impediram a sua realização. E esta arte criativa dos mealhadenses deve ser enaltecida, pois demonstra bem como, mesmo havendo quem nos dificulte o caminho, somos capazes da excelência.
Parabéns GRES Batuque.
Ave Caesar

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Olhem se chovesse!!!


Hoje à tarde ninguém se recordou que podia nem ter ocorrido, ninguém pensou nos Serviços de Finanças, ninguém lembrou que nem havia dinheiro!
Mas viram alguma cara de preocupação?
E porquê? Porque Carnaval é isso aí.. folia.. diversão e, sobretudo, despreocupação. Quarta-Feira é um novo amanhã, mas hoje vamos dançar até à exaustão.
Ave Caesar

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Novos Desafios


A máxima popular de que os "santos da casa não fazem milagres" é muito mais que uma figura de estilo.
No nosso concelho especializámo-nos em maldicência e crítica sulfúrica, ao invés de fazermos parte duma onda de positividade que nos promova a auto-estima.
Algo em que também somos bons - no mau sentido - é na dispersão de objectivos e identidade própria. O que somos? O que queremos? O que devemos promover?
A Directora do Mealhada Moderna, não tendo berço na Mealhada, consegue, talvez por esse facto, focar a sua análise na derradeira questão que devia preocupar os responsáveis pela gestão do concelho e mesmo aqueles que lhe fazem oposição. A nossa aposta, presente e futura, deve ter como centro aquilo que nos diferencia dos demais, pois é aí que residirá a nossa vantagem competitiva.
O Carnaval Luso Brasileiro da Mealhada é disso exemplo. Vive de ano para ano com o nó de forca a apertar cada vez mais, tendo neste quase sucumbido de forma eterna.
Como bem refere Isabel Moreira, o Carnaval, como evento diferenciador, tem que "dar o salto" e para isso é necessário que todos nós reflictamos sobre o que desejamos que seja no futuro..
Parabéns pela iniciativa da revista.
Ave Caesar

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Round 2


Afinal a Sexta-Feira 13 acabou por ser um dia aziago para alguns.
E finalmente os cenários para as autárquicas começam a ficar mais claros depois de tanta combustão interna nos partidos com predominância eleitoral.
Sem surpresas para aqueles que conhecem os meandros do Partido Socialista concelhio - bastava andar pelas ruas da Mealhada entre as 17 e as 19 horas de Sexta para ver as movimentações no terreno - Marqueiro e o seu obreiro do Luso, mostraram como se ganham eleições. Para estes homens e mulheres as vitórias não são surpresas porque sabem que o valor dos votos é igual, seja da carbonária bem falante ou dum qualquer zarolho invisível. E aí o golpe foi duro, não só para Cabral mas para toda a equipa de Vereadores que compunha a lista de delegados ao Congresso.
E é nestes pequenos pormenores que se apalpa o pulso do eleitorado, ainda que estejamos a falar dos militantes.
Diz-se por aí - algo que eu sinceramente nunca ouvi - que Cabral tem o voto do "povão". Tese que me custa a crer porque Cabral não se preocupa em gerar simpatias - vejam o exemplo de Manuela Ferreira Leite que agora até esboça um rasgado sorriso - e não é, de todo, um homem dialogante e capaz de gerir dissensos.
Bem, mas isto também não é um concurso de simpatia, porque aí também Marqueiro não dá cartas.
Posto isto temos que ir mais além e analisar as equipas. Cabral tem a seu lado Filomena, Calhoa e António Jorge. Destes três apenas António Jorge mostra ser um homem para além dos políticos e das políticas. Dialoga, colabora com os Presidentes de Junta e tem mostrado que sabe pensar e executar - só não lhe perdoo aquela das discotecas nas Zonas Industriais. Sobre a restante equipa, até me abstenho de comentar.
Marqueiro tem soldados mais próximos da população. E essa é quem dá votos. Arminda e sobretudo Júlio Penetra - quase que lhe antevejo uma linhagem nobiliárquica - demonstram outra forma de estar e, por isso mesmo, terão mais probabilidade de colher frutos no próximo Outono.
Bem mais isto são tudo suposições, porque o mais certo é estarmos todos enganados e nada do que parece ser é.
Ave Caesar

Hasta la muerte



O parceiro de negócios favorito de José Sócrates deu ontem mais um golpe fatal na democracia.

