quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O nosso alcaide favorito


Uma falha grave do Milha de Calígula e temos que nos penitenciar.
O dia de ontem traduzia uma efeméride quase tão importante como o 25/11/1975. José Barroso Felgueiras fez 75 anos.
E aqui não vou ser parco em elogios nem mostrar qualquer imparcialidade quando me refiro a este homem que adulo como exemplo do político que nunca foi e, felizmente, não quer ser político.
O Comandante não é populista, é popular. É o homem que desliza pelas ruas da Mealhada, que seduz os eleitores, que conhece os nomes e as alcunhas de cada um, conhece a casa de cada um e é um confidente de quase todos nós. Além de humano, é humanista.
Ao contrário dos seus compadres das outras freguesias, Felgueiras não se queixa da falta de meios. Sabe que eles são escassos, mas vai conseguindo como ele diz "dar uns mimos à Mealhada".
Ele sabe que de pouco valem as obras faraónicas. Prefere a distinção da proximidade com as pessoas.
O Comandante é um português suave e macio como o bolo de chocolate dos "Amigos".
Hasta siempre Comandante
Ave Caesar

Sintonia ou outra coisa qualquer? (II)


Duas vezes na mesma semana!!
Vá lá confessem!!
Afinal a retirada de confiança política foi só uma manobra de diversão para acalmar os incautos socialistas que pareciam andar preocupados com os laranjas.
Breda Marques voltou, agora no seu contributo para o Plano e Orçamento de 2009, a mostrar sintonia com aqueles que acusa de não terem ideias para o concelho.
Regressando outra vez ao balanço que César Carvalheira em Agosto fazia dos 5 anos de elevação da Mealhada a cidade, lia-se assim num semanário:
"A Mealhada necessita ainda de melhores acessibilidades internas, havendo que rasgar novas estradas que melhorem a circulação dentro do perimetro urbano . Três dos exemplos que podia dar seria possibilidade de criação dum novo acesso ao centro através do rasgo duma estrada da rotunda do leitão até à estrada contígua aos Edifícios da Junta Nacional dos Vinhos,...
Para o primeiro exemplo, é necessário ainda que não se descure o destino que irá ser dado a todo o património edificado pertencente à Junta Nacional dos Vinhos, não podendo o Município ignorar que todo aquele espaço podia ser de expansão do perímetro urbano da cidade."
No Região Bairradina de hoje, Breda Marques mostra a sua concordância com esta medida... proposta em Agosto:
"Destaca-se ainda a proposta do Vereador que considerou importante que a Câmara Municipal adquirisse as instalações do IVV."
Quem diria!!!
Ave Caesar

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sintonia ou outra coisa qualquer?





A política no PSD concelhio faz-nos assistir a episódios estranhos.
Breda Marques na reacção à retirada de confiança pela Comissão Política, afirma que aquele órgão devia preocupar-se com a preparação dum projecto e não com aquilo que apelida de perseguição.
Fazendo fé nestas palavras, o Vereador não reconhecerá à Comissão Política trabalho positivo ou projectos assinaláveis.
Folheando o Mealhada Moderna de Agosto, período estival em que poucos lêem jornais, encontrei esta reacção de César Carvalheira aos 5 anos de elevação da Mealhada a cidade:

"Outro dos problemas que a cidade não conseguiu colmatar foi o da crescente desertificação do centro urbano com a evidência de existirem cada vez mais prédios devolutos. É imperioso tornar a Mealhada uma cidade atractiva, que cative as populações a fixarem-se no centro, promovendo medidas de reabilitação das casas degradadas e com isso criar estímulos à habitação e à reorganização da vida comercial.
Na próxima década é importante que os responsáveis autárquicos não ignorem esta necessidade de restruturação da cidade, não podendo igualmente esquecer as diversas freguesias do concelho que também se debatem com os mesmos problemas e outros diversos. Sou adepto dum crescimento sustentado que não promova assimetrias entre a Sede do Município e as restantes localidades. Só assim podemos fazer do concelho da Mealhada um exemplo de qualidade de vida."

Hoje, Gonçalo Breda Marques diz o seguinte:

"Actualmente, um dos problemas dos centros urbanos de todas as freguesias e lugares do concelho, relaciona-se com o estado deplorável e a situação de abandono de inúmeros edifícios. As fotografias que vou colocar nos próximos dias no meu Blog revelam os efeitos da passagem do tempo em vários locais do concelho e, ao mesmo tempo, evidenciam a falta de uma política municipal de incentivo à recuperação e ocupação deste tipo de imóveis.Por entender que uma verdadeira renovação e reabilitação dos centros urbanos e do património deveria ser sinónimo de bem-estar, de atracção de pessoas, de qualidade de vida e de benefício para todos, pretendo enquanto vereador reclamar atenção para este problema e apresentar propostas e recomendações, no sentido de aproveitar todas as oportunidades e apoios financeiros que possam surgir."
Realmente, apenas 3 meses após o Presidente da Comissão Política do PSD ter dado o toque sobre esta matéria, Breda Marques vem reconhecer que afinal ali também se produzem ideias e projectos para o concelho da Mealhada!
Agora só desejamos que o Vereador não venha assumir como sua uma ideia que não lhe pertence, pelo que lhe ficava bem, de forma eufemistica, reconhecer que está em sintonia com as preocupações urbanisticas já manifestadas por César Carvalheira.
Ave Caesar

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Vai tudo abaixo...


