
Entre nós, o caciquismo tem uma conotação pejorativa. Num significado histórico, cacique seria um chefe tribal indígena. No significado etimológico de origem espanhola é somente o "chefe político".
Relembro o caciquismo a propósito das últimas eleições directas do PSD e a influência dos caciques locais nos resultados finais. A Madeira foi um caso paradigmático da influência do "chefe tribal" no resultado final. Nas últimas directas, Alberto João Jardim apoiou Marques Mendes e a votação no ex-lider do PSD foi maciça. Nas directas do passado dia 31 de Maio, Jardim apoiou Santana e os votos dos madeirenses, caso tivéssemos em conta as últimas directas, não foram para Manuela ferreira Leite, mas transferiram-se em idêntica proporção para Santana Lopes. Ou seja, os votos seguiram o cacique.
Na Mealhada a regra do caciquismo foi mais ou menos idêntica, não obstante a elevada abstenção, fruto da natureza essencialmente rural do concelho e do estranho horário escolhido para a eleição.
Nas directas que opuseram Mendes a Menezes, o agora líder da concelhia apoiou Menezes. Seria natural que esses mesmos votos se passassem para Santana. Sucede que César Carvalheira apoiou neste acto eleitoral Manuela Ferreira Leite e, no universo de votantes, a lista por si apoiada teve maioria absoluta, distanciando-se da média nacional.
Este exemplo mostra de forma clara, que não obstante os atropelos de que foi acusado, é o cacique quem manda no concelho. Os militantes seguem o chefe da tribo.
A prova dos nove da tese do caciquismo será quando os ditos 500 militantes puderem votar. Se o cacique ganhar, quem será capaz de o destronar?
Ave Caesar
14 comentários:
De que serve a um partido ter um chefe de tribo que consiga arrebanhar os votos dos militantes se depois não servem para nada?
Todos sabemos que o chefe tribal presidente do PSD Mealhada teve um pé em cada uma das candidaturas. Aliás escolheu os três mandatários.
Os votos na Manuela apesar de poucos foram maioritários mas é uma leitura completamente enviezada pensar que têm a ver com o chefe tribal.
A familia do Tiodomiro que não tem amor nenhum pelo chefe tribal votou Ferreira Leite. O Breda Marques que anda às cabeçadas com o chefe tribal votou Ferreira Leite. A JSD apoiou publicamente Ferreira Leite. E o Gaius entende que os votos se devem ao arrebanhador Carvalheira.
Fora alguns que votam por convicção e se estão a marimbar para as instruções de qualquer chefe.
Gaius tens que refletir melhor. Se calhar até os candidatos contra o chefe tribal votaram Ferreira Leite depois de almoçarem com o chefe.
O almoço está atravessado na garganta...(de que falaram eles?)
Pareçe que na JSD tb há caciques, não se ponham finos
Caro Gaio,
A primeira parte do seu "post" está muito bem escrita... e prova apenas que ouve o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. O que não é nada mau mas a análise não é de sua autoria e a referência ao professor deveria ser mancionada.
Quanto à 2ª parte do "post" está simplesmente errada na análise. Nas eleições Menezes vs MMendes foi MMendes que teve a vitória na Mealhada. O facto de agora ter sido MFereira Leite a ganhar - a mesma candidata que foi agora apoiada por César Carvalheira - não significa que os militantes da Mealhada mudaram a orintação do seu voto! Muito pelo contrário! Os militantes mantiveram a linha de voto... e César Carvalheira, por uma vez, decidiu dar ouvidos ao querer do "seu povo"!
Resta-nos esperar que assim aconteça também noutras guerras...
O Carvalheira só tem um povo. Chama-se João Peres.
Não me digam que o Gaius (essa eminência parda) copiou a análise de outrém...
És um COPIÃO Gaius!!!!!
Marcelo Gaius Rebelo Germanicus de Sousa.
És uma vergonha Miranda Ferreira!
Um plagiador
Caros anónimos,
Não confundam este espaço de debate com qualquer chafurdice vizinha.
Entretanto, se quiserem ser intelectualmente correctos, façam um esforço de investigação e descubram as centenas de artigos que já foram escritos sobre o fenómeno do caciquismo e a análise da influência do mesmo sobre os resultados eleitorais.
MRS não inventou nada, apenas adaptou e desenvolveu aquilo que há muito se escreve.
Num artigo recentemente publicado pelo provedor do leitor do DN, Mário Bettencourt Resendes, definem-se claramente as fronteiras entre o que é plágio e inspiração. Todos colhemos inspiração em diversos locais, sendo certo que é considerado plágio quando nos apropriamos da obra intelectual e escrita de outrém.
A diferença deste post para o do "verdadeiro Plagiador" - vejam post publicado há uns tempos aqui na Milha - é que aqui não foi "republicado" ipsis verbis aquilo que já havia sido escrito por outrém, apenas nos inspirámos em escritos e ditos de outrém para construir um texto adaptado à nossa realidade.
Quanto ao não concordarem com a análise, bom sempre estamos numa democracia.
Ave Caesar
hummmm Gaius Gaius descobriram-te a careca.
Felizmente o Gaius tem uma farta cabeleira.
Ave Caesar
pois pois
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