segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Que o próximo seja melhor


Estamos mesmo a queimar as últimas horas de 2007.
Não podemos afiançar que tenha sido um ano brilhante para o Mundo, Portugal e para o nosso concelho. A poluição da Alcides Branco não foi travada; na Mealhada, se às Segundas, Quartas e Sextas cheira a pocilgas, no resto da semana cheira a estrume de vaca.
Na política assistimos essencialmente a guerras internas nos principais partidos, augurando-se um ano de 2008 com muita matérias para enriquecer o nosso blogue. Vivem-se guerras surdas nos dois principais partidos que nada profetizam de positivo nos próximos tempos.
Entretanto, perante estes folhetins esqueceu-se o tutano. O Orçamento e Opções do Plano para 2008 é paupérrimo, pouco ultrapassando os 14 milhões de euros. Se lembrarmos que o novo, e de localização duvidosa, edifício dos Paços do Concelho irá ter um custo superior a 10 milhões de euros, sobrará apenas dinheiro para o papel de carta da Câmara.
Mas nem tudo foi mau. A CMM conseguiu finalmente apoderar-se dos Viveiros Florestais que viviam ao abandono da tutela do Ministério da Agricultura. Aí será construído o Parque da Cidade, obra que será o emblema do consulado Cabral.
Boa notícia foi também a aquisição, já nos últimos dias, do Cine Teatro do Luso. Se a matriz do desenvolvimento for mesmo o turismo, aquele edifício poderá tornar-se o centro de cultura que a vila do Luso tanto necessita. Isto desde que haja uma intervenção séria da CMM na reabilitação das termas, que a Sociedade das Águas do Luso teima em votar ao esquecimento.
Para o bem e para o mal - e não obstante termos, quando se mostrou necessário, tecido algumas críticas ferozes - destacaria como políticos do ano CARLOS CABRAL e GONÇALO BREDA MARQUES.
Surpreendidos?
Observem através das minhas lentes.
CARLOS CABRAL geriu a mercearia de forma certinha, sem deslizes ou derrapagens. Não inaugurou qualquer obra de relevo mas adquiriu a "argamassa" para duas obras de relevo ao futuro do concelho: os Viveiros Florestais, que pela sua dimensão e objecto, criam o pulmão da cidade e mostram que este Município também se preocupa com a qualidade de vida dos seus habitantes.
O Cine Teatro do Luso, porque se houver uma intervenção ponderada, dotará a vila dum centro gravitacional duma política que dará primazia à cultura e ao Turismo.
Depois porque soube gerir com um silêncio esfíngico o cerrado ataque que lhe foi movido por Rui Marqueiro e pela maioria dos membros socialistas da Assembleia Municipal.
Quanto a GONÇALO BREDA MARQUES, porque também soube gerir o fim do seu mandato na Comissão Política, desfazendo tabus acerca duma futura candidatura à Câmara Municipal, mantendo-se como reserva de estabilidade para o que der e vier. Entretanto, não abdicou da participação política e ainda, a par dos membros da Assembleia Municipal por si escolhidos, vai avançando com propostas e intervenções de algum relevo.
Quer queiramos ou não, é nele que se vai falando sempre que o PSD vem à baila. Não reparam que a posição oficial do PSD nos media, por norma, é dada pelo Vereador e ex-candidato à CMM?
Bem, mas por este ano terminamos a polémica. Sei que a minha posição será objecto de crítica, mas... é para isso mesmo que cá estamos.
Um bom final de ano.
Ave Caesar

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A vitória da barbárie


A democracia sofreu hoje mais um rude golpe com o assassinato de Benazir Bhutto.
A ex- Primeira-Ministra do Paquistão seguiu o destino trágico de outros familiares. Educada na Europa, Bhutto fintou os preconceitos durante toda uma vida, tornando-se em 1986 a primeira mulher democraticamente eleita num país islâmico, lutando pela laicização dum país mergulhado nas trevas do obscurantismo muçulmano.
Viveu 10 anos exilada e só neste ano de 2007 regressou ao Paquistão após uma amnistia do Presidente Musharraf.
Era candidata da oposição ao Presidente Musharraf nas legislativas que irão decorrer daqui a 2 semanas.
Tinha como objectivo lutar contra o clima de terror que se vive no país e promover uma maior aproximação ao ocidente e à modernização do país.
Viu os seus sonhos interrompidos a tiro dos algozes que querem regressar à Idade Média.
Ave Caesar

