
Era inevitável.
Uma das premissas que ao longo dos últimos meses Correia de Campos utilizou para justificar o encerramento de urgências por esse país fora, foi a de que seriam criados meios complementares tão ou mais eficazes que os serviços que se encerravam.
Obviamente que o Ministro andou a mentir aos portugueses. E tem sido confrangedor assistir diariamente a mortes que podiam e deviam ser evitadas, a socorros que não são prestados em tempo útil por descoordenação e falta de formação das entidades envolvidas, a enfermos abandonados horas a fio em ermos de hospitais.
Mas pensar em Correia de Campos como único responsável pela há muito anunciada demissão, seria torná-lo bode expiatório das políticas do Governo de Sócrates. O Primeiro-Ministro não sairá incólume desta demonstração de fracasso duma política de saúde que desprezou os cidadãos e os mais desfavorecidos por alguma ingrata geografia lusitana.
Ave Caesar
4 comentários:
Lá estaremos amanhã nas tomadas de posse para Sócrates nos ouvir...
Ahhh anadiense valente.
É assim mesmo.
Anadiense e demagogo...
Ao insulto a minha resposta é o desprezo.
Não somos da mesma laia...
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