terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A insustentável leveza de ser... Dylan


Confesso-me um apaixonado tardio de Bob Dylan.
As coisas boas da vida apenas são verdadeiramente apreciadas quando ganhamos alguma maturidade. É um gesto insano beber um Krugg - Clos du Mesnil 90 ou um nacionalíssimo Quinta do Noval, num vintage fabuloso de 2000, com 20 anos.
É necessário o tempo, a introspecção e alguma sensibilidade para conhecer, sentir, provar e apreciar com todos os sentidos.
Com Dylan foi assim. Primeiro no magnífico documentário biográfico de Martin Scorcese, "No Direction Home", na banda sonora que cobre toda a sua vasta carreira e, agora, num extraordinário filme.
Dylan é inqualificável. Cantor, autor, poeta, filósofo, ícone de gerações? No filme de Todd Haynes, 7 actores encarnam 7 Dylan`s diferentes. Entre eles o recentemente falecido Heath Ledger e aquela a quem eu desde já diria "An the Oscar goes to... Cate Blanchet".
Imperdível.
Ave Caesar

Um comentário:

Anônimo disse...

Dylan não é só um dos grandes da sua geração - só não digo o maior, porque não sei hierarquizar amores -, mas também um dos grandes das posteriores, sem tiques de vedeta. Uma paixão minha, também, apenas tardia devido às contingências cronológicas. Parafraseando uma das suas músicas que mais gosto, Dylan será sempre "forever young". Aguardo ver o filme, para ver se lhe faz, de facto, justiça.