quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Retratos


Aos amantes da fotografia recomendo a exposição que está patente no Cine Teatro Messias, organizada pelo Jornal da Mealhada, subordinada ao tema "O concelho da Mealhada pela lente".
Como, por razões óbvias, me foi impedida a participação, deixo aqui o meu humilde contributo.
Ave Caesar

O nosso "Caso Lewinsky"


Há uns anitos atrás, Clinton vivia um período de popularidade quando lhe caiu uma pesada "bomba" em cima. O "Caso Lewinsky" metia charutos, vestidos com nódoas bizarras e um Keneth Starr armado em paladim dos bons costumes.
À data, Bill Clinton safou-se a um "impeachment". Mas antes teve que criar manobras de diversão para distrair os mui púdicos eleitores norte-americanos dos seus devaneios sexuais - bombardeou o Iraque sem razão aparente.
Nós por cá temos um caso idêntico com algumas nuances. Enquanto lá se falava de sexo, cá discute-se o vil metal e a promiscuidade entre dinheiros públicos e interesses privados. É o chamado "Caso Calhoa".
Seria enfadonho voltar a repetir os factos. O único dado novo é que a dita empresa nos últimos anos terá aumentado a facturação com o Município em mais de 400 %, não obstante outras empresas do mesmo ramo também terem aumentado o volume de negócios com a Câmara.
Mas Calhoa, à boa maneira de Clinton, mas sem a mesma argumentação, chuta para canto. Tenta desviar as atenções do seu caso e afirma colher apoios e enorme solidariedade no seio do PSD e mesmo dentro da sua Comissão Política. Com esta manobra diversiva, Calhoa tenta provocar uma caça às bruxas dentro dos laranjinhas e, com isso, sair de palco sorrateiramente.
Calhoa só ainda não percebeu uma coisa: o seu maior perigo não vem do partido que se lhe opõe, mas do seu próprio, quiçá, do seu Secretariado concelhio.
Lá está... é a chamada miopia política.
Ave Caesar

domingo, 5 de outubro de 2008

Porque facilmente me impressiono

Claude Monet (1840 - 1926)

Escolho Monet por nenhuma razão especial. Talvez porque facilmente me impressiono, porque não vejo as coisas como são, mas simplesmente como gostaria que fossem.
Interessante como a expressão surgiu pela primeira vez num tom pejorativo! Louis Leroy, pintor e escritor, quando de uma crítica feita ao quadro " Impressão, nascer do Sol", dizia: "Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão."
A palavra, que se supunha jocosa, agradou a Monet e seus amigos e a tendência por lá se manteve: IMPRESSIONISMO.
Ave Caesar

O que seria feito de si?


Há pouco, após passar os olhos pelos meus vizinhos, assaltou-me um raciocínio acerca dos nossos tão criticados políticos concelhios: o que teria sido deles se não fosse a política?
Começando pela "doce oposição" recordo que há 20 anos César Carvalheira talvez estivesse nos seus anos de glória empresarial, tendo pouco depois deixado a Mealhada para se perder pelo mundo futebolistico como Vice -Presidente da Federação de Futebol então liderada por Vítor Vasques. Que lhe traria a vida se não fosse a política? Provavelmente não teria tido aquela debutância pelas esferas do desporto e continuaria na senda das obras públicas. Hoje por certo estaria melhor - financeiramente, digo - mas igualmente afectado pela crise que arrasa qualquer empresa de pequena ou média dimensão.
A Breda Marques vaticinava-lhe o mesmo futuro, mas sem palco. Dedicado a uma empresa por si criada do nada, sem ajudas de "padrinhos" que, para o caso, pouco ou nada serviriam. Por certo, e ao contrário do antecessor e também empresário, estaria de melhor com a vida.
No PS a situação parece que se inverteria. Há vinte e cinco anos , mais coisa menos coisa, Cabral era um ilustre desconhecido professor não licenciado substituto numa Secundária da Mealhada. Hoje seria isso e nada mais, sem qualquer desprestígio para uma classe que admiro pelos enormes sacrifícios sem compensação à altura.
Marqueiro era também há 20 anos um economista duma empresa à beira do colapso e, provavelmente, não obstante as capacidades técnicas que lhe reconhecemos, ter-se-ia perdido numa imensidão de técnicos sem soluções para o desafogo das empresas que representariam.
Fácil é ver quem são os beneficiados da política e quem são aqueles que necessitam de se agarrar à sua influência política como lapas, pois, à falta dela, tudo na vida lhes seria uma madrasta.
Ave Caesar

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ilustre condição


O Mealhada Moderna desta semana brindou-nos com uma série de entrevistas a que tendemos a não dar a devida importância: política no feminino.
Não que concorde que tenha que haver uma visão diferente ou um tratamento diverso quando falamos da condição feminina e da sua participação política ou cívica. Pelo contrário, só conheço exemplos de destaque no universo político feminino. E delas conseguimos verdadeiras lufadas de ar fresco. Intervenções que cortam diametralmente com o quotidiano chato da nossa politicazinha.
Em particular surpreenderam-me as respostas esclarecidas de Ana Filipa Varela que, de forma clara, conseguiu desmistificar a polémica questão das quotas e ressalvou o papel fundamental que as mulheres têm nas mudanças em sociedade, independentemente de se encontrarem presas a um preciosismo jurídico.
Ana Varela surpreende também pela honestidade em denunciar a incessante guerrilha que se vive no pequeno burgo político concelhio, que desgasta as personagens e as impede de prosseguir os fins essenciais do fazer política.
Mesmo demonstrando uma aparente indisponibilidade para o exercício da política activa, não deixa de ter uma visão esclarecida do concelho, apontando uma série de medidas que contribuiriam para o desenvolvimento deste nosso amorfo concelho.
Sem dúvida um nome (aliado a uma evidente capacidade) a reter no universo laranja.
Ave Caesar

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

40.000




40.000


Apesar de tantas queixas, lá nos vamos aguentando!

Este número até merece uma comemoração nos "Amigos de Alex", o local eleito pela classe (às vezes desclassificada) política da Mealhada.

Pode ser que eu venha a aprender por lá alguma coisa.


Ave Caesar

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O empecilho


É consensualmente sabido que o turismo concelhio está de rastos.
A sua pérola - vila do Luso - está transformada em estaleiro - fonte de S. João, Avenida Emídio Navarro -, o faraónico projecto da Maló Clinics para revitalização das termas teima em ser uma virtualidade.
E o que faz o Município para contrariar esta tendência de há anos? Nada, só empecilha.
Desde sempre se soube que o Parque de Campismo do Luso para ser atractivo necessitava duma piscina, coisa que jamais foi feita.
Há uns anos a Câmara concessionou aquele Parque à Orbitur que recentemente já veio dizer que não está minimamente interessada em renovar a concessão por uma razão muito simples. Aquela empresa concessionária tinha como projecto a construção duma piscina no parque. No entanto, Cabral não está pelos ajustes e impede a construção da mesma.
Conclusão, sem piscina não há campistas, sem campistas não há Orbitur. E daqui a dias fica o Município com mais um órfão nas mãos sem saber o que lhe fazer, como acontece com a miríade de pavilhões que proliferam por todas as freguesias.
Ave Caesar