quinta-feira, 8 de maio de 2008

O buraco, a.k.a., mind the gap


No metro de Londres há uma expressão espalhada em diversos cartazes para aviso aos mais distraídos - Mind the Gap - que em português escorreito significa "lembrem-se do BURACO".
E que tem isto a ver com Santana Lopes?
Tem tudo.
Quando por algum motivo nos entusiasmamos com as performances santanistas, quando por qualquer motivo somos levados a ter uma simpatia pela personagem do político, devemos... lembrar-nos do BURACO.
Diria antes, lembrar-nos dos buracos.
Vamos por partes. Santana foi, respectivamente, Presidente da Câmara da Figueira da Foz, da Câmara de Lisboa e 1º Ministro da Nação.
1 - Na Câmara da Figueira diz-se que fez obra. Todos recordamos o oásis da praia e a megalómana obra do Centro de Artes e Espectáculos, inaugurado já não por si mas pelo autarca que lhe sucedeu e que muito carinhosamente o apelidou de "C.A.E. Dr. Pedro Santana Lopes".
Santana Lopes deixou a Câmara da Figueira, salvo erro, para se candidatar à de Lisboa e nas contas da Autarquia deixou "só" 85 milhões de déficit, sendo que a maior fatia dizia respeito a dívidas de curtíssimo prazo e, como tal, de pagamento quase imediato.
Ora esta dívida pública, a que acrescia a da socidedade municipal "Figueira Grande Turismo" - 7,5 milhões de euros - causou um tal estrangulamento financeiro à autarquia que até a própria manutenção do Oásis santanista é colocada em causa.
2 - Na Câmara de Lisboa, Santana andou cerca de 2 anos às voltas com Frank Gehry e a prometer a "grande obra do regime" - reabilitação do Parque Mayer num projecto de muitos, mas muitos mesmo milhões de euros.
Ficou o projecto, Lisboa ganhou um casino em moldes nebulosos e Santana abandonou a Câmara com um déficit de cerca de 500 milhões de euros, obrigando António Costa a fazer operações de contorcionismo para estabelecer plano de pagamento de 240 milhões de euros aos maiores fornecedores e a pôr-se de cócoras para que o Tribunal de Contas possa a curto prazo vir deferir um empréstimo à banca de cerca de 360 milhões de euros.
3 - Por último, Santana Lopes assumiu o cargo de 1º Ministro, substituindo Barroso que abalou para melhores paisagens. Logo ali Santana anunciou, ufano, o fim da crise e em 2005 apresentou um orçamento nada restritivo.
Aí conseguiu verdadeiros recordes. De Abril para Maio de 2005 conseguiu um aumento da dívida pública em 1,2% o que em termos anuais corresponderia a uma aumento de 15,4%. No ano em que Sócrates tomou posse a dívida pública tinha aumentado 7,7 % e o déficit apresentava o valor astronómico de 7%.
A que conclusão podemos então chegar? Santana é um verdadeiro criador de buracos, é um despesista irresponsável porque sabe que deixa sempre as suas tarefas a meio e quem lhe suceda que pague a crise.
E ainda criticam Manuela Ferreira Leite por ter uma obsessão com o déficit? Por uma vez na vida sejamos sérios e façamos uma reflexão sobre quem queremos a conduzir os destinos do País.
Ave Caesar

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ontem como hoje...

Hoje festeja-se outra efeméride. O PSD faz 34 anos.
Neste aniversário que promete ser profícuo em boas ou más novas, dois candidatos à liderança irão fazer a sua apresentação pública e irão dizer aos militantes aquilo que pretendem trazer ao partido caso sejam eleitos.
Devo dizer que embora pessoalmente ache que o PSD, neste momento, necessite de Ferreira Leite para o conduzir à reabilitação, não sei, seguramente, se o futuro lhe trará os sucessos desejados.
No entanto é unânime que a ex-Ministra de Cavaco e Durão Barroso é a ÚNICA que pode, no momento imediato, devolver a credibilidade ao PSD. Usando as personagens do futebol, com as devidas distâncias, Menezes foi o Vale e Azevedo do PSD, enquanto Manuela Ferreira Leite será o seu Vilarinho, líder de transição em fim de carreira à espera do sucessor.
Por cá parece que o verniz estará prestes a soltar-se na concelhia do PSD. Para já andam todos mudos e calados, à excepção de Breda Marques que vai deixando pistas sobre quem pretende apoiar (e ainda não li os nossos semanários).
Mas eu cá fico, desde já, com uma dúvida. Se Breda Marques se antecipa a César Carvalheira, que apoios logísticos terá para fazer a campanha por Ferreira Leite no concelho?
E conhecendo-se o feitiozinho especial de Carvalheira, será que não vamos assistir ao primeiro contar de espingardas entre os aliados de ontem?
Aceitam-se apostas. Quem irá César Carvalheira apoiar? Passos Coelho? Santana?
Ave Caesar

domingo, 4 de maio de 2008

Eu cá gosto é de Revoluções...


Foi há 40 anos, mas parece que foi ontem.

Ave Caesar

sábado, 3 de maio de 2008

Pontos de vista

Todos os assuntos permitem mais que uma abordagem.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

D'aquela coisa dos 2 coisos para 1 coiso


Gonçalo Breda Marques já deu a entender quem é que vai apoiar nas directas do PSD; basta ler o conta-corrente...
César Carvalheira, mandatário concelhio de Meneses, ainda não opinou sobre o assunto.
Como habitual, Breda Marques assume o cargo de eminência parda de serviço e, mesmo nas barbas do profeta, antecipa-se ao adversário e profetiza.
Isto vai aquecer!

Bom fim de semana

O Poder.


Há dias, o anterior Presidente da Comissão Política do PSD, num artigo de opinião pós-eleições, revelou a sua fidelidade à recém eleita C. P. e, em jeito de aviso à navegação, advertiu para os perigos dos pseudo-poderes que podem querer extravasar a sua própria autoridade.


Num artigo que os semanários concelhios interpretaram como dirigido a Breda Marques, Carlos Marques acusava, ainda que de forma subtil, o Vereador de se imiscuir em matérias que diziam respeito à Comissão Política e de não o deixar levantar voo.


Hoje lendo o Conta-Corrente podemos ser tentados a concordar em parte com aquela argumentação, se lermos nas entrelinhas.


Vejamos, no post Breda Marques assume uma admiração pela candidata Manuela Ferreira Leite. Esse sentimento pode prenunciar um apoio. Mas, antecipando-se Breda Marques à "sua" Comissão Política, poderá estar a extravasar as suas competências. Isto é, retiraria legitimidade a César Carvalheira para conduzir o processo das eleições directas de 31 de Maio.

A vasta experiência de Breda Marques por norma, não o deixa cometer erros de principiante. Se porventura, entendesse marcar uma posição teria decerto a oposição do buldozzer Carvalheira, sabe-se lá com que consequências.

Ave Caesar