
Para mim não há bons e maus ditadores. Há simplesmente ditadores e ditaduras.
Nunca embarquei na teoria dos heróis românticos que fizeram "revoluções libertadoras de povos oprimidos".
Cuba parou no tempo nos anos 60. Visitá-la era entrar na "Máquina do Tempo" de H.G. Wells e recordar algo que é apenas memória. Fidel vivia e vive num mundo que não existe, um mundo que, quando muito, deixou de existir com a Queda do Muro de Berlin e a desagregação da União Soviética.
Por isso, a notícia da sua renúncia - suspeita-se que há mais de um ano que não estava no uso das suas capaciaddes mentais - só pode ser um sinal de esperança a uma maior abertura à democracia, a eleições livres e ao fim das perseguições aos opositores políticos, entre eles dezenas de jornalistas que se encontram presos por delito de opinião.
Ave Caesar
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