domingo, 30 de setembro de 2007

A Ressaca


Este fim de semana serviu para abrir algumas garrafas de espumante que esperavam ansiosamente pela sua hora. Quiçá algumas de Champagne, o próprio, porque também anda gente com muito dinheiro metida nas políticas locais.
Luis Filipe Menezes é o novo líder do maior partido da oposição em Portugal e a pressa com que, em certos ambientes mealhadenses, alguns açaimos foram arrancados para mostrar os caninos reluzentes a Gonçalo Breda Marques, lembra-me aquela piada passada numa escola primária:
“Ó senhora professora, se as hienas comem cadáveres e têm sexo apenas uma vez por ano, riem-se de quê?”
Façamos uma leitura desapaixonada dos resultados caseiros:
-Breda Marques é efectivamente o maior derrotado da noite de Sexta-feira. É pública a sua relação de amizade com Luis Marques Mendes do mesmo modo que é público o seu ódio por Ribau Esteves, provável próximo Secretário Geral do PSD. Ódios é realmente uma coisa que Breda Marques semeia com facilidade mas como é o único político de carreira no PSD do concelho, a sua experiência lhe dirá que passos dar a seguir. Em política nada é definitivo e, tal como nos videojogos, também na política se ressuscita.
-Carlos Marques é o único que, localmente, pode reclamar vitória. A secção concelhia do PSD apoiou Marques Mendes e cumpriu a sua parte: ganhou. Conseguiu ainda uma estrondosa vitória na eleição dos delegados ao congresso contra uma lista composta por alguns dos nomes mais sonantes da oposição interna concelhia (os auto-intitulados históricos).
-Manuel Jacinto mais uma vez provou, sem esforço, que é uma reserva válida do PSD no concelho e que só não voa mais alto porque assumidamente não quer. Assiste-lhe esse direito, embora com pena de muita e boa gente.
-César Borges Carvalheira empenhou-se no apoio a Meneses e embora possa mostrar satisfação e regozijo por ser mandatário local do candidato que ganhou, o facto é que na Mealhada, perdeu. Deveria fazer uma introspecção e tentar responder à seguinte pergunta: “Se o mandatário de Meneses fosse outro, teriamos ganho?” Talvez daí lhe viesse alguma clarividência acerca da opinião que existe acerca da sua pessoa. Em termos políticos, obviamente!
-João Moreira Peres, homem inteligente, sabia ao que ia. Tinha pela frente um adversário consensual e sabe (estou convencido disso) que a sua pessoa não reúne, em privado, tantas simpatias como as palmadinhas nas costas que recebe em público. No anonimato da câmara de voto somos todos muito mais corajosos. De qualquer modo, o próprio deverá ter tirado todas as ilações.
Em termos menos personificados, está visto que a coisa vai aquecer por estes lados. A desgraça de Breda Marques será amplificada à exaustão. Tal como dantes, as derrotas serão rebaptizadas de vitórias e a concelhia do PSD será zurzida diariamente e cozinhada em fogo lento para perder as próximas eleições (as tais que permitirão depois escolher os candidatos à Câmara).
Quem melhor se aguentar, melhor sairá. Até porque no PSD nacional nada mudou. As eleições legislativas de 2009 terão com Meneses o mesmo resultado que teriam com Marques Mendes e, tal como se sabia em relação a Mendes, também não será Meneses (felizmente) o próximo Primeiro Ministro eleito pelo PSD.

sábado, 29 de setembro de 2007

"Shock and Awe"


A expressão foi criada pelos norte-americanos para apelidar a ofensiva sobre o Iraque em 2003. Choque e Pavor, foi o que certamente sentiram os apoiantes de Marques Mendes perante a inesperada vitória de Luís Filipe Menezes nas directas do PSD.
Diriam os comentadores que o PSD entrou numa nova fase. Aos Sulistas, Elitistas e Liberais sucedem os "Nortistas", Populistas e Sentimentalistas. Diriam outros que o PSD desceu às bases com o renovado formato para a eleição dum líder.
Mas, que devem os portugueses esperar desta nova liderança? E como reagirão as elites que, desde a eleição de Marques Mendes, fogem do partido como o diabo da cruz?
Menezes fez uma campanha ao seu estilo: serena mas populista. Uma campanha onde não se conheceu uma ideia para o país, uma ideia de governo duma nação, uma linha de rumo para hipotéticamente assumir as rédeas de Portugal em 2009.
Diz-se que os líderes fortes duram 4 anos e "renovam contrato" com o partido por igual período.
Aos fracos restam os contratos a prazo por 2 anos. As eleições legislativas de 2009 determinarão o tirocínio de Menezes.
Até lá, e segunda palavras suas, iremos vê-lo na linha da frente das manifestações, das fábricas em crise, na oposição firme e determinada ao ainda em estado de graça José Sócrates. Num registo que despersonifica ainda mais a identidade do partido que melhor representou a sociedade portuguesa.
A menos que venha a surpreender, não lhe antevejo futuro para além de 2009, mas muitas vezes também me engano.
Menezes não pode esquecer é que Sócrates tem uma colecção de recortes de jornais de todas as suas intervenções. E, atendendo à sua mente ziguezagueante, acredito que terá que morder a língua muitas vezes.
Ave Caesar
Nota final: antes de serem anunciados os resultados, Menezes era um homem solitário e abandonado à sua sorte. Mesmo após o anúncio da vitória somente um estóico notável nosso bem conhecido - Ângelo Correia - se mantinha a seu lado. Onde irá Menezes buscar quadros de referência para que se possa assumir como alternativa a Sócrates?

A tshirt


Carvalheira tirou a tshirt da naftalina.
Era para usar nas ultimas eleições concelhias do PSD, mas ficou a aguardar melhores dias.
Ontem ainda pensou duas vezes, mas acabou por ceder à tentação e foi buscá-la ao baú.

Momento de reflexão política profunda


Se o porco tem 4 pernas..de onde virá o "Fiambre da Perna-Extra "!?
Se fosse a vocês pensava melhor antes de comer fiambre.....

