
(Costa Simões - 1819/1903)
"Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer" - Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Na sequência da prosa de Valeria Messalina, romana instruída nos corredores do Poder, achámos por bem trazer à memória do público, e de alguns expectantes e curiosos sociais democratas, exemplos de outrora.
Costa Simões, como a maior parte dos leitores sabe, foi uma ilustre figura da Medicina, do seu ensino e da investigação na Universidade de Coimbra, onde também foi Reitor. Duma forma desinteressada, porque se sustentava numa carreira profissional ímpar, foi também um político visionário.
A sua acção política não se confinou às Cortes, mas teve repercussão local, no seu concelho:foi o principal impulsionador da construção do edifício dos actuais Paços do Concelho, esteve em todo o processo da criação do Hospital concelhio e da Misericórdia, foi o primeiro dinamizador dos Banhos do Luso, construiu a Ponte de Casal Comba e os muros de S’Antana.
A mal do concelho da Mealhada, a forma que gerou este homem brilhante desvaneceu-se na poeira dos tempos. E se a excelência não reina entre políticos, aspirantes e "ateus políticos", felizmente contaremos com alguns - talvez não um punhado - exemplos de dedicação à res publica.
Saltando os conceitos e aproveitando Pessoa, sempre diremos que querer não é PODER. Muitos o querem, mas não podem ou, pura e simplesmente, não estão "civilmente habilitados" a exercê-lo, não obstante o seu imenso ego os empurrar para algo que certamente os derrubará.
Agora, chegávamos aos candidatos a candidatos que são colocados em cima das Mesas de discussão lá para os lados do C. C. Jardim que têm tido lugar nos últimos tempos. Sobre o que se discute, falaremos no próximo episódio.
Ave Caesar
2 comentários:
Gaius andas a prometer falar muito mas depois falas pouco.
É da inspiração Hitchkockiana. Há que criar suspense para o final ser mais apetecível.
Ave Caesar
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