Com a vitória do "SIM" no referendo constitucional, Chavez garantiu a possibilidade de se eternizar no poder e ser eleito ilimitadamente.

Diversos analistas políticos já afirmam que o caudilho venezuelano pode servir de inspiração a outros presidentes da América latina e, por via disso, assistiremos a um retrocesso desses países aos tenebrosos anos 70, onde as ditaduras sanguinárias pululavam por toda a América do Sul.

Felizmente o Gabinete do Primeiro Ministro teve a decência democrática de, em comunicado à imprensa, dizer que não havia quaisquer razões para felicitar Chavez.

Ave Caesar

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Obra - Prima


A maior parte de vós lembrar-se-á dela sobretudo dentro dum suado automóvel num incontornável "Titanic". Logo aí se destacava uma beleza esculpida por Rodin. Algo balzaquiana, mas estonteante.
Mas dela teremos que recordar a libertação da âncora comercial e a busca da perfeição interpretativa. "Iris" ou o brilhante "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" confirmaram que a beleza era apenas um pormenor.
Hoje encontra-se no Olimpo das divas do cinema e no próximo dia 22 subirá aos palcos do Kodak Theatre para receber os merecidos aplausos pelo trabalho de Stephen Daldry.
Ave Caesar

Knock-Out


Na sexta feira à noite, num aziago dia 13, preferi transformar-me num midlle class citizen, à imagem dum qualquer subúrbio norte-americano, e enfiei-me numa poltrona a ver a final do American Idol. David Archuletta versus David Cook foi o combate dum peso pluma contra um peso-pesado onde a pluma venceu o peso por knock-out ao som duma extraordinária versão do Imagine de Lennon.
Entretanto, parece que noutros ringues se assistia a fraticidas combates: um em tons laranja, outro debruado a rosa.
Pelos lados do PSD não chegou sequer a haver combate por falta de comparência de qualquer opositor. Disseram-me que entre cerca de 80 militantes, os poucos que têm sido vozes discordantes do líder da concelhia laranja entraram mudos e saíram calados, não tendo, ao contrário de outros combates, havido debate contrário ao sinal da maioria que pagou bilhete para ver um pouco de sangue.
Sinal de novos tempos de bonança, dizem-nos.
Pelos lados do Partido Socialista assistia-se a uma espécie de primárias entre os dois já anunciados candidatos a candidatos. O resultado fica para a História. Na eleição de delegados para o congresso do PS que se realizará daqui a duas semanas, Marqueiro venceu Cabral por um claríssimo knock out - mais de 130 votos para Marqueiro contra cerca de 30 para Cabral.
Cabral, que podia certamente ter-se poupado a esta humilhação, foi derrubado por um jab de direita que causará mossa futura e colocará em causa o seu desejo de candidatura. Pelo menos no partido já sabem o quanto (não) vale.
Ave Caesar

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O fiel amigo


Estou prestes a tornar-me um daqueles idosos - o "velho", dizem-me, é politicamente incorrecto - de mal com a vida e com tudo o que me rodeia que, perante a visão dum qualquer político no Noticiário, grita a quem o quer ouvir: "os políticos são todos a mesma m****!"
E vai de ver... se calhar têm razão. No fundo, no fundo, a unica coisa que interessa são mesmo os votinhos que garantam a eternização do poder.
Carlos Cabral, tal como o "fiel amigo" também não engana.
Se durante meses o ouvimos a trovar cantigas de escárnio e mal dizer do Carnaval, do apoio ao Hospital da Misericórdia e à Expo-Mealhada, eis que, aproximando-se as eleições, faz um flic-flac, e redesenhou a postura do "jamais" - pronuncia-se jámé, tal como o Lino colega do Pino - , para a fase do "apertar do bacalhau" - o peixe dá mesmo para uma miríade de "receitas" - a todos os seus ódios de estimação.
Relativamente ao Carnaval, já todos sabemos que apesar de auditorias, ilegalidades e jogo do gato e do rato com a máquina fiscal, lá apareceram os 100 mil euros da ordem para que a folia continue.
Esta semana, para surpresa de alguns, retomou-se o diálogo com a Santa Casa e com a ACIM, com certeza para criar soluções para aquelas duas instituições.
Mas não podia ter Cabral evitado todo aquela postura de eu-é-que-sou-sério-e-ninguém-me -dá-lições-de-ética, para que agora não lhe apontem incongruências? Ai estamos em ano de autárquicas e Marqueiro já tinha prometido resolver esses assuntos? Ahhh... não sabia!
Ave Caesar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SEXO JÁ NÃO TÃO FORTE