(pensamento enviado por mão amiga)

Et gaudium vestrum impleatur*


E agora? Acabou a guerra. Ganharam os Menezistas... Ouvi dizer que na Mealhada ganharam os Mendistas pela margem mínima...
Breda Marques está orfão? Acabou-se a mama? Acabou-se a fulgurante carreira política? Este filho querido da fortuna deve estar preocupado... Não tanto por ter ficado sem poleiro (mesmo que indirectamente) mas, acima de tudo, porque terá Ribau Esteves, o arqui-inimigo, como secretário-geral do partido. Ribau não descansará enquanto não destruir Breda Marques, Carlos Marques & friends...
E Carvalheira? Teve uma vitória moral... mas mais uma derrota nos números... quando em todo o país Menezes teve, sobre Mendes, uma diferença de 11% - e dela se disse ter sido retumbante. Na Mealhada foi exactamente ao contrário. Carvalheira estará convencido que tem condições de avançar e ressuscitar?
E os outros mendistas, que farão agora?

*[Vulgata, João 15.11]. Que o vosso gozo seja completo

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Então ninguém diz nada sobre o nosso novo cabeçalho? Nem se está bom se mau se assim-a-assim...
Vá lá, não sejam invejosos e gabem-nos... eu sei que custa mas não custa reconhecer que

A MILHA DE CALÍGULA

Veni, vidi, vici

Mais de 7250 visitas em quatro meses!



quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A Vacuidade


Muitas vezes a diferença entre o politicamente correcto e a vacuidade é igual a zero.
A nobilissima Comissão Política da Mealhada do PS brindou-nos com uma jactância e eloquência que, em suma, percorreu de lés a lés todos os "dossiers" polémicos que têm animado o concelho - e o espaço blogger, por arrastamento ou tomando as suas rédeas.
Seja o Hospital da Misericórdia, seja o Carnaval e, pasme-se, até as questões ambientais e as termas do Luso.
Pensava-se, perante um fórum tão rico, que surgiriam visonárias soluções do homem que julga pairar sobre a espuma dos políticos deste concelho.
Quem o pensava enganou-se redondamente.
As conclusões que transpiram do comunicado do PS resumem-se a vacuidades disfarçadas de frases eloquentes, mas de conteúdo zero.
Fica bem e é politicamente correcto dizer que há disponibilidade e recursos financeiros para garantir a viabilização do Hospital da Misericórdia, que a Câmara deve assumir a responsabilidade social de organizar o Carnaval, que urge encontrar soluções para os problemas ambientais causados pelas vacarias e fábrica de azeites e que há que pressionar o concessionário das termas para a sua revitalização.
Belos naperons debruados a verbo fácil, com uma particularidade interessante. São conclusões que vão contra a posição que a Câmara tem assumido sobre as mesmas matérias, apesar do comunicado querer mostrar essa caminhada de mãos dadas. Irónico contra senso.
Claro que, no final, há que descer à terra. Deixar de pairar e concretizar a forma e os números de tal "operação de charme".
Aí a operação é mais complicada. E faz lembrar aqueles políticos - e agora lembrei-me do Primeiro Ministro José Sócrates - que fazem uma prometedora campanha eleitoral, mas viram o bico ao prego no dia seguinte às eleições porque afinal a realidade que encontraram era bem diferente.
Sejamos sérios, Dr Rui Marqueiro.
Ave Caesar

Dão-se alvíssaras

PRECISA-SE
URGENTE
SERÁ QUE ALGUÉM DO PARTIDO SOCIALISTA DA MEALHADA ME PODERIA FAZER CHEGAR O CONTEÚDO DO COMUNICADO ENVIADO À COMUNICAÇÃO SOCIAL COM AS DECISÕES DA COMISSÃO POLÍTICA SOBRE A ACTUALIDADE LOCAL?
AGRADECIA IMENSO
ENVIAR (SFF) PARA

the meaning of life


"Live all you can; it's a mistake not to.
It doesn't so much matter what you do in particular,
so long as you have your life.
If you haven't had that what have you had?"
Henry James (1843 - 1916)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Audi, tace, fuge*.









Ao telefone:
- Estou? Carvalheira? Daqui é o Ribau.
- Como está, como está? Tudo bem?
- Olhe o Menezes quer fala consigo...
- O Dr. Menezes?
- O próprio. Vou passar...
- Está bem...
- Estoue, Carbalheira? Ó seu murcão...
- Como está sr. doutor? Está bem?
- Ó seu energumeno!
- Sabe que eu gosto muito do senhor doutor... sabe ...
- Bocê cale-se qu'eu já num o posso oubir! Enton bocê andou a pagar as quotas aos militantes tuodos, seu vurro?
- Está? Doutor? Não estou a ouvir! Há interferências...
Ai Nossa Senhora de Fátima que o homem está bruto
(o telefone volta a ligar)
- Sim?
- Bocê bolta-me a desligar o telefone e ieu parto-le o focinho! Enton bocê num bê televison? Bocê num sabe que num se pode pagar as quotas aos melitantes? Seu vurro?
- Ó doutor... mas era normal...
- Era normal? Seu anormal. Agora cumo é que eu f*d* a caveça ao Miendes? Ah? Ando-le a dizer que ele anda a fazier chapeladas e depois bou a bier e na Mealhada bejo que bocê andou a pagar as quotas a tuoda a giente! Até aos muortos! Seu vurro!
- Ó doutor... mas eu pensava...
- Bocê pensaba em quiê? Bocê num piensa.
- Sabe, foi a força do hábito... eu sempre fiz isto, não me lembrei que poderia estar a fazer mal. O doutor sabe que eu gosto de si...
- Cale-se! E agora, diga-me o que é que eu faço se se descovrir?
- Não se vai descobrir, esteja descansado.
- Bocê dá-se biem cum a impriensa?
- Dou, dou. Gosto muito deles... eles é que não gostam muito de mim. Mas esteja descansado!
- Bocê num tem nenhum assessor?
- Assessor não, mas porquê?
- Porque dizia que a culpa era diele, seu vurro!
- Ah... pois, mas não tenho!
- Bocê libre-se de se descuvrir. Libre-se! Nem save de que terra é!
- Ó doutor esteja descansado!
Será que o Menezes é primo da Arminda?

* [Alciato, Emblemata]. Ouve, cala, foge.

