quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Hoje é um bom dia para morrer.

Caros senadores, ao povo de Roma
Quando lerem estas linhas já eu, Marcus Tulius Cicero, abandonei a vossa companhia e voei para junto de Marte e de Minerva. Abandono a vossa companhia com pesar mas com a satisfação de, ao longo de alguns meses, ter feito parte de um projecto grandioso de debate, de purga ociosa de vicios privados e virtudes públicas, de democracia e, assumamos, de demagogia também. Foi um exercicio de Liberdade, a suprema das virtudes humanas e sociais.
Parto porque não tenho podido dar a este senado tudo o que a minha doce virtude permitiria. Cronos não me tem bafejado e eu não consegui corresponder. Em sete meses não consegui mais do que mandar 18... posts. É pouco mesmo para um celibatário como é Marcus Tulius Cicero.
Parto contente e muito feliz.
Adopto, como meu sucessor, como manda a obrigação de um bom pater familiae, um filho adorado, Publius Aelius Traianus Hadrianus, um dos cinco bons imperadores. Sei que andam numa demanda gloriosa e estafada para arranjarem imperador para a vossa urbe. Não façam dele candidato para não o misturar com o resto da trampa que por aí se tem alvitrado. Acreditem-me cioso do bem estar do meu filho adorado.
Deixo uma ultima palavra para os meus cumplices Gaius Germanicus e Lucius Licinius Lucullus. Foi muito bom fazer parte deste triângulo que continuará com a ajuda de Hadrianus.
Termino como comecei:

Annuntio vobis gaudium magnum:
Nascimur poëtae, fimus oratores
- Nascemos poetas, tornamo-nos oradores
Bona fortuna M.T.C.

5 comentários:

Anônimo disse...

Obrigado e um abraço amigo!

Anônimo disse...

E se foses á merda mais tanta latinada.

Anônimo disse...

Anda aqui o puto!...

Anônimo disse...

O Rico Filho.

Anônimo disse...

Pois...só ele usa este tipo de linguagem.