Numa época em que salta à vista a promiscuidade entre os media e os poderes políticos e económicos, só podemos ficar orgulhosos quando ocorrem situações de intransigência e recusa de cedência às tentativas de condicionamento da actividade jornalistica.
A história conta-se numa penada. Há umas semanas atrás o "Mealhada Moderna" deu destaque a uma notícia que envolvia o Intermarché da Mealhada, por suspeita de fraude fiscal e, julgo, branqueamento de capitais por utilização de contas offshore.
É sabido que aquela superfície comercial patrocina eventos diversos no concelho da Mealhada e publicita-se também nos jornais. Munindo-se desse força económica, os seus responsáveis acharam, pois, que pelo simples facto pagarem publicidade não podem, de forma alguma, ser visados negativamente quando o interesse jornalístico assim o exige. E vai daí, retaliaram, proibindo a venda do "Mealhada Moderna" na tabacaria da superfície comercial.
Face a este comportamento, outros haveria que claudicariam e preocupar-se-iam somente com o aspecto económico. Isabel Moreira, Directora do "MM" preferiu dar uma lição de isenção jornalística e verticalidade. Fez um aviso à navegação, deixando bem claro que, para si, acima dos interesses está a verdade dos factos e o direito à sua publicação, mostrando que a sua armadura não é trespassada por qualquer flecha de vil metal.
Parabéns.
Ave Caesar
4 comentários:
O Jornal da Mealhada deve estar muito solidário com a Isabel Moreira. Assim fica com mais publicidade.
O Canilho andava distraido e não fez noticia nenhuma sobre o intermarché. Uns enchem a boca de palavras como isenção, outros praticam.
O Intermarché transgride nas leis laborais e a fiscalização nada faz quando lá vai. Trabalhadores altamente roubados nos salários e nas horas de trabalho. Intermarché da Mealhada é a nova escravatura do século XXI.
O dinheiro não tem pátria e tudo se compra.
Avé Caesar.
Qual verdade aquela que foi (mal) copiada de um jornal nacional. É para isto que serve um jornal local?
Se é o melhor é mudar o nome para: "o 24 Horas da Mealhada". Quanto aos trabalhadores estão lá muitos acorrentados como escravos á 15 anos a viver na miséria.
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