"Impeachment"



A bronca surge sempre que há eleições no PSD e o recorrente problema resume-se ao pagamento das quotas.
Bom militante que se preze cumpre religiosamente o seu pagamento, só que, indefectíveis só mesmo no PCP.
No PSD, pelo contrário, as percentagens de militantes relapsos deve ser superior a 50%, mas em tempo de guerra, todas as espingardas contam e há que colocar os militantes na ordem.
Só que nos últimos tempos, para moralizar os militantes ou para fazer o jeito ao líder, criaram-se regras mais apertadas e que impedirão terceiros de pagar quotas em massa. Mas nem mesmo assim as polémicas se dissiparam.
Aqui na nossa paróquia, rezam as crónicas que há uns beneméritos que na hora do voto contribuem generosamente para a regularização da militância de dezenas de laranjinhas, esperando obviamente que tal abnegação lhes traga uma qualquer vantagem nas urnas. E, segundo ainda rezam as crónicas, os mecenas são da oposição e da situação, com a diferença que um tem dinheiro e o outro nem por isso.
Marques Mendes foi ontem contestado por Luis Filipe Menezes, a propósito da decisão do Conselho de Jurisdição de afastar mais de mil militantes por inscrição em massa. Militantes supostamente apoiantes de Menezes.
Para Menezes, a última decisão sobre o forçado afastamento caberia à presidente do Congresso, Manuela Ferreira Leite, que até à data não se quis meter neste serrabulho e mantém o seu esfingíco silêncio.
Entretanto chovem as acusações. O plagiador acusa o presidente do PSD de não ter estatura política - que obsessão têm em fazer ironias com os 1,35 cm do homem! - e sobretudo ética para liderar o partido.
O mais provável, e à semelhança do modelo cá da cidade, é virmos a assistir a uma impugnação do acto eleitoral e a um arrastamento do "carnaval" até próximo do Natal.
Ave Caesar

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Santa Clausula


A Lusoponte, concessionária das pontes sobre o Tejo em Lisboa, tem no seu contrato de concessão uma clausula que lhe garante o monopólio das travessias do Tejo desde que a sul de Vila Franca de Xira. Esta clausula tem feito a cabeça em água ao governo da nação:

1.Se o novo aeroporto for em Alcochete é necessária uma nova travessia do Tejo.

2.Para ser construida e (ou) concessionada a nova ponte, é obrigatório o lançamento de um concurso internacional.

3.A Lusoponte tem monopólio.

4.Caso a Lusoponte não fique com a concessão da nova ponte, o Estado português tem que a indemnizar por cada veiculo que deixe de passar nas duas pontes mais antigas.

5.Quem foi o ministro que teve uma branca e deixou passar esta clausula por muitos considerada como ilegal?

6.Onde trabalha agora esse ex ministro?

Eu dou uma dica: era gordo, emagreceu, mas agora está gordo outra vez (pudera!).


Por falar em clausulas que umas vezes faltam e outras estão a mais, de repente lembrei-me da Zona Industrial de Viadores.

O petróleo e a democracia


O ex Presidente Mário Soares gosta de ser reconhecido como paradigma da Democracia e um eterno defensor dos direitos humanos. Todos nós lhe reconhecemos virtudes, as quais, na minha opinião, se esgotaram nos idos anos 80.
Nos últimos tempos Soares tem surgido como "advogado do diabo", ou seja, será na Europa o mais acérrimo defensor de Hugo Chávez e da sua democracia musculada.
Como sabemos, Chávez esmagou a oposição ao seu regime e amordaça diariamente toda a comunicação social que não se comporte como se estivesse em Cuba.
Mas eu que duvido dos apoios gratuitos, fico agora mais esclarecido quando vejo o ex-Presidente estabelecer pontes e diálogos entre a GALP e a Petróleos da Venezuela.
Soares é fértil em acusações mercantilistas aos EUA. Tem publicamente criticado a guerra no Iraque, imputando aos americanos um mero interesse nos recursos energéticos.
Mas hoje não demonstra qualquer pudor em "olear" as mãos e ser um, concerteza desinteressado, diplomata num negócio de milhões.
Ave Caesar

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

As directas e o PSD Mealhada


Interessante como a realização dumas eleições para a Presidência do PSD causam tanto alarido no nosso pequeno concelho.

Se é verdade que nos interregnos pouco ou nada se passa em termos de política partidária, nestes momentos todos os protagonistas, do presente e passado, vêm à tona. Alguns apenas para nos lembrarem que existem.

A Comissão Política concelhia apressou-se a manifestar o seu apoio ao actual Presidente Marques Mendes. A uns motiva-os a obediência ao líder, a outros a resignação pela inevitabilidade, a outro motiva-o a última tábua de salvação para não deixar afogar e perecer de vez a sua moribunda carreira política.

Mas a vitória de Mendes torna a actual comissão política do PSD refém e, concerteza, mais frágil a novas lutas internas nas próximas eleições concelhias. Sendo certo que, numa eventual vitória de Menezes, a guerra interna teria outros protagonistas, mas se calhar uma maior amplitude e a mais curto prazo.

Do lado de lá, surge-nos o eterno repetente - CÉSAR CARVALHEIRA - que teve o denodo e cuidado de não se colar à actual oposição à concelhia PSD. Esta parte confesso que ainda não a entendi muito bem. Pois, se no passado recente foi o "buldozzer" da Oposição a Breda Marques e "fiel" companheiro do fantasma regressado JOÃO LOUZADO (entre outras personagens de ficção), o que moverá o mandatário concelhio de Menezes para rejeitar com esta veemência a conotação com a oposição à concelhia?

Entretanto, do lado de lá - PS - Cabral resignou-se e Marqueiro vai "elogiando" a oposição. Este homem é mesmo especialista em "abraços de urso". Engraçado é que no PSD há crentes.


