Nem de propósito... Aldous Huxley, autor dessa obra-prima chamada "Brave New World" (perdoem-me o inglesismo que não é, de forma alguma, pretensiosismo), dizia que "a normalidade é tão-somente uma questão de estatística". Por certo teremos hoje uma certa dificuldade em caracterizar o "anormal" - anormalidade é o comportamento estridente daquela insurrecta que vilipendiou e humilhou uma professora a quem devia respeito?; ou "anormal" é aquele artista visionário que saindo dos cânones, cria algo de sui generis?) Infelizmente a normalidade de hoje é o grotesco. São as taxas de criminalidade que crescem a olhos vistos, mas que o Governo ignora, é o falseamento de todo um sistema educativo onde não se premeia a meritocracia mas se desculpabiliza a ordinarice e quejandos de alunos que mais não são que hemiplégicos com uma extensão mecanizada - o telemóvel - onde se promove a política rasteira, onde se lesa a pátria perante a passividade de todos. Esta é a normalidade que já não nos surpreende.
Por isso, eu prefiro ser um perfeito anormal (a frase é plagiada dum rapaz chamado Nuno Markl).
4 comentários:
Nem de propósito...
Aldous Huxley, autor dessa obra-prima chamada "Brave New World" (perdoem-me o inglesismo que não é, de forma alguma, pretensiosismo), dizia que "a normalidade é tão-somente uma questão de estatística".
Por certo teremos hoje uma certa dificuldade em caracterizar o "anormal" - anormalidade é o comportamento estridente daquela insurrecta que vilipendiou e humilhou uma professora a quem devia respeito?; ou "anormal" é aquele artista visionário que saindo dos cânones, cria algo de sui generis?)
Infelizmente a normalidade de hoje é o grotesco. São as taxas de criminalidade que crescem a olhos vistos, mas que o Governo ignora, é o falseamento de todo um sistema educativo onde não se premeia a meritocracia mas se desculpabiliza a ordinarice e quejandos de alunos que mais não são que hemiplégicos com uma extensão mecanizada - o telemóvel - onde se promove a política rasteira, onde se lesa a pátria perante a passividade de todos.
Esta é a normalidade que já não nos surpreende.
Por isso, eu prefiro ser um perfeito anormal (a frase é plagiada dum rapaz chamado Nuno Markl).
Ave Caesar
Já dizia o outro:
"Neste mundo há cada vez mais coisas extraordinárias que cada vez nos surpreendem menos...
ou não nos surpreendem mesmo!"
O que são os Esquissos?
É alguma obra da conhecida autora V. Messalina?
Onde se pode consultar?
Gostaria muito de a ler.
Em quase (o grotesco é uma fuga da norma tb) sintonia com o Gaius; há que definir em que sentido diz na sua frase a normalidade, Messalina.
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