terça-feira, 14 de abril de 2009

O País relativo


Socrates adoraria que Portugal fosse o oásis que ele anuncia. Que o País fosse a imagem da inauguração do lavadouro da mais recôndita terrinha como se de um grande acontecimento se tratasse, da colocação da primeira pedra de mais uma rotunda numa secundaríssima estrada rural.
O Primeiro Ministro gostava de viver num País onde os políticos suspeitos de corrupção passassem impunes, onde a comunicação social não questionasse a sua seriedade nem investigasse o lodaçal do processo Freeport. Preferia com certeza que qualquer jornalista que juntasse a palavra "Sócrates" e "corrupção" fosse sumariamente condenado a prisão perpétua sem hipótese de recurso.
Sócrates gostava também de não ter uma família como a sua que não teve pejo em usar esse laço sanguíneo para ganhar uns favores.
Infelizmente para ele, vive num país onde a cada dia surgem mais casos referenciados de carência alimentar e higiénica em crianças de tenra idade. Num país cuja crise se sente de forma mais severa.
Claro que para o "nosso" Primeiro Ministro tudo é relativo e os casos de fome que surgem são casos pontuais, preferindo sacudir casposa responsabilidade dos ombros a apontar uma solução.
Ave Caesar

Um comentário:

Pedro Costa disse...

Agora que nos querem fazer pensar que não há ricos, o jargão vai passar a ser: "Os putos que paguem a crise"