quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O que não se disse e fazia falta.



O Mealhada Moderna desta semana brindou-nos com uma aguardada entrevista mas que se veio a revelar uma desilusão para os leitores atentos à política concelhia.

Na verdade foi mais o que ficou por dizer do que aquilo que foi dito, ficando-se sem perceber qual o verdadeiro objectivo da entrevista.
Porque se a intenção era esclarecer a divergência entre socialistas sobre a não aprovação da restruturação orgânica da Câmara e a aparente ilegalidade da proposta do Executivo, bastava o Presidente da Mesa da Assembleia fazer um breve comunicado.


Mas analisemos o que foi dito.

O sumo que retiramos da entrevista resume-se à forma como Marqueiro qualifica Cabral: mentiroso e sobranceiro.
Marqueiro afirma que Cabral não podia ter mostrado surpresa quando confrontado com a proposta de chumbo apresentada por Miguel Felgueiras porque, tendo estado na reunião da Comissão Política onde o assunto foi abordado, conhecia bem as reservas que foram levantadas sobre o assunto. Por outro lado, não se mostrando sensível às alterações propostas pela Comissão Política e mesmo assim insistindo e forçando a sua aprovação na Assembleia mostrou uma inusitada sobranceria.

Resumindo, Marqueiro dá uma entrevista para zurzir na "joia da coroa" de Cabral, a sua dilecta assessora jurídica, procurando demostrar que Cabral, dos seus 19 anos de vida autárquica, ainda muito tem a aprender... com ele, Marqueiro, óbviamente!

Mas a entrevista foi uma verdadeira decepção porque, incompreensivelmente nem uma questão foi colocada sobre as eleições autárquicas, sobre a intenção ou desejo de Marqueiro se candidatar, sobre o balanço que faz do mandato de Cabral, e sobre a opinião que o ainda Presidente da Assembleia Municipal tem sobre os projectos dos Paços do Concelho, Campo de Golfe da Pampilhosa, Plataforma Rodo-Ferroviária da Pampilhosa e implantação e desenvolvimento das Zonas Industriais do concelho.

Enfim, noutros casos - entrevistas - houve preocupação em se jogar com o baralho todo, não poupando nas questões polémicas e confrontando os entrevistados com elas.

Nesta caso foi uma entrevista demasiado contida e quase desnecessária, quando atendendo à envergadura do entrevistado, muito mais se podia exigir ao entrevistador.

Ave Caesar

6 comentários:

Anônimo disse...

Para a próxima fazes tu a entrevista.

Anônimo disse...

Tb podiam ser como as do Jornal da Mealhada. Enviadas para responder em casa e sempre iguais.

Anônimo disse...

O MM devia aprender com o Canilho.

Anônimo disse...

Carlos Marques nem qualidades tem para ser candidato à junta da Pampilhosa, quanto mais para a Câmara.
Mas, sonhar faz bem, alimenta o ego, dá de comer ao seu narcisismo…
O Carlos Marques pode ir a tempo, é tentar criar a junta de freguesia do Canedo…mas, mesmo assim se tal fosse possível, ele com toda a certeza não ganharia.
É muita presunção e água benta, em que nada se aproveita, tipo nêspera em que é bonita parece deliciosa, e na primeira trinca quase partimos os dentes pois é só caroço e a casca é azeda!...
Ele não foi já o director?
E foi também cronista, não sei do quê? Mas talvez lhe arranjem alguma coisa porque ele anda desesperado!...

Anônimo disse...

só lembrar ao comentador que o Cabral esta na camara há 30,30 ANOS e não 19,mas ainda vai a tempo de igualar o de Santa Comba,que diga-se não passava de um aprendiz ao pé destes democratas...........

D'artagnan disse...

Nem todos os peixes nadam em cardumes e nem todos nadam junto à superfície da água...