
Julgo que será livre de controvérsia afirmar-se que os tempos do betão e das grandes obras terminaram. A euforia dos autarcas com as obras de referência finou-se e hoje perspectivam-se, pelo menos aparentemente, outros desígnios e prioridades.
Os discursos da tomada de posse na Câmara ficaram marcados por dois temas: a educação e a acção social.
Os próximos anos irão demonstrar se tanto o Poder como a Oposição serão capazes de manter à margem as iniciativas eleitoralistas e de colocar o enfoque na melhoria real das condições de vida daqueles que representam.
O primeiro passo foi dado no concelho da Mealhada com a adjudicação da reabilitação do Bairro Social do Canedo. Mas esta é apenas uma agulha no palheiro da pobreza que se vive em muitas outras localidades do concelho. Para esses esperam-se também medidas sérias, estudadas com pinças caso a caso. Pelo facto de ser envergonhada, não quer dizer que a pobreza não exista.
Ave Caesar
Um comentário:
Claro que existe, a pobreza.
Existe e sempre existirá. A de espírito, por exemplo, que é a mais grave de todas.
De modos que, seus desclassificados pobres de espírito, já chega de carpir lagrimas de crocodilo pela pobreza. Não são essas lágrimas que vão acabar com a pobreza.
O que ajuda efectivamente a minorar a pobreza é a acção, é o trabalho, é o empenho em fazer o melhor possível em cada dia que passa. Nem que seja apenas por nós mesmos. Porque se fizermos muito por nós mesmos, ajudaremos, certamente a dar que fazer a muita gente, que também beneficiará do nosso empenho. Sem caridadezinhas de caca.
Esteves
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