Ave Caesar

O Valentim II


Estou a pensar filiar-me no PSD.
Já disse ao gajo da Vodafone que o acho o máximo mas ele insiste em me avisar que “o seu saldo não lhe permite…”. Nos Bombeiros, votei na lista que ganhou, mas tive que pagar as quotas do meu bolso. O Raffa está de certeza mortinho por continuar à frente do Desportivo, mas o Zé “Pipa” continua a pedir-me o dinheiro para poder assistir aos jogos na bancada.
Enquanto o país perde tempo a discutir quem anda a pagar as quotas a quem no maior partido da oposição, existe alguém que continua a passar incólume entre os pingos da chuva: o nosso Primeiro anda a distribuir telemóveis aos idosos nas barbas de toda a gente, na esperança de que estejam todos vivos e de saúde para votarem nas próximas legislativas.
E assim vamos andando, cantando e rindo.

sábado, 22 de setembro de 2007

Expliquem-me como se eu fosse burro


1.O campo de golfe da Curia tem sucesso? (E tem várias infraestruturas de apoio)

2.Existe algum estudo de viabilidade (credível) para o campo de golfe da Pampilhosa?

3.Existe alguém que fique sempre a ganhar com a construção do campo de golfe da Pampilhosa, quer seja um sucesso quer seja um fracasso?

4.E se no fim de tudo, restar apenas um baldio rodeado de imóveis por todos os lados?

5.Sem estruturas turisticas de apoio na Pampilhosa que possam efectivamente ganhar com a construção do campo de golfe, quantos empregos serão gerados?



Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,

Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado

Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

(Frestas, Fernando Pessoa)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Faites vos jeux!


Eu, que não nasci ontem, ia ficando convencido. Numa entrevista ao Mealhada Moderna, João Lousado resolveu quebrar o silêncio. Ou eu me engano muito, ou anda coisa no ar. O tom é coloquial, abrangente, conciliador e pacificador. Não se excede em elogios quando fala de César Carvalheira, controla-se (e muito) quando caracteriza o seu maior inimigo, não foge ao tema "saída do Governo Civil", diz dos partidos o que a opinião pública também diz, não hostiliza Carlos Cabral e relembra algumas das ideias que teve o cuidado de deixar em acta de reunião de executivo para memória futura.

Um Senhor!

De facto, nunca se percebeu muito bem o porquê da sua zanga com o partido que o elegeu, nem se fica agora a perceber, porque João Lousado faz questão de mostrar que passou um Kleenex sobre o assunto.

Mais!

O ex-autarca demonstra até que navega em águas muito seguras. Navega sobre toda esta realidade comezinha e boçal que são os partidos e as suas mexeriquices. Ou eu me engano muito ou um destes dias teremos uma entrevista de César Carvalheira ao Mealhada Moderna (onde mais?) a dar conhecimento da criação de um movimento supra-partidário com o objectivo de conquistar de vez a Câmara Municipal da Mealhada, não ao PS, mas ao lodaçal da política interesseira e mesquinha representada pelos partidos e pelas lutas intestinas e "extestinas" das quais os mesmos se alimentam. A tenda está a montar-se como jogada de antecipação para o caso (provável) de Marques Mendes ganhar as eleições dentro do PSD. Claro que se for Meneses a ganhar, muda tudo: morre o movimento supra-partidário e as boas intenções darão lugar a uma luta sem quartel no PSD mealhadense. Luta que o Partido Socialista se encarregará de patrocinar com o objectivo de ganhar novamente e sem sobressaltos o próximo embate autárquico.

Do mal o Mendes


Caramba, quase que deixávamos passar em claro o debate entre os dois candidatos à Presidência do PSD, cujas directas se realizarão a 28 de Setembro.
Mas será importante relembrarmos o debate? Julgo que não.
Não assistimos a mais que aos "rodriguinhos" da ordem, já mil vezes repetidos e sem qualquer surpresa de última hora.
Obviamente que as directas do PSD têm relevância porque vão eleger o líder do actual maior partido da oposição. Actual e a médio prazo, pois, nem nós acreditamos e mesmo os próprios desconfiarão que nas próximas legislativas ficarão novamente longe de S. Bento.
Convenhamos, nenhum dos dois tem carisma. Menezes não existe como alternativa a nada. Os últimos anos passou-os a dizer o contrário de Marques Mendes. Fê-lo, não por convicção, mas porque achava elegante ser do contra.
Marques Mendes também não se mostrou alternativa. Não brilha nos confrontos com Sócrates no parlamento, tem um discurso fastidioso disfarçado de pose de Estado, não é bom a marcar a agenda política, não estimula os militantes, não convence as elites do Partido que realmente interessam e não descola nas sondagens.
Mas tem uma vantagem inabalável sobre Menezes. Sempre foi coerente, mesmo quando isso lhe podia custar votos, designadamente, a afastar qualquer pessoa minimamente suspeita de cometer ilegalidades.
A Menezes pouco lhe importa a coerência e prefere o populismo. Aos recentes episódios do plágio no blogue e do "empréstimo" dum jacto para fazer campanha nos Açores, Menezes reagiu de forma displicente, não dando relevância aos factos. Os militantes obviamente estão atentos, e se para Menezes aqueles episódios não passaram de minudências, garanto que nas urnas a falta de credibilidade será deviamente punida.
Mas à coerêcia de Mendes estará sempre associado um problema: terá sempre que ser um "menino certinho", porque, como referia o Editorial da "Sábado", se perder a imagem de seriedade resta-lhe muito pouco, tão pouco que poderá mesmo dizer-se que não lhe resta rigorosamente nada.
Ave Caesar

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O que de mais relevante se faz no concelho


"Obrigado, Sr. Presidente"

"É desta forma que reconhecidamente, agradeço a V.ª Ex.ª pela maneira zelosa e dedicada ao mandar proceder ao arranjo e alindamento da rotunda S. José em Antes. Era, de facto, uma necessidade dado o aspecto que apresentava e, ainda, pela razão nobre que a mesma representa, não só para a Antes como para todo o concelho e até para o país.

Sem dúvida que senti uma alegria radiante quando, no passado dia n13 de Março, vi cantoneiros e jardineiros da Câmara Municipal da Mealhada zelando toda a área do monumento por mim mandado construir e que memoriza os dois jovens da nossa terra mortos nas guerras ultramarinas.

O calcetamento do pequeno parque à entrada da Antes, lado esquerdo, também foi uma óptima obra da Câmara Municipal....