SEXO FORTE!!


O Homem Vertical


"No sábado, 7 de Fevereiro de 2009, completaram-se dois anos sobre a súbita morte do Padre Abílio Duarte Simões. Para além do pároco — da Vacariça e da Mealhada —, do professor, do jornalista, recordamos, com emoção, o homem — altruísta, militante, teimoso, corajoso, inquieto — e, de modo muito especial, o amigo — dedicado, generoso — cuja falta não conseguimos, ainda, superar.
Abílio Duarte Simões era um homem extraordinário. Caridoso, altruísta, quantas vezes tirou do seu bolso para dar aos outros? Tirou dinheiro, tirou tempo, tirou paciência, tirou disponibilidade.
Não era um homem fácil. Tinha o feitio difícil dos génios. Nem sempre era fácil aceitar a impetuosidade dos seus gestos, das suas enigmáticas respostas. Era um homem superiormente inteligente e com ironia, sentido de auto-crítica, mostrava muitas vezes apenas aos mais próximos o seu lado mais transparente.
Ao longo de trinta e quatro anos de permanência na Mealhada envolveu-se de maneira empenhada em várias causas de cidadania, como o Centro de Cultura da Mealhada, sempre serviu os outros em trabalho voluntário em todos os jornais da região. Abraçou causas sociais como as dos cursos de português para emigrantes, como da acção social caritativa para os mais necessitados. Como pároco sempre soube dizer presente nos momentos em que alguém se encontrava hospitalizado e precisava de apoio, soube conjugar vontades para erigir uma igreja digna do estatuto da paróquia, deu de si e do que era seu pela Mealhada e pelos mealhadenses.
Merece estar entre os nossos mais notáveis. Torna-se, assim necessário, como ele fez tantas vezes por outras causas, conjugar vontades para, por exemplo, instalar um busto seu na praceta, na Alameda da Cidade, próxima da Igreja da Mealhada. Para isso contamos com o apoio de todos os que connosco se quiserem solidarizar.
A Junta de Freguesia da Mealhada dará o apoio institucional a uma iniciativa que merece ser popular, da parte de cada um dos que, como nós, tem um obrigado a dizer ao Padre Abílio.
Junta-te a nós para dizer obrigado!
Envia-nos o teu testemunho, apoio e sugestões para
obrigadoabilio@gmail.com " - in "O Fio dos Dias"

O Xadrez da Política


Até acordei bem disposto, mas piorei quando o barbeiro que me aparou as pontas do bigode resolveu sintonizar a radiofonia numa estação que debitava música que pensei já não existisse: Toy, Malhoa - que não o pintor - Ágata e afins. O melhorzinho que ouvi ainda terá sido o Marco Paulo, grande estrela do nacional cançonetismo, numa interepretação repleta de amores, amantes, facadas e traições.
Ou seja, um pouco como a política concelhia feita de casamentos, a maior parte deles de conveniência, e divórcios de faca e alguidar.
Tudo isto a propósito das movimentações socialistas em redor da escolha do candidato às autárquicas.
Segundo os nossos semanários, o candidato a candidato Rui Marqueiro terá sido nomeado... pelo Governo... Presidente do Centro de Estudos e Formação Autárquica. Nos corredores há quem diga que esta nomeação seria o rebuçado que Marqueiro receberia para não ir mais longe na sua candidatura, mas sabendo-se que aquele Instituto passará a Fundação, não é crível que Marqueiro por lá continue nessa altura.
As contas continuam baralhadas e provavelmente só depois de dia 28 teremos novidades do Partido Socialista.
Entretanto Cabral já faz "flick flacs", mas sobre isso ainda devemos voltar a falar hoje.
Ave Caesar

