quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homenagem a Keith Floyd


O meu estado de quarentena impediu-me de prestar uma sentida homenagem a este fleumático britânico.
Fui avisado do seu desaparecimento pelo quase sempre acutilante e certeiro "Chá com Porradas" e, ontem, providenciei de participar nas suas exéquias da forma que ele com certeza mais apreciaria. Aproveitei a noite para rever "Floyd Uncorked", numa brilhante incursão pelo paraíso dos vinhos - a região de Bordéus, com os seus "Saint Emilion", "Médoc", "Margaux"e "Sauterne".
Floyd não era um grande teórico sobre os vinhos era sobretudo um prático - gostava de beber do bom e preferencialmente muito.
Numa breve incursão pela região, Floyd degustou - eu diria devorou - os néctares com que sonhamos mas dificilmente alcançamos - "Chateau Lafite" de 1949!!!!
Dada a estreiteza da minha garrafeira, lá brindei aos céus onde Floyd caminha de braço dado com Baco, com um muito modesto "Cartuxa".
Ave Floyd.

3 comentários:

Pedro Costa disse...

Não sei se reparaste, mas o comentario do Floyd a esses vinhos foi sempre o mesmo: "money taste".
Com a honrosa excepção do Sauternes que é efectivament um vinho excepcional, todos os outros têm os seus dias. Muitos são bons apenas porque são caros.
Quando puderes, experimenta um Sauternes. Antigamente encontravam-se meias garrafas a 30 ou 40 euros na Makro, mas há algum tempo que não as vejo por lá.
Em Portugal chegou a experimentar-se uma aproximação a este vinho que é mais um método de vinificação que apenas um vinho. A Real Companhia Velha produziu em Alijó alguns brancos doces de qualidade, mas que nunca se aproximaram sequer do Sauternes.
O Sauternes tem uma consistência "olorosa", um vinho de vinificação natural que parece um espirituoso. Uma experiência que basta ter uma vez na vida para nunca se esquecer.

Anônimo disse...

Tenho muita pena, mas no Domingo anterior talvez estivesses para celebrar com Moet & Chandon D. Perignon Brut Vintage 1999. Este champanhe respira vida, no nariz sente-se uma espiral de aromas com toques de angélica, flores secas, abacaxi, coco, canela, cacau e tabaco. A amplitude surge na boca, a complexidade está a flor da pele. Indescritivel!!! O César tinha lá muitas preparadas.

Anônimo disse...

DEIXEM O PALHAÇO DO LORVÃO A PÉ LÁ NA SERRA. PODE SER QUE NUNCA MAIS VOLTE.