
No último post escrevi que a promiscuidade entre empresas e partidos políticos é transversal e impune no nosso país.
Os financiamentos paralelos, e à margem da lei, das empresas aos partidos políticos convivem saudavelmente com os favores que as forças políticas retribuem quando no exercício do poder.
No entanto outros malabarismos são praticados descaradamente.
Luís Filipe Menezes, em campanha para as directas do PSD, numa visita aos Açores utilizou um avião particular emprestado por um "amigo" que, por mero acaso, é apenas um grande empresário ligado ao sector imobiliário, desconhecendo-se, por ora, se terá ou não interesses imobiliários no concelho de Gaia.
Questionado sobre o assunto, Menezes terá feito a mesma expressão de ingenuidade e inocência que esboçou quando foi desmascarado pelos sucessivos plágios do seu blogue de campanha.
A promiscuidade é, por si só, grave. Mais grave ainda é se a banalizamos.
Ave Caesar





