
Sinceramente começa a pensar que os responsáveis do HSCM da Mealhada sofrem de algum tipo de bipolaridade!
Começo, desde já, por fazer a minha decaração de interesses: o Hospital é, de longe, a mais emblemática obra em termos de utilidade pública que foi feita no concelho nos últimos anos.
O que não se percebe são as diversas versões sobre a saúde financeira que volta e meia vão fazendo manchete nos jornais.
Salvo erro, foi no Diário de Aveiro - António Jorge Pires tem-se revelado o melhor jornalista a "apanhar" os assuntos do concelho da Mealhada - de há um mês ou dois que a Administração do dito hospital anunciava, à semelhança do que fez Santana com a crise, de que o Hospital finalmente tinha o fôlego suficiente para sobreviver.
Numa nova versão, vem agora Luis Teixeira anunciar pela enésima vez o estrangulamento financeiro do hospital que tem prejuízos superiores a 400 mil euros por ano.
Sinceramente, nós por cá já andamos um pouco fartos destas queixinhas. Das duas uma, ou o Hospital assume que tem viabilidade por si só ou então mete as perninhas ao caminho e estabelece pela via da negociação forçada os necessários protocolos com a ARS ou com o Município.
Uma coisa é certa, que eu saiba ainda não há chuvas de dinheiro que nos permitam ficar sentados e impávidos à espera que nos resolvam os problemas.
Ave Caesar
4 comentários:
Gaius afinal sabes pensar...
O juiz já sentenciou no verdade das cinco. Para o bem da Mealhada tomou posição sobre vários intervenientes da vida mealhadense!...
anda a ler-me os pensamentos...
Qualquer obra de grande envergadura e retorno a médio/longo prazo tem prejuizo nos 1ºs anos! É normal!!!!
O que interessa saber é se tem CAPACIDADE FINACEIRA para aguentar o investimento inicial realizado (que como é óbvio foi grande!) e isso depende muito da sua VIABILIDADE FINANCEIRA.
Ou seja, se vai dar €€€ haverá sempre um banco que empreste. O que nos interessa saber é se as receitas correntes suportam as prestações do tal investimento inicial... e isso são continhas que se fazem ANTES da realização dos investimentos.
Suponho que as fizeram... certo?
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