domingo, 5 de outubro de 2008

O que seria feito de si?


Há pouco, após passar os olhos pelos meus vizinhos, assaltou-me um raciocínio acerca dos nossos tão criticados políticos concelhios: o que teria sido deles se não fosse a política?
Começando pela "doce oposição" recordo que há 20 anos César Carvalheira talvez estivesse nos seus anos de glória empresarial, tendo pouco depois deixado a Mealhada para se perder pelo mundo futebolistico como Vice -Presidente da Federação de Futebol então liderada por Vítor Vasques. Que lhe traria a vida se não fosse a política? Provavelmente não teria tido aquela debutância pelas esferas do desporto e continuaria na senda das obras públicas. Hoje por certo estaria melhor - financeiramente, digo - mas igualmente afectado pela crise que arrasa qualquer empresa de pequena ou média dimensão.
A Breda Marques vaticinava-lhe o mesmo futuro, mas sem palco. Dedicado a uma empresa por si criada do nada, sem ajudas de "padrinhos" que, para o caso, pouco ou nada serviriam. Por certo, e ao contrário do antecessor e também empresário, estaria de melhor com a vida.
No PS a situação parece que se inverteria. Há vinte e cinco anos , mais coisa menos coisa, Cabral era um ilustre desconhecido professor não licenciado substituto numa Secundária da Mealhada. Hoje seria isso e nada mais, sem qualquer desprestígio para uma classe que admiro pelos enormes sacrifícios sem compensação à altura.
Marqueiro era também há 20 anos um economista duma empresa à beira do colapso e, provavelmente, não obstante as capacidades técnicas que lhe reconhecemos, ter-se-ia perdido numa imensidão de técnicos sem soluções para o desafogo das empresas que representariam.
Fácil é ver quem são os beneficiados da política e quem são aqueles que necessitam de se agarrar à sua influência política como lapas, pois, à falta dela, tudo na vida lhes seria uma madrasta.
Ave Caesar

7 comentários:

margarida - デイジー disse...

Gaius, não querendo defender ninguém, porque não me relaciono de nenhum modo com qualquer um dos mencionados, responda-me a uma pergunta: e se os que não estão, estivessem estado todos estes anos na presidência da Câmara, como julga que estariam agora?
Não querendo cair em dogmas, a verdade é que se a política não oferecesse algo, se calhar não haveriam tantas pessoas a querer esse poder.
Compreendo e elogio essa sua necessidade de defender a sua dama, mas já pensou na situação inversa? Não a da luta partidária, mas a do viver no poder e dos resultados que se obtêm daí?
É apenas uma opinião, sem intenção de o querer ofender.

Cumprimentos

Anônimo disse...

Os resultados práticos é arranjar lugares e tachos para as respectivas dfamilias politicas mas não para os próprios.

Os resultados práticos é quando não conseguem encaixar o amigo serem cilindrados constantemente pelo ciume ou pela desconfiança de não se terem esforçado muito.

Os resultados práticos é terem palco que os enche de vaidade e que só por si vale mais que dinheiro (para alguns).

Os resultados práticos é serem enxovalhados todos os dias mesmo por quem não os conhece.

Gaius Germanicus disse...

Cara Margarida,
Não tomo a sua intervenção/reflexão como ofensiva. Muito pelo contrário. O exercício que propõe é igualmente válido: o que seria do concelho da Mealhada se o PSD tivesse ganho eleições há 20 anos?
Acredito que seria diferente. Não sei se seria melhor.

Já agora, não defendo qualquer dama. Por norma vou comentando aquilo que vou lendo e aquilo que me dizem ao ouvido. Tudo sem colocar em causa uma certa ideologia que comungo e que não é, certamente, socialista.
Sobretudo procuro não me cegar com nada nem ninguém.

Volte sempre

Ave Caesar

Anônimo disse...

Recorde-se do que o PSD fez na Camara entre 1985/1989,extrapole para os dias de hoje e aprecie o resultado final.

Anônimo disse...

Ora então lembra-nos lá: que diferenças são essas?
Não me recordo daquele Inferno e não vejo, actualmente, Paraíso algum.
Mas se quiseres fazer o favor de demonstrar...

Anônimo disse...

Anónimo das 23.13 quantos anos tens?Só te respondo se tiveres menos de 35 anos.

Anônimo disse...

E que tal se, em vez de tergiversares. respondesses à pergunta?
Vá lá, desafio-te: ALINHA TRÊS OU QUATRO GRANDES DIFERENÇAS.
Ou será que dás uns tiros de pólvora seca só para fazer barulho?