
Joe Berardo é um especulador: uma forma de ganhar a vida como outra qualquer.
Qualquer outra leitura dos seus actos que não à luz desta verdade, é pura perca de tempo.
Foi especulador quando abraçou os sindicalistas à porta da PT para depois vender as acções que possuía na telefónica, é especulador quando fomenta a guerra entre Jorge Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, é especulador quando namora o Benfica e é especulador quando põe à disposição dos portugueses a sua colecção de arte moderna.
Mas será isso mau ou bom?
Para ele é bom e ninguém o pode criticar por isso.
Fez mais-valias em bolsa com a PT, vai ganhar com as acções do Millennium porque vendeu em alta e irá comprar em baixa, mesmo com o incidente “chineses” irá conseguir fazer uma opa ao Benfica a preços inferiores ao mercado e, last but not the least, vai valorizar a sua colecção de arte moderna durante vários anos num palco privilegiadíssimo, cujo tapete lhe foi estendido e que não lhe será puxado pelo Estado Português.
Quem perde com tudo isso?
Os funcionários da PT que se deixaram levar, os accionistas do Millennium que estão a perder dinheiro em barda e, por enquanto, mais ninguém.
Quem ganha com tudo isto?
Obviamente que o próprio, mas também o Benfica que poderá crescer enquanto clube caso se concretize a opa e o povo português que terá ao seu dispor uma excelente colecção de arte moderna para poder usufruir durante alguns anos.
As vítimas principais: Rui Costa que com isto evita de perder tempo a apregoar as razões do coração, Jorge Jardim Gonçalves que descobriu no final da vida que criar um banco não garante a eternidade e António Mega Ferreira que é efectivamente um intelectual e que acaba de cair do pedestal onde se pôs.
E o futuro?
As questões da bolsa não mexem em nada: é uma zona especulativa onde quem se movimenta deve saber ao que vai. O Benfica só poderá agradecer caso apareça dinheiro fresco.
Resta a colecção de arte moderna.
Não vai haver doações: Berardo não deve isso ao país nem pretende prejudicar a família, o que é absolutamente legítimo. Gulbenkian fê-lo porque não tinha pátria nem herdeiros e Champalimaud simplesmente achou que não tinha que o fazer.
No fim do “contrato” o Estado Português vai devolver a colecção ao legítimo dono pela simples razão de que não terá dinheiro para a comprar. Felizmente; porque a vocação do Estado Português para gerir é fraquita: quer se fale de pessoas, de empresas ou de colecções de arte.
Qualquer outra leitura dos seus actos que não à luz desta verdade, é pura perca de tempo.
Foi especulador quando abraçou os sindicalistas à porta da PT para depois vender as acções que possuía na telefónica, é especulador quando fomenta a guerra entre Jorge Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, é especulador quando namora o Benfica e é especulador quando põe à disposição dos portugueses a sua colecção de arte moderna.
Mas será isso mau ou bom?
Para ele é bom e ninguém o pode criticar por isso.
Fez mais-valias em bolsa com a PT, vai ganhar com as acções do Millennium porque vendeu em alta e irá comprar em baixa, mesmo com o incidente “chineses” irá conseguir fazer uma opa ao Benfica a preços inferiores ao mercado e, last but not the least, vai valorizar a sua colecção de arte moderna durante vários anos num palco privilegiadíssimo, cujo tapete lhe foi estendido e que não lhe será puxado pelo Estado Português.
Quem perde com tudo isso?
Os funcionários da PT que se deixaram levar, os accionistas do Millennium que estão a perder dinheiro em barda e, por enquanto, mais ninguém.
Quem ganha com tudo isto?
Obviamente que o próprio, mas também o Benfica que poderá crescer enquanto clube caso se concretize a opa e o povo português que terá ao seu dispor uma excelente colecção de arte moderna para poder usufruir durante alguns anos.
As vítimas principais: Rui Costa que com isto evita de perder tempo a apregoar as razões do coração, Jorge Jardim Gonçalves que descobriu no final da vida que criar um banco não garante a eternidade e António Mega Ferreira que é efectivamente um intelectual e que acaba de cair do pedestal onde se pôs.
E o futuro?
As questões da bolsa não mexem em nada: é uma zona especulativa onde quem se movimenta deve saber ao que vai. O Benfica só poderá agradecer caso apareça dinheiro fresco.
Resta a colecção de arte moderna.
Não vai haver doações: Berardo não deve isso ao país nem pretende prejudicar a família, o que é absolutamente legítimo. Gulbenkian fê-lo porque não tinha pátria nem herdeiros e Champalimaud simplesmente achou que não tinha que o fazer.
No fim do “contrato” o Estado Português vai devolver a colecção ao legítimo dono pela simples razão de que não terá dinheiro para a comprar. Felizmente; porque a vocação do Estado Português para gerir é fraquita: quer se fale de pessoas, de empresas ou de colecções de arte.
2 comentários:
Eu não diria melhor!
Em terra de cegos, quem tem olho...
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