segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O desnorte


Aquilo que normalmente se exige aos políticos é que sejam consequentes e coerentes.
Não queremos com isto dizer que as nossas opiniões sejam imutáveis, mas é bom que não mudem de acordo com as conveniências.
Ao longo dos últimos anos o PSD sempre teve uma atitude crítica com a acção (ou mais a omissão) da Junta de Turismo do Luso-Buçaco. Para aquela força política a Junta nunca defendeu ou promoveu as enormes potencialidades turísticas da região que lhe cabia representar.
Perante esta posição, seria de crer que o PSD local não ficasse sequer importunado com a extinção das Juntas de Turismo, desde que essa restruturação passasse obviamente pela integração da região numa outra mais vasta que defenda duma forma mais global os interesses do Luso e Buçaco.
Pois parece que não. O dirigente local do PSD preferiu o politicamente correcto e criticou a extinção das Juntas, afirmando que moverá montes e vales para que no seio da nova Região de Turismo se crie um posto de turismo no Luso, desconhecendo à semelhança de todos nós, o que irá ser feito de futuro no âmbito desses novos organismos.
Noto que o PSD tem passado demasiado tempo a apregoar medidas inconsequentes. Começam a ficar famosas as conferências de imprensa e os comunicados sobre nada e a falar de coisa nenhuma. Onde as promessas são feitas, mas a prática acaba por as esfumar.
Estaremos atentos às grandes iniciativas que o partido tomará de futuro, a bem do turismo do Luso-Buçaco.
Ave Caesar

16 comentários:

Anônimo disse...

Esse prosélito da pampilhosa nem sabe o que diz. Rebusca no dicionário umas palavras para parecer que sabe alguma coisa.

Anônimo disse...

Já uma vez afirmei que o PSD deve estar a precisar de Gaius, pois segundo esse senhor!!! que se calhar até é militante deste partido, os dirigentes locais e vereadores só são inconsequentes e nada fazem em prol do concelho. Seja adulto, assuma-se e milite e não critique só negativamente.

Gaius Germanicus disse...

Caro anónimo,
Acredite que me regozijarei sempre que o PSD mostrar mérito. Não pretendo, de forma alguma, ser um profeta da desgraça alheia.

Entretanto aproveito para deixar mais uma nota referente ao post. O dirigente do PSD que zurziu na Câmara e mostrou preocupação com o futuro dos assalariados da Junta de Turismo Luso-Buçaco sabia ou tinha obrigação de saber que estes irão ser integrados na Área Regional de Turismo do Centro. E saberá também que as autarquias terão representação directa na ARTC.
No entanto, a um Município com o potencial turístico da Mealhada não se pode esperar que sejam os outros a fazer o seu trabalho. Nessa óptica, e espero que os responsáveis já o pensem há muito, deverá ser criada uma Secção Municipal do Turismo.

Ave Caesar

Anônimo disse...

Esse turista que zurziu na Câmara não sabe o que diz.
Nem de enfermagem percebe quanto mais de Turismo.

Anônimo disse...

Caro Gaius:

Saberá o senhor com certeza, o que os vereadores do PSD deveriam fazer numa situação como esta? Claro que sabe, quem critica a posição assumida por outros, naturalmente tem uma posição sobre o assunto. Pois muito bem, que venha ela, quem sabe se os seus ensinamentos não fazem jurisprudência por tão acertada e seguidista que é a sua opinião.
Quanto a zurzir, o senhor zurze, outros zurzem e eu também vou zurzir. Sabe o senhor qual foi a primeira informação passada aos assalariados da JT quanto ao seu futuro?
Pois meu caro, neste particular a verdade está no lado oposto do seu discurso e por isso, uma vez, todas!!!
Excepto se o senhor “os tiver no sitio” e se vá informar junto dos mesmos.

Muito respeitosamente ficamos a aguardar,


PAG.

Anônimo disse...

É preciso ser mesmo canhesto. Estavas tão bem na Junta da Pampilhosa ao lado do Emanuel.
Estes vereadores nem sabem onde fica a junta turismo e vêm para aqui falar.

Gaius Germanicus disse...

Caro anónimo ou, quiçá, Sr. Vereador,
Como sabe, porque o presumo pessoa bem informada, a possibilidade de extinção das Juntas de Turismo não é recente. E desde essa altura se sabia também que, numa óptica de descentralização e reforço dos poderes das autarquias, que as Câmaras iriam ter um papel de relevo não só na constituição e integração dos orgãos das novas Regiões de Turismo, como iriam ser chamadas, de modo próprio, a estabelecer estratégias para o Turismo.
Ora, um político interessado teria nessa altura - e recordo que o PSD estava no poder - encetado os contactos com o Instituto de Turismo de Portugal, que como sabe até tem uma linha de apoio às Regiões e Juntas de Turismo, onde podia obter a devida informação sobre a constituição das futuras Regiões de Turismo, competências, orgãos, etc. Logo aí seria informado que o que se previa era mesmo a integração dos assalariados das Juntas na ARTC.

