domingo, 20 de janeiro de 2008

O Segundo Sexo


Simone de Beauvoir dizia " Não se nasce mulher, tornamo-nos mulheres". A frase tornou-se um ícone ao feminismo que a filósofa revolucionou.
Após séculos de opressão diríamos que hoje o feminismo triunfou. Exemplo disso é o facto de pela primeira vez na sua História, o país mais poderoso do mundo ver com reais possibilidades uma mulher a chegar à Presidência do país.
Perguntariam, mas é só mais uma mulher esteriotipadamente americana? Julgamos que não.
Hillary Rodham jamais foi uma americana típica, daquelas que vemos nas "Desperate Housewifes" imensamente preocupadas com os seus êxitos no mundo da doçaria. Hillary, antes de ser Clinton, foi uma activista universitária pela igualdade e pelos direitos abjectamente negados por uma América de falsos puritanismos.
Já com Bill Clinton governador do Arkansas, continuou a exercer a advocacia, nunca se permitindo ser uma sombra do marido, mas sendo demasiadas vezes o farol que o conduzia.
A Presidência de Bill Clinton também não lhe trouxe a bonança. Teve um papel activo na tentativa de reformas da Saúde, Educação e Segurança Social. Pelo meio viveu a tempestade Lewinsky.
Fraquejou no seu percurso? Claro. Como todos os homens e mulheres, também sofre. Expôs-se, mas sobreviveu ao adultério presidencial.
Mas das fraquezas fez forças e hoje é a mais séria, e também mais credível, candidata a ocupar a sala oval.
Hillary nasceu mulher, mas foi a pulso que se fez MULHER.
Ave Caesar

5 comentários:

Anônimo disse...

De acordo.

Anônimo disse...

Quando olharmos a História com isenção, chamar-lhe-emos Primeiro Sexo.

Anônimo disse...

Primeiro ou segundo...o importante é que seja sexo!

Anônimo disse...

Não gosto. Não gosto e pronto! Não sei bem o que é, mas há nesta tipa algo que não me cheira bem...

Gaius Germanicus disse...

Isto é como falar de caracois: há quem se perca por eles e há quem nem os possa cheirar.

Ave Caesar