domingo, 1 de junho de 2008

A Marcha Fúnebre


É ao som do terceiro movimento da sonata nº 2 para piano em si bemol menor, op. 35 de Frédéric François Chopin, que vos escrevo este post no rescaldo das eleições do PSD.
A escolha não foi, obviamente, inocente e diz tudo ou quase tudo sobre os resultados finais.
Manuela Ferreira Leite, teve 37,91 % dos votos, mais 6% do que Pedro Passos Coelho (31,09%). Pedro Santana Lopes, o terceiro mais votado, teve 29,55%.
Nada que o oráculo romano da Milha já não tivesse previsto.
Mas maior que a satisfação de ver Santana Lopes derrotado, é ver definitivamente afastados Menezes e Ribau, os grandes obreiros do período mais estupidificante do PSD. Com eles o PSD tornou-se um freak show, um bizarro fenómeno de feira, um partido de charneira, invisível e incredível.
Uma nova era abrir-se-á até às legislativas do próximo ano e aí saberemos se o futuro próximo passará por Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho ou... Rui Rio, o auto proclamado bombeiro do PSD.
Para já todos respiramos melhor por termos, num passe de prestidigitação, feito desaparecer todo o rancor, fel e ressabiamento idiota dum intratável Menezes.
Cabe a Manuela Ferreira Leite federar o PSD à imagem daquilo que Cavaco fez em 1985. Para isso já conta com o apoio declarado de Passos Coelho. Quanto a Santana, seria demasiado dizer que esta foi a sua Marcha Fúnebre.
Ave Caesar

Um comentário:

Luz de Almeida disse...

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