As Auditorias começam a fazer fumaça. O fogo aguarda-se para quando e se os Serviços de Finanças resolverem ir avante nas pretensas auditorias que há anos dizem andar a ser feitas aos Carnavais do Distrito de Aveiro - Mealhada, Ovar e Estarreja.
O que esta auditoria pedida pelo Município veio demonstrar acima de tudo é que se anda há 30 anos a trabalhar com base no voluntarismo e amadorismo daqueles que tudo têm feito para que o Carnaval não acabe.
Não obstante esta pretensa boa fé dos organizadores, não mais é desculpável a ignorância. A Direcção do Carnaval há muito que devia ter-se profissionalizado, a nível organizativo e também financeiro.
Pelo que nos é dado a conhecer da auditoria feita pelo Município, não existem declaração de início de actividade, declarações de IRC ou de IVA. É sabido, pelas suas próprias características, que a Associação não está dispensada da sua apresentação e bem sabe ou devia saber que as suas receitas, principalmente de bilheteira, são sujeitas a IVA que após cobrança deverá ser devolvido ao Estado.
Mas se a Associação sempre se caracterizou pelo voluntarismo, pergunta-se à Câmara da Mealhada o que andou a fazer estes anos todos? Se sempre esteve representada na Assembleia Geral, porque raio aprovou sempre as contas do Carnaval sem questionar a sua legalidade?
A Câmara, à semelhança do Banco de Portugal perante o BPN, devia ter tido uma actividade fiscalizadora e reguladora. E à semelhança do Banco de Portugal não pode vir agora lavar as mãos quando as poderá ter tão sujas como os dirigentes da Associação de Carnaval.
Ave Caesar

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Que estranho silêncio!!!


Afonso Candal era ontem um dos rostos da pouca vergonha em que se transformou o PS e seu Governo.
No âmbito das investigações sobre o crime de lesa pátria cometido pelos administradores do BPN - lesa pátria a partir do momento em que são os meus impostos que servirão para pagar a sua nacionalização - toda a oposição, repito TODA a oposição era da opinião de que se deviam inquirir os ex-administradores com ligações aos Governos de Cavaco Silva. Sobre essa matéria também o PSD não se agachou e entendeu, para que não haja desinformação, que todos os dados devem ser colocados em cima da mesa.
Numa atitude incompreensível em democracia, os parlamentares do PS negaram qualquer iniciativa que levasse áqueles interrogatórios.
Esta forma de agir levanta as mais vis suspeitas sobre o partido do Governo. Que têm eles a esconder? Preferem que se mantenha esta névoa de suspeita que tanto lhes convém sobre ex-dirigentes do PSD? Ou receiam que se escave mais a trampa em que se transformou o BPN e que, por certo, daria para apurar que a inépcia do Governador do Banco de Portugal tem contornos bem mais obscuros?
Ave Caesar

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A ordem


Ser político numa era dominada pelo imediatismo dos media não é pêra doce!
Que o diga Manuela Ferrreira Leite!
Se durante uns tempos era acusada de promover um silêncio aterrador, agora que resolveu dizer alguma coisa e, mais que isso, fazer umas ironias, logo lhe caem em cima.
Como mera figura de retórica, Ferreira leite disse ontem que talvez não fosse má ideia por vezes haver uns 6 meses sem democracia para se implementarem algumas reformas estruturais, voltando, findos esses 6 meses, tudo à normalidade.
É óbvio que os seus detractores, com Menezes na primeira linha, logo vieram dizer que a senhora teria uma faceta déspota e tirana.
Esta é a prova que a política é uma sensaboria! Não há lugar para a ironia. Só um perfeito idiota acharia que Ferreira Leite com aquela frase que, para bom entendedor, pretendia somente frisar a dificuldade de fazer reformas sob a pressão das corporações, sonhava com um regresso ao Estado Novo.
Mas com esta frase a líder do PSD revela uma fraqueza que lhe retira toda a legitimidade e mostra uma impotência programática. Se as reformas a vários níveis são essenciais, de que forma pretende a candidata a Primeira- Ministra fazê-las se mostra incapacidade perante as adversidades naturais em Democracia?
Jupiter lhe valha!
Ave Caesar

sábado, 15 de novembro de 2008

A razão no absurdo

(P. J. Pollock)

De rebelde sem causa a ícone mundial, Jackson Pollock promoveu no Séc. XX uma das maiores revolução artísticas pós cubismo.

