terça-feira, 6 de novembro de 2007

Dão-se alvíssaras


Desapareceu, no último sábado, de casa de seus pais na freguesia do Luso, HOMERO SERRA.
Até há uns anos Presidente da Junta, caracterizava-se nos últimos tempos por obras de fachada - vide mercado do Luso - e calcetamentos em plena época alta. Foi solicitada a sua presença na manifestação contra o "cancro" que corroí a já paupérrima actividade turística daquela vila, mas segundo fontes oficiais, terá desaparecido para parte incerta. Dão-se alvíssaras a quem lhe colocar os olhos em cima.

(Segundo também fonte oficiais, há quem dê recompensa em dobro para que o desaparecido mantenha essa qualidade).


Nota: Desculpem-nos os leitores pela estreiteza de beleza da foto face à estampa do visado.

Procuram-se... se ainda estiverem vivos.


Em Julho de 2007 tomaram posse, por sinal na vila do Luso, os orgãos concelhios da Juventude Socialista.
Num acto solene, apadrinhado por Rui Marqueiro e com as presenças de algumas figuras nacionais daquela estrutura juvenil, os recém-eleitos traçaram os objectivos do seu mandato que, essencialmente, se resumiam ao aumento de militantes e à escolha de alguns temas para promoção de debates. Propunham-se também a trabalhar de forma a virem a ter mais peso junto dos "séniores".
Volvidos 4 meses sobre aquelas afirmações, confirma-se que algumas juventudes partidárias são pouco mais que nulidades. Não se lhes conhece uma acção relevante, um debate com interesse ou uma qualquer intervenção cívica. Pura e simplesmente não existem.
A manifestação junto à Alcides Branco do último sábado, que contou com a presença de Carlos Cabral, Rui Marqueiro, dos vereadores J. Calhôa e António Jorge Franco, de diversos membros da Assembleia Municipal do PS, não contou com vivalma da JS - já aqui notámos a presença da JSD.
Face ao amorfismo latente na JS, concluímos que há estruturas cuja identidade e razão de ser é desconhecida. A não ser que se dêem por satisfeitos a desempenhar o papel de formiguinhas obreiras de Rui Marqueiro na angariação de sócios para o clube.
Mas isso, caros jovens, é certamente a confirmação da menorização das juventudes partidárias e do desprezo a que são votadas pelas estruturas concelhias do PS, remetendo-vos à iníqua tarefa de "cola cartazes".
Cresçam ou apareçam.
Ave Caesar

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O circo chega à cidade


A tenda está montada. O espectáculo mais aguardado dos últimos tempos realiza-se amanhã na "arena da nação", a.k.a., Assembleia da República.
O suspense é tremendo. Quem irá sair vitorioso deste combate de titãs?
Santana lançou o aviso a Sócrates. Se o 1º Ministro vier justificar-se com a pesada herança, vai levar a resposta.
Sócrates, por seu lado, estará desejoso de esmagar Santana pelas insinuações sobre as suas orientações (não as políticas, concerteza) que ele e a agência de Cunha Vaz "ajudaram " a difundir na última campanha para as legislativas.
Orçamento de Estado!!! Isso pouco importa. O povo quer é sangue à imagem dos circos romanos. As televisões, os jornais, os comentadores, os politólogos ajudam à festança. O debate do orçamento para estes é apenas mais um "Big Brother" onde, por ora, só ainda não há golpes de jiu-jitsu .
Eu cá só sei é que a vidinha está cada vez mais difícil, os impostos cada vez mais altos e que temos à perna uma máquina fiscal que não olha a meios para encher os sempre aflitos cofres do Estado, cada vez mais insufientes para sustentar toda a gente que vive, uns bem outros mal, à mesa do Orçamento.
Ave Caesar

