
Há assuntos que, se sucessivamente ignorados, acabam por cair no esquecimento das memórias ou transformam-se em mitos urbanos.
Numa anterior edição do MM (Mealhada Moderna), em entrevista já aqui citada, JOSÉ RELVAS deu umas pinceladas na nossa memória, recordando a forma, quiçá, pouco transparente como um acervo patrimonial e cultural do Munícipio parece ter-se perdido na poeira dos anos.
A memória dos munícipes, tal como a minha, ainda recorda o espólio da antiga Casa da Cultura. Desconhecerá é o destino que foi dado a todo o mobiliário, fainças, armas, biblioteca. E a Câmara Municipal da Mealhada, fiel depositária dum espólio que lhe foi doado, não devia querer viver sob um anátema de culpabilidade ou cumplicidade no eventual desaparecimento dum património que é de todos.
É público que há uns anos foi elaborado um inventário detalhado do Património Municipal, editado numa obra, julgo que da responsabilidade da Dr.ª Manuela Soares. Desconheço se o espólio se encontra aí catalogado, mas urge desvendar um mistério que, nas bocas do povo, atinge eventuais inocentes, alguns deles até falecidos.
O repto é aqui feito aos políticos que tão amíude nos visitam. Esqueçam por momentos as vossas lutas comezinhas e mostrem que se preocupam sinceramente com o património do concelho.
Ave Caesar
4 comentários:
"Como também não ignoramos, pela intervenção de João Pêga, que sucedeu a Relvas na direcção da Casa da Cultura, logo se tratou de ignorar os termos da doação e transformou-se o edifício na Escola Profissional, tendo o rico espólio daquela casa desaparecido no "segredo dos deuses"."
Oh Gaius!
Pode ter algum mérito a tua intervenção neste assunto melindroso, mas cuidado! O texto que trancrevo acima, retirado do teu post anterior sobre este assunto, não coincide com o texto da entrevista que citas.
Afirmas coisas (e acusas implicitamente pessoas) de uma forma que não está expressa, tal e qual, na entrevista.
Eu próprio fui levado pelo teu post anterior e fiz alguns comentários, indignado.
Mas ao reler a entrevista, depois desta tua insistência, dei conta de que, tudo afinal pode não passar de um lamentável equívoco, talvez um pouco empolado com a tua intervenção.
Concordo que seja necessário saber do espólio.
Mas cuidado...imagina que ele está intocado e devidamente guardado...sais mal no retrato.
e o piano????
Caro estilo e honra,
Se reler com atenção o post anterior onde me refiro a este tema verá que não faço qualquer acusação. Acredite que, da minha parte, ignoro onde se encontra o espólio da Casa da Cultura. Uma coisa é certa, todo aquele património não se encontra no desfrute dos munícipes, como devia estar e assim foi desejado pelos seus doadores.
O que me parece importante é sabermos efectivamente onde se encontra todo aquele acervo que pertence ao Município e, como tal, neste mesmo post digo que a CMM não pode viver sequer com a suspeita que deixou que tal se desvanecesse.
O caro leitor saberá que aqui não fazemos quaisquer acusações sem fundamentos nem contribuiremos para colocar suspeições nas costas de quem quer que seja. Acima de tudo interessa-nos a verdade. Por essa mesma razão me refiro também ao Inventário Municipal editado há uns anos, onde podemos detalhadamente conhecer o património do Município. Se tiver acesso a essa obra, agradeço que nos esclareça se O PATRIMÓNIO MÓVEL DA CASA VASCONCELLOS LEBRE se encontra aí catalogado.
Ave Caesar
Não tenho acesso à obra.
Onde é que se pode consultar?
Por outro lado, para saber o que procura, bastaria, suponho, dirigir-se à Câmara e pura e simplesmente fazer a pergunta.
Para quê então, andar para aqui a espalhar o que pode muito bem ser apenas lama fedorenta e escusada?
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