segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Acédia ou assédio





"ACEDIA", escrevia Pacheco Pereira no ABRUPTO sobre este complexo pecado espiritual da imensa lista da Igreja Católica. Segundo S. Tomás de Aquino (Summa Theologica) a acedia é a indiferença face ao mal, uma "tristeza" face ao bem (Tristitia de bono spirituali) que mata a acção, um torpor perante uma obrigação presumida.

Este "estado de alma" é uma constante em Luís Filipe Menezes, perante o descarado plágio, perante a utilização dum jacto privado em campanha propriedade dum empresário com negócios vultuosos na cidade de Gaia e, ainda, perante um défice superior a 250 milhões de euros da Câmara que governa à distância.

Mas depois da ACEDIA, Menezes terá agora que lidar com outro "estado": o ASSÉDIO.

O assédio dos enjeitados de outrora, aqueles a quem Menezes vendeu a alma para poder ganhar estas eleições. Aqueles a quem prometeu os lugares de deputados no Parlamento Europeu, nas autarquias, e bons empregos que a influência do cargo pode arranjar.

O problema é que candidatos são muitos, mas os lugares são sempre escassos. Menezes deve recordar ainda o que causou a despromoção de Henrique Chaves pelo anterior 1º Ministro Santana Lopes.

Ave Caesar

Um comentário:

Anônimo disse...

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados... frequentemente e pela mesma razão".