
Há resultados eleitorais que são verdadeiras falácias sujeitas a interpretações distorcidas.
O acto eleitoral para a Comissão Política do PS e que conduziu Rui Marqueiro à sua Presidência é o espelho do que atrás me refiro.
Segundo rezam os resultados, Marqueiro obteve 158 votos contra 62 da lista de Calhoa. Fiando-nos na prosa do "senhor todo poderoso do Luso" (o próprio dixit), cerca de 100 dos 158 militantes que votaram Marqueiro são do Luso. Alargando a base de análise, e tendo em consideração os resultados das autárquicas de 2005 - 762 votos no PS para a CMM no Luso - concluiremos que 13% dos eleitores que votaram no PS na vila do Luso são igualmente militantes.
Indo mais além, e só pesando os militantes do Luso, concluiremos igualmente que Rui Marqueiro terá influência naquela vila e, quando muito, na Antes. E desta análise, Carlos Cabral e José Calhoa têm que dar a mão à palmatória porque, não obstante a sua lista ter falado na necessidade de renovação, mostrou uma incapacidade confrangedora em fazer novos militantes.
Agora, façamos o seguinte raciocínio: Imaginemos que Carlos Cabral e José Calhoa tinham a mesma capacidade de fazer militantes - esquecendo princípios e arregimentando todo o bicho careta que lhes passasse pela frente - que o inefável Secretário da Junta de Freguesia do Luso? Imaginemos que conseguiam uma igual percentagem de militantes entre os votantes socialistas?
Pois bem, o resultado seria um acréscimo de 200 militantes nas freguesias da Pampilhosa e de Barcouço, o que daria uma margem folgada à lista derrotada nas primárias socialistas.
Tudo isto para dizer o quê. Quem se submete a eleições partidárias sabe, ou devia saber, que há um trabalho árduo junto dos militantes, junto dos simpatizantes, junto daqueles ainda não convertidos. Os resultados eleitorais nunca são favoráveis àqueles que somente contam com os "amigos" mais dilectos, àqueles que não descem às bases, ao povo, porque, na altura do voto vale tanto o do mais histórico como o do mais anónimo militante.
Ave Caesar
O acto eleitoral para a Comissão Política do PS e que conduziu Rui Marqueiro à sua Presidência é o espelho do que atrás me refiro.
Segundo rezam os resultados, Marqueiro obteve 158 votos contra 62 da lista de Calhoa. Fiando-nos na prosa do "senhor todo poderoso do Luso" (o próprio dixit), cerca de 100 dos 158 militantes que votaram Marqueiro são do Luso. Alargando a base de análise, e tendo em consideração os resultados das autárquicas de 2005 - 762 votos no PS para a CMM no Luso - concluiremos que 13% dos eleitores que votaram no PS na vila do Luso são igualmente militantes.
Indo mais além, e só pesando os militantes do Luso, concluiremos igualmente que Rui Marqueiro terá influência naquela vila e, quando muito, na Antes. E desta análise, Carlos Cabral e José Calhoa têm que dar a mão à palmatória porque, não obstante a sua lista ter falado na necessidade de renovação, mostrou uma incapacidade confrangedora em fazer novos militantes.
Agora, façamos o seguinte raciocínio: Imaginemos que Carlos Cabral e José Calhoa tinham a mesma capacidade de fazer militantes - esquecendo princípios e arregimentando todo o bicho careta que lhes passasse pela frente - que o inefável Secretário da Junta de Freguesia do Luso? Imaginemos que conseguiam uma igual percentagem de militantes entre os votantes socialistas?
Pois bem, o resultado seria um acréscimo de 200 militantes nas freguesias da Pampilhosa e de Barcouço, o que daria uma margem folgada à lista derrotada nas primárias socialistas.
Tudo isto para dizer o quê. Quem se submete a eleições partidárias sabe, ou devia saber, que há um trabalho árduo junto dos militantes, junto dos simpatizantes, junto daqueles ainda não convertidos. Os resultados eleitorais nunca são favoráveis àqueles que somente contam com os "amigos" mais dilectos, àqueles que não descem às bases, ao povo, porque, na altura do voto vale tanto o do mais histórico como o do mais anónimo militante.
Ave Caesar
3 comentários:
Pois.
Alevantar o cú do sofá e pôr-se a caminho, dá muito trabalho.
Pois isto não passou de uma grande golpada.
Os militantes PS deveriam estar envergonhados com esta forma de caciquismo.
O que o Concelho espera destes "novos" dirigentes é que todas as freguesias tenham no futuro a mesma consideração e que, os "novos donos" não tenham que pagar os elevados favores que os lusenses tão diligentemente lhes prestaram.
Claro que sim, Gaius; e também é verdade que todos os partidos precisam dos "cola cartazes" e quejandos. Contudo, e ainda que a política vise o poder, é por culpa dos que pensam que todos os meios justificam os fins (e perdoe-me o cliché)que a população tem este descrédito crescente pela política. Falta-nos cultura política tanto do lado do povo, quanto do lado de grande parte dos nossos políticos.
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