
Este fim de semana serviu para abrir algumas garrafas de espumante que esperavam ansiosamente pela sua hora. Quiçá algumas de Champagne, o próprio, porque também anda gente com muito dinheiro metida nas políticas locais.
Luis Filipe Menezes é o novo líder do maior partido da oposição em Portugal e a pressa com que, em certos ambientes mealhadenses, alguns açaimos foram arrancados para mostrar os caninos reluzentes a Gonçalo Breda Marques, lembra-me aquela piada passada numa escola primária:
“Ó senhora professora, se as hienas comem cadáveres e têm sexo apenas uma vez por ano, riem-se de quê?”
Façamos uma leitura desapaixonada dos resultados caseiros:
-Breda Marques é efectivamente o maior derrotado da noite de Sexta-feira. É pública a sua relação de amizade com Luis Marques Mendes do mesmo modo que é público o seu ódio por Ribau Esteves, provável próximo Secretário Geral do PSD. Ódios é realmente uma coisa que Breda Marques semeia com facilidade mas como é o único político de carreira no PSD do concelho, a sua experiência lhe dirá que passos dar a seguir. Em política nada é definitivo e, tal como nos videojogos, também na política se ressuscita.
-Carlos Marques é o único que, localmente, pode reclamar vitória. A secção concelhia do PSD apoiou Marques Mendes e cumpriu a sua parte: ganhou. Conseguiu ainda uma estrondosa vitória na eleição dos delegados ao congresso contra uma lista composta por alguns dos nomes mais sonantes da oposição interna concelhia (os auto-intitulados históricos).
-Manuel Jacinto mais uma vez provou, sem esforço, que é uma reserva válida do PSD no concelho e que só não voa mais alto porque assumidamente não quer. Assiste-lhe esse direito, embora com pena de muita e boa gente.
-César Borges Carvalheira empenhou-se no apoio a Meneses e embora possa mostrar satisfação e regozijo por ser mandatário local do candidato que ganhou, o facto é que na Mealhada, perdeu. Deveria fazer uma introspecção e tentar responder à seguinte pergunta: “Se o mandatário de Meneses fosse outro, teriamos ganho?” Talvez daí lhe viesse alguma clarividência acerca da opinião que existe acerca da sua pessoa. Em termos políticos, obviamente!
-João Moreira Peres, homem inteligente, sabia ao que ia. Tinha pela frente um adversário consensual e sabe (estou convencido disso) que a sua pessoa não reúne, em privado, tantas simpatias como as palmadinhas nas costas que recebe em público. No anonimato da câmara de voto somos todos muito mais corajosos. De qualquer modo, o próprio deverá ter tirado todas as ilações.
Em termos menos personificados, está visto que a coisa vai aquecer por estes lados. A desgraça de Breda Marques será amplificada à exaustão. Tal como dantes, as derrotas serão rebaptizadas de vitórias e a concelhia do PSD será zurzida diariamente e cozinhada em fogo lento para perder as próximas eleições (as tais que permitirão depois escolher os candidatos à Câmara).
Quem melhor se aguentar, melhor sairá. Até porque no PSD nacional nada mudou. As eleições legislativas de 2009 terão com Meneses o mesmo resultado que teriam com Marques Mendes e, tal como se sabia em relação a Mendes, também não será Meneses (felizmente) o próximo Primeiro Ministro eleito pelo PSD.
Luis Filipe Menezes é o novo líder do maior partido da oposição em Portugal e a pressa com que, em certos ambientes mealhadenses, alguns açaimos foram arrancados para mostrar os caninos reluzentes a Gonçalo Breda Marques, lembra-me aquela piada passada numa escola primária:
“Ó senhora professora, se as hienas comem cadáveres e têm sexo apenas uma vez por ano, riem-se de quê?”
Façamos uma leitura desapaixonada dos resultados caseiros:
-Breda Marques é efectivamente o maior derrotado da noite de Sexta-feira. É pública a sua relação de amizade com Luis Marques Mendes do mesmo modo que é público o seu ódio por Ribau Esteves, provável próximo Secretário Geral do PSD. Ódios é realmente uma coisa que Breda Marques semeia com facilidade mas como é o único político de carreira no PSD do concelho, a sua experiência lhe dirá que passos dar a seguir. Em política nada é definitivo e, tal como nos videojogos, também na política se ressuscita.
-Carlos Marques é o único que, localmente, pode reclamar vitória. A secção concelhia do PSD apoiou Marques Mendes e cumpriu a sua parte: ganhou. Conseguiu ainda uma estrondosa vitória na eleição dos delegados ao congresso contra uma lista composta por alguns dos nomes mais sonantes da oposição interna concelhia (os auto-intitulados históricos).
-Manuel Jacinto mais uma vez provou, sem esforço, que é uma reserva válida do PSD no concelho e que só não voa mais alto porque assumidamente não quer. Assiste-lhe esse direito, embora com pena de muita e boa gente.
-César Borges Carvalheira empenhou-se no apoio a Meneses e embora possa mostrar satisfação e regozijo por ser mandatário local do candidato que ganhou, o facto é que na Mealhada, perdeu. Deveria fazer uma introspecção e tentar responder à seguinte pergunta: “Se o mandatário de Meneses fosse outro, teriamos ganho?” Talvez daí lhe viesse alguma clarividência acerca da opinião que existe acerca da sua pessoa. Em termos políticos, obviamente!
-João Moreira Peres, homem inteligente, sabia ao que ia. Tinha pela frente um adversário consensual e sabe (estou convencido disso) que a sua pessoa não reúne, em privado, tantas simpatias como as palmadinhas nas costas que recebe em público. No anonimato da câmara de voto somos todos muito mais corajosos. De qualquer modo, o próprio deverá ter tirado todas as ilações.
Em termos menos personificados, está visto que a coisa vai aquecer por estes lados. A desgraça de Breda Marques será amplificada à exaustão. Tal como dantes, as derrotas serão rebaptizadas de vitórias e a concelhia do PSD será zurzida diariamente e cozinhada em fogo lento para perder as próximas eleições (as tais que permitirão depois escolher os candidatos à Câmara).
Quem melhor se aguentar, melhor sairá. Até porque no PSD nacional nada mudou. As eleições legislativas de 2009 terão com Meneses o mesmo resultado que teriam com Marques Mendes e, tal como se sabia em relação a Mendes, também não será Meneses (felizmente) o próximo Primeiro Ministro eleito pelo PSD.







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