sábado, 3 de novembro de 2007

confessions of a dangerous mind


Gripe... é uma gripe terrível que me atirou para os lençois depois dum beatíssimo Dia de Todos os Santos.
Acordei este Sábado como se o Céu me tivesse caído em cima. A Fanfarra ribombava na minha cabeça, os olhos lacrimejavam, o nariz teimava em querer sufocar-me.
Mas o vício informativo é mais forte que a pior das maleitas e resolvi ir comprar os Semanários, arrastando os meus ossos até à "Côte D`Azur".
Lá chegado sentei-me e, instintivamente, olhei ao redor.
Olho a mesa ao lado e vejo um sujeito com cerca de 60 anos, bem composto e sorridente. Pensei para os botões do meu jersey "Ainda bem que há indíviduos que irradiam felicidade"
Mas olhando melhor, reconheci aquele alegre homem. Nem mais nem menos que Alcides Branco!
" Que diabo... que fará sorrir o homem? Não vai ele ter uma Manifestação à porta dentro de poucas horas?"
Foi então que me lembrei de todos aqueles compêndios de telepatia que li avidamente nos anos 60 e que agora podiam mostrar-se de imensa utilidade.
"Vou perscrutar a mente do Alcides e descobrir a razão de tanta alegria!"
Olhei-o fixamente e, em menos de dois minutos, tive acesso à informação que os políticos do concelho tão avidamente têm procurado.
Alcides Branco - " Ah manifestações... manifestações!! No meu tempo de jovem socialista é que eram a sério!
Isto hoje vai correr muito bem. Já acordei com os transportadores que hoje quero lá à porta um comboio de camiões. Os jornais têm que pensar que a minha "pocilga" é uma empresa que não pára.
Conhecendo os políticos como conheço, sei que vão lá estar todos. Não vão perder a oportunidade de aparecer na fotografia como os defensores do ambiente mesmo sabendo eu que se estão a c*****para os maus cheiros e para as gorduras que vou continuar a despejar no rio. E depois, como andam preocupados com as suas guerrinhas de capoeira, vão é tentar fazer tropeçar o próximo.
Até parece que estou a ver o Marqueiro à espera que a população enxovalhe o Cabral por ele pouco fazer - quando o próprio também nada fez para me desagradar quando por lá andava.
Com os do PSD também pouco tenho que me preocupar. O Breda tomou a iniciativa de ir ao "chiqueiro" fingir-se preocupado. Aquele rapaz enfermeiro, que fala muito bem, também se mostrou muito preocupado. Ora, a mim bastou-me dizer-lhes que ficava sensibilizado com a visita, que eram ambos muito importantes para o concelho e que o assunto iria ser resolvido numa penada. Coitados! E não é que saíram de lá todos inchados a acreditar na história da carochinha!
Bem... mas para que aquilo corra mesmo bem, tenho que criar um número de circo. Embebedo dois ou três trabalhadores e mando-os vociferar e cuspir no Cabral quando os jornais e as televisões estiverem atentos. Até aproveito o momento de distracção para fazer uma descarga diurna da "trampa" que produzo.
Mas brilhante, brilhante era beber a água do rio!
F******, mas era capaz de morrer logo ali. Até que me ficava bem... mártir por amor ao negócio. Má ideia. É melhor ser o rapazito que tenho lá em casa a fazer o malabarismo. Sempre é mais ágil e pode deitar a água fora quando o "Gordo" tentar assentar um sopapo no Cabral, com o Marqueiro a sorrir a três metros de distância."
Eh pá... mas eu tenho que dizer alguma coisa para calar os gajos..."
De repente vira-se para mim e pergunta: "O meu amigo queira desculpar, mas sabe quais foram os números do Euromilhões?"
Eu, lívido, com receio que o homem tivesse descoberto os meus poderes telepáticos só balbuciei "Olhe... só me lembro do 19",
enquanto pagava e zarpava de novo para casa.
Entretanto, ainda aqui estou na minha santa ignorância sem saber o que por lá se passou.
Ave Caesar

juventude (in) quietinha...




Em Julho deste ano o "Gabinete de Imprensa da JSD" anunciava o ressurgimento do blogue dos "jotinhas". Com esta iniciatica visavam os, decerto, bem intencionados jovens divulgar a míriade de actividades daquela estrutura partidária.
De relevo, constatámos uma acção promocional bem conseguida naquele mês. E aí prometeram "agitar as águas paradas deste concelho".
Mas... diabo! Que é feito deles desde essa altura? Por onde andam? Que têm feito? E a propósito, estarão amanhã a defender os interesses ambientais do concelho? Da freguesia do Luso, donde é natural o Presidente da "Jota"?
Pela aparência do blogue, os seus "dirigentes seguem uma máxima famosa de Oscar Wilde: "Deixem-me dizer-vos neste momento que não fazer nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual."
Vá lá jovens, não nos desapontem!
Ave Caesar

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

L´Etat est un...excrément



O dramaturgo setecentista Pierre Corneille dizia que "os mentirosos são sempre pródigos em juras."

Recordam-se das promessas feitas por Alcides Branco aos vereadores do PSD? Não era no fim de Julho que o problema estaria solucionado?
Na altura, diziamos aqui que o PSD estava a "embandeirar em arco" e que reclamava para si louros que, num futuro próximo, só lhe iria trazer dissabores.
Pergunta-se ainda: à data da visita dos Vereadores e membros da Junta de Freguesia do Luso, dignou-se Alcides Branco a informá-los que havia requerido licenças para captação de 1.500m3 de água do Rio Luso? E informou-os igualmente que tinha pedido uma licença para descarga das escorrências e "latrinas" da fábrica?
Pois é. Não o fez. Limitou-se a cortejar os políticos, no intuíto de ganhar mais tempo para agora, tal como James Bond, ter , com a conivência deste indigesto Governo, "licença para matar", no caso, o ecossistema e o futuro da freguesia do Luso.
Não sendo eu socialista, dá-me vontade de parafrasear a frase ícone da "Revolução": "Proletários de todo o mundo, uni-vos" contra esta indecência. Contra a legalização da poluição. Contra os que não pensam o amanhã.
AMANHÃ, pelas 14 horas, que as bandeiras da indignação sejam desfraldadas junto à Alcides Branco & Filhos, Lda.
Ave Caesar
* a foto acima foi "gentilmente" locupletada no "Fio dos Dias".

O Fox Trot


Num questionário acerca da performance do nosso executivo municipal, o responsável máximo do PS no concelho insurgiu-se contra aquilo que chama de “é-se preso por ter cão e preso por não ter”.
Referia-se ao facto da malta ter acreditado nos comentários tecidos pelo Partido Socialista (força que sustenta a Câmara e por isso de comentário insuspeito), acerca do estado em que se encontra a governação concelhia.
Ora meu caro Doutor Marqueiro, se não queria ter problemas com o cão, devia ter-lhe colocado um açaimo ou então ensiná-lo a comportar-se.
O Partido Socialista é obviamente livre de tecer os comentários que quiser ao executivo camarário, rigorosamente na mesma medida em que o povo é livre de tecer os comentários que achar por bem ao gesto do Partido Socialista.
Mas para terminar, só um pergunta, Doutor Marqueiro: Se realmente acha que a Câmara tem estado bem nos últimos dois anos (facto muitíssimo discutível), porque razão tem apregoado o contrário? Decida-se!