domingo, 11 de novembro de 2007

Convicções de outrora


" Onde quer que os estandarte da liberdade e da independência seja desfraldado, ali estará o seu coração (da América), as suas bençãos e a suas orações. Mas ela (América) não vai para o estrangeiro em busca de monstros para destruir. Ela é a defensora da liberdade e da independência de todos. Ela é a campeã e protectora apenas dela mesma. Defenderá a sua causa pela contenção da sua voz, pela simpatia benigna do seu exemplo"



J. Quincy Adams escrevia estas palavras em 1821. A então jovem democracia norte-americana, através destas palavras simbolizava o esteio da liberdade universal. E era esse o propósito, como o foi desde sempre o paradigma para justificar a ingerência no exterior: levar a liberdade além fronteiras.

Adams foi nomeado em 1796 embaixador dos EUA em Lisboa, sem, no entanto, ter chegado a assumir formalmente o desígnio. Esperavam-no voos mais altos. Em 1825 foi eleito Presidente dos EUA até 1829. Após a Presidência teve ainda um fundamental papel na luta contra a escravatura.

Para melhor nos lembrarmos dele, recordemos o filme de Spielberg, "Amistad", onde um magnífico Anthony Hopkins retratou ao detalhe a brilhante defesa que Adams fez dos escravos fugitivos do navio negreiro que dá nome ao filme.



J. Quincy Adams tem uma, e somente uma, semelhança com o actual Presidente dos EUA. O seu pai John Adams havia sido também Presidente, sucedendo a George Washington. No demais, as diferenças são abissais.



Ave Caesar

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