segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A "Atocha" de Sócrates




A 11 de Março de 2004, a Espanha acordava com um espectáculo de terror assassino. O chamado atentado de Atocha foi a marcha fúnebre do ainda Primeiro- Ministro Aznar que em vésperas de eleições, segundo as sondagens, gozava duma folgada maioria.
Mas acabou com a reputação e futuro político quando decidiu mentir aos espanhois. Em véspera de eleições Aznar já sabia que o atentado havia sido praticado pelos fundamentalistas islâmicos da Al-Quaeda, mas insistiu numa mentira, afirmando que era mais uma acção da ETA.
Ao querer capitalizar o massacre em votos, Aznar saiu copiosamente derrotado pela mentira.
Com as devidas comparações e imenso respeito pelas vítimas, diríamos que Manuela Moura Guedes será o "Atocha" de Sócrates. E comparo os dois casos porque aqui também o Primeiro- Ministro mente com quantos dentes tem na boca quando afirma nada ter a ver com o cancelamento do "Jornal da Noite" e o mais vil atentado à liberdade de imprensa - goste-se ou não do estilo - de que há memória em Portugal.
Felizmente, creio que os portugueses são tão lúcidos como os espanhois e saberão "compensar" Sócrates pela sua mentira.
Ave Caesar

8 comentários:

Egídio Peixoto disse...

É bom lembramo-nos da carta anónima do militante do CDS-PP, em 2005, contra Sócrates, outra, acerca da liberdade de informação, não terá sido tudo outra armadilha bem montada para esta campanha eleitoral das eleições de 27 de Setembro, de alguns ditos sérios, que logo na primeira hora já tinham palanque montado e discurso feito para a situação? E mais, foi logo o senhor que no último governo PSD - CSD-PP, era ministro da Justiça (Aguiar Branco) e, expulsou da mesma estação televisiva o Pr. Marcelo Rebelo de Sousa e, lembrem-se de Pacheco Pereira o mais liberal do PSD que no ano da graça de 1993, José Pacheco Pereira era vice-presidente da bancada parlamentar do PSD. Cavaco Silva ia no seu terceiro mandato como Primeiro-Ministro, e a contestação era grande em muitos sectores sociais: dos "secos e molhados" (famosa manifestação que colocou polícias contra polícias), aos inarráveis episódios na educação, onde a Prova Geral de Acesso, as provas globais do 10º ano introduzidos dois meses antes do fim do ano lectivo, e o pagamento de propinas no ensino superior provocavam manifestações atrás de manifestações. Que geralmente terminavam com cargas policiais sobre estudantes, como tristemente veio a suceder na própria escadaria da Assembleia da República!
Então Pacheco Pereira zeloso como sempre do mito do cavaquismo, decidiu mudar as regras de circulação dos jornalistas no Parlamento para os impedir de recolherem imagens e declarações. O homem que veio da extrema-esquerda limitou efectivamente a liberdade de circulação nos corredores parlamentares. Era uma maçada incomodar os deputados e ministros da maioria. E uma maçada maior ter as declarações das oposições no prime time televisivo.
Mais, o que Aníbal Cavaco Silva quis dizer foi "que espera que a liberdade de expressão não tenha sido posta em causa no caso do cancelamento do Jornal Nacional de Sexta apresentado por Manuela Moura Guedes da mesma forma que foi aquando da mordaça que Manuela Ferreira Leite colocou a todos os professores quando era Ministra da Educação e quando Marques Mendes fazia os alinhamentos do Telejornal da RTP com José Eduardo Moniz.
Agora Gaius leia, porque tudo se pode vira! E se calhar não leu “O Pêndulo de Foucault”, de Umberto Eco uma das imortais obras de literatura do século XX.

Gaius Germanicus disse...

Mau caro Egídio,
A verdade é que as pessoas que aponta já foram julgadas pelos seus erros. E, se os cometeram, não quer dizer que sirvam de desculpa para aqueles que agora os cometem.
A única questão que aqui está em causa é que Sócrates não se livra de estar ligado ao Processo Freeport e ao cancelamento do Jornal da Noite da TVI. É isso que os eleitores vão julgar a 27 de Setembro e não os factos ocorridos no século passado.

Ave Caesar

Anônimo disse...

Mais um que merecia ter de provar o que diz,porque é que Socrates está ligado ao Freeport?Você tem provas disso?Dava-lhe jeito que fosse assim,nao era!Voce não passa dum caluniador anónimo,isso mesmo, caluniador anónimo,diga lá o seu nome se tem coragem para isso,até que o faça não passa dum miserável cobarde.

Gaius Germanicus disse...

Abra os olhos e deixe-se de tretas.

Anônimo disse...

Ó Gaius você gosta mesmo de guerra!!! Agora não espere elevação nas respostas quando não a tem nos post`s.

Anônimo disse...

