
Tudo termina onde começa. Foi desta forma que Tony Blair escolheu Trimdon, onde iniciou a actividade política em 1994, para anunciar o abandono do Labour e os destinos da Grã-Bretanha.
Primeiro-ministro desde 1997, Blair marcará uma época política onde foi o único ou maior protagonista no panorama europeu.
A sua entrada na cena política teve logo em 97 repercussões no próprio Labour, pelo reposicionamento à Direita e génese da criação da chamada “terceira via” do socialismo, que contagiou todos os Partidos Socialistas Europeus. Blair apostou no liberalismo económico – antigo “bicho-papão” de todas as esquerdas - mas nunca esquecendo os serviços públicos da educação, saúde e acção social.
Na despedida, Blair, sempre frontal, não evitou o tema que mais terá prejudicado a sua imagem política – a Guerra do Iraque. Mas fê-lo com a coragem que só os grandes líderes demonstram. Retive uma frase. “Evidentemente, houve várias críticas ao meu mandato, mas peço-vos que aceitem uma coisa – o pequeno grande pormenor da colocação da mão direita junto ao coração – fi-lo na certa convicção de que estava a agir correctamente”. Eu acreditei.
Com ele a Inglaterra ganhou e liderou a política externa europeia. Internamente, liderou o crescimento económico e o desaparecimento do desemprego endémico.
Com a sua renúncia fica a Europa entregue a líderes míopes. Visionários precisam-se. Será Sarkozy seu natural sucessor?
Aos curiosos da qualidade discursiva digo-vos que nem só Churchil comovia as plateias. Apreciem alguns discursos de Blair aqui: http://www.number-10.gov.uk
Ave Caesar
Um comentário:
Partilho da tua opinião gaius,o balanço de Blair foi francamente positivo.
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