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O 4º Poder


Mário Crespo é hoje uma referência na forma de fazer jornalismo em Portugal. Além de ser o mais competente entrevistador em funções - não esqueço a belíssima entrevista a Lobo Antunes de há uns meses atrás - é igualmente o mais temido. Que o diga o Ministro Silva Pereira que saiu da entrevista à SIC como se tivesse sido trucidado por um camião.
Há quem entenda que o jornalismo deva ser acéfalo e equidistante dos acontecimentos. Como se os jornalistas fossem uns meros trovadores do teleponto que têm à frente. Ora Mário Crespo, que desde sempre nos habituou a não fazer fretes aos poderes instalados, publicou um artigo de opinião que fez mais pela verdade que todo o trabalho da oposição nos últiimos meses. E isto porque a história da licenciatura de Sócrates cheira mal, o caso Freeport fede, e as intermináveis histórias das dúbias intervenções do Estado no BPN e BPP, salvando da bancarrota aqueles que vivem à custa da especulação enojam qualquer estado civilizado.
Entre nós parece que nada se passa e o Primeiro - Ministro continua a passear a sua arrogância por esse País fora, enquanto diariamente centenas de pessoas perdem o emprego, milhares de famílias deixam de poder pagar os empréstimos de aquisição das suas habitações e vêem-se dum momento para o outro sem tecto e o estrangulamento das empresas leva a que uma dezena declare falência diariamente.
Sócrates quer-nos fazer crer que vivemos no País das Maravilhas. Por isso não posso deixar de aplaudir Mário Crespo por dizer aquilo que mais ninguém parece ter coragem: Sócrates, o rei plebeu, vai nú.
Ave Caesar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Diário duma patologia


"Se chegar a Outubro, César Carvalheira terá uma resposta claríssima do eleitorado: um resultado humilhante e histórico (pela negativa) no Concelho da Mealhada.
Chegará a altura de “juntar os cacos” e será nessa fase que Carlos Marques dirá presente, não me parecendo que assuma uma candidatura independente nesta altura." - in Diário do Burgo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Para supersticiosos


A crença ocidental vê no nº 13 o símbolo do azar.
Essa crença tem uma proveniência católica e, segundo rezam as Escrituras, Jesus terá sido crucificado numa sexta-feira posterior a um célebre jantar onde se contavam 13 cabeças, já se sabendo que uma delas era dum tal de Judas Iscariotes.
Nós Romanos, porque mais cultos e civilizados que o catolicismo reinante, que se ergueu à custa da infinita penitência e humildade esperando por um lugarzinho no paraíso, temos uma perspectiva mundividente e sabemos que, ao contrário do triste hábito submisso, o 13 alia-se à FORTUNA ( leia-se em itálico ou mesmo latim).
O argumento dos optimistas baseia-se no facto de que o 13 é um número afim ao 4 ( 1 + 3); na Índia é um número religioso aliado à sorte; os pagodes hindus normalmente apresentam 13 estátuas de Buda; na China os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo n.º 13; 13 foram os Estados que inicialmente constituiram a Federação Americana. Além disso, o lema latino da Federação e do meu clube - "e pluribus unum" - consta de 13 letras e a águia, símbolo norte-americano plagiado aos Romanos, esté revestida de 13 penas em cada asa.
Resumindo, para uns será com certeza um dia aziago, para outros poderá ser um sinal de bem aventurança.
No dia voltaremos a falar
Ave Caesar

