
Estamos mesmo a queimar as últimas horas de 2007.
Não podemos afiançar que tenha sido um ano brilhante para o Mundo, Portugal e para o nosso concelho. A poluição da Alcides Branco não foi travada; na Mealhada, se às Segundas, Quartas e Sextas cheira a pocilgas, no resto da semana cheira a estrume de vaca.
Na política assistimos essencialmente a guerras internas nos principais partidos, augurando-se um ano de 2008 com muita matérias para enriquecer o nosso blogue. Vivem-se guerras surdas nos dois principais partidos que nada profetizam de positivo nos próximos tempos.
Entretanto, perante estes folhetins esqueceu-se o tutano. O Orçamento e Opções do Plano para 2008 é paupérrimo, pouco ultrapassando os 14 milhões de euros. Se lembrarmos que o novo, e de localização duvidosa, edifício dos Paços do Concelho irá ter um custo superior a 10 milhões de euros, sobrará apenas dinheiro para o papel de carta da Câmara.
Mas nem tudo foi mau. A CMM conseguiu finalmente apoderar-se dos Viveiros Florestais que viviam ao abandono da tutela do Ministério da Agricultura. Aí será construído o Parque da Cidade, obra que será o emblema do consulado Cabral.
Boa notícia foi também a aquisição, já nos últimos dias, do Cine Teatro do Luso. Se a matriz do desenvolvimento for mesmo o turismo, aquele edifício poderá tornar-se o centro de cultura que a vila do Luso tanto necessita. Isto desde que haja uma intervenção séria da CMM na reabilitação das termas, que a Sociedade das Águas do Luso teima em votar ao esquecimento.
Para o bem e para o mal - e não obstante termos, quando se mostrou necessário, tecido algumas críticas ferozes - destacaria como políticos do ano CARLOS CABRAL e GONÇALO BREDA MARQUES.
Surpreendidos?
Observem através das minhas lentes.
CARLOS CABRAL geriu a mercearia de forma certinha, sem deslizes ou derrapagens. Não inaugurou qualquer obra de relevo mas adquiriu a "argamassa" para duas obras de relevo ao futuro do concelho: os Viveiros Florestais, que pela sua dimensão e objecto, criam o pulmão da cidade e mostram que este Município também se preocupa com a qualidade de vida dos seus habitantes.
O Cine Teatro do Luso, porque se houver uma intervenção ponderada, dotará a vila dum centro gravitacional duma política que dará primazia à cultura e ao Turismo.
Depois porque soube gerir com um silêncio esfíngico o cerrado ataque que lhe foi movido por Rui Marqueiro e pela maioria dos membros socialistas da Assembleia Municipal.
Quanto a GONÇALO BREDA MARQUES, porque também soube gerir o fim do seu mandato na Comissão Política, desfazendo tabus acerca duma futura candidatura à Câmara Municipal, mantendo-se como reserva de estabilidade para o que der e vier. Entretanto, não abdicou da participação política e ainda, a par dos membros da Assembleia Municipal por si escolhidos, vai avançando com propostas e intervenções de algum relevo.
Quer queiramos ou não, é nele que se vai falando sempre que o PSD vem à baila. Não reparam que a posição oficial do PSD nos media, por norma, é dada pelo Vereador e ex-candidato à CMM?
Bem, mas por este ano terminamos a polémica. Sei que a minha posição será objecto de crítica, mas... é para isso mesmo que cá estamos.
Um bom final de ano.
Ave Caesar