Como qualquer estrela do firmamento artístico, Pollock morreu jovem e bêbado, encontrando a imortalidade num tronco de árvore. A sua vida adulta viveu-a na sombra do complexo americano perante a "arte maior" do Velho Continente.

Hoje é reconhecido unanimememte como um dos mais prodigiosos pintores e referência da inovação em "action painting".

Nota: a memória não se deve a qualquer efeméride. Apeteceu-me... e pronto.

Ave Caesar

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

i want you...


The guilty undertaker sighs,
The lonesome organ grinder cries,
The silver saxophones say I should refuse you.
The cracked bells and washed-out horns
Blow into my face with scorn,
But it's not that way,
I wasn't born to lose you.
I want you, I want you,
I want you so bad,
Honey, I want you.
The drunken politician leaps
Upon the street where mothers weep
And the saviors who are fast asleep,
They wait for you.
And I wait for them to interrupt
Me drinkin' from my broken cup
And ask me to
Open up the gate for you.
I want you, I want you,
I want you so bad,
Honey, I want you.
Now all my fathers, they've gone down
True love they've been without it.
But all their daughters put me down'
Cause I don't think about it.
Well, I return to the Queen of Spades
And talk with my chambermaid.S
he knows that I'm not afraid
To look at her.
She is good to me
And there's nothing she doesn't see.
She knows where I'd like to be
But it doesn't matter.
I want you, I want you,
I want you so bad,
Honey, I want you.
Now your dancing child with his Chinese suit,
He spoke to me, I took his flute.
No, I wasn't very cute to him,
Was I?
But I did it, though, because he lied
Because he took you for a ride
And because time was on his side
And because I . . .
I want you,
I want you,I want you so bad,
Honey, I want you.
(Bob Dylan)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Queda


Mais que um filme, uma certeza!
Ave Caesar

sábado, 8 de novembro de 2008

Zbigniew Preisner Van Den Budenmayer En Mi Mineur (La double vie de Véronique)

"O voi che siete in piccioletta barca,/ desiderosi d’ascoltar, seguiti/ dietro al mio legno che cantando varca,// tornate a riveder li vostri liti: /non vi mettete in pelago, ché forse/ perdendo me, rimarreste smarriti. // L’acqua ch’io prendo già mai non si corse/ Minerva spira, e conducemi Appollo // e nove Muse mi dimostran l’Orse. " (Dante)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Winds of change


O expectável aconteceu.
Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos, não se confirmando os piores receios que alguns comentadores se atreviam a prever. O temido preconceito racial que já fez vítimas noutras circunstâncias não colocou em causa esta eleição e a América demonstrou que é "that great nation". Madura, adulta e responsável.
Sobre os ombros deste novo Presidente pesa a enorme responsabilidade da esperança de milhões de americanos, europeus e asiáticos. Estas eleições tiveram a particularidade de envolver o mundo inteiro em torno duma ideia de mudança necessária que credibilizasse os Estados Unidos depois de 8 anos de governação "red neck".
Aguardemos pelos desejados ventos de mudança.
Ave Caesar

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Capitalismo socialista

Confesso que, em matéria de intervenção estatal, sou adepto da mínima possível. Confio no sistema capitalista com todas as falhas inerentes ao mesmo, devendo o Estado intervir somente nas áreas chave como sejam Saúde, Educação e Segurança Social.
Nos dias de hoje assistimos a uma verdadeira depuração do sistema capitalista e, em certos casos, o Estado vê-se obrigado a intervir. Mas esta intervenção é, de per si, perniciosa a partir do momento em que onera os contribuintes - que somos todos nós - pelas falhas de terceiros.
A recente noticia de nacionalização dum moribundo BPN deve deixar-nos a todos preocupados. Se os gestores do Bando (Banco) foram incompetentes e até criminosos porque carga de água é que Estado tem intervir para recuperar a instituição e impedir a sua falência?
Na minha opinião - que se calhar não conta para nada - o mercado bancário e bolsista deve auto-regular-se e as instituições incapazes de sobreviver devem, por via disso, desaparecer do sistema.
Preocupa-me que o Governo e o Banco de Portugal estejam mais preocupados em evitar a falência do banco do que descobrir e punir os responsáveis por 6 anos de relatórios fraudulentos ao Banco de Portugal e pela sobrevivência à custa de negócios de legalidade duvidosa.
No crash de 1929 desapareceram só nos Estados Unidos 9.000 instuições bancárias e financeiras e mesmo assim o sistema capitalista não foi colocado em causa, apenas se readaptou.
Ave Caesar