Fazer bem e não olhar a quem é sempre bom, Sr. Presidente."


Artur de Oliveira Lousado, in JM, pág. 5, 12/09/2007,


Este é o segundo agradecimento público que Artur Lousado faz no JM pelas relevantes obras de "alindamento" que Carlos Cabral manda fazer na freguesia da Antes. Obras, segundo o autor, de sobeja importância para a freguesia, para o concelho e até para o país (!!!). Ou seja, pintar rotundas e reparar passeios, nada mais que obrigação e gestão corrente da Câmara. Não falamos de obras estruturais mas de meros remendos, pelo que os elogios soam a bacocos.


Não esqueçamos que falamos do ex-presidente da Junta eleito pelo PSD, pai dum ex - vereador do PSD e n.º 2 da concelhia laranja. Ah, e não esquecendo, Artur Lousado foi putativo candidato pelo PSD àquela freguesia nas últimas autárquicas, mas poucos dias antes da entrega das listas roeu a corda e deixou Breda Marques com o "menino nos braços".

Palavras para quê!


Ave Caesar

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

la bella mafia


Quem disse que o crime não compensa?
Mais uma vez, "Os Sopranos" dominaram a entrega dos Emmys, tendo recebido o prémio da melhor série dramática na 59ª edição daquele evento.
Qualificado pelo "New York Times" como "provavelmente, a maior obra da cultura popular americana dos últimos 25 anos", a série recebeu 18 Emmys e foi nomeada 111 vezes desde 1999.
A personagem mafiosa interpretada por James Gandolfini obteve a nossa condescendência e durante 9 anos agarrou-nos aos televisores lá de casa.
Interessante como as transgressões têm sucesso.
A nova série de culto, com o seu "quê" de transgressão, passa às Segundas no canal 2 e chama-se "Erva" - "Weeds", no original - e garanto que não versa sobre ervas aromáticas.
Ave Caesar

domingo, 16 de setembro de 2007

Nunca esquecendo...


Eu, arrependido me confesso.

O primeiro pensamento ao ver o uppercut de Scolari ao jogador sérvio foi de achar um episódio lamentável. Mas reflectindo, logo constatei que Scolari tinha objectivos mais elevados, para além da compreensão do momento.
Aquele soco foi apenas a recordação possível dos 8.373 bósnios assassinados em 1995 na cidade de Srebrenica às mãos dos algozes sérvios. Foi uma tentativa de nos relembrar a todos que em finais do séc. XX, em pleno centro da Europa, cometeu-se um dos maiores genocídios da História
Para lembrar Milosevic, que se safou a uma sentença porque teve a "dignidade" de morrer antes da condenação. Para lembrar ao governo sérvio que deve colaboração ao Tribunal Penal Internacional e não pode continuar a dar guarida aos criminosos Karadzic e Mladic, implicados directamente na morte de milhares de bósnios.

Para nos lembrar a todos que a vida humana é um bem precioso, independentemente do credo, cor ou nacionalidade.

Ave Caesar

sábado, 15 de setembro de 2007

Evolução


O ensaio da selecção nacional de Rugby no jogo contra a Nova Zelandia foi validado pelo arbitro depois de ter recebido a confirmação por telemóvel (foi necessário recorrer às imagens daTV).
Se no futebol fosse assim, tinhamos ganho à Sérvia.

Onde está Wally?


Primeiro foi António Barreto que os mandou a todos às urtigas.

Agora foi Eduardo Prado Coelho que se mudou desta para melhor.

A esquerda portuguesa não tem comentadores políticos.

Se virarmos à direita, os nomes brotam como cogumelos: Vasco Pulido Valente, José Pacheco Pereira, Alberto Gonçalves, João Pereira Coutinho, Pedro Mexia...

À esquerda esbraceja Daniel Oliveira que nem é desinteressante de todo mas que está tão impregnado de Bloco de Esquerda que não consegue tirar os cabelos da frente dos olhos.

É o deserto!

As boas opiniões, tal como os bons argumentos, não conseguem sobreviver sem contraditório.

"Quando os lobos uivam"


"... olhem sempre em frente, olhem o sol, não tenham medo de errar, sendo originais, iconoclastas e anti, o mais anti que puderem, e verdadeiros, fugindo aos velhos caminhos trilhados de pé posto e a todas as conjuras dos velhos do Restelo. Cultivem a inquietação como fonte de renovamento"
Aquilino Ribeiro, o autor de "Quando os lobos uivam", discursava assim, poucos dias antes de falecer, numa homenagem com que que o distinguiram na Sociedade Portuguesa de Escritores.
Exortava os Portugueses a nunca olhar para trás, a não recear nada, não recear sequer errar. Apelava à identidade duma Nação que não claudica aos desafios, nem receia desbravar caminhos jamais trilhados.
A selecção amadora, de proletários que largaram os seus empregos para conquistar novos mundos foi há momentos derrotada pelos todos poderosos All Blacks. Mas para a história ficará o minuto 47. O nosso conhecido Rui Cordeiro marca o ensaio para Portugal. Uma conquista do querer, da força e abnegação destes "lobos" que, porque muito sonharam, conseguiram chegar aos Céus.
Ave Caesar

A gripe asiática


Depois do dia 23 de Setembro, a senhora da foto irá provavelmente sofrer tratos de polé, torturas chinesas de índole terminal.

O país que esta senhora governa irá provavelmente ser invadido por hordas de guerreiros sedentos de sangue que entrarão triunfantes em Berlim; o corolário de uma Grande Marcha.

Tudo coisas de que os nossos grande timoneiros Sócrates & Silva sabiamente e com grande denodo nos livraram, a bem da Nação(zita).

