Não sendo monárquico, reconheço nas monarquias algumas vantagens por comparação com as democracias eleitoralmente sufragadas.
Desde logo, porque não se encontram submetidos às "ditaduras dos votos" e, como tal, podem agir de acordo com as suas convicções, desdenhando as headlines jornalisticas.
Isabel II ao atribuir o título de "Sir" ao escritor Salman Rushdie, decerto imaginaria que tal acto iria levantar vozes ou mesmo torná-la agraciada com uma fatwah.
Na realidade, logo se levantaram os protestos do Paquistão e do Irão, que aproveitaram para mais uma vez mostrar a sua imbecilidade fundamentalista, exigindo da Grã-Bretanha um pedido de desculpas.
O cobardolas Governo Blair veio logo a terreiro, demonstrar a sua preocupação pela possibilidade dum eclodir de manifestações fundamentalistas - talvez os atentados de ontem sejam já a resposta do Islão intolerante ao gesto da Rainha - mostrando, mais uma vez, uma subserviência bacoca dum país com a grandeza da Grã-Bretanha.
A rainha, ao invés, não vacilou. Se não foi o cerco nazi que nos anos 40 a derrotou, quando caminhava entre bombas, não seriam os "infieis" que a fariam curvar-se.
A postura de certos homens e mulheres vê-se na verticalidade que demonstram em todos os pequenos gestos as suas vidas.
Ave Caesar

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