Agora, meu caro anónimo, aquilo que não pode fazer é crer em tudo o que lhe dizem como sendo a mais pura verdade. Recordo-lhe um recente episódio dum incêndio na Pampilhosa onde o Vereador do PSD, por ter acreditado no que não devia, foi obrigado a fazer uma série de pedidos de desculpa.

Ave Caesar

Anônimo disse...

O desnorte paira na cabeça desse senhor e não sabe o que diz. Ouve aqui e ali e manda umas papaias para mostrar serviço ao chefe dele.
Essa do incendio foi humilhante mas ainda se conseguiu vitimizar.
É ridiculo.

Anônimo disse...

Meu caro Gaius,

Só faltava V.Ex.a. perder a pose imperial e através de um processo de intenções iniciar a caça às bruxas.
Sossego-o desde já quanto a qualquer actividade política. Nunca tive, não tenho nem pretendo vir a ter, no entanto respeito todos aqueles que dão o seu melhor para esta causa e que não raras vezes estão expostos aos painéis de opinião ou por outras palavras, expostos aos paineleiros. As minhas causas são outras, quiçá mais gratificantes pela sua nobreza.
Nem comento a sua argumentação política por tão flácida que é. Agora reafirmo tudo o que disse relativa à primeira informação passada aos assalariados da JT, quanto ao seu futuro. Reafirmo que o seu primeiro comentário e o de outros neste post estão no lado oposto da verdade.
Mais uma vez, desafio V.Ex.a. e aqueles que o seguiram nos comentários, que se “os tiverem no sitio”, confirmem ou desmintam junto dos visados essa informação.

Continuo a aguardar,

PAG.

Gaius Germanicus disse...

Meu caro anónimo,
Correndo o risco de me repetir, diria que acredito nos factos e nunca nos boatos, no "diz que disse" ou, para ser mais actual, nos chamados "mitos urbanos". Uma das regras básicas da confirmação da veracidade dos factos deverá ser sempre ouvir a versão de ambas as partes porque, por norma, a verdade estará o meio e nunca nos lados.
Sobre a flacidez da argumentação política, diria que o caro anónimo preferirá tergisversar sobre a realidade do que propriamente enfrentá-la. A diferença entre uns políticos de algibeira e os hirtos reside no facto de estes últimos fazerem sempre o trabalho de casa e nunca copiarem para passarem no dificil exame dos plebiscitos.

Ave Caesar

Anônimo disse...

O vitor matos é vergonhoso porque nem sequer foi ao incendio.
Eu ao menos fui lá e ainda socorri umas moscas que pairavam por ali com excesso de fumo nos pulmões e no fim ainda tive tempo de beber uns tintos com o meu compadre.

Anônimo disse...

Sabe meu caro Gaius, não é fácil, ao contrário do que V.Ex.a julga,apoiando-se num discurso circular, justificar o injustificável. Eu também acredito nos factos, e estes,sustento-os na fidelidade das fontes.
Dou por encerrado este breve diálogo cometendo uma pequena inconfidência. Sou do povo e cá entre nós, especialmente os mais idosos e experientes costumam dizer muito sábiamente que aquele que julga tudo e todos e tem opinião formada sobre tudo e todos,pode estar a esquecer-se de duas coisas: o que julgam e que opinião tem sobre si. E isto leva-nos aos valores, uns tem, outros...

Anônimo disse...

Mas qual incêndio??
A Pampilhosa já está a arder???
E ninguém diz nada????

Anônimo disse...

O vitor Matos não esteve no incêndio da Pampilhosa Alta.

Anônimo disse...

O PAG calou-te Gaius?

Gaius Germanicus disse...

Caro anónimo,
Tenho-me igualmente como um homem simples, não julgando os outros mas sabendo que também me julgam a mim. Diria que opinar tem os seus riscos: uns concordam outros nem por isso.
Mas não será por divergirmos que seremos levados a desistir dos nossos propósitos.
Mas não confundamos a simplicidade humana com a ausência de pensamento. Como alguém um dia disse, "a simplicidade de carácter é o resultado natural de profundo raciocínio".
Volte sempre

Ave Caesar