Bem esteve o Costa de Lisboa que, embora um pouco a medo, mostrou ao país(zito) que o Dalai Lama não tem piolhos nem peste asiática de qualquer sorte.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O meu calimero favorito


O inverso da esquerda "rançosa" é a direita "melosa". A direita dos homens que se emocionam, que choram perante as câmaras, que peroram o injusto mal que lhes causam depois da sua abnegada actividade em prol da ingrata nação. Enfim, os choramingas.
O seu mais ilustre representante é o ex-Primeiro-Ministro, ex-Presidente das Câmaras de Lisboa e Figueira da Foz, the one and only Pedro Santana Lopes.
Na minha recente pesquisa pelo universo blogger descobri uma pérola - http://pedrosantanalopes.blogspot.com/ . Exactamente, o blogue do Lopes.
Como desconfio um pouco da imaginação dos políticos para "alimentarem" a voracidade do espaço - o outro igualmente "meloso" Menezes recorre ao plágio - resolvi navegar pelo dito e não resisti a citá-lo.
"Entraram e estão a dar entrada, em Tribunal, as acções judiciais com pedidos de indemnização a todos os que escreveram, ou disseram falsidades, que constituíram calúnias graves, quando estive no exercício do cargo de Primeiro - Ministro, em 2004-2005.
Deixei decorrer o tempo suficiente, dentro dos prazos legais, para que os autores se pudessem retratar e para que eu, eventualmente, atenuasse a percepção que tinha sobre as consequências desses actos. Não houve a devida retratação e, por outro lado, não alterei a minha ideia sobre a gravidade dessas condutas. "
Santana Lopes, qual Rambo de lenço vermelho a cobrir-lhe a melena, achou que a vingança se serve a frio e , dois anos após a sua desejada queda, resolveu que era hora de processar todos os indigentes que causaram mossa à sua estimada pessoa. Mas de tão fria, a vingança mirrou. Já ninguém se lembra nem quer lembrar do que foi dito ou escrito sobre Santana Lopes. Os portugueses já fizeram a catarse do seu Governo e querem definitivamente guardá-lo no mais recôndito dos baús. Pior, os portugueses nem sabem mais quem é Santana Lopes.
A necessidade que o calimero impersonating tem em vir dizer que vai processar este mundo e o outro roça a patologia.
Santana Lopes deve esquecer que algum dia foi político e dedicar-se à prosa romântica, condizente com a sua veia marialva. Não acreditam? Leiam (a propósito do falecimento de Pavarotti):
"E Luciano Pavarotti era particularmente expressivo, também nesses momentos. Com aqueles grandes lenços ,sempre esvoaçando, acompanhando os seus sons supremos. "
Sublime... poético.
Convenhamos, todos temos saudades deste Santana.
Ave Caesar

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Uma Feirinha diferente


REMBRANDT, The Return of the Prodigal Son, The Hermitage, Leningrad
Enquanto Carlos Pinheiro continua a afã auto-promoção da sua esguia pessoa e dos eventos que superam sempre as expectativas - vide a propósito a última edição do jornal do próprio - aqui na Milha preferimos divulgar outros "stocks".
A anteceder a abertura do pólo permanente do Hermitage em Portugal, irá ser inaugurada no próximo dia 25 de Outubro uma exposição daquele museu em Lisboa - Palácio da Ajuda - subordinada ao tema «De Pedro, o Grande, a Nicolau II - Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage», e dará a conhecer aspectos do quotidiano da família imperial russa e a sua relação com vários movimentos culturais da Europa. A mostra é constituída por mais de 600 peças de vestuário, mobiliário, artes decorativas, pintura, ourivesaria, permitindo uma reconstituição histórica da vida na Corte.

Num país que cada vez mais exporta o seu Turismo, tal iniciativa é uma verdadeira "brisa cultural" na Nação cujos Museus se encontram encerrados aos Domingos e Feriados.
Ave Caesar

Tyson

FOTO JORNAL RECORD
Eu sei, pá!

Eu sei que aquele soco (boa esquerda!) não era para o "minino" sérvio.

Eu sei, e tu também, que o Quaresma não precisa que o protejam.

Aquele soco era para toda a equipa portuguesa pela forma displicente como achou que um zero é um resultado seguro.

Aquele soco era para ti próprio porque entregaste a equipa a um grupo de garotos e porque os deixaste à solta durante 79 minutos.

A partir de agora, nem a qualificação te vai conseguir tirar a imagem triste do soco que toda a gente viu menos tu.

Há coisas que nos ficam agarradas à pele...


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Nunca é demais lembrar...


Eis um beto.
Se a camisola fosse às riscas, passaria a ser um betinho.
A nossa esquerda tem gajos, felizmente cada vez menos, que ficavam mesmo bem a escrever artigos de opinião na Coreia do Norte.

Esquerda, direita, volver...


Já imaginava que as diferenças entre Esquerda e Direita - politicamente falando - teriam que ser algo mais profundo que mera "tendência".
Há por aí um estudo que tem provocado grande alarido e que indica que as diferenças entre a Esquerda e a Direita podem estar relacionadas com diferentes formas do cérebro processar a informação. Ou seja, é algo de inato e explicado através da neurobiologia.
De acordo com esse estudo, a Direita -"conservatives" - tende a ser mais estruturada e persistente nos seus julgamentos, enquanto a Esquerda - "liberals" - são mais abertos a novas experiências e frequentemente mudam de opinião sobre determinada matéria. Ou seja, mais depressa fazem "flic-flacs" doutrinários, se nos cingirmos à política.
O interessante é que a prática confirma a doutrina. No nosso panorama político assistimos a muitas cambalhotas da Esquerda para a Direita - Durão Barroso, Pacheco Pereira, Zita Seabra, Pina Moura - mas, assim de repente, não me recordo de nenhuma viragem à esquerda.
Isto a propósito também da recente polémica sobre a visibilidade mediática dada à selecção de rugby que, pela primeira vez na história, participa num Mundial da modalidade.
De acordo com uma certa Esquerda rançosa, aqueles "betos" são uns primatas quando cantam o hino com lágrimas nos olhos e visível emoção. E a ampla cobertura na comunicação social somente existe, não pelo brio dos rapazes, mas somente porque se chamam Uvas, Vasco e Tomaz.
Há preconceitos que urge serem limpos com benzina e cerébros a necessitar dum "upgrade" à Direita.
Ave Caesar

Os tugas


Hoje há bola e há 3 boas razões para estarmos felizes:

1.Se ganharmos ainda podemos ir ao Euro 2008.

2.Se perdermos há fortes possibilidades de nos vermos livres do Scollari e de podermos deitar fora as bandeiras com os fogareiros.

3.O Moita Flores não vai aparecer para fazer comentários (acho eu).

