terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Outra Guerra das Rosas


Credooooooooooo!!!
Andei eu a apelar à serenidade natalícia e veio a Assembleia Municipal estragar-me o quadro da paz e amor!
Como diz o Director do "Jornal da Mealhada" no "Fio dos Dias" o que se comentava em surdina, agora rebentou que nem uma bomba.
Informações mais que fidedignas disseram-me que na noite de ontem a chacina de Carlos Cabral foi muito além da votação sobre a reestruturação orgânica do pessoal da Câmara e extravasou, usando o léxico de Nuno Canilho, para aquilo que os "franceses" andam a pregar há uns tempos.
A matança cabralista surgiu logo no início com o Ilustríssimo Duque do Luso - Júlio Penetra - a referir a questão da transparência dos concursos que, no seu entender, parece andar a ser colocada em causa. Aqui ganham pontos os franceses que podem embriagar-se com este inusitado auxílio.
De seguida, e após a intervenção da bancada social democrata a referir a necessidade de criar medidas dentro do quadro orçamental para os tempos excepcionais - no mau sentido, obviamente - nomeadamente, o desagravamento fiscal, veio mais uma vez Penetra, de forma eloquente, reforçar essa mesma necessidade de criar um " plano de contigência" para os tempos próximos, propondo igualmente a baixa dos impostos municipais.
E a cereja do cerrado ataque culminou com um categórico chumbo ao Mapa de Pessoal, tendo os franceses tido a iniciativa crítica de condenar a oportunidade da reestruturação, e os Rosas pró-Marqueiro aproveitado a embalagem e apresentado a proposta que levou Cabral a tolher-se surpreendido.
Provavelmente os despojos de guerra serão colhidos pela facção Marqueiro, mas a conclusão acertada é que, aqueles que criticaram os franceses por se meterem em caminhos como os da transparência dos concursos, agora colocarão o rabinho entre pernas.
Tudo aquilo que o PSD pregou - falta de transparência dos concursos, júris sem qualificação, concursos à medida de certos candidatos - foi ontem sibilinamente exposto por um candidato prejudicado.
Costuma dizer-se quanto a ter-se razão, mais vale tarde que nunca.
Ave Caesar

7 comentários:

Alma da Gente disse...

Caro Gaius, ontem estive para assistir presencialmente a esse belo duelo, mas pensei melhor, e ouvir mais do mesmo já começa a fartar.
Todos os pontos que referiu serem lá tratados, são aqueles que no seu e no meu blogue já falamos há muito tempo e que mesmo sendo levados a uma Assembleia Municipal, duvido que se resolvam, nomeadamente no que concerne aos já muito referenciados concursos públicos de ingresso para a Câmara de Mealhada.
São muitos os outros assuntos que deveriam ter sido tratados com transparência pelo Senhor Carlos Cabral, mas não podemos esperar muito de alguém que mais parece sofrer duma demência qualquer que o impede de ser impetuoso e austero na sua posição de presidente, delegando para terceiros muito mal formados e que vêem nessa delegação de competências a hipótese para subirem na sua vida pessoal. Sei de fonte segura e na primeira pessoa do que lhe falo.
Aguardo pacientemente pelo novo ano de 2009, que naturalmente fará correr muita tinta nos jornais e não só.
Para já, mais não adiantarei, mas peço-lhe que se mantenha atento.

Aproveito para desde já lhe endereçar os votos sinceros de que o Novo Ano que se avizinha seja pleno de realizações pessoais e profissionais.

Anônimo disse...

Não fosse a guerra entre a facção Cabral e Marqueiro e o PSD não existia.

Anônimo disse...

E falta saber se não irá Cabral tratar de nomear os seus chefes de divisão antes que seja tarde demais. É que o pessoal do PS está farto de o aturar!!

Decência precisa-se disse...

Lamentável...
No "assalto" ao poder vale tudo...
"Inimigos " de outrora aliam-se "agora" para "minar" as propostas que antes defendiam... a lealdade política que antes defendiam foi mandada às urtigas...
A reduzida "densidade intelectual" veio ao de cima...
A críticas que surgiram da bancada do PSD não trouxeram nada de novo... apenas as habituais palavras "vãs", ocas de sentido, sem revelarem qualquer proposta exequível. O que foi novo, foram essas críticas também terem surgido da bancada do PS (foi notório o incómodo de alguns elementos na crítica). A "divisão" revelada é bem reveladora da pluralidade de opiniões existente. O que não se pode confundir é "diferença de opiniões" com "guerra". Mesmo se alguns dos elementos revelam alguma "ambição" (que não surgiu apenas agora, não é Miguel?). Da pluralidade de ideias só podem surgir fortalecimento de posições. Desengane-se quem pensa que se o "bloco central" tem pernas para andar no Concelho... Quando a água fizer transbordar os ribeiros, os que não suportam a humidade serão os primeiros a abandonar a embarcação. Depois da tormenta, as águas voltarão a "clarear"...e surgirão espelhadas as verdadeiras "caras", sem máscaras, sem pinturas faciais...

Anônimo disse...

Epá, afinal o PDS é credível!

O Manel é um puto com razão!

O mundo anda mesmo virado do avesso!

Anônimo disse...

A Arminda e o Miguel revelaram a coragem política que vai faltando ao PSD. Até os comunistas votam tudo o que Cabral propõe!!

Anônimo disse...

mas o que que iria ser alterado no quadro de pessoal?

Alguem pode explicar.

Muito Obrigado