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

slow coffe


Por vezes recordo com nostalgia os tempos académicos. Dos dias e noites de boémia.
E porque a vida não se resumia a "conhaque", recordo-me também dos dias de estudo, das horas de marranço para os exames que se avizinhavam.
Coimbra era pródiga em "antros de estudo". Não falo das bibliotecas, porque essas assustavam-me, mas da imensidão de cafés onde podíamos passar dias a fio, com consumo mínimo porque a carteira não era abonada, a estudar sem sofremos qualquer tipo de incómodo. Recordo-me da "Brasileira", do "Nicola", da "Central", do "Expresso" e do "Internacional", verdadeiras instituições da baixa coimbrã, praticamente todos desaparecidos.
O conceito de café biblioteca parece ter definhado entre nós. Como diria um tal de Rodrigo, fadista por sinal, se hoje comer à mesa é um luxo, abobrar num café é algo impensável.
Uma boa notícia para Portugal é que a cadeia "Starbucks" irá finalmente implantar-se entre nós. Se nunca morri de amores por "McDonald`s", "Burger King", "Wendy`s", "Taco Bell" e afins, vejo com satisfação a chegada daquilo que será a revolução dos cafés onde nos irão ser oferecidos amplos espaços para conversar, ler, aceder à net, sem sermos incomodados por um qualquer zeloso empregado.
Chill out Cesar

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Love actually...is all around


Por momentos esqueçam os clássicos de Natal.
Até há uns anos diria que o meu filme favorito para ver à lareira numa madrugada de consoada seria o belíssimo "It`s a wonderfull life", de Frank Capra, com James Stewart e Donna Reed.
Entretanto, e porque o ano de 1946 já lá vai há muito, encontrei outro vício de Natal - LOVE ACTUALLY
Este filme do britânico Richard Curtis segue a vida amorosa de oito casais, suas aventuras, desventuras, ilusões, sonhos e decepções, tudo junto num final feliz.
Não é um filme qualquer. É antes uma constelação de estrelas brilhantemente conduzidas - Liam Neeson, Emma Thopson, Hugh Grant, Bill Nighy, Keira Knightley, Colin Firth, Laura Linney, Billy Bob Thornton, Roan Atkinson, o brasileiro Rodrigo Santoro e a portuguesa Lúcia Moniz.
No fundo, mostra que a perseverança do amor leva-nos ao céu. Conduz-nos à materialização do que imaginaríamos não ser mais que um sonho impossível.
A cena de antologia, e que ficará cravada nos momentos eternos do cinema, sendo silenciosa, é apenas a mais bela declaração de amor feita numa sucessão de cartazes que simplesmente dizem:
But for now, let me say
Without hope or agenda
Just because it's Christmas
And at Christmas you tell the truth
To me, you are perfect
And my wasted heart will love you (eternally*)
Because, love actually is all around.
Feliz Natal

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ainda temos 10 dias


2007 - Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades Para Todos
Só para relembrar.

Câmara fosca


Seria porventura redundante falar aqui dos princípios da transparência das decisões administrativas e da aproximação do poder exercido ao poder que o legitima.
Aqui há uns tempos, se a memória não me atraiçoa, o vereador Breda Marques propôs em reunião de Câmara que todas as reuniões do Executivo fossem abertas ao público. A proposta, ao que julgo saber, tinha o fim acima indicado: aproximar os munícipes do centro de decisão de todas as medidas que directa ou indirectamente os afectam.
À data a proposta colheu a unanimidade dos Vereadores e Presidente e revestia-se de seriedade, numa Câmara que é conhecida por ter portas demasiado pesadas e foscas aos olhos do exterior. Costuma dizer-se que, quem não deve não teme.
Mas porque troca-tintas há-os de todas as cores, formas e feitios, logo houve um volte face, pelo simples motivo de que um Ilustre Magistrado nosso conterrâneo resolveu expor uma opinião, e só uma opinião, onde aventava a ilegalidade da medida.
Mas perguntamos nós: onde andam os diversos juristas da Câmara numa situação destas? Se a medida era ilegal, porque não emitiram um parecer sobre a matéria? Ou será que houve parecer mas em sentido contrário.
Como compreendem, por falta de formação naquela específica área, não me pronuncio sobre a legalidade da anteriormente decidida abertura de portas. A única verdade que deverá subsistir é que a medida visava abrir janelas, quando outros fecham portas, à maior participação cívica na dinâmica do concelho.
O envolvimento dos munícipes não pode somente ficar pela leitura das actas num vão de escada, sendo-lhe vedado o acesso áqueles que não são mais que a voz e a consciência da soberania popular.
Ave Caesar

Noite Branca


Afinal o Pai Natal sempre vai passar no Porto na madrugada de 24 para 25.
Fontes próximas de Sua Santidade garantem que já estão reunidas as garantias necessárias para a salvaguarda da integridade do seu santo coirato.