quarta-feira, 30 de abril de 2008

À mulher de César...



A vida dos nossos políticos não está nada fácil.
No PSD é pela míngua de lugares e influências dos novos descamisados que se vêem reconduzidos às suas paróquias.
No PS é pelo excesso de poderes, influências e, a confiar no "Mealhada Moderna" desta semana, de alegadas promiscuidades de cargos públicos com actividades privadas.
A mais recente vítima deste alegado e perigoso entrecruzar de vícios e virtudes é oVereador António Jorge Franco, especialista em boutades - não esqueço a das discotecas nas Zonas Industriais - mas também grande dinamizador do desporto no concelho.
A bem da Nação, espera-se que seja só fumaça.
Prometemos voltar ao assunto brevemente.
Ave Caesar

terça-feira, 29 de abril de 2008

O livro da semana

Um livro adequado a todos os homens que se consideram imprescindíveis para o mundo girar melhor, mesmo que todas as outras pessoas pensem precisamente o contrário.
Disponível tambem com adaptador "bluetooth" para os equipamentos que não permitam a acoplagem.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O ás de espadas, o ás de trunfo e o "duque"

As cartas estão lançadas no poker laranja.
Para o campeonato do que interessa, três candidatos afinam argumentos para uma batalha que se prevê serena e sustentada na ideia que cada um deles tem para o futuro imediato do partido e para o País.

Manuela Ferreira Leite disse hoje ao que vinha. Com ela não contem para circo e espectáculos deprimentes. A Ex-Ministra é toda ela rigor, credibilidade e competência. Tem provas dadas como governante, tem a elite do partido consigo e é, notoriamente, aquela que pode no imediato restituir o PSD ao caminho da Governação. Contra si terá a sua passagem pelo Ministério da Educação e a obsessão com o déficit. Mas comparada com o ex-primeiro Ministro que também embarcou na corrida, toda ela é vantagens.
Pedro Passos Coelho é a surpresa e pode muito bem vir a ser o joker destas directas. Sem ninguém dar por ele, vai somando apoios importantes e outros estarão para vir: Tem mantido um discurso sereno, não hostilizador, o que lhe permite ganhar imensas simpatias. Contra si pode ter também o facto de contar com o apoio de diversos menezistas e, assim, ficar conotado com o líder demissionário.
Por último, e é mesmo aquele que poderá ficar a acompanhar o carro vassoura, está a "fénix renascida infinitamente", the one man show Pedro Santana Lopes.
Santana joga neste episódio a sua sobrevivência. Tem coladinho na testa o descalabro que foi a sua episódica governação. Contra si tem também tudo o que de mau fez ao longo da sua vida política. Desde a Secretaria de Estado da Cultura, - ai os violinos de Chopin! - Câmaras da Figueira e Lisboa, Governo da República, Santana semeou destruição como um elefante numa loja de porcelanas. Contra si tem também o apoio dos novos descamisados da Política - o inefável Ribau e Luis Montenegro. Não querendo ser Oráculo, traço-lhe um belo funeral.
Nós por cá tudo bem. Sabiamente a Concelhia do PPD (usando a fraseologia santanista) mantém-se em silêncio a ver o que dá. Enquantos os outros discutem os poderes, os "pseudo-poderes" e, porque não, o poder zero.
Ave Caesar

Garbarek & Paris

Semelhanças

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O regresso do Morto-Vivo

Tenham medo! Tenham mesmo muito medo!
George Romero assinou em 1968 o ícone do cinema de terror gore - A Noite dos Mortos Vivos.
Quarenta anos depois, regressa com o pior pesadelo dos portugueses: O Regresso do Morto-Vivo.
Neste filme, considerado género menor, a estrela que não se sabe se está morta ou viva é Pedro Santana Lopes. O ex-tudo: candidato derrotado em sucessivos congressos, presidente das Câmaras da Figueira da Foz e Lisboa e Primeiro-Ministro.
Numa sequela de mau gosto, Santana pretende definitivamente agourar todos aqueles que ainda julgam que o PSD pode readquirir a credibilidade há muito perdida.
Santana é o seu pior pesadelo. A sua eleição serviria para mostrar que o PSD se transformou num circo mediático e populista.
O ex-Primeiro-Ministro, sempre andou de mão dada com a incompetência e com comportamentos ziguezagueantes. Deu, de mão beijada, a maioria absoluta que o PS sempre perseguiu e jamais conseguiu.
Santana é o Drácula do PSD. Sorve-lhe as suas melhores qualidades, transformando-o num peso morto, numa insignificância de voto residual.
É tempo de dizer VADE RETRO SANTANAZ.
Ave Caesar

Estilo Manoel de Oliveira


Segundo o semanário Sol, o estado português deu um subsídio de dois milhões de euros (cerca de quatrocentos mil contos em moeda a sério) a Tiago Monteiro, para correr em 2006 no campeonato do mundo de formula 1.

A coisa tem contornos rocambolescos que envolvem questões de rescisão de contrato por parte da equipa do piloto caso não aparecesse a massa, um pai que tudo moveu (e conseguiu) para ajudar o filho, membros do actual governo e membros do governo de Santana Lopes salpicados pelo caso e acima de tudo uma falta enorme de respeito pelo dinheiro que é de todos nós.

Só para comparar, no mesmo periodo, o Comité Olimpico Português na sua totalidade recebeu praticamente o mesmo e a Federação Portuguesa de Atletismo apenas mais cerca de 50%.

Não vou falar de equipamento escolar, de apoio à terceira idade ou dos sem abrigo porque chamar-me-iam populista.

Sem sair da area desportiva posso, no entanto, falar da quantidade enorme de colectividades desportivas que se arrastam neste país a fazer muitas das vezes com os jovens um papel que cabe por obrigação ao Estado e que sobrevivem diariamente com o esforço de gente anónima, abnegada e sacrificada. A esses, mesmo que dividindo por muitos, o dinheiro faria imenso jeito.

Mas não.

Os nossos governantes preferiram apostar num piloto comum, banal, que só conseguiu sentar o rabinho num formula 1 porque pagou sete milhões de euros dos quais dois milhões eram nossos.

Contrapartidas, ZERO.