segunda-feira, 1 de outubro de 2007

My left foot


O recém eleito presidente do PSD sumiu-se. Após as parcas declarações de vitória, esfumou-se, como se poderá esfumar a influência do PSD nos próximos 2 anos.
Acredita-se que Menezes poderá ter parado para ouvir. Mas do que ouviu, certamente concluirá que mais vale continuar escondido pois o futuro não lhe será risonho.
Há dias num jantar de influentes empresários nacionais dizia-se que se Menezes entrasse na sala e gritasse "Fogo, o edifício está a arder!!", ninguém arredaria um pé do seu lugar.
O estigma está-lhe colado na testa. E a essa aparente falta de credibilidade, soma-se o populismo demagogo e, porque não, perigoso.
Marcelo Rebelo de Sousa, quase na sequência da intervenção de Mário Soares, alertava já para os novos tempos que se avizinham. Vaticinava o Professor que Menezes sofre duma veia populista superior à de Santana Lopes. Tanto mais grave, quando o acusa de ter um bloco de interesses com o PS, fruto de nos últimos meses ter apostado em opor-se a todas as propostas de Marques Mendes e, por consequência, seguir linhas de rumo idênticas às de Sócrates, nomeadamente, na não redução de impostos, na regionalização e no referendo europeu.
Como fará então oposição ao Governo PS?
Uma única certeza vai ficar. Sócrates quase já garantiu a maioria absoluta em 2009. E a blindagem que Menezes irá fazer ao PSD irão tornar difícil apeá-lo nesse mesmo ano.
Ave Caesar.
Nota: Por cá, a outrora oposição já começou o seu trabalhinho para derrotar a Comissão Política em funções. Antigamente dizia-se que os regimes não eram derrotados, mas antes se corroiam internamente. A estratégia para o derrube está bem à vista: promoção da guerrilha Breda Marques/Carlos Marques com o "envenenamento" mútuo. E o pior é que parece que ambos caem na ratoeira.

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