Gaius, isto é um exemplo, mas vê com os teus próprios olhos. Na morada que está em baixo e, depois diz alguma coisa.
Porque com toda a certeza vais perceber quem é de verdade MMG.
A manipuladora, a insultuosa, que abate quem lhe travar o seu trilho, que sempre maltratou quem se opusesse às suas ideias de quem tinha a abater e, Sócrates tem sido o seu alvo preferido entre outros mas sempre do PS. Chamas a isto jornalismo? Chamas a isto jornalista?
O jornalismo é algo de muito importante, um jornalista investiga, denuncia, informa e tenta ser isento, não persegue ninguém para abater.
o jornalista deve ser uma pessoa honesta que procura esclarecer com a verdade e não com as mentiras, isso não é jornalismo é sim terrorismo informativo.
Isto é um relato entre muitos para que o Gaius possa discernir quem realmente é MMG… vi isto no Blogue do Egídio e achei extremamente interessante, acho que como em tudo o que se escreve nesse blogue.
"Quanto ao Miguel ganhão pereira já aqui escrevi e no blog que deu lugar a este também deixei um lamiré em 2005...
A Cármen ligou-me de madrugada lavada em lágrimas a dizer que o Miguel se tinha suicidado. Lembro-me que saí de casa direito a Queluz e pelo caminho recordei alguns factos que se tinham passado por esses dias e que o Miguel me havia contado: o desprezo com que fora tratado, a mesquinhez com que a ele se dirigiram apenas e só porque passava mais um aniversário sobre o assassinato de Sá Carneiro e ele, o Miguel, era o único jornalista que restava na TVI que fizera parte da equipa de Artur Albarran que durante meses e meses se dedicara a investigar o atentado.
Tinha por isso o Miguel muita informação sobre o assunto preparou-se para quando chegasse o dia poder fazer um trabalho sobre isso. Como o dia chegou e nada lhe haviam dito abeirou-se que quem decidia e teve como resposta um nojento "quem é que tu pensas que és? achas que te íamos pedir alguma coisa? por amor de deus cresce a aparece, já temos um jornalista a sério que esteve presente no local e tudo quando o avião caiu."
Mais palavra menos palavra foi isto que lhe foi dito e o Miguel, que já não andava bem, não aguentou e cometeu o acto que todos lamentamos e ainda hoje choramos, ninguém o empurrou e aceito que apesar de grosseiras as palavras ditas ao Miguel não eram motivo para ele fazer o que fez, mas foram a gota de água.
Quanto ao jornalista a sério, e que nada teve a ver com as palavras dirigidas ao Miguel, resta dizer que efectivamente esteve no local da queda do avião, onde gravou um "vivo" junto aos destroços, mas a caminho de outra reportagem, só sabendo quem ia no avião quando regressou à redacção e lhe disseram..."
Há muito mais em:
http://eujornalista.blogs.sapo.pt/170930.html
Dixit: Egídio Peixoto em Thoughts on Mealhada.

Unknown disse...

Decidadamente vou votar CABRAL.

Ontem, quando me deslocava para o trabalho, parei nas bombas da Respol na Mealhada, para abastecer a viatura. Enquanto fazia o papel de funcionário das referidas bombas, parou ao meu lado, para meter combustivel, uma viatura da Câmara Municipal da Mealhada.
De imediato acenderam-se umas luzes no meu cérebro e relembrei os episódios jornalísticos de um vereador da Câmara acusado pelo PSD - Carvalheira e Miguel Ferreira - de determinados acontecimentos ou presumiveis favorecimentos.

Como conheço bem, o Sr. Carvalheira, hoje candidato a Presidente da CMM, dono daquele posto de Abastecimento, pensei para comigo, como irá este homem amanhã, caso ganhe as eleições, descalçar esta bota? Então acusou o outro e agora como fará?

Numa conversa de puxa-saco com a operadora de caixa, olhando para a factura e depois de algumas meias perguntas, fiquei a perceber por meias respostas, que afinal a Sociedade é limitada, estando em nome da filha do Sr. César, e a outra parte em nome do filho do outro, "mas quem manda é o César"

Pensei para comigo. Não há dúvida. Isto está bem planeado. Se para o outro, ele é sogro, este é Pai. Mas como tem telhados de vidro, depois de ter andado à pedrada, provavelmente amanhã virá dizer que afinal a sociedade é da filha; ou é da filha e de outro; o outro é maioritário, o nome dele não consta na referida sociedade (apesar de ser ele a mandar), etc...

Vamos ver o que isto vai dar. Mas
que o homem não tem nivel nenhum, lá isso não tem.

Por tudo isto, decidadamente, pela primeira vez na minha vida, vou votar Cabral.

Anônimo disse...

A mim bastava-me ser primo do Sotrocas...
Não levava a mal que me chamassem gordo ou bucha e estica.
Não me interessa a M.M.Guedes, interessa-me sim o recheio dos mails para o gordo.
Haja calma, os off-shores ajudam muito.