Billie Holiday não cantava só os blues. Cantava uma dor de alma por uma vida que sempre lhe foi madrasta.A sua voz transportava o sentimento das agruras que ela transfigurava em poesia cantada. Em “Strange Fruit”, uma canção baseada num poema de Abel Meeropol sobre o linchamento, Billie exorcizava os seus fantasmas de infância.
“Lover Man”, uma canção escrita para si por Jimmy Davis, descrevia uma mulher que não conhecera o amor (“I long try something I never had”) ou a quem o amor fugia entre dedos ("lover man, oh, where can you be?”).
Ao longo da carreira Billie Holiday transformou decepções, desilusões, em momentos de génio. A nós, quando nostálgicos, ouvimo-la e encontramos a parceira ideal para os “blues” das nossa vidas.
8 comentários:
Faz-me lembrar a tristeza dos políticos que mencionam o número do telemóvel do seu "compagnon de route" com um blue incrível tendo por fundo o jazz do infortúnio. Tudo deu para o torto e a Lady Sing tehe Blues, se fosse viva e acompanhada do Lester Young estariam no estádio prometido pelo GBM à Pampilhosa linda como tributo de uns votos tão desejados.
Para meditar Gaius Julius Caesar Germanicus.
S� mesmo um director de jornal para andar sempre a falar no GBM.
Ciumes ou admira�o ou inveja ou �dio ou simplesmente falta de que fazer?
Se n�o gostas do gajo diz-lhe n�o andes � sempre aqui a falar dele.
Ainda por cima s� lhe d�s import�ncia que ele n�o tem. Ele � fraco mas assim at� parece um gajo importante.
Realmente aquela de escrever aqui o numero de telemóvel foi baixinha...
Deixaram aqui o numero de alguém?
Que horror nunca vi nada pior num blog.
É mesmo baixinha...
chamar nomes é uma coisa, denegrir uma pessoa também é outra coisa agora deixar um numero.
Ainda não sei como não foi preso.
Palhaçada.
Anda aqui um frroviário a divertir-se.
Estou farto de andar por todo este concelho e só ouço dizer mal do senhor Breda Marques e do senhor enfermeiro, tudo por causa de um simples telemóvel. Eu também não achei nada bem a farsa do senhor Breda mas em política vale tudo e o senhor Breda mais o enfermeiro parece que já não têm vida para estas coisas. Na minha opinião deviam dar o lugar a outros.
Faz sugestões.
Que tal o antónio miguel ou o canilho?
e o mineco? o poliglota do Luso?
sim já fala melhor ucraniano que lusence.
Meus senhores, os vossos comentários não fazem jus à dor que o Gaius descreve no post sobre a Lady Day. Blues é uma tristeza/dor instalada na alma, não no cotovelo...
Gaius, diz-se que a Billie Holiday cantava a sua dor mas não a pena de si mesma; li o seu post nesse sentido. Como deve saber, provavelmente mais do que eu, ela tem tb muuita coisa menos "blue", oscilando entre a entrega desmedida e dor da perda, entre a fé na humanidade e o sofrimento humano. Belissimamente excessiva numa voz-promessa. Apreciação global do post: "me myself an i (...) we all think you're wonderful, we do".
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