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O fim da Idade da Inocência


Foi há precisamente 6 anos que o mundo ocidental perdeu a inocência em que vivia.
Julgávamos que a estabilidade mundial estava conquistada. A URSS estava destroçada, os sistemas comunistas falidos e, no fim, manteve-se de pé o way of life ocidental. As sociedades de matriz capitalista vergaram o mundo e o Ocidente, mais uma vez, reinava sem oposição.
A 11/09/2001 o Mundo mudou... literalmente, diante dos nossos olhos.
Esse dia marcou definitivamente o nosso futuro e, desde aí, nada mais foi como dantes.
Ao susto inicial, à perplexidade e à consequente raiva pela barbárie cometida, reagiu-se, nem sempre da melhor forma. Encetaram-se duas guerras: a do Afeganistão consensual, a do Iraque com outras reticências.
O erro cometeu-se quando na luta contra as organizações terroristas se deu prioridade à vertente militar em detrimento da luta ideológica. Sim, porque não obstante o "medievalismo" do conceito, estamos perante um choque de civilizações, uma guerra de identidades.
Mas este é um jogo de paciência, onde os resultados não estão ao virar da esquina, mas terão que ser o corolário de políticas coerentes conjugadas com actuações firmes.
O combate ao extremismo violento não pode fazer-se com a mesma dose de insanidade e fundamentalismo. Na opinião do Gen. Loureiro dos Santos, com a qual concordo, tem que existir um esforço tripartido: um primeiro, de longo prazo, de cariz ideológico; um segundo, igualmente longo, de natureza política, económica e social destinado a combater as assimetrias existentes com os povos mais ricos e, assim, dissipar as razões muitas vezes invocadas para justificar os atentados contra o Ocidente; e uma terceira, que se sustenta e sustentará no esforço diário, permanente, de combate ao terrorismo activo.
Este último está a ter sucesso visível, mas enquanto os dois primeiros não se materializarem, enquanto não erradicarmos os motivos que levam os terroristas a não recear a morte, não podemos dormir descansados.
Ave Caesar

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O inimigo público


Por baixo deste ar seráfico esconde-se um perigosíssimo torcionário. Um facínora tão mau, mas tão mau que ao pé dele o Fidel e o Mugabe são autênticos cordeirinhos.
Nem sei como o deixam passar da Portela para dentro...

domingo, 9 de setembro de 2007

Manifesto anti-stock


Não...não venho criar um partido ou movimento. Nem venho solidarizar-me com o Partido Comunista, cuja franchising portuguesa estará agora a comer couratos na Festa do Avante.

Também não venho criar uma segunda versão do Manifesto Anti-Portas. Sou mais bairrista. Ligo a questões comezinhas, às trivialidades que me causam urticária.

Eu tento ser um cidadão socialmente activo. Mesmo não morrendo de amores, lá passo eu pelas Feirinhas de Artesanato e Gastronomia e pelos eventos das Maravilhas da Mealhada, dando uso às minhas melhores calças de tirilene e levando a camisinha bem engomada.

Mas tenham dó de mim.

O meu último achaque tive-o hoje quando decidi passar os olhos pela Feira de Stocks da Mealhada. Pensei para com os botões da minha camisa: o cartaz é apelativo, a actividade foi bem divulgada e sei que vou ter uma surpresa. Das duas uma: ou o Jardim da Mealhada se transformou na Portobello Road ou numa feira de rua de Notting Hill.

Engano...puro engano. Diria mais. A Feira de Sábado do Mercado da Mealhada coloca a dos Stocks num chinelo. Pior, muito pior que uma qualquer Feira da Ladra. Nada mais que meia dúzia de tabiques encimados por uns montes de trapos. Decadente é a palavra que me tolda a mente.


Começo a dar razão ao Presidente Cabral para não deixar Carlos Pinheiro mexer uma palha.

Um horror.



Ave Caesar

sábado, 8 de setembro de 2007

O colateral


No meio de todos os atropelos e figuras tristes que os assaltos de Viana do Castelo provocaram, acabou por sobrar uma peça:
Um tipo que morreu com um tiro na cabeça e ninguém parece saber muito bem como nem porquê!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ai a remodelação


Este menino fez ontem 50 anos e nem um só dos 16 subalternos a quem ele arranjou tacho, se dignou comprar-lhe um presente.

Isto é que é popularidade.

Relações perigosas II


No último post escrevi que a promiscuidade entre empresas e partidos políticos é transversal e impune no nosso país.

Os financiamentos paralelos, e à margem da lei, das empresas aos partidos políticos convivem saudavelmente com os favores que as forças políticas retribuem quando no exercício do poder.

No entanto outros malabarismos são praticados descaradamente.

Luís Filipe Menezes, em campanha para as directas do PSD, numa visita aos Açores utilizou um avião particular emprestado por um "amigo" que, por mero acaso, é apenas um grande empresário ligado ao sector imobiliário, desconhecendo-se, por ora, se terá ou não interesses imobiliários no concelho de Gaia.

Questionado sobre o assunto, Menezes terá feito a mesma expressão de ingenuidade e inocência que esboçou quando foi desmascarado pelos sucessivos plágios do seu blogue de campanha.

A promiscuidade é, por si só, grave. Mais grave ainda é se a banalizamos.

Ave Caesar

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ganzado ou laureado?


No seguimento de algumas rusgas, foram ontem detidos ou meramente identificads em Lisboa, alguns meliantes que se dedicavam, entre outras coisas menores, às perigosas actividades de venda ambulante ou de venda de "pseudo-drogas" (expressão usada pela porta-voz da PSP).

Por pseudo-drogas entende-se, ficámos então a saber, a venda de louro (sim, louro) em pó prensado que os ardilosos vigaristas vendiam como haxixe.

Foram então detidos porquê?

1.Não estavam a vender nenhum produto proibido.

2.Estavam a contribuir para a diminuição do consumo de drogas, coisa que a PSP manifestamente não consegue.

3.Estavam a promover a dieta mediterrânica.

Um dia destes ainda vamos ver as nossas autoridades no Intermarché da Mealhada e deter quem comprar louro em pó para pôr nos bifes.

