terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ei-lo de volta


Pois é. Às acusações de que nada tem feito pelo concelho, Cabral vai respondendo com uma criteriosa gestão de silêncios, mas apresentando uma acção que, suspeito, só pare à beira das próximas autárquicas.
Ainda na semana passada ao ler um texto jornalístico da Mônica Sofia Lopes, onde entrevistava Lourdes Norberto, a propósito da peça encenada por Celso Cleto - Felizmente não é Natal - em exibição no Cine Teatro Messias, dei por mim a felicitar a CMM por ter colocado o concelho no roteiro do teatro nacional, promovendo mais espectáculos que, por exemplo, Coimbra.
Soube hoje que a Câmara Municipal da Mealhada acaba de adquirir o Cine-Teatro do Luso e o respectivo terreno envolvente.
Ao que parece a autarquia pretende, de futuro, proceder à recuperação do edifício, de forma a poder integrá-lo no seu projecto de dinamização cultural e turística da vila termal do Luso.
Com a aquisição o Município passa a ser proprietário de 3 cine teatros e, nessa perspectiva, passará, pelo menos teoricamente, a deter uma maior possibilidade de divulgação cultural.
Mas não esqueçamos. O Cine Teatro da Pampilhosa está encerrado há décadas, tendo a CMM prometido a sua reabilitação para 2001. O Cine Teatro do Luso que foi desde os anos 30 um dos principais pólos dinamizadores da cultura daquela vila estará agora à beira da degradação.
É, pois, bom que a CMM meta mãos à obra e se ocupe não só da revitalização dos dois edifícios mas da sua dinamização cultural.
Teremos mais coelhos a saltar da cartola de Cabral?
Ave Caesar

9 comentários:

Anônimo disse...

Ora, cá está, estamos esclarecidos, o Gaius apoiante da colectivização da cultura.
No tempo da outra senhora era a sociedade civil que assumia essa tarefa. Veja-se os casos da Mealhada, Pampilhosa e Luso.
É o tipo de dsenvolvimento que deseja? Hum! estamos conversados.
Passe bem.

Anônimo disse...

Gaius, você está aí? Acorde, não foi a Vila Aurora que a Camara comprou. Essa está bem arranjadinha e não está à venda.Escute, além do cinema também existem negociações para comprar a antiga empresa "Oliveiras". Sabe, a camara quer ter o monopolio das ruinas,(floresta,cine-pampilhosa, cine-luso)para mais tarde reparar.

Gaius Germanicus disse...

Caros tribunos,
Alguém falou na colectivização da cultura? E, por outro lado, conhecem alguma Associação ou Colectividade que possua meios financeiros para adquirir e recuperar qualquer um dos Edifícios mencionados no post?
Se a CMM tem disponiblidade financeira, pois acho muito bem que adquira dois símbolos da divulgação cultural do tempo da outra senhora. Obviamente que não pretendo que a CMM detenha também o monopólio da divulgação e promoção cultural no concelho. Como tão bem devem saber existem diversas associações de cariz cultural no concelho - Barcouço, Mealhada, Pampilhosa, Casal Comba, Vacariça (Santa Cristina - que apenas necessitam dum empurrãozinho para crescer.
Mais concretamente ao 2º anónimo. Não me tome por ignorante. Sei bem que a foto é da Vila Aurora, mas não havia aqui uma disponível do Cine-Teatro. Saiba que estive em diversas sessões de cinema naquele espaço e é nas escadas contíguas ao mesmo que inicio os meus passeios semanais pelo interior da Mata do Buçaco.

Ave Caesar

Anônimo disse...

Pois é Gaius
Não falou em colectivização da cultura mas vai dar no mesmo. Na ex-URSS também não falavam dela mas ela existia ou acha que não?
Não está em causa a aquisição do edifício ainda que se questione a forma, se a título definitivo se temporário como foi o caso do Cine-Teatro Messias que foi por 25 anos dos quais já passaram perto de 10. Portanto daqui a quinze a Sociedade Agrícola chamar-lhe-á seu e poderá transacioná-lo novamente. É ou não verdade?
Mas voltando ao tema, o Sr. será suficientemente inteligente para compreender que não está em causa a aquisição, com as ressalvas já expressas. O que está em causa é a utilização. Veja, por exemplo, o que se passa em Coimbra com o Teatro da Cerca de S. Bernardo. Conhece? É municipal mas a Cãmara, por seu livre arbitrio exclui grupos teatrais da cidade de o utilizarem, só porque os considera politicamente incómodos.
O Sr. quando diz que em várias freguesias´existem iniciativas culturais mas que não têm singrado porque lhes tem faltado um "empurrãozinho" está a reconhecer isso mesmo.
Que interessa existirem grandes estruturas físicas sejam elas cine-teatros, sejam estádios ou parques desportivos, pavilhões, etc., etc., municipais,se depois nós, sociedade civil, não nos conseguirmos organizar para os rentabilizar socialmente. Sabe quanto me pediram para a utilização desportiva por crianças e jovens de um pavilhão dito municipal? Pois foi, 20 euros por hora!
Desça ao terreno, digníssimo imperador, e conheça a realidade.
Então poderá compreender que as pessoas estão primeiro, é o que há de mais importante no mundo.
Passe bem.

Gaius Germanicus disse...

Acredite que conheço a realidade. Sei bem quanto pedem, por exemplo, pela utilização do pavilhão da Pampilhosa, como também já aqui denunciei o escândalo que foi o Presidente da Câmara não ter cedido o Cine Teatro Messias para uma festa infantil do concelho a um fim de semana, disponibilizando somente o espaço para um dia da semana onde as crianças foram obrigadas a fazer as suas apresentações às 23 horas.
Se acha que de alguma forma haverá descriminação de associações conforme a sua cor, não deixaremos de estar atentos e denunciaremos sem quaisquer lamentos todos os abusos de poder.
A verdade é que, em cerca de 7 meses já fomos lidos por 15.000 pessoas. Se calhar acabaremos por ter algum poder de influência.

Ave Caesar

Anônimo disse...

Tenham calma. Começou a fumaça da campanha ...
Teve de começar cedo porque a concorrência aperta!

Anônimo disse...

Ó Gaius 15.000 pessoas?
Deves ser doido. É sempre o mesmo.
Meia duzia de pseudo politicos e tu.
Não te iludas.

Anônimo disse...

Só o maluco do mineco vem aqui 50 vezes/dia no minimo.

Gaius Germanicus disse...

Poucos mas bons ou nem por isso?
Ave Caesar