quinta-feira, 27 de março de 2008
Copo e bucha
terça-feira, 25 de março de 2008
Os fins e os meios

Finda a época pascal onde, correndo o risco de pecar, me dediquei à Gula e à Preguiça - pecadilhos instituídos por Gregório, o Magno, no ano 600, salvo erro - voltámos com energia redobrada para falar de outros temas e pecados - a política e os políticos.
Não sei se o ser político ou algumas formas rasteiras de fazer política não foram recentemente elevados à categoria de pecado do século XXI, pelo Papa Bento XVI. Um muito característico, mas já fazia parte dos peccátum originais é a Mentira, pecado transversal a todos os espectros políticos.
Nós por cá, andamos em ebulição. Depois das eleições para a concelhia socialista onde Rui Marqueiro saiu vitorioso com o apoio de todos os manetas, pernetas, coxos, indigentes feitos militantes pelo chamado, em surdina pois claro, "homem da camioneta", eis que do lado laranja começaram as movimentações - um candidato que se apresentou há cerca de duas semanas e outro que não há meio de aparecer, se bem que digam que anda por aí.
E o tema, ou a dissertação, que nos toma o tempo hoje diz respeito aos fins e aos meios para a eles chegar. Tudo isto por causa duma história que me contaram.
Imaginem o seguinte cenário: façam de conta que são um candidato a uma coisa qualquer. Qual seria a melhor forma de convencer os apoiantes mais ambiciosos e ao mesmo tempo menos escrúpulosos?
Prometendo-lhes cargos.
Mas, sendo os cargos escassos e o poder do candidato pouco mais que nenhum, como distribuir tão pouco milho a tantos pardais?
Dizendo-o em surdina a cada um deles. Isto é, o candidato A promete ao indíviduo B, o lugar de presidente duma coisa qualquer, e promete ao indíviduo C exactamente a mesma coisa. Neste esquema de cadeias, o A só tem que confiar é que o B nunca fale com o C.
Mas na história o A não contou com uma variável. Não previu que o B simpatizasse mais com o candidato X, e portanto, fosse pedir-lhe exactamente a mesma coisa que o A lhe ofereceu.
Esta história não ficcionada demonstra que, para alguns, os meios justificam os fins que visam atingir, esquecendo que certos comportamentos somente são aceites por uns poucos e costumam ser penalizados por muitos mais. Aguardemos serenamente.
Ave Caesar
segunda-feira, 24 de março de 2008
Ukulele
Parece uma brincadeira, mas não é. É até um caso muito sério. Procurem no Youtube "The Ukulele Orchestra of GB" e vejam porquê.
Sim, porque nós aqui na Milha não damos peixes: nós ensinamos a pescar!
sexta-feira, 21 de março de 2008
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