Uma noite de cabotinice


Bom dia,
Volta e meia foge-me o pé para a nostalgia das grandes músicas, isto na óptica dum confesso cabotino amante dos clássicos.
Ontem no meu viciante zapping nocturno detive-me no TCM e de lá não mais saí. "Elvis - That the way it was" foi a surpresa da noite. Um filme concerto em Las Vegas da minha época favorita - plumas e lantejoulas.
Mas Elvis é sempre Elvis, e mesmo kitsh, não deixa de ser a mais marcante voz de todos os tempos. Exagero meu? Parcialidade extrema? Que seja. Mas ouvir "You`ve lost that love and feelling", um original dos Righteous Brothers, mas que soa muito melhor na voz do King, é algo que não me importo de repetir até à exaustão.
E, para mais, esta é uma música que me dá recordações familiares muito fortes. Canção de embalar!
Ave Caesar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Liberal


A entrevista de Pedro Passos Coelho ontem à noite a Mário Crespo mostrou a face da pura social democracia.
Deixando para outra altura as afirmações e desejos de vir a ser Primeiro-Ministro, julgo que mais importante foi conhecermos o seu pensamento sobre a diversidade de temas que atravessam o panorama político nacional - crise económica, caso Freeport, nacionalização de instituições bancárias - e as soluções que apresenta.
Decretada há muito a morte das ideologias e tendo o PSD que se debater com a conquista do seu espaço de combate pelo PS socrático, foi decerto galvanizador ouvir um candidato à liderança do partido - a seu tempo e com respeito pela lider eleita - marcar uma posição assumidamente centro liberal, contrariando o frenesim dos tentáculos socialistas e do Estado em tudo possuir e tudo controlar.
Passos Coelho tem consciência que a situação económica do país só se altera se se diminuir a despesa ao invés de se promover o seu aumento. Ao contrário de Sócrates, que conduz a sua governação à custa dos contribuintes, prometendo o TGV, o Aeroporto de Alcochete, nacionalizando a banca e impedindo a falência de bancos e investidores especuladores, Passos Coelho quer desonerar os contribuintes e promover o investimento.
Ontem deixou um aviso importante a Manuela Ferreira Leite: está preparado para ser integrado nas listas às legislativas pelo círculo de Vila Real, mas antes disso Ferreira leite tem que fazer um exame à sua condução do PSD e saber se tem condições para levar o partido à liderança do país já em 2009.
Se assim não for, será ele quem assumirá os destinos do futuro do partido e do País.
Ave Caesar

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Show me the money!!


Afinal o dia terminou chuvoso. Que o diga este senhor que aqui aparece a sorrir.
Antes que pensem que vou começar a tecer urdiduras sobre o Primeiro -Ministro, deixem-me fazer aqui duas declarações:
Não acredito que José Sócrates tenha recebido quaisquer benefícios financeiros pela agilização do processo do outlet de Alcochete. Se assim fosse, e como ainda há minutos ouvi, seria o corrupto mais idiota ao cimo da Terra. Alguém com as ambições politicas de Sócrates deixar-se conspurcar numa situação do género seria uma infantilidade descabida.
Depois, ao contrário da sacanagem ocorrida em 2005 sobre as suas simpatias sexuais criada por uns homúnculos do PSD, não acredito que desta vez estejamos perante uma campanha difamatória.
Uma coisa estranhísima, ou nem tanto se conhecermos a realidade portuguesa, é este processo andar arrastado há 5 anos pelos gabinetes de procuradores e magistrados deste País. E foi necessário os britânicos começarem a remexer na lama para que os responsáveis pela Justiça neste cantinho se pusessem novamente a mexer.
Sinceramente, o melhor que todos temos a fazer é esperar por aquilo que os outros farão, uma vez que somos decididamente incapazes. Os ingleses, quais basset hound, irão farejar o dinheiro de "luvas" que esteve envolvido na legalização do Freeport e, quase de certeza, não lhe irão perder o rasto.
Agora, Sócrates tem sérias razões para se procupar porque este processo não nos aparenta ser tão rudimentar como a da polémica licenciatura e dos projectos de obras por si aparentemente assinados.
Ave Caesar