Ouro líquido


"Devemos vender cerca de 10 milhões de euros de Formas Luso por ano, em vendas líquidas, o que poderá significar dois a três por cento do colume de facturação da S.C.C."

"As Aguas do Luso podem vir a facturar qualquer coisa como 45 a 50 milhões..."

"A Formas Luso é 98% água, portanto é água".

Alberto da Ponte - revista Invest Set 2007


Eis um produto endógeno que sustenta uma empresa.

Embora o conceito Formas possa ser aplicado a outras águas, o facto neste momento é que se produz apenas com água do Luso e obtem muita da sua notoriedade em termos de mercado por esse mesmo facto. Tenho dúvidas que uma suposta Vitalis Formas ou Frize Formas possam vender tanto como a Luso.

Há uma nova estrela na companhia e essa estrela baseia-se em noventa e oito por cento de um produto que é nosso.

O ouro do sec XXI é a água. Quem detiver a água deterá o mundo.

Não me venham agora com paleios.

Há quanto tempo é que a SCC diz que procura um parceiro estratégico para revitalizar as termas?

A SAL não mostra por actos ter grande vontade de revitalizar as termas: não é esse o seu core business!

A Câmara Municipal da Mealhada tem que assumir um papel duro pois está em jogo o futuro de toda uma actividade económica e quem efectivamente tem ganho dinheiro com toda esta situação continua impávido e sereno apenas a pensar em novas funcionalidades para a nossa água com o único objectivo de aumentar a sua facturação.

O Turismo no Luso só não vai continuar moribundo porque acabará por morrer...


Ti adoro!


Logo à noite vou olhar para o céu com atenção e tenho a certeza que vou encontrar uma nova estrela.

Relações perigosas


Nos últimos dias rebentou mais uma bomba nas mãos do PSD, relacionada com o financiamento ilegal da empresa SOMAGUE ao partido.

O esquema não é novo nem exclusivo do PSD. Apesar dos factos remontarem a 2001, altura em que não obstante o esquema ser ilegal, não constituia crime mas mera contra-ordenação, o Ministério Público optou no âmbito duma investigação não realizar mais diligências e assim não descortinar se houve posteriores favorecimentos do Governo de Barroso à dita empresa, como se afirmava nos corredores dos jornais.

Em Portugal, existe cada vez menos jornalismo de investigação e a suposta adjudicação de obras- ex: auto-estrada litoral centro - ou favorecimento à dita empresa em concursos internacionais, fica pelo boato, sem chegarmos a conhecer os meandros desta aparente teia de interesses mútuos.

Marques Mendes e Durão Barroso suspiraram de alívio com o arquivamento dos processos e a responsabilidade, pelo menos moral, fica com um quase moribundo Vieira de Castro. O qual, sem possibilidades de se defender, carregará as culpas além túmulo.

O financiamento ilegal dos partidos por empresas existe, ainda que em dimensões mais modestas, nas autarquias. De igual modo, também aqui não são investigadas as perigosas relações que se estabelecem entre o poder autárquico e as empresas que, persistentemente, "ganham" os concursos para adjudicação de obras, em prejuízo daquelas que, por norma, nunca são "premiadas" ou puramente não são convidadas a participar nos mesmos.

Ao nosso senso comum basta estar alerta, porque os casos são mais ou menos flagrantes. Só que apenas se comentam em off. Entretanto, os meliantes podem dormir descansados no travesseiro da impunidade porque neste país nunca se vai mais além por diversos receios e compadrios.

Ave Caesar

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O Limbo


Na Divina Comédia, Dante mostrava-nos um limbo. Um espaço de agonizantes sem esperança de subir ao Reino dos Céus porque lhes faltou a fé em Cristo, onde expiam o seu passado, imaginando a vida que poderiam ter tido após a sua morte.

Ainda que carregada de metáforas, é a imagem que, ano após ano, me salta à memória perante as indefinições e incertezas que se colocam a todos aqueles professores que não conseguiram colocação.
A frustração das expectativas daqueles que se atreveram a crer nos Governos que lhes abriram as “Portas do Céus” – vulgo, faculdades – prometendo-lhes saídas profissionais que, na prática, não existirão. Findas as licenciaturas, publicando-se os resultados dos concursos, são milhares os que todos os anos expiam um pecado alheio. O pecado da sua crença nos sucessivos Governos que lhes vendem a “banha da cobra” e se permitem votar ao abandono todos estes recursos humanos.

Este ano, contaram-se 45 mil candidatos condenados a um purgatório sem Céu à vista, condenados a um inexpugnável limbo onde as suas almas penam eternamente.
Ave Caesar

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A hipocrisia


"We are a democracy like any other democracy in the world"

Estas palavras foram proferidas por Patrick Chinamara, Ministro da Justiça desse grande "democrata" Robert Mugabe, presidente dum país irreal chamado Zimbabwe.

Mugabe foi o paladino duma reforma agrária que se traduziu na expulsão de milhares de empresários agrícolas brancos, com vista a uma redistribuição das terras pelos negros. Esta decisão, aplaudida por outros países africanos, teve como consequência a ruína de todo o sector agrícola, uma inflação de 1.600% e um êxodo massivo das populações para os países vizinhos.

Crê-se hoje que, ao contrário do que apelava publicamente, Mugabe entregou as terras a familiares de membros do governo, sem qualquer qualificação agrícola, e que hoje vivem de subvenções públicas ou, simplesmente, deixaram as plantações ao abandono.

Estranho é que até à independência nos anos 80, este era um dos mais prometedores países de África e hoje é um dos menos produtivos. O desemprego ronda os 80% e a escassez alimentar faz adivinhar uma catástrofe humanitária de proporções bíblicas.

É este "democrata" que Portugal se prepara para receber de braços abertos na Cimeira África/Europa, sem qualquer tipo de advertência ou condenação pública. Lembremos que em 2003 esta cimeira foi adiada sine die porque diversos dirigentes políticos, especialmente britânicos, não pretendiam pactuar com um desregrado violador dos direitos humanos.

Portugal, aparentemente, sacrifica os direitos humanos em prol de benefícios económicos.

É Sócrates em todo o seu esplendor.


Ave Caesar